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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Revanchistas querem usar Disposição Transitória da Constituição para tornar nula a Lei de Anistia

Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net 
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Por Jorge Serrão

Tratem de se cuidar os militares (ainda vivos) que atuaram na repressão contra guerrilhas urbanas e rurais que promoveram a violenta luta armada, assaltos, seqüestros e mortes para implantar o comunismo no Brasil, nas décadas de 60 e 70. A ala ideologicamente radical do governo já inventou um jeitinho criativo de neutralizar e, tecnicamente, revogar a Lei de Anistia (Lei n° 6.683), promulgada pelo presidente João Baptista de Figueiredo, em 28 de agosto de 1979.

A não concessão de anistia e reparação financeira ao “Cabo” Anselmo pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça foi apenas o primeiro teste para uma nova tese que invalida a Lei de Anistia promulgada no governo dos presidentes militares. Para anulá-la de uma vez, permitindo a punição unilateral de agentes do Estado (e não dos militantes que cometeram crimes hediondos), os criativos revanchistas apelam para uma manobra pseudo-constitucional.

Os membros da Comissão de Anistia, da Comissão da Verdade e os autoproclamados promotores da tal “Justiça de Transição” (transição para quê (?), ninguém ainda explicou) defendem a questionável ideia de que a Lei de Anistia de Figueiredo de nada vale. Para derrubá-la, alegam que ela foi superada e anulada pela regra de anistia escrita nas disposições transitórias da Constituição de 1988, que foi regulamentada pela Lei nº 10.559, de 13 de novembro de 2002. Malandramente, a regra não fala em anistia aos militares da ativa. É esta brecha que os revanchistas querem usar para passar por cima da Lei de Anistia de 1979.

O Artigo 8º das disposições transitórias prescreve: “É concedida anistia aos que, no período de 18 de setembro de 1946 até a data da promulgação da Constituição, foram atingidos, em decorrência de motivação exclusivamente política, por atos de exceção, institucionais ou complementares, aos que foram abrangidos pelo Decreto Legislativo nº 18, de 15 de dezembro de 1961, e aos atingidos pelo Decreto-Lei nº 864, de 12 de setembro de 1969, asseguradas as promoções, na inatividade, ao cargo, emprego, posto ou graduação a que teriam direito se estivessem em serviço ativo, obedecidos os prazos de permanência em atividade previstos nas leis e regulamentos vigentes, respeitadas as características e peculiaridades das carreiras dos servidores públicos civis e militares e observados os respectivos regimes jurídicos. Continue lendo no ALERTA TOTAL

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Ministro da Justiça ataca militares

Hoje o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, dá entrevista ao Estadão, onde fala sobre a Comissão da Verdade. Vale destacar apenas uma pergunta e uma resposta, quando o mesmo se refere às declarações de militares da reserva, que se organizam no Clube Naval para reagir a uma eventual parcialidade nas investigações.

Estadão: Mas há insatisfações. O Clube Naval, por exemplo, anunciou a criação de uma "comissão paralela" para acompanhar os trabalhos da Comissão da Verdade.

Ministro da Justiça: Nós vivemos numa democracia. Então, mesmo aqueles que no passado foram contra essa democracia hoje podem se valer dela para expressar suas opiniões. Talvez um dia, quem sabe, eles se convençam de que a democracia é bem-vinda.

Para este ministro, a história já está reescrita. Os terroristas, guerrilheiros e assassinos que mataram mais de 100  inocentes, roubaram bancos e atacaram instalações militares, queriam tomar o poder para implantar uma democracia. Para isso, eles eram treinados em Cuba, uma democracia que já dura mais de 50 anos. Para isso, eles tinham um manual escrito pelo seu maior líder, que orientava para o justiçamento sumário companheiros suspeitos como forma de dar exemplo. Esta é a Justiça democrática que o ministro da Justiça do PT não quer investigar. Não surpreende. O PT quer acabar com a liberdade de imprensa. Quer implantar o kit gay em escolas. Quer acabar com a Lei da Anistia, para colocar o Brasil em conflito. E que ao mesmo tempo enfrentará, em semanas, o julgamento pelos crimes do Mensalão, que mostrou que a sofistica organização criminosa dos tempos do regime militar apenas sofisticou os seus métodos. Mas continuou assaltando bancos. 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Militares na reserva lançam hoje a Comissão Paralela da Verdade, já que CV da Dilma não pretende apurar 119 atentados e assassinatos da esquerda



Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net 
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Por Jorge Serrão

A pretensa Comissão da Verdade já recebeu uma lista de 119 atentados e assassinatos que teriam sido praticados por militantes da esquerda. No entanto, a maioria dos 7 membros da CV não pretendem priorizar tais casos. A CV só pretende se debruçar sobre as sempre pregadas “violações de direitos humanos” que teriam sido praticadas por agentes do Estado entre 1964 e 1985. A intenção velada é criar pré-condições políticas para uma revisão da Lei de Anistia de 1979.

Militares não aceitam tal golpe dos militantes ideológicos. Por isso, logo mais, vão instituir, no Clube Naval, a "Comissão Paralela da Verdade". O trabalho extraoficial tem apoio, direto, dos militares na reserva e, discreto, dos oficiais na ativa. A intenção é oferecer uma alternativa aos membros da CV e à turma de esquerda no Ministério Público que defendem a contraditória “Justiça de Transição” (para quê, ninguém diz?). Osmilitares não aceitam as manobras para driblar ou anular a Lei de Anistia – já sacramentada pelo STF.

O ato de posse dos componentes da CV, que receberão R$ 12 mil mensais pelo trabalho, foi uma cerimônia simbolicamente patética, no Palácio do Planalto. Além de parentes de presos políticos desaparecidos, a cerimônia misturou a Presidenta Dilma Rousseff com os ex-Presidentes José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique e Lula da Silva. No mesmo balaio de gatos, estavam os notórios os mensaleiros José Dirceu e José Genoino junto com os ministros do Supremo Tribunal Federal que vão julgá-los e o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, que vai acusá-los pelos crimes no mensalão.

