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quarta-feira, 14 de março de 2012

A DITADURA EM TEÓFILO OTONI CHEGOU AO FIM - CAI O MURO DE BERLIM

Ten Cel Marcos Barbosa da Fonseca

Esta definitivamente afastado do comando o Tenente Coronel Marcos Barbosa da Fonseca, que durante anos pregou a ditadura no 19º BPM em Teófilo Otoni. Não era só um oficial linha dura, de 1º Tenente para baixo ele alicara todo o tipo de terrorismo. E além do mais ficou provado contra esse oficial superior vários tipos de crimes e denúncias tão cabeludas que daria para confeccionar vária perucas. E coiscidencia ou não, uma das mais importantes testemunhas, foi vitima de um atentado e se encontra internada gravemente, seus agressores antes de ataca-la disse "veja bem o que você vai falar na audiência". O deputado Durval Angêlo e o deputado Sgt Rodrigues já foram para a audiência com uma escolta armada para no caso do Cmt aparecer, ser preso em flagrante, mas talves orientado por algum "par" o oficial não compareceu.
 
Fonte: Blog do Cabo Fernando 

sexta-feira, 9 de março de 2012

COMISSÃO DA VERDADE x VERDADE EM AÇÃO

Esquerda no poder não vai deter a ação da história.

A participação atuação da CIA na campanha que começou em 1962 e culminou com o golpe de estado que derrubou João Goulart em 1964 é fato histórico bem documentado. É referido no livro QUEIME ANTES DE LER (Stansfield Turner, editora Record 2009) e no livro O GRANDE IRMÃO, do historiador Carlos Fico, editora Civilização Brasileira, cuja resenha pode ser lida aqui  http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/02/440049.shtml . 


A ativa participação do serviço secreto inglês naquele episódio, entretanto, não tem sido muito estudada, nem tampouco é de conhecimento geral. Mas isto mudou com a publicação de SEGREDOS DA PROPAGANDA ANTICOMUNISTA, do jornalista Geraldo Cantarino (editora Mauad X)  http://jornaldedebates.uol.com.br/debate/quais-os-verdadeiros-valores-sociedade/artigo/segredos-propaganda-anticomunista/17162



A verdade histórica, portanto, já é conhecida. Durante a preparação do golpe de estado de 1964 civis e militares brasileiros se aliaram aos ingleses e aos norte-americanos para destruir a democracia, afastar o povo brasileiro da atividade política e sindical e dominar brutalmente o Brasil para desta forma intensificar a exploração capitalista e a acumulação de capital. 



Segundo os relatórios dos agentes ingleses que atuaram na época no Brasil (relatórios que, portanto, não podiam ser influenciados pelos comunistas na época) a atividade comunista havia declinado entre 1962 e 1963. O PCB não havia conseguido se infiltrar no campo, razão pela qual a possibilidade de uma verdadeira revolução comunista não existia. Mesmo assim o medo do comunismo continuou a ser espalhado pelos agentes ingleses e norte-americanos e seus aliados brasileiros civis e militares que desejavam o rompimento brutal da legalidade. 



O golpe de estado de 1964 foi tramado e arquitetado de maneira metódica e malvada. A destruição da democracia brasileira instituída pela Constituição de 1946 foi justificado com base no medo do comunismo porque a propaganda anticomunista no Brasil era massiva, eficiente e coordenada pelos agentes norte-americanos e ingleses (apesar dos próprios agentes ingleses admitirem em documentos oficiais que o perigo de insurgência comunista não existia). A repressão que se seguiu também metódica e malvada. Qualquer brasileiro que defendesse a legalidade do regime de 1946, ou seja, o regime constitucional atacado pelos TRAIDORES brasileiros a serviço dos EUA e Inglaterra, que ousasse desafiar o regime ditatorial que permitiria aos norte-americanos e ingleses uma excelente temporada de caça aos lucros no país era silenciado mediante tortura, execução e desaparecimentos. 

Por Fábio de Oliveira Ribeiro 08/03/2012 
Fonte: CMI BRASIL:>>>>>>>

quinta-feira, 1 de março de 2012

DITADURA NO RIO: Justiça proíbe PSOL de protestar contra o aumento das barcas


Jornal do Brasil
Jorge Lourenço

A 48ª Vara Cível do Rio de Janeiro concedeu liminar à Barcas S.A. proibindo o PSOL de protestar contra o aumento de tarifa programado para a próxima quinta-feira (01/03). De acordo com o juiz responsável pela decisão, Mauro Nicolau Júnior, a manifestação incitada pelo partido poderia colocar em risco a integridade física dos passageiros e funcionários das barcas.

Se a decisão não for cumprida, o PSOL pode receber multa de R$ 5 milhões. O professor, Henrique Campos Monnerat, detido por incitar um protesto contra a Barcas S.A., também é réu no processo. 

A decisão aponta que é inaceitável "qualquer ato de agressão aos direitos alheios e, principalmente, colocar em risco a integridade física dos passageiros e funcionários e o patrimônio da ré". 

Não faz sentido

Procurado pelo Jornal do Brasil, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) disse que a decisão judicial é incompreensível, já que o protesto contra o aumento da tarifa nas barcas não foi organizado pelo partido. 

