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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Associações militares x cidadania

               
  Por Marcelo Anastácio
         Vejo muitos colegas de farda se queixarem da postura de algumas associações, na maioria das vezes com toda razão, seja pela inércia de alguns advogados, seja pela má fé de alguns dirigentes que sequer prestam contas para os sócios. Há associações que inclusive ameaçam processar ou abandonar a causa dos sócios que ousarem a fazer qualquer tipo de denúncia.

             Hoje é um dia especial, 20 de outubro de 2011, e a história é construída pela massa, que derruba mais um ditador Muamar Kadafi, que se arvorou no poder da Líbia por mais de quarenta anos. Mas, o que tem a ver  um assunto com o outro, ainda mais em se tratando de notícia internacional. O povo quando participa será sempre, sempre o soberano, e nas associações não é diferente. Quantos de nós quando vemos os atos de convocação para assembléia, (nas raras vezes em que são divulgados), quantas vezes nós fomos? Quantas vezes deixamos o churrasquinho, o futebol, a pesca para participar de algum evento na associação? Qual o sócio que um dia teve coragem de denunciar um advogado na OAB, além de processá-lo por mal atendimento ou abandono da causa? Não temos essa cultura, por isso não se presta contas, por isso não somos respeitados.
        
            Não haverá milagres seja na associação militar ou de bairros, seja no partido ou nação, se não mudarmos a nossa concepção diante da política. Enquanto alimentarmos o discurso plantado por aqueles que  deturpam a coisa pública, de que a política é suja, sempre veremos aquela mesma meia dúzia, que perdura no     
senado, no congresso, nas câmaras de vereadores e nas associações militares. Ou participamos para construirmos juntos o nosso futuro, ou viveremos alheios, sendo comandados, subjugados e oprimidos pelos tiranos, oportunistas e derrotados principalmente pelo nosso comodismo. Temos que participar, e literalmente  vestir a camisa, não apenas no dia do jogo, mas, todos os dias. Ser brasileiro quando o hino toca é passageiro demais, temos que cantá-lo no dia-a-dia.
          
           Por isso, temos que participar das chapas, ou pelo menos nos mantermos bem informados para saber em quem não votaremos, e a partir daí tudo fica mais fácil. Não existem salvadores da pátria, muito menos em associações. Eles os eleitos, têm que se sentir vigiados, para que tenham zelo e probidade. Ir votar é muito pouco para a construção da nossa cidadania...portanto se as associações são o que são, será sempre reflexo da inércia ou da nossa efetiva participação e cobrança.


             Marcelo Anastácio/blog No Q.A.P

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