No evento também estavam os Comandantes Militares. Juniti Saito (Aeronáutica), Enzo Peri (Exército) e Júlio Moura (Marinha) aplaudiram os discursos, mas sem muito entusiasmo. Assim que o evento acabou, saíram o mais depressa possível do Palácio. Nos bastidores, a maior bronca dos militares da ativa seria com a indicação de Rosa Maria Cardoso da Cunha. A advogada que defendeu a ex-guerrilheira e hoje Presidenta Dilma Rousseff, nos tempos da “dita-dura”, ficou de filme queimado depois que manifestou, publicamente, que a CV não vai apurar os crimes cometidos por militantes de esquerda. Continue lendo no ALERTA TOTAL

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Uma Comissão da Verdade para fazer "desaparecer" um lado da História?

Uma das coisas mais insanas que vem ocorrendo no mundo é o surgimento de "historiadores" que querem revisar o Holocausto, reduzindo a importância  daqueles crimes hediondos e até mesmo negando que havia um plano de extinção em massa contra os judeus. Hitler não teria feito nada mais do que implementar um plano de imigração dos judeus para o Leste Europeu e a "escala" de milhões assassinados em campos de concentração teria sido um episódio menor. 

Aqui no Brasil, a Comissão da Verdade, que surge para dar ao povo o direito à sua História, não quer investigar os assassinatos, os atos de terrorismos, os assaltos a bancos, as mais de 100 mortes cometidas por gente que, hoje, está no poder. Na verdade, quer revisar a História e apagar estes crimes. Dilma, por exemplo, estava lutando para implantar uma ditadura comunista no país, no modelo de Cuba, de quem recebeu treinamento militar. Sua organização assaltou, matou, torturou, justiçou. Dilma foi presa, condenada, cumpriu pena por suas atividades terroristas. Não deve nada. Mas muitos, como José Dirceu, o chefe da sofisticada organização criminosa do Mensalão, fugiu do país. O mesmo ocorreu com Franklin Martins, que lidera um movimento para acabar com a liberdade de imprensa. Ou com Aloysio Nunes, amigo dileto de FHC, que é contra investigar os seus amigos. 

Qual o problema destes senhores deporem na Comissão da Verdade e pedirem perdão pelos seus crimes contra pessoas, gente, jovens, sem considerar que havia um Estado ou não envolvido? A Comissão da Verdade assumirá feições neonazistas se quiser fazer "desaparecer" uma parte da História. Justamente a História suja e criminosa da esquerda brasileira que, depois de tentar pelas armas e pelo crime, chegou ao poder pelo voto. Que submetam-se à Comissão da Verdade para contar a História completa, inteira, pacificando o país. Fonte: Blog Coturno Noturno

domingo, 6 de maio de 2012

Cabo Anselmo reaparece após 40 anos



O ex-militar foi acusado de trair a esquerda e a luta armada na época da ditadura. Anselmo reapareceu depois de quase 40 anos. Ele agora quer ser reconhecido como perseguido político na Justiça.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Ex-agente do serviço secreto da Aeronáutica está por trás dos mais recentes escândalos da República.

Dadá e o submundo dos grampos

Claudio Dantas Sequeira
ESPIÃO Antes de virar araponga particular, Dadá prestou serviços à ditadura: foi infiltrado no MST e monitorou políticos

Em meio aos efeitos devastadores da Operação Monte Carlo, que prendeu o bicheiro Carlinhos Cachoeira, arrastou para a lama o senador Demóstenes Torres e lança suspeita sobre dois governos estaduais e a empreiteira Delta, líder em contratos públicos, um personagem saiu da sombra: o espião Idalberto Matias de Araújo. Conhecido como Dadá, ele tem 51 anos, é ex-sargento da Aeronáutica e está preso em uma unidade militar do Distrito Federal. Dadá é apontado pela Polícia Federal como o principal articulador de uma ampla rede de gravações clandestinas que vem assombrando Brasília há pelo menos uma década. Documentos e gravações telefônicas já analisados por delegados que estão à frente da Operação Monte Carlo indicam que as ações de Dadá extrapolam em muito os limites do esquema montado por Cachoeira e não têm coloração partidária ou ideológica. ISTOÉ obteve, com exclusividade, documentos sigilosos sobre o araponga e conversou com amigos dele, ex-colegas de farda e do submundo da espionagem. Em seu histórico de serviços oficiais prestados ao Estado durante três décadas, Dadá acumulou prestígio invejável dentro da comunidade de informações e fez amigos, muitos amigos, entre políticos, empresários, policiais, promotores e procuradores. Quando deixou de trabalhar para o Estado, Dadá se valeu dos antigos relacionamentos para fins particulares e se tornou o araponga que mais atemoriza os poderosos de plantão. De acordo com a Polícia Federal, Dadá montou o maior esquema de espionagem da história recente do País. Trabalhando na sombra, ele serviu e ajudou a derrubar políticos influentes, como o ex-ministro José Dirceu, por exemplo. Teve participação ativa na gravação que revelou um esquema de corrupção e loteamento político nos Correios que levou ao escândalo do Mensalão e influiu na celebração de contratos públicos em diversos setores. Continue lendo no Blog FLIT PARALISANTE

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O golpe de 64, em som e imagem “Top Secret — Conspiração contra o Brasil”.




Por PAULO MOREIRA LEITE / ÉPOCA

Fiz um bom programa  em 1 de abril. Assiti ao documentário “Top Secret — Conspiração contra o Brasil”. O filme investiga a participação do governo americano no golpe de 64. Contém boas análises políticas e coloca os episódios em seu contexto mas vai além. Apresenta fatos e provas.

