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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Tiro que matou médico em MG pode ter saído da arma de tenente, diz PM

A Polícia Militar (PM) não descarta a possibilidade de que o tiro que atingiu e matou o dermatologista Marcos Vinicius Galante Buissa, de 52 anos, possa ter saído da arma de um tenente que estava no local. A informação foi repassada durante uma coletiva de imprensa entre representantes das polícias Militar e Civil na tarde desta quinta-feira (18). Por medida preventiva, o policial foi preso e está à disposição da Justiça Militar.

O médico foi atingido durante uma explosão de caixa eletrônico em uma agência bancária do Bairro Martins, nesta madrugada (18). O dermatologista, que estava de plantão em uma unidade médica próxima ao local, ouviu o barulho da explosão e saiu do hospital para ver o que estava acontecendo. Perto da agência bancária houve disparos de arma de fogo e um deles chegou a atingir o médico.

Apuração do crime

O comandante da 9ª Região da PM, coronel Dilmar Crovato, falou sobre os acontecimentos e apresentou a versão do militar. Segundo o comandante, o tenente afirmou que utilizou arma de fogo durante a ação dos criminosos. O policial explicou que ao chegar ao local se deparou com homens armados e que houve confronto e troca de tiros. A arma do militar era um fuzil.

Um dos disparos teria atingido o médico, que estava do lado de fora do hospital. Crovato comentou, também, que ainda não é possível afirmar se o tiro saiu da arma do PM, mas devido a uma compatibilidade entre a bala que atingiu o médico e o armamento utilizado pelo militar, o tenente foi autuado.

Alguns relatos de testemunhas retificam esta versão e afirmam que não houve troca de tiros e que somente os policiais teriam atirado. “Estamos buscando materializar versões tanto de testemunhas quanto militares. É prematuro dizer de onde veio o disparo, pois sabemos de registros anteriores onde cidadãos infratores também utilizaram de armas de grande calibre”, afirmou o comandante.

O tenente tem oito anos de polícia, sendo dois, como oficial de Uberlândia.

A delegada regional da Polícia Civil, Márcia Regina Pussoli, informou que um inquérito já foi instaurado para apurar o crime. “Pedimos todas as perícias, tanto do local como do Instituto Médico Legal (IML). A polícia já ouviu algumas testemunhas e o mais rápido possível teremos uma resposta ao caso. Temos 30 dias para finalizar o inquérito, mas vamos dar prioridade as apurações e tentar fechar o assunto o quanto antes”.

Para o chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, Cylton Brandão, as investigações para saber de onde teria vindo o tiro que acertou o médico estão bem avançadas e em curto prazo a polícia deve chegar às conclusões. Continue lendo no G1


Fernanda Resende Do G1 Triângulo Mineiro

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