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sábado, 29 de junho de 2013

Cabo PM afirma ser vítima de perseguição devido à participação em protestos

Condenado em abril por participação de protestos em 2012, policial está detido desde sábado

HELIO ALMEIDA
Rio - O cabo da Polícia Militar, Wagner Jardim Hamude, está detido desde o último sábado no quartel em que trabalha, em Itaperuna, no Noroeste do estado. Ele, que é do 29º BPM, foi condenado a 30 dias de detenção em abril deste ano pela participação na greve de policiais e bombeiros no início de 2012.

Para o militar, que conversou com O Dia Online , a sentença só foi cumprida agora porque ele participou das manifestações recentes no município, em que os moradores exigem a redução do preço da passagem de ônibus e o fim do monopólio do transporte coletivo na cidade. 
Mensagem do militar na Internet
Foto:  Reprodução Internet
O cabo, que teve acesso à Internet, publicou em seu perfil no Facebook que sua detenção tem relação com os protestos. "Com o surgimento das manifestações, decidiram desarquivar as acusações das passeatas do ano passado, que não servem de causa e me deter", escreveu o militar, que ajudou na campanha a favor aumento salarial e melhores condições de trabalho de agentes da PM e dos Bombeiros. Na época, ele foi mandado para Bangu 1.

Recurso não foi analisado

Após receber o documento com a punição, no dia 16 de abril, Hamude apresentou um recurso mostrando o que seriam as ilegalidades do processo que o acusa, segundo ele sem provas. O cabo afirma que alteraram discursos pra servir de prova contra ele próprio.

"Esse recurso teria quatro dias para ser analisado. Já se passaram 75 dias e não houve resposta. Estou preso há uma semana sem que meu recurso seja analisado. Um absurdo jurídico", afirmou Hamude, que recebe ajuda para tentar sair da detenção.

O militar está cumprindo uma escala de serviço, mas é impedido de sair na folga. Ele disse que não foi acusado formalmente sobre a responsabilidade pelos novos protestos, "mas escolheram depois de 15 meses essa data para me prender".

Ele disse que atua nos movimentos na região junto com estudantes. "Antes da prisão de sábado promovi uma reunião entre o comandante do batalhão e outros representantes do movimento, talvez por isso (que foi detido)".
Sentença alega de militar incentivou outros policiais a aderirem a greve do ano passado
Foto:  Reprodução Internet
De acordo com a decisão do Conselho Disciplinar, o cabo foi punido "pelo fato de dar apoio ao movimento gravista da PMERJ, (...) mesmo sabendo da necessidade de cada membro zelar pela preservação da imagem de sua corporação", informa o documento. O militar contestou a decisão, alegando que "nos autos não se encontra fonte fiel de que o acusado tenha colaborado com tais atos", e cita trecho em que afrima que ninguém será considerado culpado até o julgamento, o que para ele não ocorreu.

'Medo de sofrer perseguições'

No Facebook, ele comentou: "Estou detido desde por 'promover reuniões, debates, passeatas e conceder entrevistas com apoio ao movimento. Por isso não estive presente nas últimas passeatas'", postou o militar. O cabo disse que não que se pronunciou antes sobre a detenção porque acredita que poderá ser punido ainda mais, mesmo não descartando a hipótese de que a divulgação de sua situação poderia pressionar as autoridades a liberá-lo.

"Por que não divulguei isso antes? Havia duas possibilidades: O pessoal protestar pela moralização do Estado. Não nego que essa opção me ajudaria. Mas havia uma segunda possibilidade: O medo de sofrer essas perseguições, ser ilegalmente pressionado pudesse desestimular algumas pessoas que querem comparecer às passeatas", comentou.

Hamude agradeceu as palavras de ajuda pela rede social. "Àqueles que gritaram meu nome na passeata meu sincero agredecimento. Fiz o que pude, instruí dentro da lei e de minha experiência. Força aí, pessoal", disse, recebendo apoio logo em seguida. "Você realmente é um guerreiro", disse uma pessoa.

No fim da entrevista, ele se despede e mostra que acredita ter feito a coisa certa. "Por mais que eu tenha sido perseguido e tenha passado por prisões ilegais e arbitrariedades, não me arrependo de nada. Aquilo que alcançamos é muito maior. O bem coletivo não tem preço".
A reportagem tentou contato por telefone com a assessoria do governo do estado, que se encontrava ocupado até a publicação desta matéria.

