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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Estado vai gastar mais com oficina do que pagou por viaturas da PM e da Civil

repóter: MARIA INEZ MAGALHÃES
foto: pAULO ALVADIA/ AGÊNCIA O DIA

Rio - O estado do vai gastar R$ 162.571.014,00 por mês até a metade de 2016 na manutenção de 1.555 veículos comprados para as polícias Civil e Militar. O valor é maior que o pago pela compra dos carros e das motos, de R$ 105.373.377,10. Do total de veículos, 1.137 vão para a PM e 418 para a Polícia Civil.

O contrato com a CS Brasil, a vencedora da licitação, de R$ 279.869.9, foi assinado no dia 30, como o Informe do DIA informou nesta sexta-feira. No valor, estão incluídos R$ 11.925.606,00 destinados à compra de radiotransmissores.

O custo da manutenção mensal, cobrado por cada veículo, vai de R$ 2.685,10 a R$ 7.134,60. O serviço prevê troca de peças, lubrificantes e mão de obra, entre outros ajustes. Parte da frota já chegou, e a previsão da Casa Civil é de que até abril todos os veículos sejam entregues.

Foram comprados quatro tipos de carro, além de motos Yamaha XT660R. Os preços variam de acordo com o modelo. São 425 unidades do Sedan Voyage 1.6 4P Flex, por R$ 51.486,60 cada. No site da montadora, o preço do modelo varia de R$ 39 mil a R$ 42 mil.

A picape Nissan Frontier custou R$ 117.173,70 e foram compradas 189 delas. O carro está avaliado entre R$ 90 mil e R$ 130 mil na página da Nissan. O Furgão Renault Master saiu a R$ 152.138,10 cada e foram adquiridos 33. De acordo com o site da fábrica, o carro está avaliado entre R$ 87 mil e 104 mil. O preço de cada uma das 325 motos adquiridas foi de R$ 40.652,20. No site da Yamaha, o valor do veículo é de R$ 27.290.

O número de motos corresponde a quase 21% da nova frota. Foram adquiridas ainda 187 de SUV Renault Duster Dinamique, cujo preço não foi informado. No site da Renault, o modelo sai a partir de R$ 51.350.

A assessoria de imprensa da Casa Civil justificou os preços alegando que os veículos foram adaptados, recebendo giroflex, GPS, pintura e outras modificações. Alguns serão usados para transporte de presos e de cães e em perícias.

O contrato prevê ainda que a empresa coloque à disposição 10% da frota para a substituição de veículos que estejam em manutenção.

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