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domingo, 25 de setembro de 2011

PM reduz policiamento nas ruas para prestar segurança particular no Rock in Rio






Mais uma vez no Rio se misturam os negócios públicos com privados. Não tem o menor cabimento a Polícia Militar fazer a segurança dentro da Cidade do Rock, um espaço particular (até 2015 está cedido ao empresário Roberto Medina). Que era preciso reforçar a segurança no entorno isso ficou evidente depois da onda de assaltos do primeiro dia. Mas na parte interna não cabe à Polícia Militar, nem à Guarda Municipal fazer segurança privada, como aconteceu neste sábado. Foi assinado convênio? É claro que não. Cabral cedeu a PM, Eduardo Paes, a Guarda Municipal. 

Agora eu lhes pergunto: quando eu fizer uma festa do meu programa de rádio na rua como realizo há muitos anos, será que vou poder contar com a PM e a Guarda Municipal para cuidarem da segurança?

Não custa lembrar que o ingresso mais barato custou R$ 190 e que foram vendidos 700 mil. O prefeito Paes bancou a Cidade do Rock, o governo Cabral construiu uma estação da CEDAE graciosamente. Isso fora as isenções fiscais. Para quem não sabe os patrocinadores privados do Rock in Rio ganharam 80% de isenção fiscal. Assim é fácil.

Não sou contra o Rock in Rio, mesmo não sendo a minha praia. É um evento importante para o Rio, movimenta a economia. Isso é uma coisa. Agora o que sou contra é o dinheiro e os serviços públicos serem franqueados para um evento particular que de popular não tem nada em detrimento da população. Isso está completamente errado.

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