Nesta quinta-feira, durante entrevista à Rádio Itaperuna AM, o presidente da Câmara Municipal, Alexandre Pereira da Silva (Alexandre da Auto Escola – PP), agendou uma reunião para a próxima segunda-feira com o prefeito e o responsável pela Empresa Santa Lúcia para resolver o impasse.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Promoção: saiu a relação dos Soldados a serem promovidos à graduação de Cabo PM



FOTOPMO Comandante-Geral da Polícia Militar de Minas Gerais, Coronel Márcio Martins Sant’Ana, divulgou nesta segunda-feira, 29/04, o ato de promoção à graduação de Cabo, por tempo de serviço, os Soldados incluídos na PMMG no período de 01 a 30/04/2004.
A promoção de Soldado para Cabo e de Cabo a Sargento é uma conquista alcançada para a classe através da Lei Complementar 125, de dezembro de 2012, que o deputado Sargento Rodrigues acompanhou e participou ativamente junto ao Comando da PMMG e ao Governo do Estado.
Para o ano vigente (2013) e 2014, o tempo de efetivo serviço necessário para a promoção de soldado a cabo, será de nove anos. A partir de janeiro de 2015 cairá para oito anos.
O mesmo ocorre na convocação de Cabo para fazer o curso de Sargento. Em 2013 e 2014, serão necessários nove anos na graduação de Cabo, porém, a partir de janeiro de 2015, o tempo exigido para a promoção, também será de oito anos na graduação de Cabo.
Ao todo, são 1272 Soldados promovidos.
Os efeitos da promoção retroagem às respectivas datas informadas no ato disponível abaixo, que será publicado no próximo Boletim Geral da Polícia Militar (BGPM).

Fonte: sargentorodrigues.com.br

quinta-feira, 7 de março de 2013

Cabo da Polícia Militar é assassinado por assaltante em posto de combustível em Betim


A polícia está à procura do autor dos disparos que mataram um cabo do 33º Batalhão da Polícia Militar (PM) na noite de quarta-feira em um posto de combustíveis do Bairro Jardim das Alterosas, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com o major Emerson Gomes, subcomandante do batalhão, o cabo Ednaldo Muniz Barbosa, de 40 anos, estava a caminho do trabalho, por volta das 20h30, quando parou no posto que fica na Rua Campos de Ourique para abastecer o veículo.

Na frente, estava um carro com pelo menos três ocupantes, sendo um homem, uma mulher e uma criança. Quando o militar desembarcou para abrir a portinhola do carro para a entrada de combustível, ele ouviu o homem anunciar o assalto ao frentista. “Como policial militar, deparando com a situação, ele abordou o cidadão, como policial. Ele estava à paisana, não estava fardado. Ele sacou a arma, fez a abordagem e, o cidadão, de momento, revidou com um tiro. Houve uma pequena troca de tiros”, explica o major.

Segundo ele, o cabo Ednaldo foi atingido por três disparos. O criminoso fugiu em seguida. A PM foi acionada e o policial foi socorrido em uma viatura para o Hospital Regional de Betim. A caminho do bloco cirúrgico, ele morreu. O militar estava na corporação há 20 anos e era casado. 

Com a ajuda de reforços do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam), do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) e da Companhia de Missões Especiais (Cia Mesp) da região, foram feitas várias buscas, mas o assaltante não foi preso. Ainda de acordo com o major, era a segunda vez que o criminoso assaltava o posto de combustíveis, sendo que o primeiro crime aconteceu em 13 de fevereiro deste ano.


Cristiane Silva/Portal UAI

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

ENCONTRADOS CORPOS DE CABO DA MARINHA E SUA NAMORADA EM SÃO GONÇALO-RJ



RIO - Os corpos da auxiliar de escritório Verônica Souza de Leão Mendes Franco, de 21 anos, e do cabo da Marinha Diogo Moreira Quadros, de 23, que estavam desaparecidos em São Gonçalo, foram encontrados na manhã desta quarta-feira. De acordo com a polícia, o casal de namorados estava dentro de um carro em uma casa no bairro da Covanca. Segundo o site do jornal Extra, o delegado Henrique Vianna, adjunto da 73ª DP (Neves), Diogo e Verônica não foram assassinados: os dois morreram asfixiados por gás carbônico, enquanto namoravam no carro. O Gol estava na garagem da casa em que Verônica e Diogo morariam, na Rua Pio Borges, no bairro da Covanca, em São Gonçalo.

Os dois desapareceram na última quinta-feira quando voltavam de um supermercado em Niterói. Eles estavam num Gol azul e foram abordados por ladrões na entrada do prédio onde Verônica mora, no Rocha, bairro vizinho. Verônica e Diogo namoram há dois anos e meio e marcaram o noivado para o dia 24, junto com a ceia de Natal. O casal tinha ido ao supermercado comprar refrigerantes para a festa. Câmeras da loja registraram a saída do estacionamento às 21h37m. A partir de meia-noite, a família começou a ligar para os telefones de Verônica e Diogo. Neste horário, os telefones ainda estavam chamando.O Disque-Denúncia chegou a pagar R$ 2 mil por informações que levassem ao casal desaparecido. Cartazez com a foto da auxiliar de escritório e do cabo da Marinha também foram distribuídos. Pelo menos três informações sobre o desaparecimento do casal foram repassadas à polícia.

A família do casal disse que não saber a motivação do crime. A Polícia Civil também investiga se houve um roubo comum ou um crime com motivos pessoais.

Fonte: O Globo 
Blog Combate Policial