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sábado, 27 de agosto de 2011

Financiamento público de campanha na democracia

            Editorial do blog
            Marcelo Anastácio

      A Comissão de Constituição e Justiça do Senado rejeitou no dia 25/08, a proposta de financiamento público de campanha. Ao contrário de muitos que acham o projeto imoral, essa ideia seria a mais democrática, e diminuiria a promiscuidade que virou as eleições brasileiras. Hoje temos o modelo dos "apoiadores", geralmente grupos privados, que financiam candidatos em troca da aprovação de emendas ou vetos em projetos do interesse das empresas, que na maioria das vezes vão de encontro aos anseios do interesse público. A mídia tem divulgado vários casos de políticos que usam bens e serviços de mega empresários, alimentando a relação de improbidade entre o público e o privado. 

           Um candidato como o Tiririca, por exemplo, se não tivesse o tempo que tem de exposição na mídia, pelos anos consecutivos de sua carreira artística, mesmo com seu enorme carisma, jamais teria a votação que teve. Pegue qualquer animador de sinal e lance-o candidato, sem mídia e "apoio"...não seria difícil prever os votos que ele teria. Por isso o financiamento de campanha equalizaria as diferenças, as distorções do processo eleitoral, onde um empresário, se quiser sair candidato teria milhões, enquanto o seu empregado por exemplo não teria nem para gasolina.

        Portanto a manutenção do antigo sistema eleitoral, com apoio particulares, por vezes os velados "caixa dois", representam o aprofundamento das diferenças entre as classes e grupos sociais, se distanciando na prática do termo utópico, democracia, que muitos acreditam que o Brasil vive...