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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Exército admite realizar 'operações de inteligência' em manifestações de rua


Mais de duas semanas após um oficial das Forças Armadas ter sido detido pela Polícia Militar (PM) com manifestantes suspeitos de serem black blocs, antes de um protesto em São Paulo contra o governo do presidente Michel Temer (PMDB), o Exército brasileiro admitiu ao G1 realizar “operações de inteligência” permanentes em “manifestações de rua”.

Os ministérios públicos estadual e federal investigam se o capitão Willian Pina Botelho, de 37 anos, agia como agente infiltrado do Exército no dia 4 de setembro, quando ele e 18 ativistas foram abordados pela PM no Centro Cultural São Paulo, na Zona Sul da capital paulista. O grupo se preparava para participar do ato Fora Temer na Avenida Paulista. Continue lendo no G1 SP

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Justiça veta Exército exigir altura, 20 dentes e teste de HIV para candidatos


Atiradores durante ação de combate à dengue em Avaré (Foto: Reprodução/ TV TEM)
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região eliminou restrições e exigências do Exército para o ingresso em suas escolas e na tropa entendidas pelo Judiciário como discriminatórias.


Em uma ação coletiva promovida pelo Ministério Público Federal contra a União, o colegiado derrubou uma norma interna do Exército que, desde 2005, exigia altura mínima e 20 dentes naturais na boca para candidatos, além de impedir o acesso de portadores de doenças autoimunes, imunodepressoras ou sexualmente transmissíveis, como HIV e sífilis. Os exames também não podem ser exigidos para militares na ativa.

A altura mínima exigida era 1,60m, para homens, e 1,55m, para mulheres.
Conforme o desembargador Souza Prudente, relator do caso, a União e o Exército já foram notificados de que a decisão tem eficácia imediata e vale para concursos em andamento. Em caso de descumprimento, o Comandante do Exército terá de pagar multa diária de R$ 5 mil, sem prejuízo de sanções criminais cabíveis.
A decisão, unânime, é da 5ª turma do TRF da 1ª Região e ocorreu em 11 de março, mas só foi divulgada agora. Ainda cabe recurso. O G1questionou o Exército e a Advocacia-Geral da União sobre o cumprimento da decisão e, até a publicação desta reportagem, não obteve retorno. O Exército afirmou que provavelmente só se manifestaria na terça-feira (28).

"Como se trata de uma ação coletiva promovida pelo MPF, é uma sentença mandamental de âmbito nacional. Ela não condena, ela ordena. Ela determina que não se aplique mais a portaria [do Exército}", explica o desembargador Antonio de Souza Prudente. Continue lendo no G1

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Copa 2014: Exército Brasileiro será força auxiliar dele mesmo?



          O Brasil é uma piada, e agora será uma piada internacional. Imaginem que o texto da Constituição Federal de 1988, reza no seu artigo 144 que as polícias militares são forças auxiliares do Exército. Mas, num verdadeiro "Samba do Crioulo Doido", os papéis se inverterão na Copa e o Exército passará a ser força auxiliar das polícias militares. Ou seja, força auxiliar das forças que auxiliam o Exército. Foi como o Pré - Sal, eles venderam para o Brasil, algo que já era do Brasil. Entenderam? Nem eu...Será que alguém vai ter que desenhar a Constituição? Leia o Artigo 144 abaixo: 


Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:

§ 6º - As polícias militares e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do Exército, subordinam-se, juntamente com as polícias civis, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.

 Sem falar na aberração chamada Força Nacional, uma espécie de extraterreno jurídico, já que não está no texto original da Constituição Federal, e apenas existe por força de decreto presidencial. 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Soldados Femininas do Exército de Israel, dançam seminuas

CLIQUE AQUI E ASSISTA NA TVIG

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Desabafo de Tenente Médica na Selva Amazônica

DESABAFO DE UMA MÉDICA NA SELVA AMAZÔNICA!