Escrito pelo jornalista Flávio Tavares, testemunha e participante da resistência ao golpe, o filme apresenta 70 minutos de gravações, documentos secretos e depoimentos variados. Pronunciada por um dos primeiros líderes do golpe, o general Guedes, a frase de abertura do filme é inesquecível: “Aqueles que não amam a revolução devem pelo menos temê-la…” E por aí vai…

São diálogos contundentes e textos esclarecedores. O filme mostra o afastamento e por fim a oposição completa da Casa Branca à Goulart. As discordâncias são explicadas e analisadas, desde a postura do governo brasileiro em relação a Cuba — contra o bloqueio, pelo respeito à não-intervenção — até questões internas, relativas a lei de remessa de lucros e a concessão de serviços públicos a empresas estrangeiras. Aparecem deputados da oposição que admitem ter recebido dinheiro da CIA para se eleger e combater o governo.

No fim do documentário, não é possível dar crédito à versão de que João Goulart caiu de maduro, porque seria um estadista tão fraco, tão incompetente, tão desorientado, que a conspiração civil-militar que o derrubou nada mais fez do que apressar um desfecho inevitável. O filme deixa claro que o governo americano teve um papel decisivo, nos preparativos militares, na criação de um ambiente desfavorável a Goulart e nos dias seguintes à deposição, quando deu respaldo e legitimidade à intervenção.

Já se sabia que John Kennedy dera o sinal verde para o golpe em 1962, numa conversa com o embaixador Lincoln Gordon, na Casa Branca. Mas é diferente quando se ouve a conversa, com a voz de cada um, com as frases, as perguntas, as discussões.
Embora tenha tentado reescrever sua própria biografia, mais tarde, eximindo seu país e a si próprio de qualquer atuação relevante, Gordon está sempre ali, resoluto e decidido, empurrando Kennedy — e depois Lyndon Johnson, que o sucedeu — para a ação contra Goulart e o apoio incondicional aos golpistas. O embaixador sugere o envio de uma frota para a Costa Brasileira. Pede dinheiro da CIA para criar um ambiente desfavorável a Jango. Terá uma influencia importante na escolha de Castelo Branco como primeiro presidente do regime militar.

Através de diálogos gravados e documentos secretos, fica claro que o adido militar americano, o coronel Vernon Walthers tinha uma grande ascedência sobre Castelo Branco, a quem conhecia desde os campos de combate da Segunda Guerra, na Itália. Será influente antes e depois do golpe, quando passa a usar esta aproximação para acompanhar os bastidores do governo brasileiro. O filme mostra documentos em que, após conversar com Castelo Branco, o disciplinado Walthers vai para casa e envia um despacho em que relata o encontro.

sábado, 31 de março de 2012

31 DE MARÇO DIA DE REFLEXÃO E PATRIOTISMO

       Hoje é uma data diferente, 31 de março, dia comemorativo da tomada do poder pelo Exército Brasileiro, que foi financiado pelos EUA, contra o avanço do comunismo. Me lembro quando criança que não pudíamos fazer comentários em público, contra os militares. Mas, em casa sempre ouvia lamúrias, relatos que desaprovavam o golpe de 64, e criança que sempre repete tudo, então repetíamos na ruas o que ouvíamos dentro de casa...e hoje tenho a noção exata do risco que trazia para minha mãe, ao reproduzir tais comentários.

         Historicamente sempre ouvimos que os militares estavam para o povo brasileiro o mesmo que lobo-mau estava para vovozinha. Minha geração cresceu ouvindo que era preciso democracia, liberdade, etc. Hoje infelizmente continuamos a clamar por tudo isso, e mais, pedimos o fim da corrupção, liberdade de imprensa, proteção as nossas fronteiras, apoio as nossas indústrias. 

          Então a pergunta é óbvia: - Se os militares eram tão ruins, assassinos, perversos, então porque as perguntas continuam sendo feitas até hoje? Já imaginaram se Dilma e seu bando tivesse tomado o poder naquela época, o que seria do Brasil? Quantos José Dirceu, José Genuíno, Palocci, filhos de LULA teríamos? Talvez estivéssemos pior que a Etiópia...então vemos alguns esquerdistas citar o único exemplo, e péssimo aliás, que o modelo de CUBA? As perguntas são as mesmas: porque existe protestos, porque existem refugiados, porque só o FIDEL é rico? Ele defende CUBA do quê, defende seu povo pra quê?
                    
              Atualmente se fala em comissão da verdade, uma grande balela, pois se matou para coibir a entrada do comunismo, muitos militares também morreram por essa causa, muitos inclusive assassinados pela presidente Dilma Rousseff. E mais, se os militares ficaram mais de vinte anos no poder, com certeza tiveram o apoio popular.

            Hoje não sei se temos motivos para comemorar, até porque sejam militares, sem pró-comunistas, essa luta insana pelo poder em nada melhorou o nosso país, que continua convivendo com fome, analfabetos e corruptos. Muito nos queixamos dos piratas, dos estrangeiros que exploram o povo, da escravidão, mas, afinal o que fazemos para o Brasil? Copa do Mundo ou Olimpíadas...isso é um aluguel de luxo, alugaremos para a FIFA e Comitê Olímpico. Quantas melhorias poderiam ser feitas com esse dinheiro? Construir estádio no Amazonas...é sacanagem mesmo...nem futebol tem...será a copa do mundo dos corruptos...

             Esse 31 de março deve ser um dia de reflexão, nem esquerda nem direita, todos temos que ser brasileiros, nos atos, nas práticas, e cobrarmos do Congresso como cobramos dos jogadores que perdem um pênalti. Essa data deveria servir de reflexão para nos enxergarmos atrasados e ludibriados pela megalomania de querer ser grande. Não são obras que nos levarão para o primeiro mundo, é o nosso povo educado, com dentes na boca, com mão de obra qualificada. Chega de ser cavalos das elites políticas, financeiras ou qualquer outra que não tenha como objetivo o povo brasileiro.


