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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Brasil de paradoxos e mortes sem pena

  *Marcelo Anastácio


  Foi peculiar a comoção os últimos dias vividos pelos brasileiros quando começou a ser veiculada a notícia de um brasileiro seria executado a pena máxima na Indonésia, por ter sido preso em flagrante no tráfico internacional de drogas. O país se dividiu entre os que torceram contra e a a favor. A mídia sempre passional também deu tanta ênfase ao caso, como se quisesse quase santificar algo profano. Alguns canais televisivos fizeram a cobertura quase como se o traficante brasileiro fosse alguém que não sabia o que estava fazendo ou que não tinha noção dos riscos que corria; o que não era verdade. Muitos falaram em direitos humanos, a presidente da república esperneou, fez o seu teatrinho diplomático, como se ela nunca tivesse matado alguém, (aliás, matou inocentes). Vimos de tudo, absurdo!! Dantesco! 

  Na semana anterior tivemos o caso de dois irmãos brasileiros que estariam desaparecidos no México, que depois foi confirmada a morte de um e o outro apareceu pedindo ajuda para voltar para casa, além é claro, de também ajudar a esclarecer o que acontecera ao irmão encontrado morto. Em entrevista ao programa Fantástico (Clique aqui e assista a matéria no G1), Fernando Luís da Silva, o irmão sobrevivente, afirma que "a droga tirou a pessoa que eu mais amava". 

  Quase ao mesmo tempo vimos um brasileiro ser executado por tráfico, enquanto outro era vítima de traficantes noutro canto do mundo. Vimos o governo usar a pena de morte sob a falácia dos direitos humanos, mesmo que esses direitos sejam demasiadamente desumanos para as famílias daqueles que tiveram seus filhos consumidos pelo vício das drogas, pelas dívidas de drogas, pelas mortes dos traficantes ávidos na manutenção do seu capitalismo oriundo das drogas ilícitas.

   O que deveria ser discutido não é a vida de alguém que sabendo ler, instruído e traficante contumaz, assumiu o risco da própria vida em nome do "jeitinho" brasileiro, num país que propaga a pena de morte aos traficantes. Ele, com certeza sabia do risco que correu, e mesmo assim, desrespeitou a cultura da Indonésia. Por outro lado o governo brasileiro, em nome da politicagem, entrou na onda e tentou desgastar a soberania daquele país, como se pudesse fazer concessões pelas mortes que os mesmos traficantes causam aos usuários. Isso ninguém discute, assim como as nossas fronteiras desguarnecidas, o tráfico nas favelas e cidades brasileiras matando infinitamente mais do que o governo Indonésio. O próprio governo brasileiro com a sua inércia acaba endossando as mortes de milhares de brasileiros, sejam por leis ultrapassadas, por um sistema penal que não recupera e nem ressocializa, por uma educação de péssima qualidade, por um sistema que privilegia o jeitinho, a impunidade, tendo como grande exemplo a ser seguido a corrupção envolvendo empresas e contratos públicos como no caso recente da Petrobras.

  Por outro lado o brasileiro sobrevivente de uma overdose no México; quase endossando a atitude da Indonésia, quando fez o apelo aos pais que cuidem dos seus filhos contra a investida dos traficantes. 

    Muitos discutem a pena de morte no Brasil, vedada pela Constituição de 1.988, mas, que na prática não é oficial mas, está oficiosamente entranhada na cultura brasileira, e, e aceita na surdina pelo povo. Afinal qual é a taxa e elucidação de homicídio, especialmente daqueles que envolvem o tráfico de drogas? Muitos se queixam da polícia violenta, mas, quem nunca ouviu uma vítima de furto a residência, roubo ou qualquer outro crime menor dizer: -"tinha era que matar essas pragas?"- E quantos policiais são assassinatos no Brasil? Uma das maiores estatísticas no mundo? Sem falar nas mortes no trânsito nosso de cada dia. Ou seja, nossa pena de morte não é oficial como na Indonésia, com direito a justiça, contraditório etc e tal. Nossa pena de morte é muito pior, é oficiosa e sumária; e acontece todos os dias nas vielas ou esquinas mais luxuosas deste país paradoxal.
  

