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domingo, 13 de julho de 2014

Quero vitória sem bola...

  Fomos medíocres, senão vejamos. Contra a Croácia tomamos um gol contra com poucos minutos de jogo. Fomos pressionados e viramos graças ao bom futebol de Neymar. Contra o México foi o grande alerda, jogamos mal e quase perdemos. Contra Camarões também tivemos vários momentos de apatia, e se não fosse novamente o Neymar, teríamos empatado ou perdido. Contra o Chile, bem organizado não perdemos por sorte, seja na bola no travessão no último chute da prorrogação, seja no último chute na trave nas batidas dos pênaltis. Depois contra a Colômbia foi outro sufoco. E finalmente a Alemanha sempre científica, nos mostrou a prova dos 9 ou dos 7, mostrando ao mundo o quanto estávamos desorganizados, jogando apenas com a emoção. Parecia que o time do Brasil parou para olhar a torcida enquanto os alemães fizeram 5 a 0 com apenas 30 minutos de jogo. E contra a Holanda, onde o Felipão deveria ter escalado o time reserva para colocar mais raça no time, me veio com os mesmos mulambos, e conhecemos o chocolate holandês. Esse resultado é reflexo da corrupção que também chegou nas federações, na falta de bons campos de futebol que é a realidade da maioria dos estádios brasileiros, não os superfaturados que foram construídos; da violência nos estádios, dos cambistas, da falta de um calendário, de uma arbitragem boa, da evasão de jogadores com 16 anos  para outros centros. E daí vem a pergunta, então como conseguimos ser penta? Sempre tivemos bons jogadores, mas, se recordarem, já na copa de 94 ganhamos nos pênaltis, mesmo com Romário em campo. Em 98 foi aquele fiasco. Em 2002 tínhamos os Ronaldos, em 2006 eliminados, 2010 o frangueiro Julio Cesar falhou e agora sentimos o salsichão alemão. Não devemos colocar essa derrota como a derrota para um guerra. Nosso inimigo é interno, perdemos para nossa desorganização, pela nossa inércia, corrupção e o improviso funciona quando estamos empatados, quando já entramos em campo sem um esquema, e na vida cidadã sem os serviços essenciais condizentes. Só de passar pela cabeça custear uma copa num país sem escolas, hospitais, violência é um verdadeiro acinte para não dizer burrice ou má fé dos que mamaram com o superfaturamento. Não quero ganhar no futebol apenas, quero um país melhor, mesmo quando não estiver com a bola no pé; o que aliás, ficamos sem ela a maior parte do tempo...fora de campo, e na copa...dentro de campo só tocamos na bola para buscá-la na rede...