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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Até 14 mil homens do Exército podem seguir para o Rio

Horas antes da greve, Estado fechou acordo com a União; tamanho de adesão ao movimento definirá uso de soldados ou Força Nacional
PEDRO DANTAS / RIO - O Estado de S.Paulo

Horas antes de a greve fluminense ser deflagrada, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o comandante do Comando Militar do Leste, general do Exército Adriano Pereira, e o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB) firmaram no Palácio Guanabara um plano para atuação dos militares em caso de paralisação. No caso de pequena adesão, a Força Nacional de Segurança será mobilizada – 300 homens estão de prontidão. Caso o número de manifestantes seja maior, o governador do Rio planeja solicitar auxílio ao Ministério da Defesa, que poderá coordenar uma operação de Garantia da Lei da Ordem (GLO) - com até 14 mil homens, segundo o secretário de Defesa Civil do Rio, Sérgio Simões.

O Exército colocou à disposição do governo do Rio as tropas de pronto emprego da Brigada de Infantaria Paraquedista, para intervenções imediatas. A Polícia do Exército ficará responsável pelo policiamento ostensivo. "O número de homens depende do cenário. Todos os que forem necessários serão encaminhados pelo governo federal", disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Para a ação na Bahia, foram mobilizados 4.500 homens do Exército.

A 25.ª e a 26.ª Brigadas de Infantaria Paraquedista já realizaram intervenções na segurança pública do Rio diversas vezes, como em uma greve de caminhoneiros, em 1986, ou no patrulhamento do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro, em 2011. As tropas de pronto emprego da Brigada Paraquedista são compostas por militares com larga experiência em operações de Garantia da Lei e da Ordem, incluindo a participação na missão das Nações Unidas para estabilização do Haiti.

O patrulhamento das ruas da cidade é a maior preocupação da cúpula da segurança fluminense. 

Em diversas assembleias e reuniões, os grevistas afirmaram aos colegas que o movimento do Rio seria diferente do deflagrado na Bahia, onde os PMs ocuparam a Assembleia Legislativa. A intenção dos grevistas fluminenses seria fazer uma greve de aquartelamento sem ocupações.
Segundo líderes grevistas, as tropas especializadas, como o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), o Batalhão de Choque e os policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), também ficariam nos quartéis e sairiam às ruas apenas em caso de tiroteio em favelas, situações com reféns e distúrbios de rua.

Ontem, o presidente da Associação dos Oficiais Militares, coronel da PM Fernando Belo, afirmou que não apoia a greve, mesmo não concordando com o aumento oferecido pelo governo do Rio.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis, comissário Fernando Bandeira, afirmou que a categoria se comprometeu a manter 30% do efetivo em operação para atender a casos de flagrantes, homicídios e remoção de cadáveres. Comissários, detetives e peritos não contam com a adesão dos

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