Parabéns a 1ª Ten Med Juliana pela coragem de prestar esse depoimento que é uma verdade verdadeira dos fatos que ocorrem com os médicos no interior da Amazônia sem nenhum apoio das autoridades constituídas; TODOS UM BANDO DE HIPÓCRITAS QUE ENGANAM O POVO!

Isso é uma Vergonha! E depois vão a frente das Televisões dizer que está tudo bem, que o povo está sendo assistido conforme a necessidade. E pior, é que o "povo brasileiro" acredita.... É lamentável e segue a vida, quem viver, verá!
1º Ten Méd Juliana Getirana - 10 de julho

Durante vinte anos eu sonhei em ser médica do Exército e atuar na Selva Amazônia. Adiei minha residência, tamanha era a ansiedade de servir à Pátria. Eu fui onde muitos não foram e vi o que muitos insistem em não ver. 

Eu fui tratada como rainha pelos amazonenses ribeirinhos. Repartiram comigo a pouca comida que tinham. Chorei de desespero, chorei como nunca na minha vida, ao final de um dia inteiro em uma ACISO (Ação Cívico-Social).
 
Mais de doze horas insanas, sem parar, para atender as literalmente centenas de pessoas na porta da escola querendo ajuda. E eu, era a única médica, munida apenas de caneta, papel e esteto. Chorei de ódio de todas as secretarias de saúde que conheci, nas cidades que passei. Fui proibida de trabalhar numa cidade porque exigi a evacuação de um paciente em UTI aeromóvel da prefeitura. Gastar todo esse dinheiro com uma pessoa só? Jamais. Hospital sem EAS, EPF, USG... sem nada!
Estou cansada desses pseudo-brasileiros que criticam a classe médica e acham que ajudar é dar esmola no sinal.

Estou cansada de ser chamada de mercenária. Estou cansada.
Morava num Bairro nobre no litoral do Rio de Janeiro e larguei tudo por um SONHO. 

Quero ver esses hipócritas burgueses, falsos moralistas morarem numa cidade onde só se chega de barco ou avião!

Quero ver trabalhar de graça, por saber que o dinheiro que você ía receber era fruto de corrupção!

Quero ver!

Infelizmente, tive que voltar da selva. Mas acho que isso foi até bom, farei minha residência e estudarei muito. Mas uma coisa eu afirmo, como eu afirmei há 20 anos atrás, quando eu disse que seria Oficial de carreira na Selva Amazônica: assim que eu terminar minha residência, eu volto pra minha Selva, pras minhas crianças, pras minhas viagens de barco que levam esperança.
 
E deixo aqui, todos esses pseudo-brasileiros, nesse caos, nessa mentira, nesse consumismo desenfreado.Nessa desgraça disfarçada de álcool, boates, futebol e samba.

Desejarei força para os meus colegas de profissão que por aqui ficam. E com certeza, terei a consciência limpa, que eu fiz jus ao meu juramento e não fui mais uma hipócrita.

A SELVA NOS UNE! A AMAZÔNIA NOS PERTENCE! TUDO PELA AMAZÔNIA! SELVA! 

"Combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé".
http://www.famildf.com.br/postmoney

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Inscrição de Voluntários para o HAITI


Voluntários para o 20º CONTBRAS/MINUSTAH
(seleção a cargo do Gab Cmt Ex)
Inscrição de voluntários para o 20º Contingente Brasileiro na Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) para cargos cuja seleção é conduzida pelo Gabinete do Comandante do Exército.

Previsão de desdobramento para maio/junho de 2014.
Inscreva-se no período de 15 de junho a 31 de julho de 2013 na página do DGP na internet.

sábado, 13 de abril de 2013

Rap do Exército Brasileiro - "Pela minha pátria"



Com o intuito de fortalecer o patriotismo de jovens, que dedicam uma fase da sua vida servindo as forças armadas do Brasil, que lutam para a evolução de um país com melhor qualidade de vida, a musica não honra o país que vive por seus governantes, e sim pelo seu povo, pelo trabalhador honesto, pelas famílias brasileiras, e pelo jovem soldado, que ganha pouco para se arrastar na lama, passar dias e noites molhado na selva, testando o limite do corpo humano, para estar sempre preparado para uma possível guerra, não só armada, mais as vezes uma guerra contra a própria natureza, que põe o povo brasileiro em risco.


