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sábado, 22 de setembro de 2012

CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA E O FUTURO DA PREVIDÊNCIA MILITAR


















    Por Marcelo Anastácio - Blog No Q.A.P    

    Já imaginaram o sujeito trabalhar trinta anos, contar os dias e as horas esperando pela aposentadoria, daí o governo, justamente no momento em que o cidadão vai pedir contagem, muda a regra do jogo?

    Apesar do sistema previdenciário próprio, as polícias militares do Brasil ainda resistem aos desvios milionários de alguns ex-governadores, e conseguem manter os pagamentos em dia para pensionistas e militares inativos. Outros estados usando a filosofia neoliberal, começam terceirizar os serviços, contratando por exemplo, policiais militares temporários. Qual o risco desse modelo comprometer a previdência militar? O risco é total, pois, sabemos que quem vai sustentar a previdência, além dos próprios reformados e pensionistas, são os militares da ativa, e se estes são temporários, é óbvio que a médio e longo prazo esse custo não vai fechar. Em seguida virão as medidas paliativas de readequação, com cortes de benefícios, eventualmente quebra da paridade e o militar que na ativa ganhava mil, aposentado poderia ganhar 60% desse valor. Aliás, isso já acontece em alguns estados, onde o militar tem que trabalhar até a morte, para não perder os benefícios e ver seu salário reduzido.

 Portanto a ideia de contratações temporárias, apesar de ser maravilhoso para os gestores públicos, que erroneamente gerem com a intenção do lucro, trarão consequências terríveis e total enfraquecimento das previdências militares.

 Outro risco iminente é Estado servir de manancial e gerador de mão de obra para milícias e facções criminosas, já que depois de cinco anos, o cidadão é desligado e sai conhecendo todo o sistema operacional, sabendo manusear armas, conhecendo a cultura militar, o pensamento tático e totalmente fora do controle das polícias. É claro que não podermos generalizar, muitos destes militares temporários vão custear suas faculdades, etc. Porém, é sabido que muitos traficantes foram recrutados, como ex-paraquedistas, ex-fuzileiros, ex-policiais.

   Por isso temos que estar atentos aos discursos de contenção que os governos apresentam, pois, nas entrelinhas trarão muito mais prejuízos do que economia de fato. Se já é difícil conseguir benefícios, não podemos perder o que foi conquistado literalmente com sangue, suor e lágrimas. Portanto, tão importante como lutar por melhores salários, devemos estar atentos contra eventuais mudanças neste sentido, diga NÃO, a contratação de militares temporários.

      Marcelo Anastácio - Blog No Q.A.P

Arte: extraída do blog do crato