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sexta-feira, 9 de maio de 2014

Policiais militares do RJ preparam operação "Marcha Lenta" durante a copa


Policiais militares do Rio de Janeiro preparam para o dia 15 de Junho de 2014, o início da operação batizada como "Marcha Lenta". O objetivo da operação é reivindicar mudanças no regulamento da PM, que é arcaico e não dá direitos aos policiais, só deveres; como também reivindicar que o governo do estado e o comando da corporação cumpra o Decreto Estadual nº. 43.538 (RJ), de 03 de abril de 2012, que versa sobre a jornada de trabalho para o Policial Militar do Estado do Rio de Janeiro, a fim de ser cumprida a carga horária de 144 horas mensais para Policiais Militares da atividade fim (jornadas de 24x72 horas OU 12X48 horas) e 40 horas semanais para os Policiais Militares da atividade meio, conforme O Art. 3º, §§ 1º e 2º do supracitado Decreto; Além de melhores salários para a categoria. 

Também é reivindicado melhores salários para os policiais militares.
Esta informação esta sendo difundida nas redes sociais e tem ganhado bastante adesão da tropa. 99,9% da tropa apoia esta ideia. Só o comandante geral e seus capachos, que não.
Chega! O tempo da escravidão acabou. Esse é o pensamento dos policiais militares de hoje em dia. O governo do estado e o comando da corporação acham que o policial de hoje é o mesmo de décadas atrás, os quais eram semi-analfabetos e mal sabiam ler e escrever e aceitavam todo tipo de covardia, quietos. A PM mudou. O policial de hoje sabe ler, sabe escrever muito bem, é formado em diversas áreas, sabe seus direitos e quer brigar para que tais direitos sejam cumpridos. Mas, o governo do estado e os coronéis que comandam a instituição fecham os olhos e ainda não se deram conta disso, pois, insistem com este tratamento desumano e políticas que só levam o policial ao descontentamento. Como exemplo, temos este Regime de Trabalho Escravo, intitulado de RAS Compulsório, onde policiais são OBRIGADOS a trabalhar em suas folgas e nem o dinheiro da passagem o governo tem a coragem de pagar. Acabou!
Ou atendem as reivindicações dos policiais militares, que não são absurdas, é o mínimo que se pode fazer por estes profissionais, ou a situação vai ficar cada vez pior.
Uma coisa que antes não víamos na corporação, hoje vemos; ou seja, diversos oficiais da instituição, que em sua maioria são bitolados e não enxergam que também sofrem como os praças, abriram os olhos e estão compartilhando da ideia de se fazer esta operação "Marcha Lenta". Pois, nem os mesmos estão mais suportando tamanho descaso com os policiais, pois, sabem que podem se tornar vítimas deste modelo de segurança pública falido, que só desmotiva a tropa e leva o policial à morte.
O bandido, quando vem pra matar o policial, não repara antes se o policial tem estrela no ombro ou não... "senta o dedo" e tira a vida do policial, sem pena.
Quarta-feira mesmo, um tenente da PM foi assassinado por bandidos, após sair do trabalho, em Duque de Caxias. Com certeza, sua família vai receber como pensão a mixaria de salário que ele ganhava, sem as gratificações.
Chega ! Ou dão as condições mínimas, como salário digno, escalas dignas e um regulamento descente, ou vão sentir o poder que uma tropa inteira tem.
Impedir os policiais de irem ao hospital, o comando não pode. Pois, eles não são médicos. Então, melhor o senhor governador sentar com o comandante da PM e começar a pensar melhor nas reivindicações da tropa, pois, tem tudo para adesão ser total e as ruas do estado ficarem sem polícia. Aí, queremos ver qual será a solução.
Não queremos as ruas sem os policiais militares. Mas, do jeito que a situação dos PMs está, não pode ficar.
Damos nosso total apoio à operação "Marcha Lenta".

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