Quem teve a idéia da música foi o soldado Bérgamo, primo de Gilli, compositor do grupo Efeito Constante. Luam foi dando as idéias e Gilli foi transformando em rimas.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Oficiais do Exército de seis países fazem treinamento em Uberlândia - MG


Exército Uberlândia (Foto: reprodução/TV Integração)
Oficiais do Exército Brasileiro participaram de um exercício simulado de operações defensivas em Uberlândia. O curso foi realizado pelo 36º Batalhão de Infantaria Motorizado e da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Rio de Janeiro (EsAO).

O local escolhido foi uma fazenda próximo à BR-365. A tropa simulou a defesa de um território, como se o país estivesse em guerra. Na simulação, de um lado da margem está o país e, com cartas topográficas nas mãos, eles planejaram operações de defesa. “Basicamente, os capitães aprendem tática para planejar e comandar uma tropa de 800 homens, que é um batalhão em situação de combate”, explicou o general Ajax Porto Pinheiro, comandante da EsAO.

Durante o ano de treinamento, os oficiais fazem 28 visitas como esta. Depois de formados, eles estão aptos a comandar um batalhão de infantaria.

Participaram do treinamento 122 oficiais de várias regiões do Brasil e militares dos exércitos da Argentina, Uruguai, Venezuela, Equador e Paraguai. O capitão paraguaio, Venâncio Sanchez disse que o curso foi uma troca de experiências. “Para nós é muito importante, principalmente para trocarmos ideias e acrescentar em nosso conhecimento”, disse o oficial paraguaio.
Já o capitão Manhães, que faz parte da Marinha do Brasil, foi premiado com o curso. “O Exército Brasileiro está fazendo uma cooperação com a formação dos oficiais da Marinha do Brasil”, pontuou o capitão Davi Manhães.

De acordo com o comandante Ajax, o treinamento serviu para que os militares colocassem em prática o que foi aprendido em sala de aula e também conhecessem melhor o Brasil. “Nós buscamos levá-los a regiões do Brasil para que eles conheçam lugares que deram certo historicamente e continuam dando certo. Por isso, eles estão em Uberlândia, uma região próspera, um celeiro”, concluiu o oficial.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

STF ARQUIVOU: SARGENTO ACUSADO DE INCITAMENTO À DESOBEDIÊNCIA E CRÍTICAS AO EXÉRCITO


ENCERRADA AÇÃO PENAL CONTRA SARGENTO ACUSADO DE INCITAMENTO À DESOBEDIÊNCIA E CRÍTICAS AO EXÉRCITO

Ministro afirmou que os fatos narrados na denúncia não configuram os crimes de incitamento à desobediência e crítica indevida às Forças Armadas

Fonte | STF - Quarta Feira, 10 de Abril de 2013

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o trancamento, por unanimidade de votos, de ação penal instaurada na Justiça Militar contra o primeiro-sargento do Exército A.R.S. para apurar a suposta prática dos crimes de incitação à desobediência (artigo 155 do Código Penal Militar - CPM) e crítica indevida às Forças Armadas (artigo 166 do mesmo Código). De acordo com a denúncia, declaração do sargento, então dirigente da Associação de Praças do Exército (APEB), divulgadas na página da APEB/RN na internet e a sua participação na confecção do panfleto distribuído à população durante o desfile cívico-militar de 7 de setembro de 2005, em Natal (RN), configurariam a prática dos crimes.

No panfleto, o público que assistia ao desfile foi informado de que os jovens atendidos pelo projeto “Soldado Cidadão”, do Governo Federal, recebiam soldo inferior ao salário mínimo (R$ 168,00 contra os R$ 300,00 então vigentes), cumpriam jornada de trabalho superior à fixada pela Constituição e que, “embora tenham ingressado nas Forças Armadas motivados pela perspectiva de uma formação profissional, lhes eram propiciados apenas faxinas e serviços de escala”. A publicação afirmava que era necessário alertar a população em geral sobre a real situação dos soldados que se apresentavam naquela solenidade, para que refletissem sobre a questão.