        Marcelo Anastácio, um brasileiro acima de tudo!
        

sexta-feira, 30 de março de 2012

Guerra aos militares e “Justiça de transição” contra nossa soberania ameaçam democracia no Brasil

Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão

Os filhotes da ditadura na Era Nazipetralha deram um espetáculo dantesco ontem à tarde, atentando violentamente contra a liberdade de oficiais na reserva que foram celebrar, antecipadamente, os 48 anos do movimento civil-militar de 31 de março de 1964. Mais grave que a arruaça anti-democrática promovida por uns 350 jovens inocentes-inúteis em frente à sede do Clube Militar, no Rio de Janeiro, é a motivação internacionalista de todo um movimento para desmoralizar e enfraquecer o poder militar brasileiro.

Pregando a questionável tese da “Justiça de Transição” (aliás, pergunte-se: transição para quê? Para uma ditadura globalitária?) -, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos abriu, oficialmente, uma investigação para apurar por que o Brasil não investigou e puniu os responsáveis pelo assassinato, sob tortura, do jornalista Vladimir Herzog, em 1975. A Advocacia Geral da União terá de analisar a petição número P-859-09 que recebida, de bom grado, pelos revanchistas da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

A tal “Justiça de Transição”, promovida pelos esquemas globalitários contra a soberania do Brasil, pretende que a Comissão da OEA atropele até o Supremo Tribunal Federal Brasileiro – que já reafirmou a validade da Lei de Anistia de 1979 – que perdoou crimes praticados pelos dois lados ideológicos de nossa mal contada história. Atualmente sob hegemonia de ministros indicados pelo governo petista, o STF terá de reiterar que a Anistia vale. Se fizer o contrário, as conseqüências institucionais podem ser gravíssimas para o frágil projeto de consolidação democrática no Brasil. Continue lendo no Alerta Total:>>>

Rio tem ato contra comemoração de aniversário de golpe militar de 1964


Os participantes reclamaram de uma palestra realizada hoje no Clube para lembrar o golpe, que ocorreu no dia 31 de março de 1964.

Os manifestantes tentaram fechar a Rio Branco e foram contidos pela PM que precisou usar gás de pimenta e bombas de efeito moral para conter os participantes do movimento.

A situação voltou a ficar tensa quando militares da reserva que participaram do evento no Clube deixavam o local. Eles chegaram a ser cercados pelos manifestantes que, aos gritos, os chamaram de "covardes" e "assassinos".

Os militares tiveram que contar com a ajuda de PMs para irem embora. Os policiais fizeram um corredor para que eles caminhassem do prédio até a entrada do metrô, na estação Cinelândia. Durante o tumulto, uma pessoa foi detida.

Os manifestantes trouxeram fotos de pessoas que teriam desaparecido durante o regime militar e pediram a reabertura dos arquivos da ditadura.

Fonte: Agência Estado/ig

sexta-feira, 23 de março de 2012

Revanchistas armam lei para revistar quartéis e programam protestos de rua contra militares da reserva

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Por Jorge Serrão

Os revanchistas de plantão acirram suas criativas e variadas armas na guerra psicológica contra os militares (com o intuito oculto de sabotar quem tem de cuidar da soberania nacional do Brasil – que é o alvo do globalitarismo e suas ideologias amestradas). Além da tentativa de driblar os efeitos da Lei de Anistia (caso que novamente será avaliado pelo Supremo Tribunal Federal, na quarta-feira que vem), agora planejam uma lei que permitirá até investigar assuntos internos nos quartéis.

A Secretaria de Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República, enviou ao Congresso projeto de Lei 2442/2011. Um de seus objetivos é ter permissão para entrar nos quartéis e verificar as condições a que os presos militares estão submetidos. As visitas, de surpresa, fazem parte do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, em tramitação na Câmara dos Deputados. A regra estabelece inspeções a todos os locais nos quais existam pessoas presas, seja por mandado de autoridade judicial ou administrativa.

No fundo, será mais uma brecha para humilhar os militares, sempre associados, na propaganda ideológica de seus inimigos, à “ditadura”, “tortura” e “Violação de direitos humanos”.Continue lendo no ALERTA TOTAL

segunda-feira, 19 de março de 2012

Manifesto de militares critica colegas que atacaram ministras

Marcelo Godoy - O Estado de S.Paulo
Um grupo de militares da reserva lançou um manifesto contra o documento feito pelos colegas que criticaram as ministras Maria do Rosário (Direitos Humanos) e Eleonora Menicucci (Mulheres), favoráveis à revogação da Lei da Anistia, e contra o ministro Celso Amorim (Defesa), que tentou enquadrar os Clubes Militares pelas censuras feitas à presidente Dilma Rousseff.
Articulado pelos capitães de mar e guerra Luiz Carlos de Souza e Fernando Santa Rosa, o documento obteve apoio de militares como o brigadeiro Rui Moreira Lima, que, aos 93 anos, tem uma história incomum. Herói da Segunda Guerra, é um dos dois únicos pilotos sobreviventes que participaram do 1.º Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira (FAB). Na teatro de operações da Itália, cumpriu 94 missões de combate e recebeu a Cruz de Combate (Brasil), a Croix de Guerre avec Palmes (França) e a Distinguished Flying Cross (EUA) por heroísmo.
Lima evita críticas ao presidente de seu clube - o da Aeronáutica -, o brigadeiro Carlos Almeida Batista. "Ele é um companheiro nobre e só deve ter assinado em solidariedade aos demais". Mas diz apoiar a Comissão da Verdade. "Ela é necessária não para punir, mas para dar satisfação ao mundo e aos brasileiros sobre atos de pessoas que, pela prática da tortura, descumpriram normas e os mais altos valores militares", diz Lima.
Intervenção. Lima e outros militares não concordam com a intervenção do governo nos Clubes Militares. Dizem que a reserva tem direito de se manifestar, mas nenhum deles se sente à vontade em assinar um manifesto na companhia de torturadores. "Eles citam o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra", diz o professor da Unesp Paulo Cunha, pesquisador da caserna.

domingo, 18 de março de 2012

MILITARES INSUBORDINADOS - FESTA PARA COMEMORAR O GOLPE DE 64

Insubordinados, militares farão festa pelo golpe de 64




247 – Se não bastasse a rebelião da base aliada no Congresso Nacional, a presidente Dilma Rousseff agora tem mais um abacaxi para descascar. Desta vez, entre os militares, que já vinham dando sinais de insubordinação assinando um manifesto contra a Comissão da Verdade. Desta vez, o que os militares preparam já pode ser considerado provocação. Dilma havia proibido comemorações, entre os representas da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, em relação ao aniversário do golpe de 31 de março de 1964, que os militares chamam de “Revolução”. Pois o Clube Militar antecipou a festa para o dia 29, daqui a 12 dias, e começou a distribuir os convites para a comemoração, que exige traje esporte fino.

