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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

UM ANO: GREVE DA BAHIA, PRISÃO DOS PM/BM do RIO

       

        Há aproximadamente um ano, o Brasil viu algumas forças da segurança pública gritarem por melhores condições de trabalho, de salário a escalas, benefícios, etc. Para quem não se lembra, o carnaval nas duas maiores cidades turísticas carnavalescas do país, Rio de Janeiro e Bahia, estiveram ameaçados pela greve e organização dos militares baianos (clique aqui e relembre no youtube) que se postaram dentro da Assembléia Legislativa, permanecendo por muitos dias. Se não fosse o noticiário criminoso da Rede Globo, mentindo que um juiz havia autorizado a escuta telefônica, depois de ter editado as gravações, dando a entender a massa desinformada de que parte dos grevistas queriam incendiar carretas na rodovia; os policiais baianos teriam conseguido o aumento desejado, bem como os policiais do Rio, que apesar de fazerem a manifestação, tiveram suas lideranças presas, trancafiadas no presídio Bangu I.


        Depois desse tempo todo, vimos os policiais de Rio e São Paulo serem caçados, como se estivessem na selva, por um grupo ávido para desafiar o Estado, amedrontar a população e causar terror na sociedade como um todo. E o que foi feito? O que mais precisa ser feito para que as condições de trabalho desses profissionais sejam dignas? E se dignas forem, o tratamento para com a população por conseguinte haverá de sê-lo.
         Hoje os agentes penitenciários do Brasil deram uma demonstração de força e união, quiçá ecoasse na caserna, se não vejamos quais as demandas que poderiam ser atendidas:

         Criação do Piso Nacional dos Profissionais da Segurança Pública;
         Pagamento de Adicional de Periculosidade/Insalubridade;
         Pagamento de Horas Extras;
         Adicional Noturno;
         Adicional para condutores de viaturas;
         Regulamentação da jornada de trabalho;
      Mudança no Código Penal, aumentando a pena para os crimes contra qualquer agente de segurança, de serviço ou de folga;
         Criação de convênio nacional com os bancos públicos para financiamento habitacional, com taxas de juros nos moldes das promovidas pelo BNDES; (se esse banco pode atender banqueiros falidos, empresas quebradas, porque não atender a família da segurança pública, militar ou civil?)
         Redução da maioridade penal;
         Mudança no ECA - Estatuto da Criança e Adolescente;
      Porte de arma para agentes penitenciários, abolindo o termo agente sócio-educativo;
         Desmilitarização das policias.

         Por todos esses e outros fatores diversos, é muito oportuna que a discussão em torno desses temas se torne cada vez mais comum, e que a união entre agentes penitenciários, policiais militares, forças armadas, policiais civis, bombeiros e guarda municipal estejam cada vez mais em sintonia. Afinal, nada melhor do que a Copa das Confederações para promover esse debate...não adianta ações isoladas, as ações têm que ser conjuntas, ao mesmo tempo.

           

2 comentários:

3º SGT PM DO RJ !! disse...

INFELIZMENTE, ISSO NUNCA VAI ACONTECER, POIS TEM MUITO LADRÃO E ACOMODADO. ISSO NÃO PASSA DE UM SONHO SÓ ISSO !!!

Anônimo disse...

Não se esquecendo de incluir nesse rol das forças de segurança pública os agentes de segurança socioeducativos .

Porque, hoje, os grandes criminosos trancados nos presídios, na verdade,a história deles começa lá atrás cumprindo medida socioeducativa e assim e' o ciclo da segurança neste país : são os bandidos prata da casa .

E, infelizmente, noto que até mesmo os nossos co-irmãos da segurança pública depreciam o arriscado trabalho feito por nós, agentes de segurança socioeducativos .

Lembrando que, agora, neste ano de 2013, o MTE regulamentou o cargo de agente de segurança socioeducativo cujo código e'5153-25