Rio -  Boa parte de 3 mil bombeiros aposentados e pensionistas que haviam conseguido receber na aposentadoria o limite do valor de gratificação que compensa o permanente desgaste físico e psíquico provocado pela elevada tensão emocional inerente à profissão (Gret) começa a sentir no bolso os efeitos de auditoria feita pelo Rio Previdência em seus vencimentos.
Bombeiros lutam pelo restabelecimento da Gret | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
Bombeiros lutam pelo restabelecimento da Gret | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
Eles terão os benefícios ajustados de acordo com a Lei 279/79, que trata a remuneração de policiais militares e bombeiros. Os próximos serão os PMs aposentados. A perda pode chegar a R$ 600.
O Rio Previdência não informou o total de inativos das duas corporações  que terão os vencimentos cortados nem quantos já foram informados da redução, mas ela começa a ser sentida pelo grupo de 3 mil bombeiros que havia obtido a gratificação integral por meio de decisão do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ).
Não é a primeira vez que o bônus elevado por decisão da Justiça ou do TCE é reduzido ao valor previsto em decreto estadual. Na primeira vez, há quatro anos, as perdas individuais ficaram entre R$ 150 a R$ 330 mensais. Os militares aposentados Adir Alves Pereira e Alberto de Almeida tiveram os vencimentos reduzidos há quatro anos e recentemente comemoraram o restabelecimento da gratificação. Eles estão apreensivos com a possibilidade de sofrer o corte mais uma vez.
Após procurar a presidência do Rio Previdência, o militar aposentado Mário Cisneiros foi convocado pelo secretário estadual de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, para audiência sobre o tema quinta-feira.
“Os militares não podem sofrer essa nova derrota. É injusto e inconstitucional, porque o Tribunal de Contas do Estado já decidiu que os bombeiros têm direito à gratificação. Também queremos entender porque a medida só foi aplicada para os bombeiros e os policiais militares ficaram de fora. Somos regidos pela mesma lei. Espero que a reunião seja produtiva”, argumenta Cisneiros.