Ao votar pelo trancamento da ação penal, o relator do Habeas Corpus (HC) 106808, ministro Gilmar Mendes, afirmou que os fatos narrados na denúncia e atribuídos ao primeiro-sargento não configuram os crimes de incitamento à desobediência, muito menos o de crítica indevida às Forças Armadas. “No que diz respeito ao delito de incitamento, as condutas narradas na denúncia não se subsumem ao tipo penal do artigo 155 do CPM porque em nenhum momento houve incitação ao descumprimento de ordem de superior hierárquico”, destacou o relator. “Assim, não há de se falar em incitação à desobediência, uma vez que o panfleto sequer se direcionava aos soldados ou individualizava um ato específico de superior hierárquico a ser desobedecido. As críticas feitas às condições dos soldados do Exército Brasileiro propunham apenas uma reflexão sobre o assunto por parte da população que assistia ao desfile”, afirmou.

O mesmo ocorreu quanto ao segundo delito, na avaliação do relator. “A meu ver, não há, no caso concreto, uma crítica a um ato específico do militar X ou Y, tampouco a uma penalidade aplicada ao soldado W ou Z. Contudo, de tal publicação não se identifica afronta à disciplina militar. Não se ignora que, nos termos do artigo 142 da Constituição, as Forças Armadas são organizadas com base na hierarquia e na disciplina. Entretanto, disciplina e desmandos não se confundem. Quem critica o autoritarismo não está a criticar a disciplina. Frise-se ainda que a liberdade de associação presta-se a satisfazer necessidades várias dos indivíduos, aparecendo na Constituição atual como básica para o Estado Democrático de Direito. Os indivíduos se associam para serem ouvidos, concretizando o ideário da democracia participativa. Uma associação que deva pedir licença para criticar situações de arbitrariedade terá sua atuação completamente esvaziada”, concluiu.

Os ministros Ricardo Lewandowski (presidente da Segunda Turma) e Celso de Mello acompanharam o voto do relator e determinaram o trancamento da ação penal em curso na 7ª Circunscrição Judiciária da Justiça Militar de Recife (PE).

segunda-feira, 25 de março de 2013

Segurança da Copa 2014 terá 'drones' da FAB e PF; Exército estuda compra


A segurança do espaço aéreo brasileiro durante a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 terá apoio de pelo menos seis veículos aéreos não tripulados – vants, como os drones são chamados em português – da Polícia Federal (PF) e da Força Aérea Brasileira (FAB). Os equipamentos militares já serão usados para monitoramento durante os jogos da Copa das Confederações, entre 15 a 30 de junho, que servirá como teste para os eventos esportivos dos anos seguintes.
Tahiane StocheroDo G1, em São Paulo
Drones Tipos Arte 1 (Foto: Editoria de Arte / G1)Continue lendo no G1, clique aqui>>>

sexta-feira, 22 de março de 2013

MP Militar apura desvio de armas do Exército em Juiz de Fora


Um procedimento sigiloso do Ministério Público Militar investiga, por meio da Procuradoria de Justiça Militar de Juiz de Fora, indícios de desvio de armas de fogo de quartéis da cidade na Zona da Mata. A suspeita é de que peças de armamento recolhidas pelo Ministério da Justiça e pela Polícia Federal nos últimos anos, na Campanha do Desarmamento, tenham caído nas mãos de criminosos em vez de serem destruídas pelo Exército.

O promotor Ulysses da Silva Costa Filho, da Procuradoria de Justiça Militar local, confirmou ontem que os trabalhos começaram em novembro de 2012. O ponto de partida para o inquérito foi a suspeita de que uma arma usada em um assalto à época constasse da lista de armamento entregue ao Exército para ser destruído no 4º Depósito de Suprimentos. 

