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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Uberlândia: Apresentador de TV atropela PM, foge e é preso em seguida

Leonardo Marques de Araújo fugiu do local sem prestar socorro
O apresentador de TV e locutor de uma rádio local Leonardo Marques de Araújo, 33 anos, foi detido na manhã desta terça-feira (27) por, segundo a Polícia Militar (PM), atropelar um soldado fardado de 31 anos no centro de Uberlândia e, em seguida, fugir sem prestar socorro.
Conforme informações levantadas pela polícia, Araújo dirigia um Hyundai I30, por volta das 6h40 da manhã, pela avenida Afonso Pena e, quando se aproximou do cruzamento com a avenida Olegário Maciel, não respeitou o sinal vermelho, avançou e atingiu o militar, que conduzia uma moto particular. Com o impacto, o policial perdeu o controle do veículo e atingiu uma mulher de 69 anos que passava pela rua.
Ainda de acordo com a PM, ao invés de parar e acionar os órgãos de segurança, o locutor arrancou com o carro em alta velocidade, saindo do local do acidente sem ajudar.
As câmeras de videomonitoramento flagraram a situação no local e o Corpo de Bombeiros foi acionado para socorrer as vítimas. Elas foram levadas, com escoriações leves, à Unida de Atendimento Integrado (UAI) do bairro Martins e não correm risco de morrer.
Testemunhas anotaram a placa do I30 e repassaram à militares, que conferiram o número nas filmagens. Essas testemunhas também disseram que o condutor do carro falava ao celular na hora do acidente. Já sabendo quem seria o proprietário do veículo, os policiais, em buscas, localizaram Araújo, que confessou o ocorrido, dentro da casa dele, no Alto Umuarama, zona leste.
O locutor foi preso por omissão de socorro. Levado à delegacia, ele deu poucas declarações à reportagem sobre o caso. “Foi apenas um acidente. Fugi porque tive medo de ser linchado”, disse.
O delegando de plantão, Matheus Reis Ponsacini, disse, ainda hoje, que iria autuá-lo por lesão corporal agravado pela omissão, conforme Código de Trânsito Brasileiro. A fiança para que ele fosse solto ficaria entre dois e três salários mínimos.
Fernando Boente Repórter/Correio de Uberlândia