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quarta-feira, 16 de maio de 2012

LAMARCA: A TRAJETÓRIA DE UM DESERTOR


No meio da tarde de uma sexta-feira, sob o ardente calor de 40 graus da caatinga do sertão baiano, uma equipe de agentes, aproximando-se passo a passo, vislumbrou os dois homens que descansavam à sombra de uma baraúna, no lugarejo de Pintada, município de Oliveira dos Brejinhos.

À voz de prisão, tentaram sacar suas armas. Duas rajadas curtas mataram os dois homens.

Um deles era José Campos Barreto, o Zequinha, morador da região.

O outro, também conhecido por "Renato", "Célio", "Sylas", "João", "César", "Paulista", "Cláudio", 
"Cid" e "Cirilo", era Carlos Lamarca, ex-Capitão do Exército, ex-dirigente da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e da Vanguarda Armada Revolucionária - Palmares (VAR-P), naqueles tempos já militante do Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8) e escondido no interior da Bahia.

Foi o fim trágico de um desertor.

Filho de pais pobres, Lamarca nasceu em 27 de outubro de 1937 e viveu, até os 17 anos, no Morro de São Carlos, no Rio de Janeiro, com seus irmãos e uma irmã de criação, Maria Pavan, que viria a ser sua esposa.

Em meados da década de 50, como muitos, entusiasmou-se com a campanha do "O Petróleo é Nosso", politizando-se com as idéias nacionalistas que o influenciaram a procurar a carreira militar.

Depois de reprovado por duas vezes nos exames, ingressou, em 1955, como aluno na Escola Preparatória de Cadetes de Porto Alegre. Três anos depois, estava matriculado na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN).

Já como cadete, Lamarca -- clandestinamente e fora dos limites da AMAN -- participou de grupos de estudo do marxismo-leninismo, tornando-se um simpatizante do Partido Comunista Brasileiro (PCB).

Declarado, em dezembro de 1960, aspirante-a-oficial da Arma de Infantaria, foi designado para servir no quartel do 4º Regimento de Infantaria (4ºRI), em Quitaúna/SP.

Como tenente, iniciou estudos sobre guerrilha e, em junho de 1962, vislumbrando a possibilidade de integrar a Força Brasileira, em Suez, conseguiu ser transferido para o 2º Regimento de Infantaria, na Vila Militar/RJ, e participou, durante 13 meses, da Força de Emergência da ONU, no Oriente Médio.

Retornando ao Brasil, foi designado, em outubro de 1963, para a então 6ª Companhia de Polícia do Exército (6ª Cia PE), em Porto Alegre/RS.

A Revolução de 31 de março de 1964 veio encontrar o Tenente Lamarca na 6ª Cia PE, admirando a tentativa de resistência de Brizola e condenando a atitude de Jango, por ele tachada como uma "fuga covarde".

Nesse ano, já transitando com desenvoltura pelas esquerdas, chegou a pedir o seu ingresso no PCB, somente desistindo quando alguns companheiros afirmaram que esse partido, "reformista e traidor, o entregaria à polícia".

Na noite de um sábado de dezembro de 1964, quando escalado de oficial-de-dia, Lamarca, deliberadamente, facilitou a fuga do Capitão da Aeronáutica Alfredo Ribeiro Daudt, que estava preso por subversão.

O inquérito, aberto para apurar o seu primeiro ato de traição ao Exército Brasileiro, não chegou a conclusões definitivas.

Entretanto, essa fuga inexplicável tornou o ambiente demasiadamente tenso para ele, na PE. Novamente movimentado, apresentou-se, em dezembro de 1965, no seu antigo quartel do 4º RI, em Quitaúna.

Nesse quartel paulista, reencontrou-se com seu amigo, o Sargento Darcy Rodrigues, com quem, novamente, passou a ter longas conversas sobre a situação brasileira e a realizar um estudo sistemático sobre o marxismo-leninismo.

Em 1968, várias organizações clandestinas, de linha foquista e militarista, sob o pretexto de livrar o Brasil da ditadura militar, ensangüentavam-no, desencadeando as ações armadas e terroristas preconizadas por Cuba. Uma delas era a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), criada, em março desse ano, pela fusão do grupo foquista dissidente da Política Operária (POLOP) com os remanescentes do núcleo de São Paulo do Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), de Brizola. Paradoxalmente, uniram-se os "políticos" teóricos com os "militares" práticos. Continue lendo no BLOG DO RVCHUDO>>>

Uma Comissão da Verdade para fazer "desaparecer" um lado da História?

Uma das coisas mais insanas que vem ocorrendo no mundo é o surgimento de "historiadores" que querem revisar o Holocausto, reduzindo a importância  daqueles crimes hediondos e até mesmo negando que havia um plano de extinção em massa contra os judeus. Hitler não teria feito nada mais do que implementar um plano de imigração dos judeus para o Leste Europeu e a "escala" de milhões assassinados em campos de concentração teria sido um episódio menor. 

Aqui no Brasil, a Comissão da Verdade, que surge para dar ao povo o direito à sua História, não quer investigar os assassinatos, os atos de terrorismos, os assaltos a bancos, as mais de 100 mortes cometidas por gente que, hoje, está no poder. Na verdade, quer revisar a História e apagar estes crimes. Dilma, por exemplo, estava lutando para implantar uma ditadura comunista no país, no modelo de Cuba, de quem recebeu treinamento militar. Sua organização assaltou, matou, torturou, justiçou. Dilma foi presa, condenada, cumpriu pena por suas atividades terroristas. Não deve nada. Mas muitos, como José Dirceu, o chefe da sofisticada organização criminosa do Mensalão, fugiu do país. O mesmo ocorreu com Franklin Martins, que lidera um movimento para acabar com a liberdade de imprensa. Ou com Aloysio Nunes, amigo dileto de FHC, que é contra investigar os seus amigos. 

Qual o problema destes senhores deporem na Comissão da Verdade e pedirem perdão pelos seus crimes contra pessoas, gente, jovens, sem considerar que havia um Estado ou não envolvido? A Comissão da Verdade assumirá feições neonazistas se quiser fazer "desaparecer" uma parte da História. Justamente a História suja e criminosa da esquerda brasileira que, depois de tentar pelas armas e pelo crime, chegou ao poder pelo voto. Que submetam-se à Comissão da Verdade para contar a História completa, inteira, pacificando o país. Fonte: Blog Coturno Noturno