Seguidores

Mostrando postagens com marcador epidemia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador epidemia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Governo investirá R$ 4 bi, para combater o crack até 2014

Ações estão estruturadas nos eixos cuidado, prevenção e autoridade, e serão desenvolvidas de forma integrada com estados e municípios


ROBERTO STUCKERT FILHO/PR
dilma crack
Dilma: 'Os verbos prevenir, cuidar e reprimir refletem a conjugação correta que pretendemos fazer'

O governo federal lançou nesta quarta-feira (7) um conjunto de ações para o enfrentamento ao crack, com previsão de investimento de R$ 4 bilhões até 2014. As ações estão estruturadas em três eixos - cuidado, prevenção e autoridade - e serão desenvolvidas de forma integrada com estados e municípios. As informações são da Agência Brasil.

Durante a cerimônia de lançamento, Dilma se referiu ao problema das drogas no país como uma tragédia humana que leva a pessoa a perder o sentido da própria existência, em uma ação autodestrutiva.

“Acredito que estes três verbos – prevenir, cuidar e reprimir – refletem a conjugação correta que pretendemos fazer por meio desse programa”, disse, ao se referir aos três eixos de atuação propostos pelo governo. O objetivo é aumentar a oferta de tratamento de saúde aos usuários de drogas, enfrentar o tráfico e as organizações criminosas, além de ampliar ações de prevenção.


No eixo cuidado estão previstas iniciativas para ampliar a oferta de tratamento de saúde aos usuários de drogas e a qualificação de profissionais. Será criada a rede de atendimento Conte com a Gente, com estrutura diferenciada para atender pacientes em diferentes situações e auxiliar dependentes químicos na superação do vício e na reinserção social.

Outra ação na área de cuidado será a criação de enfermarias especializadas nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), com investimentos de R$ 670,6 milhões para a criação de 2.462 leitos exclusivos para usuário de drogas.

Esses leitos serão usados para atendimentos e internações de curta duração durante crises de abstinência e em casos de intoxicações graves. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para estimular a implantação desses espaços, o valor da diária de internação repassado pela Pasta aos Estados e municípios poderá ser quatro vezes maior - de R$ 57 para até R$ 200.

Ministro vê epidemia


terça-feira, 18 de outubro de 2011

Medo de meningite faz 500 operários pedirem demissão de obra em Minas

Pelo menos 500 trabalhadores vão deixar a cidade de Ouro Branco, na região Central do Estado, ainda nesta semana, por causa do provável surto de meningite que matou um operário de 19 anos na última sexta-feira. Os funcionários, provenientes de Estados do Nordeste, trabalham para a Paranasa, construtora que presta serviços para a Gerdau Açominas nas obras de ampliação de uma usina. A informação é da unidade regional do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil. 

A suspeita é que a doença tenha se espalhado em um alojamento da empreiteira onde 1.200 trabalhadores estão abrigados há seis meses. Outros 18 empregados da Paranasa, conforme a Secretaria Municipal de Saúde, estão internados em hospitais da cidade com sintomas da doença. Desses, apenas um teve o diagnóstico confirmado.

A empresa informou que vai providenciar transporte e alimentação para os funcionários que queiram retornar às cidades de origem no Rio Grande do Norte, Sergipe, Pernambuco, Bahia e Maranhão. Os primeiros nordestinos chegaram ao alojamento da Paranasa em abril deste ano.

Questionado sobre os cuidados que estão sendo tomados com os empregados que estão de partida para o Nordeste, o secretário de Saúde de Ouro Branco, Hideraldo Belini, disse não ter conhecimento sobre as demissões.

Preocupado, o operário João Batista da Costa Júnior, 25, foi um dos que pediram demissão. Ele renunciou ao salário de R$ 918 como armador de ferragens e disse que quer retornar o mais rapidamente possível à cidade de Açu, no Rio Grande do Norte. "Não falta emprego para quem quer trabalhar". Júnior contou que sentiu tonturas e vontade de vomitar anteontem. Ele foi submetido a exames no hospital FOB e a hipótese de meningite foi descartada.

Um outro funcionário, que pediu para não ter o nome divulgado, decidiu continuar no emprego. Também ontem, ele sentia dores pelo corpo e aguardava na fila do hospital para ser examinado. "Minha mãe pede todo dia para eu voltar. Mas o meu plano é ficar. Aqui tenho emprego garantido", disse o ajudante, de 19 anos, que deixou o Rio Grande do Norte há três meses para ganhar R$ 572 por mês.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde declarou que o quadro clínico dos internados "apresentou uma evolução positiva". Segundo Hideraldo Belini, o surto de meningite não está descartado. "Temos que aguardar os resultados dos exames realizados pela Fundação Ezequiel Dias, de Belo Horizonte (Funed) para definirmos se ocorreu um surto ou não", afirmou.

Ainda conforme Belini, os demais moradores da cidade não serão medicados com antibióticos "porque não tiveram contato íntimo, duradouro e permanente com as pessoas que estão tendo seus casos avaliados". Ocupantes do alojamento e pessoas que trabalham no local foram medicados.


OTempo em 18/10/11