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domingo, 16 de outubro de 2016

Governadores se aposentam com oito anos, então porquê mexer Previdência Militar, dos que trabalham 30?


       Muito tem sido falado nos últimos dias em relação a reforma da Previdência, em relação a incluir os policiais e bombeiros militares numa eventual repactuação que mude o atual regime, onde o policial/bombeiro se aposenta por tempo de serviço, a saber, 30 anos de serviço, para o sistema de idade mínima. Sinceramente, por mais populista que o governo seja, (e aqui penso bem longe do maniqueísmo direta x esquerda), é óbvio que além da quantidade de militares, precisamos de qualidade no serviço. A quem interessaria um policial trabalhando na esquina de uma avenida movimentada, em frente a um comércio, tirando serviço a pé, o famoso P.O. (Policiamento Ostensivo)? Apesar de não acreditar em políticos, creio que os técnicos do governo irão repensar, e retirar os militares dessa reforma, haja vista que para estar na ativa requer como pressuposto básico, condições físicas para realizar o trabalho, talvez um dos mais peculiares, se comparados aos demais que entrarão no pacotão da reforma da Previdência. Vocês conseguem imaginar um homem com 60 anos fazendo o patrulhamento no seu bairro?
       Se o governo quer reformar, e se de fato deseja "cortar na carne", porque então não mexe na previdência imoral de ex-governadores, prefeitos ou deputados, que têm salários e regalias exorbitantes e que, por vezes, se aposentam com tempo de contribuição muito aquém do trabalhador mediano, em contrapartida com salários insustentáveis para qualquer previdência do mundo?! Aonde está escrito que o sujeito por ter exercido um cargo de chefia no executivo federal, estadual ou municipal, deve se aposentar com oito anos, com salário integral? Aonde está escrito que o sangue desses ex-governantes é azul?
        É preciso ter coragem para tratar e debater o tema em relação aos militares, que são preteridos em vários direitos, como impedimento de exercer atividade remunerada extra (com exceção de médicos e professores), não recebem horas extras, não recebem adicional de periculosidade, não recebem adicional noturno, além da vedação a filiação partidária, FGTS, e tantos outros direitos que o trabalhador comum goza.
         Ao mesmo tempo vejo a discussão em alguns grupos e redes sociais, sendo feitos de maneira isolada, as vezes até partidarizada; quando sabemos que é um assunto de interesse nacional. E portanto debate deveria ser macro e não olhando para o próprio umbigo, em se tratando de um tema federal.   

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