A informação foi publicada neste sábado na coluna Panorama Político, assinada pelo jornalista Ilimar Franco, no jornal O Globo. Desde a demissão de Nelson Jobim, que praticamente pediu para sair, com comentários agressivos em relação a Dilma e algumas de suas ministras, o governo vem administrando focos de crise entre os militares, que ainda não engoliram completamente a escolha de Celso Amorim. Formado nos quadros mais à esquerda do Itamaraty, Amorim imaginava que conquistaria a confiança dos militares, renovando a compra de equipamentos – por isso mesmo, anunciou a retomada da compra dos caças Rafale, da França.

No entanto, não conseguiu conter a insatisfação dos militares da reserva, que prepararam um manifesto contra a Comissão da Verdade e recolheram mais de 500 assinaturas. Os militares também demonstram preocupação com a tentativa de alguns promotores de rever a Lei de Anistia. Nesta semana, houve a tentativa, frustrada, de reabrir o julgamento de Sebastião Curió, que foi responsável pelo massacre dos guerrilheiros do Araguaia.


Agora, uma festa no Clube Militar, em comemoração aos 48 anos do golpe militar que foi combatido pela jovem guerrilheira Dilma Rousseff, hoje presidente da República, tem potencial explosivo.


Opinião: Grandes mudanças no Brasil começaram pelas forças armadas; a expulsão dos holandeses, as revoluções praieira, tenentista, a republicana, a abolição da escravatura, a guerra do Paraguai e as guerras mundiais, mas não me lembro de uma época em que uma instituição federal estivesse em um nível de desvalorização tão grande como as forças armadas.
E todas as medidas do governo atual apresentadas são apenas uma especie de vingativa de conter enfraquecer os militares, que alias não tem nada a ver com a ditadura de iniciada em 1964.

"Curió", o herói da ditadura

O major do Araguaia sabe o que aconteceu há 40 anos naquele fim de mundo, tomara que conte

Sete procuradores tentaram processar o tenente-coronel da reserva Sebastião Rodrigues de Moura, o "Major Curió", pelo sequestro, há quarenta anos, de cinco prisioneiros na região do Araguaia. Ex-oficial do Centro de Informações do Exército, ex-agente do SNI, ex-prefeito de Curionópolis (eleito pelo PMDB) e ex-deputado federal, ele é um dos personagens emblemáticos da anarquia da ditadura. Começou sua carreira em 1973, no extermínio da Guerrilha do Araguaia, iniciativa do PC do B que começou com a fuga do chefe político e terminou com a fuga do chefe militar. Transformado em condestável da maior mina de ouro a céu aberto do mundo, em Serra Pelada, em 1984 liderou a maior revolta popular ocorrida na região. Mobilizando dezenas de milhares de garimpeiros, dobrou o governo federal.

Curió já foi comparado ao mítico Kurtz, personagem de "No Coração das Trevas", de Joseph Conrad, recriado por Francis Ford Coppola no Marlon Brando de "Apocalypse Now". Algum dia aparecerá alguém capaz de mostrar o Macunaíma que há nesse Kurtz tropical que virou nome de cidade. Ele começa participando de uma matança, torna-se monarca numa mina e, aos 78 anos, é um patriarca municipal e megalomaníaco.

Não se sabe se "Curió" participou das execuções de que é acusado, mas ele conhece como poucos a história do Araguaia. Atribuem-lhe dois valiosos vazamentos de informações sobre a ação do Exército. Curió tornou-se o mais conhecido entre os oficiais, mas nunca comandou a operação. Era detestado pelos militares, que viam nele um oportunista.

"Curió" poderia ser um precioso depoente. Os comandantes militares dizem que os documentos do Araguaia foram destruídos. Meia verdade. É possível saber quais foram os cabos, sargentos e oficiais mandados para lá. Basta requisitar a documentação das concessões de Medalhas do Pacificador entre 1973 e 1975. Nem todos aqueles que as receberam estiveram no Araguaia e muitos foram condecorados por relevantes serviços, mas todos os que lá estiveram as receberam. Nesses papéis estão registradas as épocas em que lá serviram. Quem chegou àquele fim de mundo depois de outubro de 1973 sabe que a ordem, vinda de Brasília, era de matar todo mundo. Executaram os prisioneiros, inclusive aqueles que acreditaram em folhetos que os convidavam à rendição. Foram cerca de 50 pessoas, na maioria jovens.

"Curió" pode ter executado prisioneiros, mas não foi o único a fazê-lo e quem o fez estava cumprindo ordens. De quem? Dos presidentes Emílio Médici e Ernesto Geisel, e dos ministros do Exército: Orlando Geisel, Dale Coutinho e Silvio Frota. Por terem cumprido essa e outras ordens, "Curió" e os demais combatentes do Araguaia receberam a medalha.

Folha de São Paulo/Elio Gaspari 
Blog do Lomeu

sexta-feira, 16 de março de 2012

Globalitarismo da ONU versus Militares

Não resta a menor dúvida de que a guerra psicológica permanente contra os militares, relacionando-os sempre a “crimes de tortura e abusos contra os direitos humanos” durante o governo dos presidentes militares (1964-1985), tem o único objetivo de ferir a soberania do Brasil. A mais recente manifestação das Nações Unidas, diretamente de Genebra, comemorando a esdrúxula ação do Ministério Público Federal contra o coronel Sebastião Curió é mais uma ação comprovada do globalitarismo contra as Forças Armadas –que são as responsáveis constitucionais por nossa soberania. 