"A decisão não foi organizada por nós. Pode ser que algum dos manifestantes seja integrante do PSOL, assim como pode ter membros de qualquer outro partido. Isso sequer foi mencionado nas nossas reuniões e não faz o menor sentido", criticou o parlamentar. "Quem coloca a vida das pessoas em risco é a Barcas S.A., quando deixa suas embarcações à deriva. Sou favorável a um protesto pacífico". 

fonte: Blog The True Hunters Brazil

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Comissão mantém anistia aos militares por atos cometidos durante a ditadura

Hugo Napoleão: "lei deve valer tanto para os ativistas políticos quanto para os servidores públicos.A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional rejeitou, nesta quarta-feira, projeto de lei que exclui da anistia ampla e irrestrita, realizada em 1979, os agentes públicos que cometeram crimes durante a ditadura militar".

O Projeto de Lei 573/11, da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), pretende alterar a Lei da Anistia (Lei 6.683/79) principalmente no que se refere aos militares que foram acusados de tortura e assassinato de ativistas políticos. A comissão também rejeitou o Projeto de Lei 1124/11, do deputado Chico Alencar (Psol-RJ), que tramita apensado.

Para o relator, deputado Hugo Napoleão (DEM-PI), a lei deve valer tanto para os ativistas políticos quanto para os servidores públicos. “Não se pode admitir que a motivação política só fosse aplicável aos autores de crimes políticos. A se albergar esse entendimento, a lei seria iníqua desde seu nascedouro, ao anistiar os crimes políticos praticados pelos integrantes de um lado e ao anistiar meramente as infrações administrativas cometidas pelos integrantes de outro”, defendeu o relator.

Pedido internacional

Em agosto a Anistia Internacional pediu que a presidente Dilma Rousseff revogue a Lei da Anistia. Porém, na campanha presidencial, Dilma afirmou que não existe clima de revanchismo e que não haverá mudanças na lei.
Em abril de 2010, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou a arguição de descumprimento de preceito fundamental nº 153 e considerou que a expressão “crimes conexos”, contida na Lei 6.683/79, se refere aos crimes comuns praticados por agentes públicos, civis e militares contra os oponentes ao regime político então vigente.
Para a autora do projeto, deputada Erundina, a decisão do tribunal foi contrária a vários importantes entendimentos. “A anistia assim interpretada violou não apenas o sistema internacional de direitos humanos, mas foi também flagrantemente contrária ao preceito fundamental do art. 5º, inciso XLIII, da Constituição Federal, que determina, peremptoriamente, que o crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça e anistia”, afirmou Erundina.

Condenação pela OEA

A Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) condenou, no final do ano passado, o Estado brasileiro por não ter investigado o desaparecimento de 64 opositores ao regime ditatorial durante o confronto com os militares na chamada Guerrilha do Araguaia.

A ditadura militar governou o País entre 1964 e 1985. A Lei da Anistia foi publicada há 32 anos. Para muitos deputados, o Projeto 573/11 é inócuo, uma vez que todos os crimes já estariam prescritos. Porém, segunda a procuradora da República Eugênia Fávaro, a tortura é um crime contra a humanidade e, portanto, imprescritível.

Tramitação

O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (inclusive no mérito), antes de ser votado pelo Plenário.

Reportagem – Marcelo Westphalem
Edição – Newton Araújo
Agência Câmara de Notícias

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Nem Pelé escapou de espionagem da polícia política



Arquivos do extinto Dops, descobertos em Santos, revelam fúria de vigiar e perseguir cidadãos suspeitos de fazer oposição à ditadura


Serão abertos para consultas, a partir desta semana, arquivos do extinto Departamento de Ordem Política e Social (Dops) descobertos por acaso, em março do ano passado, em Santos (SP). São 45 mil fichas e 11.666 prontuários, que estavam apodrecendo numa sala do Palácio de Polícia.

O material foi transferido para o Arquivo Público do Estado e agora, após higienizado, recuperado e organizado, será colocado à disposição de pesquisadores e pessoas interessadas. Trata-se de um acervo que, embora regional, ajuda a iluminar melhor os porões da ditadura militar.

Ele confirma, em primeiro lugar, a fúria da polícia política no trabalho de vigiar e perseguir os cidadãos suspeitos de fazer oposição ao regime. Nem o nome mais ilustre de Santos, Pelé, escapou dessa fúria: o arquivo tem um prontuário com o nome dele.

Os documentos também revelam que agentes policiais ligados à repressão não aceitaram a abertura política e a anistia ocorridas nos anos 80 e, à revelia da lei, continuaram espionando pessoas que consideravam de esquerda. Embora o Dops tenha sido extinto em 1983, existem fichas e prontuários no arquivo que datam de 1986 e suspeita-se que tenham prosseguido até 1988.

Não se trata, porém, de um arquivo íntegro. De acordo com o historiador Carlos Bacellar, coordenador do Arquivo Público, tudo indica que, em algum momento, ele passou por uma "limpeza". Já se constatou a ausência de 160 prontuários. Eles estão mencionados no fichário, mas não foram encontrados.

O caso mais notório é o do governador Mário Covas. Por se opor à ditadura, ele foi cassado e lançado na lista dos simpatizantes do comunismo e tinha seus passos estritamente vigiados. Suspeita-se que, assim como já ocorreu com outros arquivos mantidos por policiais e órgãos das Forças Armadas, a "limpeza" se destinou, sobretudo, a proteger os agentes da repressão de futuras acusações de tortura, desaparecimento e outras violações de direitos humanos.

Roldão Arruda, de 'O Estado de S.Paulo'