Para apressar a investigação, o Ministério Público Militar, com sede em Brasília, nomeou o procurador e dois promotores da Procuradoria da Justiça Militar de Juiz de Fora para atuar no caso, informou Ulysses Costa Filho, um dos responsáveis pelos trabalhos. Além disso foi montada força-tarefa com o apoio das polícias Civil e Federal e do Exército, que estão colaborando nas investigações, segundo o representante do MPM. Ele acrescentou que “todo o Ministério Público Militar do Estado de Minas Gerais está envolvido na investigação”. O promotor informou que ainda não há estimativa sobre a quantidade de armas que teriam sido desviadas.

O EM apurou que, como parte dos trabalhos, deve ser feito levantamento de todas as armas apreendidas pela Polícia Civil que ainda estão nas quatro varas criminais e no Tribunal do Júri de Juiz de Fora, já que elas ficam à disposição da Justiça enquanto tramitam os processos. A Polícia Federal já teria recebido uma listagem das armas recolhidas durante a Campanha do Desarmamento. 

A maioria das armas entregues nessa campanha são de calibre permitido. Entre elas estão espingardas, carabinas, pistolas semiautomáticas, revólveres (até o calibre 38), garruchas, pistolas de pressão e armas de competição. Tanto esse armamento quanto o apreendido pela polícia é enviado ao Exército para destruição. O Estado de Minas tentou contato com representantes das polícias Federal e Civil e do Exército em Juiz de Fora, mas ninguém foi encontrado para comentar o assunto.


quinta-feira, 21 de março de 2013

MPF denuncia dois soldados da Força de Pacificação por morte de adolescente



O Ministério Público Federal denunciou dois soldados do Exército Brasileiro pela morte do adolescente Abraão da Silva Maximiano, de 15 anos, ocorrida em dezembro de 2011, quando faziam patrulhamento ostensivo no mirante da Chatuba, no Complexo da Penha. Os militares integravam a Força de Pacificação.
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Abraão, de 15 anos, morreu após ser atingido por um disparo de fuzil, calibre 7,62mm. Segundo a denúncia, a vítima foi atingida pela costas, estava desarmada e teve morte imediata. A investigação também revelou que não foram encontradas drogas ou armas com o adolescente.

Os dois soldados vão responder pelo crime de homicídio qualificado perante a 8ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeir, e não perante à Justiça Militar, uma vez que se trata de crime doloso contra a vida de um civil, o que afasta a competência da Justiça Militar.
Na sentença, o procurador Fernando Aguiar afirmou que os militares devem ser responsabilizados.

“Não resta dúvida de que as Forças Armadas prestaram relevante serviço ao Rio de Janeiro, participando do processo de pacificação das comunidades tomadas pelo tráfico e pela violência. No entanto, fatos como este, em que um adolescente foi morto com um tiro de fuzil nas costas, precisam ser submetidos ao Poder Judiciário, a fim de que seus executores sejam devidamente responsabilizados”.
Fonte: R7

Major e sargento do Exército são condenados por corrupção



Um major e um sargento do Exército e um condutor de carro-pipa foram condenados, pela Justiça Militar do Ceará, por terem feito parte de um esquema de corrupção no abastecimento de água na cidade de Choró, a 155,7 quilômetros de Fortaleza. O major Maurício Tinoco Caetano, 40 anos, e o 1º sargento Francisco Eudemir da Silva Gomes, 45, receberam pena de dois anos de prisão, mas com o direito de recorrer em liberdade. Já o motorista de carro-pipa Luís Nobre Silveira Filho, 38, foi condenado a um ano de reclusão, também com o direito de apelar em liberdade.
Os militares foram condenados por corrupção passiva e o pipeiro, por corrupção ativa. Segundo o Ministério Público Militar, o major é o primeiro oficial do Exército condenado no Ceará. O julgamento ocorreu no último dia 12, mas a decisão, assinada pela juíza auditora Vera Lúcia da Silva Conceição, só foi publicada ontem no site do Superior Tribunal Militar.

