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quarta-feira, 15 de abril de 2015

ATENÇÃO ASSOCIAÇÕES, DEPUTADOS E TRABALHADORES: NÃO DEIXEM ACABAR COM A APOSENTADORIA ESPECIAL



   É com muita preocupação que vemos a notícia de que o governador Sartori, do Rio Grande do Sul irá propor alterações na aposentadoria de futuros servidores (leia mais no Zero Hora). Os professores que já podem se aposentar com 25 anos de serviço e a medida atingiria também os policiais militares, que apesar de ter o mesmo direito reconhecido pelo STF, ainda não foram reconhecidos pelos governadores e hoje têm que trabalhar 30 anos. Ao mesmo tempo em que o poder Executivo não paga o percentual de periculosidade/insalubridade; ainda ignora a aposentadoria especial para os profissionais da segurança pública. 


  No momento em que a dita esquerda chegou ao poder com discursos pseudo-trabalhistas, sindicalista e todos os "istas" que os vocabulários permitirem. Se essa proposta passar será mais um desrespeito a Constituição Federal, na medida em que esses direitos estão garantidos. Percebemos que a onda de peleguismo está disseminada e coincidentemente emerge nos estados que sediaram jogos da copa do mundo. A mesma copa que foi realidade com estádios superfaturados, (alguns sequer terminaram, como a do Mato Grosso). O governo federal que concedeu isenção de impostos para a organizadora Fifa, e agora precisa equilibrar as finanças aumentando impostos, cortando direitos trabalhistas, inspirando inclusive alguns governadores a ignorar a luta e conquista por direitos trabalhistas. Fico divagando e me pergunto; o que diria Getúlio Vargas, o gaúcho criador da CLT, as leis trabalhistas, criador da Petrobras. O que será que ele diria diante de tantos "progressos" promovidos pelos seus sucessores e até conterrâneos? 

   Governadores, saibam que algumas profissões são extremamente difíceis, seja pelo nível de estresse, seja pelo risco inerente, seja pelas condições de trabalho. Um ótima medida para os estados melhorarem suas finanças seria acabar com as pensões vitalícias dos governadores, que trabalham apenas quatro anos, no máximo por oito, tem trocentos assessores e sempre estão rodeados de segurança, motorista, cozinheiro. Ou seja, os governadores só têm o trabalho de sorrir para as lentes e levantar a caneta pesada para assinar os atos. A pergunta é obvia: quem trabalha mais no tempo e na intensidade, um policial ou um governador? Quem trabalha por 25 anos ou quem trabalha por 4 ou oito? Com todo respeito que vossas excelências merecem, um projeto desses não demonstra o mesmo respeito dos senhores para quem doa suas vidas na profissão nobre de zelar pela lei e pela ordem, de educar; enfim, de fazer o estado ser eficiente para que o os governadores saiam "bem na foto".

    Associações, sindicatos, deputados estaduais e federais, não fiquem parados esperando. Leiam a Constituição, se coloquem ao menos uma vez no lugar desses trabalhadores. Entre numa escola por um dia que seja. Participe de uma operação policial, (especialmente se for reintegração de posse), e sintam na pele o que esses trabalhadores fazem diuturnamente. Atenção trabalhadores: NÃO DEIXEM ACABAR COM A APOSENTADORIA ESPECIAL.

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