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Compare os vídeos: Brasil e a "mexicanização" da violência (cenas fortíssimas)


Fato ocorrido no México, cujas imagens são fortíssimas de quatro mulheres sendo executadas e posteriormente serão decapitadas e esquartejadas. Os narcotraficantes são conhecidos como "Los Zetas", famosos pelo forte armamento e pelo cometimento de crimes brutais. 

Abaixo você verá um fato ocorrido no Brasil, e responda se há diferença entre uma cena e outra, com exceção do esquartejamento? O Brasil está vivendo a "mexicanização" da criminalidade.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Domingo com estatística de guerra na Capital do Brasil


O domingo (02) foi extremamente violento DF, com registros de homicídios
 e tentativas em Samambaia, São Sebastião, Ceilândia, Planaltina, Estrutural,
 Santa Maria, Asa Sul, Recanto das Emas e Arniqueiras, confira: 

Um flanelinha conhecido por  Átila Talmo de Sousa, de 36 anos foi esfaqueado 
as 14:05 e morreu na quadra 308 da Asa Sul.

No Recanto das Emas um homem morreu horas depois de ter sido socorrido
 ao Hrsam, ele foi alvejado por disparo de arma de fogo na quadra 415.

Em Santa Maria foi registrado as 17:55 um duplo homicídio, dois homens
 morreram na hora baleados na quadra 208,  foram disparados cerca de 40
 disparos de diversos calibre, uma das vítimas foi identificada como  André 
Pereira Lopes 29 anos, o outro tinha o apelido de "Kiki". 

Por voltas das 18:48 um homem identificado por Rubens Pereira Rodrigues de
 aproximadamente 39 anos foi baleado 4 vezes na chácara 79 da Arniqueiras,
 próximo ao lava a jato do "Vitão.

Na estrutural uma criança foi socorrida em estado grave atingida por uma "bala
 perdida".

Por volta das 20:30 uma pessoa foi assassinada a tiros na QNN 07 Conjunto B de
 Ceilândia Norte. 

Em Samambaia foi registrado também um duplo homicídio as 16:48.

Por volta das 21:03 três pessoas foram socorridas ao hospital baleadas na 
QC 01 de Santa Maria, entre elas, uma criança.

Por volta das das 22:00 um homem foi vítima de disparo de arma de fogo
 em São Sebastião, a vítima foi identificada como Fábio, dono de um lava
 a jato do residencial vitória.

Estatística dos homicídios:

06h42 - Ceilândia - 15ª DP
06h44 - Santa Maria - 33ª DP
10h18 - Recanto das Emas - 27ª DP
14h05 - Asa Sul - 1ª DP
16h48 - Samambaia (Duplo) - 32ª/26ª DP
17h55 - Santa Maria (Duplo) - 33ª DP
18h18 - Samambaia - 32ª/26ª DP
18h25 - São Sebastião - 30ª DP
18h48 - Areal - 21ª DP
20h03 - Ceilândia - 15ª DP

As tentativas não foram contabilizadas aqui, são muitas.

Não acreditam? Procurem as delegacias responsáveis pelas áreas. 
Fonte: http://www.blogdoprotazio.com.br/2014/02/domingo-violento-no-df.html#more

ComentoEm respeito aos leitores, e com a compreensão do colega
 Douglas Protázio, não divulgarei as fotos chocantes das vítimas de homicídios.

Com certeza a imprensa convencional e parcial não divulgará os números,
 já que a moda agora é denegrir os integrantes da Polícia Militar, jogá-los contra
 a população e isso vende jornal.
O que dirá agora o governo à sociedade já que a OPERAÇÃO TARTARUGA que
 tanto o incomodou foi encerrada através de determinação judicial, a qual foi 
prontamente cumprida (mesmo sendo uma operação que determinava aos policiais
 trabalharem na LEGALIDADE)? Ah, já sei: Foi acerto de contas!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Peru dá a policiais e militares em serviço ‘licença para matar’


Mulher segura foto de filhos mortos durante protesto no PeruLIMA , Peru ( AP) - Os advogados e defensores dos direitos humanos criticaram nesta terça-feira uma lei que isenta policiais e militares de responsabilidade criminal se eles causaram morte ou lesões a terceiros no cumprimento do dever.

