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terça-feira, 6 de setembro de 2016

O Brasil é um adolescente que não quer crescer

      Brasil vive uma crise a adolescência na democracia. Assim como é ingênuo acreditar que houve golpe parlamentar como propaga a esquerda raivosa, é proporcionalmente inocente acreditar que o novo presidente fará as reformas estruturais que tanto o país precisa. Não esqueçamos que Temer era vice de Dilma há dez anos, e portanto sempre  comungou dos mesmos ideais de pão e circo. Não se entrega o queijo para o rato vigiar. O maior sinal de que não haverá mudanças significativas, foi o sinal claro, como se tivesse um neon para destacá-lo, quando o senado brasileiro interpretou a CF/88 de maneira tendenciosa, causando insegurança jurídica ao retirar o mandato da presidente Dilma, mas, não impedindo-a de exercer cargo público como reza o texto. Esse imbróglio dará fôlego as velhas raposas como o ex-senador Delcídio do Amaral, (cassado por deletar seus colegas de senado) e Eduardo Cunha, um corrupto contumaz, porém muito habilidoso nos recursos e manobras judiciais e políticas para se manter no cargo.

     A educação continua sendo o maior problema nacional, e continuará sendo por muito tempo. No Brasil a pirâmide de investimento é inversa, com o ensino superior recebendo o maior aporte enquanto a educação básica, sofre toda a sorte de improvisos para tentar continuar viva. E nesse aspecto não conseguimos ver o país como país que gere conhecimento. Somos apenas pernas e braços, a mão de obra para as multinacionais. Mas como na adolescência é comum que não façamos o dever de casa, vemos então um país retardatário no desenvolvimento tecnológico, científico e humano.

     Não queremos um país seguro, bonito, eficiente para ser contemplado por estrangeiros. Temos que ser eficientes para os nossos cidadãos, o resto é consequência natural. Enquanto o Brasil for um país do futuro não terá um presente promissor. O Brasil deveria se chamar esperança...

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