Quem é o porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Rupert Colville, para se meter em assuntos internos do Brasil? Por acaso tal sujeitinho tem alguma representatividade para se meter em assuntos que dizem respeito ao nosso País. Mais grave ainda é o estrangeiro cagar sua coma lá de Genebra, para defender algo que é ilegal. A quebra da Lei de Anistia, que já foi claramente reconhecida por nosso Supremo Tribunal Federal. Só idiotas, petralhas e netos da meretriz têm a cara de pau de pregar que a Corte Interamericana de Direitos Humanos seja colocada acima de nosso STF.

A ONU e a tal Corte alegam que a nossa Lei de Anistia é inválida. Na visão dos globalitaristas, seguida por inocentes inúteis ou por agentes conscientes a serviço da Oligarquia Transnacional que mantém o Brasil eternamente colonizado, as investigações criminais e processos deveriam prosseguir. Estes inimigos internos e externos do Brasil conceberam a estúpida Comissão da Verdade – cujo presidente de honra deveria ser o boneco Pinóquio. Continue lendo no Alerta Total

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 16 de Março de 2011 
Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net 
Por Jorge Serrão

Ministro do STF: "tentativa de julgar militares da ditadura, gera insegurança jurídica"


Os procuradores Ivan Marx e Tiago Modesto, durante o anúncio de que o MPF irá denunciar Curió por sequestro qualificado contra cinco desaparecidos

MAURICIO TONETTO


Se depender do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, nenhum militar envolvido na ditadura (1964-1985) irá para o banco dos réus. Em entrevista ao Terra, ele afirmou que a tentativa do Ministério Público Federal (MPF) de enquadrar os oficiais nos crimes de sequestro e desaparecimento de pessoas durante o regime é "ilegítima" e gera "insegurança jurídica".
Nesta quarta-feira, os procuradores denunciaram à Justiça em Marabá (PA) o coronel da reserva do Exército Sebastião Curió Rodrigues de Moura, por sequestro qualificado de cinco pessoas da Guerrilha do Araguaia (1967-1974). Mello entende que os desaparecidos estão mortos e, por isso, a tese de sequestro permanente não tem validade. O MPF tenta o julgamento fora do âmbito da Lei da Anistia.
"Para mim, os desaparecidos não estão mais sequestrados, e sim mortos, caso contrário, teriam retornado após a democratização. É a morte presumida, não apenas ausência. Há um descontexto gerando insegurança jurídica. A iniciativa é ilegítima", argumentou Mello. O MPF alega que o Supremo decidiu extraditar dois miltares argentinos que viviam no Brasil por sequestro permanente, o mesmo pelo qual Curió foi denunciado, e que, por isso, de acordo com o procurador federal Ivan Marx, tem de ser coerente.

"Nos parece coerente que o STF considere o critério da permanência do sequestro, já que ele aplicou isso em outras ocasiões. Temos uma obrigação com a sociedade e a lei de punir os crimes, pois todos são iguais perante a lei", disse Marx. O procurador coordena no MPF o grupo de trabalho 'Justiça de Transição', que lida com as mortes e os desaparecimentos da ditadura. "Precisamos processar os crimes cometidos, doa a quem doer. Internacionalmente, será muito positivo se o STF aceitar as denúncias, já que o Brasil busca uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU e foi condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos por não punir os torturadores", completou Ivan Marx.
Julgamento emblemático


O ministro Marco Aurélio Mello acredita que Curió deve recorrer da denúncia em todas as instâncias até que caiba ao Supremo a decisão que, segundo ele, será emblemática. "Se o crime (de sequestro) é permanente na Argentina, também é aqui, e então há um problema. Vamos aguardar, mas não tenho dúvidas de que o caso é emblemático. Eu serei coerente comigo mesmo e votarei contra", adiantou.

Alheio ao que pode acontecer no Supremo, o procurador Ivan Marx salienta que continuará trabalhando pela condenação dos militares, e se diz pronto para as pressões: "O Ministério Público não pode se pautar por pressões externas. Se for assim, devemos fechar a instituição. Se a decisão final for de que não se pode punir, teremos exercido o nosso papel, porque é uma dívida que temos com as vítimas, os familiares e toda a sociedade."


A Lei da Anistia
Promulgada em 28 de agosto de 1979, ainda durante o regime militar, a Lei da Anistia concede perdão "a todos quantos, no período compreendido entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexo com estes, crimes eleitorais, aos que tiveram seus direitos políticos suspensos e aos servidores da Administração Direta e Indireta, de fundações vinculadas ao poder público, aos Servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário, aos Militares e aos dirigentes e representantes sindicais, punidos com fundamento em Atos Institucionais e Complementares".

Em janeiro de 2010, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou ao Supremo um parecer se posicionando contrário à revisão da lei. Para ele, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que fez a solicitação, foi ativa no processo de elaboração da anistia, que tinha o objetivo de viabilizar a transição entre o regime autoritário e o democrático atual. No mesmo ano, o STF decidiu, por 7 votos a 2, que a Lei da Anistia é "ampla, geral e irrestrita" e não deve ser revisada.


Guerrilha amazônica
A Guerrilha do Araguaia foi um movimento ocorrido na região amazônica brasileira, ao longo do rio Araguaia, entre o final da década de 1960 e a primeira metade da década de 1970. Criada pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), então uma dissidência armada do Partido Comunista Brasileiro (PCB), ela tinha por objetivo fomentar uma revolução socialista no País.


