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sexta-feira, 14 de junho de 2013

MG: FIAT inaugura fábrica de blindados e tanques de guerra

Unidade em Minas terá produção do Guarani para o Exército brasileiro (Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
Expressões comuns nas grandes empresas do Norte da Itália, scafo, mascherone, aviamento e finizione se transformaram numa espécie de segunda língua dos brasileiros nos corredores da nova fábrica de veículos de defesa que a Iveco, braço do grupo Fiat conhecido no Brasil por fabricar comerciais leves e caminhões, inaugura hoje em Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais. A unidade industrial de última geração, primeira do gênero instalada fora da Europa, já nasce com área destinada a expansão, para abrigar novas linhas de produção do blindado Guarani, encomenda do Exército em substituição ao Urutu, e outros equipamentos europeus que entraram no planejamento da montadora para produção local.

O presidente da Fiat industrial para a América Latina, Marco Mazzu, confirmou, em entrevista ao Estado de Minas, que além do governo da Argentina, o Chile e a Colômbia oficializaram o interesse na importação do anfíbio Guarani, com 7 metros de comprimento, capacidade de carga de 20,5 toneladas e seis rodas com tração para transporte de 11 passageiros. A fábrica mineira foi preparada para funcionar como uma plataforma de exportação da Iveco no subcontinente, fortalecendo a posição da empresa num mercado que fatura cerca de US$ 80 bilhões por ano no mundo, de acordo com estimativas dos fabricantes. 

“Estamos numa fase de manifestação de interesse e consequentemente de avaliação de produto. A princípio, olhamos para a América Latina pela proximidade em todos os sentidos”, afirma Marco Mazzu. Para iniciar as exportações, a Iveco ainda depende da homologação do Guarani pelo Exército brasileiro, esperada para, no mais tardar, até o terceiro trimestre. Das instalações de Sete Lagoas, que incorporaram ares das plantas italianas de Bolzano e Vittorio Veneto, onde foram treinados soldadores de elite contratados em Minas, os primeiros 12 Guaranis já foram entregues, como parte de um contrato no valor de R$ 246 milhões para fornecimento de 86 blindados até meados de 2014.

Entre a gama de veículos de defesa que a Iveco mira, Marco Mazzu considera a possibilidade de fabricação em Minas do caminhão de transporte Trakker, versão italiana, que faz parte da família do veículo de aplicação civil, fora de estrada, já produzido em Sete Lagoas. “Seguramente, a produção local facilita e tem sinergias que podem ser aproveitadas”, diz. O projeto de fabricação local tem ganhos, inclusive, no cumprimento de metas de nacionalização de conteúdo no Brasil.

Outra possibilidade que a Iveco vê é produzir na nova unidade o jipe europeu LMV, usado em campanhas e missões de paz. Nos últimos anos, a companhia vendeu mais de 4 mil unidades do veículo em 10 países do continente. O Exército informou, recentemente, que vê boas perspectivas de exportação do Guarani. Com investimentos de R$ 55 milhões, a fábrica mineira tem capacidade para produzir 115 veículos por ano e pode chegar a 200 exemplares anuais a partir de expansões.

O contrato com o Exército permitiu que a Iveco se preparasse para transformar o Guarani em base de uma família de blindados médios de rodas que pode surgir em Sete Lagoas. A unidade tem competência para produzir mais 10 versões, incluindo veículos de reconhecimento, socorro, comando, comunicações, oficina e ambulância.

Mercado de defesa A demanda mundial por equipamentos de defesa e segurança tem crescido no mundo, na proporção da disputa dos fabricantes. Não foi por outro motivo, segundo Marco Mazzu, que a Iveco construiu em Sete Lagoas uma fábrica com tecnologia moderna e o conhecimento mais avançado disponível no setor. “Diria que o tema da defesa e da proteção das tropas ganha importância no mundo, principalmente com a evolução das missões de paz e humanitárias”, afirma o presidente da Fiat Industrial. Continue lendo no Estado de Minas

Reportagem: Marta Vieira