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sexta-feira, 25 de abril de 2014

RIO: Confronto entre policiais e moradores (Brasil à beira da guerra civil)


Depois do enterro de Douglas da Silva, o DG, no cemitério São João Batista, parentes, amigos e muitos outros indignados voltaram para a comunidade protestando pelas ruas de Copacabana em repúdio à morte do jovem e à política de pacificação das UPP's.

No fim do trajeto, num dos acessos ao morro do Pavão-Pavãozinho, moradores e policiais militares se enfrentaram e a polícia dispersou o grupo com muitas bombas de gás lacrimogêneo. Algumas pessoas saíram feridas.

Coletivo Tatu

Um comentário:

EUSVAN RODRIGUES BARBOSA disse...

Sempre fui um defensor ferrenho da liberdade de expressão e da livre manifestação do pensamento. Nos dias atuais o que estamos vendo pelo Brasil afora nos serve como um ótimo laboratório para analisar o que de fato são esses direitos. Na minha humilde visão, por mais que as duas expressões pareçam ser a mesma coisa, para mim liberdade de expressão é externar livremente através da fala o que está pensando, de forma clara e desde que não fira a moral, o caráter e o direito do outro. Quanto a se manifestar, tenho como um direito legítimo de expor aquilo que não concorda, explicitamente de forma mais visual, sozinho ou em grupos, mas respeitando o direito de ir e vir de cada um. Só por esta simples opinião logo surgirá os críticos questionando, como atingir o objetivo de passar a mensagem proposta respeitando o direito dos outros sem causar algum transtorno? De fato, como diz um dito popular, que não é possível fazer uma omelete sem quebrar os ovos, mas também não é necessário quebrar todos os ovos, não é mesmo? Ou seja, por mais que o uso desses direitos possa causar certo transtorno, isto não deve ter a dimensão maior do que a mensagem que se deseja passar. Os exemplos estão aí mostrando que os verdadeiros motivos das manifestações ficaram acobertados pelas perturbações causadas através de excessos por parte de alguns, sendo usados apenas como disputas políticas pelos verdadeiros responsáveis por essa instabilidade. Então, depois dessa pequena explanação eu poderia chegar à conclusão que brasileiro não conhece o direito que tem ou mesmo se manifestar? A resposta positiva seria muito simplista e não acredito que seja só isso. Mas prefiro me ater a primeira que diz, “não conhece o direito que tem”. A começar pela interpretação deturpada por parte de alguns manifestantes que veem na presença física da força policial, nos locais de manifesto, como uma afronta ao seu direito legítimo, e não na garantia do exercício daquele direito. Que não tem a visão de que os policiais estão ali para lhe dar toda a segurança necessária para que seu direito não seja violado e que a ordem não seja alterada. Mas, como o verdadeiro conceito é desvirtuado, transformando-se em um significado totalmente antagônico, o resultado é o que temos visto ultimamente; o enfrentamento e a repressão de forma violenta, infelizmente. Então, povo e policiais brasileiros, somos filhos de uma mesma nação e lutando pelos mesmos direitos, onde todos querem o melhor para si e, consequentemente, para todos. Saibam interpretar o seus verdadeiros direitos e obrigações, onde cada qual os exerçam e cumpram com responsabilidade. Portanto, por um povo mais politizado e uma polícia mais cidadã eu reafirmo o meu "não" a violência e a corrupção e o "sim" a liberdade de pensamento e livre manifestação, mas com civilidade.

ST EUSVAN (INDIGNADO SIM, DESPOLITIZADO, JAMAIS)
NMU