Os guerrilheiros Maria Célia Corrêa (Rosinha), Hélio Luiz Navarro Magalhães (Edinho), Daniel Ribeiro Callado (Doca), Antônio de Pádua Costa (Piauí) e Telma Regina Cordeira Corrêa (Lia) desapareceram e, conforme a denúncia do MPF, teriam sido sequestrados por tropas comandadas pelo então major Curió, entre janeiro e setembro de 1974, e, ¿após terem sido levados às bases militares coordenadas por ele e submetidos a grave sofrimento físico e moral, nunca mais foram encontrados¿. Os sequestros teriam ocorrido durante a última operação de repressão à guerrilha, deflagrada em outubro de 1973, denominada de Operação Marajoara e comandada por Curió. O MPF ainda investiga mais 65 desaparecimentos.


fonte:http://thetruehuntersbrazil.blogspot.com/2012/03/ministro-tentativa-de-julgar-militares.html

domingo, 11 de março de 2012

Resposta do General Torres de Melo para Míriam Leitão

À Senhora Jornalista Miriam Leitão:

    Li o seu artigo "ENQUANTO ISSO", com todo cuidado possível. Senti, em suas linhas, que a senhora procura mostrar que os MILITARES BRASILEIROS de HOJE, são bem diferentes dos MILITARES BRASILEIROS de ONTEM. Penso que esse é o ponto central de sua tese. Para criar credibilidade nas suas afirmativas, a senhora escreveu: "houve um tempo em que a interpretação dos militares brasileiros sobre LEI E ORDEM era rasgar as leis e ferir a ordem. Hoje em dia, eles demonstram com convicção terem aprendido o que não podem fazer". Permita-me discordar dessa afirmativa de vez que vejo nela uma injustiça, pois fiz parte dos MILITARES DE ONTEM e nunca vi os meus camaradas militares rasgarem leis e ferir a ordem. Nem ontem nem hoje. Vou demonstrar a minha tese.
    No Império, as LEIS E A ORDEM foram rasgadas no Pará, Ceará, Minas, Rio, São Paulo e Rio Grande do Sul pelas paixões políticas da época. AS LEIS E A ORDEM foram restabelecidas pelo Grande Pacificador do Império, um Militar de Ontem, o Duque de Caxias, que com sua ação manteve a Unidade Nacional. Não rasgamos as leis nem ferimos a ordem. Pelo contrário.

    Vem a queda do Império e a República. Pelo que sei, e a História registra,   foram políticos que acabaram envolvendo os velhos Marechais Deodoro e Floriano nas lides políticas. A política dos governadores criando as oligarquias regionais, não foi obra dos Militares de Ontem, quando as leis e a ordem foram rasgadas e feridas pelos donos do Poder, razão maior das revoltas dos tenentes da década de 20, que sonhavam com um Brasil mais democrático e justo. Os Militares de Ontem ficaram ao lado da lei e da Ordem. Lembro à nobre jornalista que foram os civis políticos que fizeram a revolução de 30, apoiados, contudo, pelos tenentes revolucionários, menos Prestes, que abraçou o comunismo russo.

    Veio a época getuliana, que, aos poucos, foi afastando os tenentes das decisões políticas. A revolução Paulista não foi feita pelos Militares de Ontem   e sim pelos políticos paulistas que não aceitavam a ditadura de Vargas. Não foram os Militares de Ontem que fizeram a revolução de 35 (senão alguns, levados por civis a se converterem para a ideologia vermelha, mas logo combatidos e derrotados pelos verdadeiros Militares de Ontem); nem fizeram a revolta de 38; nem  deram o golpe de 37. Penso que a senhora, dentro de seu espírito de justiça, há de concordar comigo que foram as velhas raposas GETÚLIO - CHICO CAMPOS - OSWALDO ARANHA e os chefetes que estavam nos governos dos Estados, que aceitaram o golpe de 37. Não coloque a culpa nos Militares de Ontem.

    Veio a segunda guerra mundial. O Nazismo e o Fascismo tentam dominar o mundo. Assistimos ao primeiro choque da hipocrisia da esquerda. A senhora deve ter lido - pois àquela época não seria nascida -, sobre o acordo da Alemanha e a URSS para dividirem a pobre Polônia e os sindicatos comunistas do mundo ocidental fazendo greves contra os seus próprios países a favor da Alemanha por imposição da URSS e a mudança de posição quando a "Santa URSS" foi invadida por Hitler. O Brasil ficou em cima de muro até que nossos navios (35) foram afundados. Era a guerra, a FEB e seu término. Getúlio - o ditador - caiu e vieram as eleições. As Forças Armadas foram   chamadas a intervir para evitar o pior. Foram os políticos que pressionaram os Militares de Ontem para manter a ordem. Não rasgamos as leis nem ferimos a ordem. Chamou-se o Presidente do Supremo Tribunal Federal para, como Presidente, governar a transição. Não se impôs MILITAR algum.

    O mundo dividiu-se em dois. O lado democrático, chamado pelos comunistas de imperialistas, e o lado comunista com as suas ditaduras cruéis e seus celebres julgamentos "democráticos". Prefiro o primeiro e tenho certeza de que a senhora, também. No lado ocidental não se tinham os GULAGs.

    O período Dutra (ESCOLHIDO PELOS CIVIS E ELEITO PELO VOTO DIRETO DO POVO) teve seus erros - NUNCA CONTRA A LEI E A ORDEM - e virtudes como toda obra humana. A colocação do Partido Comunista na ilegalidade foi uma obra do Congresso Nacional por inabilidade do próprio Carlos Prestes, que declarou ficar ao lado da URSS e não do Brasil em caso de guerra entre os dois países. Dutra vivia com o "livrinho" (a Constituição) na mão, pois os políticos, nas suas ambições, queriam intervenções em alguns Estados, inclusive em São Paulo. A senhora deve ter lido isso, pois há vasta literatura sobre a História daqueles idos.

    Novo período de Getúlio Vargas. Ele já não tinha mais o vigor dos anos trinta. Quem leu CHATÔ, SAMUEL WEINER (a senhora leu?) sente que os   falsos amigos de Getúlio o levaram à desgraça. Os Militares de Ontem não se envolveram no caso, senão para investigar os crimes que vinham sendo cometidos sem apuração pela Polícia; nem rasgaram leis nem feriram a ordem.

      Eram os políticos que se digladiavam e procuravam nos colocar como fiéis da balança. O seu suicídio foi uma tragédia nacional, mas não foram os Militares de Ontem os responsáveis pela grande desgraça.