Segundo denúncia do Ministério Público Militar, em julho de 2008, o sargento abordou o pipeiro, propondo aumento de contrato de água de sete para 14 mil litros, mediante pagamento de 10% sobre os valores a serem recebidos pelo motorista. Se não aceitasse a proposta, o contrato de fornecimento de água seria cancelado.
O pipeiro depositou 

R$ 1.800 na conta da esposa do sargento. As investigações indicam que, posteriormente, o dinheiro foi repassado para o major Maurício Tinoco, apontado como líder do esquema. O pipeiro nunca modificou a tonelagem do caminhão, ainda de acordo com a denúncia do Ministério Público. 

Em dezembro de 2008, o pipeiro enviou uma carta ao 23º Batalhão de Caçadores, responsável pelo Escritório da Operação Pipa, denunciando a propina. Foi quando o caso passou a ser investigado. No mês seguinte, Luís Nobre voltou atrás e retirou a denúncia. O esquema acabou sendo comprovado a partir de quebra de sigilos bancários e telefônicos e depoimentos de testemunhas.
Outras denúncias estão sendo analisadas pelo Ministério Público Militar, ainda em sigilo. “O processo acaba aqui. Agora, existem outras investigações. A gente não pode falar porque senão atrapalha. Não foi o primeiro e também não vai ser o último. Essa Operação Pipa tem ainda muitas fraudes”, informa o promotor Alexandre Saraiva.
O promotor considerou “desumano” o esquema de corrupção. A fraude acontece justamente nas cidades mais fragilizadas pela seca. “As consequências são as mais terríveis. Desde o não fornecimento de água, passando pela contratação de pessoas que não têm condições de levar essa água e, muitas vezes, água em condições insalubres. Às vezes, não havia fiscalização se o caminhão estava limpo. A água podia ser insalubre. Não temos provas disso nos autos, mas temos provas de que realmente eles fraudavam a fiscalização. Ao invés de fiscalizar, davam propina para aprovar esses caminhões”, aponta o promotor. 
O POVO tentou entrar em contato com algum representante da 10ª Região Militar, no fim da tarde e noite de ontem, mas as mas as ligações não foram atendidas. A reportagem também não conseguiu contato com os advogados dos réus. Os telefones não foram localizados. 
ENTENDA A NOTÍCIA
Os militares foram condenados por corrupção passiva e o pipeiro, por corrupção ativa. Até ontem, nenhum dos três tinham sido presos. Eles tiveram o direito de recorrer em liberdade. Todos negam a existência do esquema.

quinta-feira, 14 de março de 2013

MPF pede interdição de posto de quartel em Campinas


RICARDO BRANDT - Agência Estado
O Ministério Público Federal pediu à Justiça Federal que determine a imediata interdição do posto de combustível que funciona dentro do 2º Batalhão Logístico Leve (BLE) do Exército, na Fazenda Chapadão, em Campinas (SP), e determine que a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) fiscalize todos os demais postos do Exército na cidade para saber se eles estão regulares.
O posto dentro do 2º BLE funciona sem licenciamento ambiental e, em 2009, registrou um vazamento de aproximadamente 8 mil litros de óleo diesel, que contaminaram o solo e o lençol freático da região. A ação também pede, em liminar, que os tanques de combustíveis do posto sejam esvaziados, com o objetivo de "evitar uma eventual maximização dos danos causados até o momento". 
Estadao.com.br

sábado, 2 de março de 2013

Um herói para o mundo


Ao assumir inteira responsabilidade pelos seus atos, o soldado Bradley Manning, corpo debilitado pela prisão, foi um homem em si mesmo. Leu as trinta e cinco laudas de sua defesa prévia diante da juíza militar, a coronel Denise Lind, de forma clara e viva, com voz forte e serena, segundo a edição digital dos principais jornais americanos. Declarou-se culpado em dez das acusações do promotor militar, suficientes para condená-lo a 20 anos de prisão. Provavelmente, só deixará o presídio — se não for condenado à prisão perpétua — aos 45 anos, ainda a tempo de confirmar, em liberdade, a coragem de seu gesto.

