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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Ministério Público diz que major criou milícia formada por policiais militares para proteger políticos acusados de roubar R$ 50 milhões de prefeitura

O Ministério Público Estadual e o despacho do desembargador Pedro Valls Feu Rosa, em que ele explica os motivos da prisão de 28 pessoas acusadas de roubar mais de R$ 50 milhões dos cofres da Prefeitura de Presidente Kennedy, revelam como era a estrutura armada do grupo que era comandada, segundo as investigações, por um major da Polícia Militar. Para o MP, o major teria criado uma milícia armada para proteger os políticos acusados de roubar os mais de R$ 50 milhões.

Vale lembrar que, por determinação do desembargador Pedro Valls Feu Rosa, que presidia a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Espírito Santo quando começaram as investigações, a Polícia Federal efetuou, na manhã desta quinta-feira (19), uma ação denominada Operação Lee Oswald e cumpriu, integralmente, 28 mandados de prisão no município de Presidente Kennedy, no litoral Sul do Espírito Santo – 13 prisões preventivas e 15 prisões temporárias –, além de 51 mandados de busca e apreensão

O objetivo é desarticular uma organização criminosa responsável por fraudes em licitações, superfaturamentos, desvio de verbas, além de pagamentos indevidos em contratos de serviços e compra de materiais no Espírito Santo. Já foi identificado o desvio de R$ 50 milhões.

Dentre os presos, está o prefeito de Presidente Kennedy, Reginaldo dos Santos Quinta, que teve seu mandato suspenso, a exemplo do que ocorreu com quatro vereadores: Dorlei Fontão da Cruz, presidente da Câmara, Manoel de Abreu José Fernandes, vice-presidente, Clarindo de Oliveira Fernandes, secretário, e Vera Lúcia de Almeida Terra. Os mandatos foram suspensos enquanto durar a instrução do processo investigativo ou até nova deliberação judicial.

A operação, com o apoio também da Controladoria Geral da União, é um aditamento às denúncias pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo, decorrente das operações Moeda de Troca e Tsunami, originadas respectivamente em Santa Leopoldina e Fundão.

Nesse aditamento, o Ministério Público acusa o secretário de Segurança Pública de Presidente Kennedy, major PMES Fabrício da Silva Martins, de utilizar a força policial da cidade como uma pequena equipe de segurança do prefeito. Continue lendo no Blog do Elimar Côrtes

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