    A senhora permita-me ir resumindo para não ficar longo. Veio Juscelino e as Forças Armadas garantiram a posse, mesmo com pequenas divergências. Eram os políticos que queriam rasgar as leis e ferir a ordem e não os Militares de Ontem. Nessa época, há o segundo grande choque da esquerda. No XX Congresso do Partido Comunista da URSS (1956) Kruchov coloca a nu a desgraça do stalinismo na URSS. Os intelectuais esquerdistas   ficam sem rumo.

Juscelino chega ao fim e seu candidato perde para o senhor Jânio Quadros. Esperança da vassoura. Desastre total. Não foram os Militares de Ontem que rasgaram a lei e feriram a ordem. Quem declarou vago o cargo de Presidente foi o Congresso Nacional. A Nação ficou ao Deus dará. Ameaça de guerra civil e os políticos tocando fogo no País e as Forças Armadas divididas pelas paixões políticas, disseminadas pelas "vivandeiras dos quartéis" como muito bem alcunhou Castello.

    Parlamentarismo, volta ao presidencialismo, aumento das paixões políticas, Prestes indo até Moscou afirmando que já estavam no governo, faltando-lhes apenas o Poder. Os militares calados e o chefe do Estado Maior do Exército (Castello) recomendando que a cadeia de comando deveria ser mantida de qualquer maneira. A indisciplina chegando e incentivada dentro dos Quartéis, não pelos Militares de Ontem e sim pelos políticos de esquerda; e as vivandeiras tentando colocar o Exército na luta política.

Revoltas de Polícias Militares, revolta de sargentos em Brasília, indisciplina na Marinha, comícios da Central e do Automóvel Clube representavam a desordem e o caos contra a LEI e a ORDEM. Lacerda, Ademar de Barros, Magalhães Pinto e outros governadores e políticos (todos civis)incentivavam o povo à revolta. As marchas com Deus, pela Família e pela Liberdade (promovidas por mulheres) representavam a angústia do País. Todo esse clima não foi produzido pelos MILITARES DE ONTEM. Eles, contudo, sempre à escuta dos apelos do povo, pois ELES são o povo em armas, para garantir as Leis e a Ordem.

    Minas desce. Liderança primeira de civil; era Magalhães Pinto. Era a contra-revolução que se impunha para evitar que o Brasil soçobrasse ao comunismo. O governador Miguel Arraes declarava em Recife, nas vésperas de 31 de março: haverá golpe. Não sabemos se deles ou nosso. Não vamos ser hipócritas. A senhora, inteligente como é, deve ter lido muitos livros que reportam   a luta política daquela época (exemplos: A Revolução Impossível de Luis Mir - Combates nas Trevas de Jacob Gorender - Camaradas de William Waack - etc) sabe que a esquerda desejava implantar uma ditadura de esquerda. Quem afirma é Jacob Gorender. Diz ele no seu livro: "a luta armada começou a ser tentada pela esquerda em 1965 e desfechada em definitiva a partir de 1968". Na há, em nenhuma parte do mundo, luta armada em que se vão plantar rosas e é por essa razão que GORENDER afirma: "se quiser compreendê-la na perspectiva da sua história, A ESQUERDA deve assumir a violência que praticou". Violência gera violência.

    Castello, Costa e Silva, Médici, Geisel e João Figueiredo com seus erros e virtudes desenvolveram o País. Não vamos perder tempo com isso. A senhora é uma economista e sabe bem disso. Veio a ANISTIA. João Figueiredo dando murro na mesa e clamando que era para todos; e Ulisses não desejando que Brizolla, Arraes e outros pudessem tomar parte no novo processo eleitoral, para não lhe disputarem as chances de Poder. João bateu o pé e todos tiveram direito, pois "lugar de Brasileiro é no Brasil", como dizia. Não esquecer o terceiro choque sofrido pela a esquerda: Queda do Muro de Berlim, que até hoje a nossa esquerda não sabe desse fato histórico.

    Diretas já. Sarney, Collor com seu desastre, Itamar, FHC, LULA e chegamos aos dias atuais. Os Militares de Hoje, silentes, que não são responsáveis pelas desgraças que vivemos   agora, mas sempre aguardando a voz do Povo. Não houve no passado, nem há, nos dias de hoje, nenhum militar metido em roubo, compra de voto, CPI, dólar em cueca, mensalões ou mensalinhos. Não há nenhum Delúbio, Zé Dirceu, José Genoíno, e que tais. O que já se ouve, o que se escuta é o povo dizendo: SÓ OS MILITARES PODERÃO SALVAR A NAÇÃO. Pois àquela época da "ditadura" era que se era feliz e não se sabia...Mas os Militares de Hoje, como os de Ontem, não querem ditadura, pois são formados democratas.   E irão garantir a Lei e a Ordem, sempre que preciso.

    Os militares não irão às ruas sem o povo ao seu lado. OS MILITARES DE HOJE SÃO OS MESMOS QUE OS MILITARES DE ONTEM. A nossa desgraça é que políticos de hoje (olhe os PICARETAS do Lula!) - as exceções justificando a regra - são ainda piores do que os de ontem. São sem ética e sem moral, mas também despudorados. E o Brasil sofrendo, não por conta dos MILITARES, mas de ALGUNS POLÍTICOS   - uma corja de canalhas, que rasgam as leis e criam as desordens.

    Como sei que a senhora é uma democrata, espero que publique esta carta no local onde a senhora escreve os seus artigos, que os leio atenta e religiosamente, como se fossem uma Bíblia. Perfeitos no campo econômico, mas não muitos católicos ou evangélicos no campo político por uma razão muito simples: quando parece que a senhora tem o vírus de uma reacionária de esquerda.

Atenciosa e respeitosamente,

GENERAL DE DIVISÃO REFORMADO DO EXÉRCITO FRANCISCO BATISTA TORRES DE MELO.

    (Um militar de ontem, que respeita os militares de hoje, que pugnam pela Lei e a Ordem)