No julgamento que se inicia, e que prosseguirá a partir de junho, o grande réu não é o frágil militar, que se confessa solitário em sua homossexualidade, e, sim, o sistema norte-americano, em sua arrogância diante do mundo, que o faz presumir-se ditador político e econômico de todos os povos, guardião e juiz de uma sociedade universal tutelada pelos seus interesses e crenças.

Bradley é um homem só, contra o mais poderoso governo do planeta; um soldado raso contra o Pentágono; um jovem de 25 anos atormentado e estimulado pela sua consciência humanística; um réu minúsculo diante de um tribunal  do qual, como Joseph K. —  o herói de Kafka, em O processo — só pode esperar o pior. À diferença de Joseph K., no entanto, ele sabe por que será condenado, e faz de sua “culpa” um libelo de acusação poderoso.

Alguns fatos, até agora desconhecidos, se revelam em sua defesa prévia. Antes de transferir os dados de que dispunha ao site do WikiLeaks, Bradley tentou passá-los aos dois mais importantes jornais norte-americanos, o Washington Post e o  New York Times. Não conseguiu. O sistema burocratizado do jornalismo moderno impediu-lhe  encontro pessoal com um repórter competente. Não havia  jornalistas como Bob Woodward e Carl Bernstein, prontos a ouvir as revelações de um Mark Felt, do FBI, sobre Watergate, faz 40 anos. Quem o ouviu talvez fosse entediado profissional de plantão, apressado para deixar a redação, no caso do Post. Com o mais importante jornal do mundo, o New York Times, foi pior: deixou o recado em uma secretária eletrônica, que automaticamente prometeu a Manning resposta de um dos ombusdmen do jornal — o que não houve. O soldado decidiu então, nas horas que lhe restavam em Washington, levar pessoalmente sua informação ao Político, jornal especializado em acompanhar o poder na capital dos Estados Unidos, mas uma tempestade de neve o impediu de ir à sua sede, em Arlington. 

Manning foi incisivo, ao afirmar que não foi pressionado por ninguém do WikiLeaks, e que supõe ter conversado, pela internet, com Julián Assenge. Em sua solidão, o jornalista australiano foi-lhe uma voz amiga, diante de seu drama de consciência com os crimes cometidos contra civis — entre eles o assassinato, pela guarnição de um helicóptero norte-americano de pessoas desarmadas, documentado por vídeo, que Manning ajudou a divulgar. 

“Quanto mais eu lia os telegramas secretos, mais eu me convencia de que eles deviam ser de conhecimento público” — afirmou à juíza.  “Eu queria tornar o mundo um lugar melhor” — resumiu.
A sanha vingadora do sistema, por intermédio do promotor militar, é evidente. Foram convocadas mais de cem testemunhas de acusação, e se prevê que várias delas deporão a portas fechadas e com a sua identidade preservada. 

Qualquer que venha a ser a decisão do tribunal, esse julgamento irá para a História como ocorreu com o de Georgi Dimitrov, o líder comunista búlgaro, acusado por um tribunal nazista de incendiar o Reichstag, há exatamente 80 anos. Dimitrov foi absolvido.    

Os verdadeiros patriotas americanos e os povos do mundo têm, a partir de agora, mais um herói a admirar.

Fonte: Jornal do Brasil      

       Comentário: E depois ainda me aparece a grande mídia querendo falar mal de Bin Laden, quando nem o militar americano suportou o massacre contra os civis árabes. É muito porco para pouca lama...

sexta-feira, 1 de março de 2013

Oficiais – Exército. Ministério Público quer informações sobre clube VIP montado em Copacabana.

