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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Alagoas - Militares poderão negociar reajuste sem risco de prisão

Fragoso diz que salvo conduto garante liberdade de lideranças

Os líderes do movimento militar conseguiram, na manhã desta quarta-feira (15), um habeas corpus preventivo que evita a prisão dos presidentes de associações, caso a categoria não feche um acordo com o governo do Estado sobre reivindicações salariais. Os PMs se reúnem, na manhã de hoje, com a secretária em exercício de Gestão Pública, Ricarda Calheiros, para tentar fechar um acordo. Mas somente à tarde que eles decidem um possível aquartelamento.

Segundo o presidente da Associação dos Oficiais da PM, major Wellington Fragoso, o salvo conduto é assinado pelo juiz auditor militar, José Cavalcante Manso Neto. "Na decisão, ele diz que os militares podem se reunir de forma pacífica e que devem ter o seu direito de locomoção respeitado contra qualquer abuso de autoridade", ressaltou.

Wellington Fragoso afirmou que, ainda nesta manhã, o comandante da corporação, coronel Luciano Silva, será informado da decisão do juiz militar. "Foi a forma encontrada para evitar qualquer tipo de abuso. Agora, podemos fazer nossa assembleia tranquilos e sabendo que ninguém será preso ou punido por exercer seu direito", frisou.

Os líderes militares entraram com o habeas corpus preventivo com o objetivo de evitar prisões, em caso de ser necessário a deflagração de uma greve em Alagoas. O temor é de que houvesse a determinação de prisão das lideranças do movimento, como ocorreu nos estados do Rio de Janeiro e da Bahia, onde os militares deflagraram greves.

Fragoso ressaltou que a expectativa é de que a categoria e o governo cheguem ao acordo. "Estamos pleiteando apenas a correção dos quinquênios e um resíduo de 7% de outros acordos já firmados desde 2007. Concordamos com os 6,5% de reposição da inflação, mas estamos esperando agora a proposta de ganho real", disse o presidente a Assomal.

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