clube vip copacabana

O Exército realizou o negócio sem licitação e o aluguel foi fechado em R$ 228 mil reais, que segundo a força serão investidos na manutenção do Forte.
    A praia tem mais de 70 metros de extensão e as águas são salgadas e “pesadas”, um verdadeiro paraíso que legalmente é de propriedade do povo brasileiro, mas o povo não tem permissão para usufruir de seu bem, a não ser que pague até R$ 250 só para entrar! Mas não é somente isso, no local estão disponíveis várias "facilidades", como um camarote com hidromassagem, que custa até R$ 20.000 reais ou uma toalha de rosto ao preço de R$ 80,00.
   A área está sob responsabilidade do exército e o mesmo a negociou com uma empresa que batizou o local de “praia prive Aqueloo” e faz festas regadas a musicas eletrônicas em volume tão alto que já incomoda os moradores das proximidades. Bastante irritados os abastados moradores da região planejam invadir o local no próximo domingo, tentando acabar com a farra, o projeto vamos invadir sua praia já arregimentou mais de 10.000 adesões no facebook.
clube vip copacabana exercito   Por conta dessa polêmica essa semana vários jornais do Rio e São Paulo publicaram informações sobre a desconfiança em relação ao negócio realizado entre o Exército e a Aqueloo, que adminstrará o clube que vai funcionar no forte de Copacabana. Veja: O Ministério Publico Militar pedirá, nos próximos dias, informações ao Exército sobre o negócio realizado.
Inaugurado no final de dezembro, o lugar é inspirado em atrações semelhantes que funcionam durante o verão em locais como Ibiza, na Espanha, e em Jurerê, praia em Florianópolis.
invadir sua praia   Por estar dentro do Forte de Copacabana, a área tem acesso restrito e a praia não é aberta ao público em geral.
      De acordo com a assessoria do Ministério Público Militar há "previsão legal para o arrendamento de área militar a particulares". Mas o MPM quer analisar o contrato de arrendamento da área.
   O caso será distribuído, por sorteio, para um promotor militar no Rio. A ele caberá analisar o contrato e avaliar se foram seguidas as regras previstas pela administração pública, como abertura de concorrência, escolha de menor preço, além de outros parâmetros que constam da lei de licitações.
OUTRO LADO
Questionado, o Comando Militar do Leste, representação do Exército no Rio e no Espírito Santo, afirmou por meio de nota da assessoria de imprensa que até o momento não teve conhecimento da apuração do Ministério Público Militar.
Caso seja consultado, informa o comando no comunicado, "prestará os esclarecimentos que forem solicitados".
O comando ressalta ainda que o local não se enquadra na definição de espaço público, já que a área, ainda que seja da União, está sob administração do Museu Histórico do Exército e do Forte de Copacabana.
Contatada, a assessoria de imprensa do Aqueloo afirmou que os responsáveis pelo clube não se pronunciariam sobre a intenção do MPM por se tratar de uma questão interna do Exército.
"O que podemos dizer é que temos todas as documentações necessárias para seu funcionamento, tendo sido firmado um contrato com o Forte de Copacabana", informou em nota. Sobre a cobrança de ingresso para se ter acesso à praia, o clube afirmou não ter conhecimento de nenhum empecilho para isso.
Presidente da Comissão de Direito Administrativo da OAB do Rio, o advogado Bruno Navega estranhou a cessão do terreno e, mesmo falando em tese, já que não conhece detalhes do contrato, encontrou indícios de possíveis irregularidades:
- Há duas questões que saltam aos olhos e causam estranheza. Primeiro, deveria, a rigor, haver licitação, para que eventuais interessados pudessem apresentar propostas. A segunda questão é mais complexa: na minha opinião, está havendo uma espécie de privatização do espaço público em prol da iniciativa privada. A praia é um bem de todos.
Navega afirma que até o Exército tem que seguir a Lei de Licitação e a Constituição.
- A Constituição brasileira estabelece que, no caso de qualquer bem público ter o espaço explorado economicamente, é preciso haver uma licitação. O TCU (Tribunal de Contas da União) tem afirmado isso em suas decisões - afirmou Bruno.
O constitucionalista e desembargador aposentado Jorge Fernando Loretti concorda. Segundo ele, qualquer terreno de marinha (faixa de orla) é de uso de toda a população:
- Não conheço detalhes do contrato e suas bases, mas a praia é constitucionalmente de utilização social de todos. É para ser usada coletivamente. Não pode ser utilizada particularmente por ninguém.
http://sociedademilitar.com Dados de Folha online e Extra-Rio.