A lei, publicada ontem no Diário Oficial, reforça a regra promulgada durante o governo do ex-presidente Alan García (2006-2011), num contexto de aumento dos conflitos sociais e manifestações. De acordo com o seu preâmbulo, a lei procura proteger legalmente o pessoal da polícia quando eles são acusados ​​de matar civis durante distúrbios graves de ordem pública, como greves e manifestações violentas. O atual presidente do país é Ollanta Humala.

O texto legal afirma que "está isento de responsabilidade penal ... o pessoal das Forças Armadas e da Polícia Nacional do Peru, no cumprimento do dever e uso de armas ou outros meios de defesa, causando ferimentos ou morte".

A regra do governo do ex-presidente Garcia indicava mencionava “usar suas armas” e “de acordo com os regulamentos", referindo-se as regras existentes para a polícia e forças armadas, que regulamentam a utilização de suas armas.

Especialistas dizem que a remoção das referências de "usar suas armas” e “de acordo com os regulamentos" favorece a impunidade.

- Foi um erro grave - disse o advogado Carlos Rivera, do Instituto de Defesa Legal ONG .
- Desde ontem ( segunda-feira), o Ministério Público ou o juiz não tem o dever de verificar se o uso ( arma ) é um uso normativo, porque esse estatuto legal foi retirado... Portanto, esta mesma regra poderia ser uma regra (que promove ) um evento violento, quem violar os direitos fundamentais simplesmente permanece impune - disse Rivera.

O parlamentar Peter Spadaro, que promoveu a lei, defendeu sua necessidade diante do aumento da criminalidade e da insegurança.

- Era necessário, porque em muitos casos a polícia era envolvida em um processo penal, quando estava combatendo, por exemplo criminosos, assassinos. E se matasse ou ferisse um desses delinquentes a polícia tinha que ir para um processo penal, por defender a sociedade, nossos filhos, as famílias - disse Spadaro.
Para o decano do Colégio de Advogados de Lima, Mario Amoretti, a política de superproteção dos policiais e militares é preocupante e deixa os cidadãos desprotegidos.

- O que deve ser protegido é a vida e a integridade das pessoas ... Os civis serão os mais vulneráveis ​​- disse Amoretti.

De acordo com estatísticas da Coordenadora Nacional de Direitos Humanos, uma organização que reúne organizações de direitos humanos no Peru, de 2001 até hoje, 106 pessoas foram mortas em confrontos com forças de segurança durante os protestos e conflitos sociais, um índice muito maior que outros países da região.
Ao mesmo tempo, de acordo com um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Peru tem a maior percepção de insegurança, com 50%.

Proporção maior do que em países como a Venezuela.

(43,7%), El Salvador ( 42,5%), Bolívia (39,8%) , República Dominicana (38,6%) e Equador (38,1%).



terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Balanço da violência nos últimos anos em Uberlândia


  Enquanto o governador de Minas não escolhe quem será o novo coronel a comandar a 9ª RPM - Região de Polícia Militar situada em Uberlândia, é necessário fazer um breve balanço dos últimos anos. Infelizmente com índices terríveis em algumas modalidades criminosas. Ainda que algumas estatísticas possam demonstrar o contrário, (já dizia alguém que a melhor maneira de mentir é através de estatísticas), percebemos uma sensação de insegurança, nunca antes sentida em Uberlândia. Crimes como latrocínio, homicídios, roubos à fazenda, estupros, arrombamento a caixas eletrônicos, roubos à ônibus interestaduais que passam na região; mostraram um crescimento assustador. Sem falar na quantidade policiais militares que foram presos por desvio de conduta, presos em outras regiões ou por outros órgãos como a Polícia Federal.

   Especialmente os homicídios é o maior desafio do futuro comando regional, haja vista a dificuldade de se antever essa modalidade criminosa, que geralmente está associada ao tráfico de drogas. Se projetarmos os números de mortes em Uberlândia, calculado a densidade demográfica comparada a outros estados, teremos índices ainda mais preocupantes.
  
       Um militar inclusive chegou a ser ameaçado por presos e foi executado quando se deslocava para o serviço. Outro agente penitenciário foi igualmente ameaçado e assassinado quando saia do do trabalho. Em ambos os casos esses profissionais estavam fardados. Ou seja, o respeito acabou, a afronta é total!!!

    Uberlândia é a segunda maior cidade das Minas Gerais, e por conta disso também assume o ônus desse feito. Apesar do esforço do governo estadual em mandar mais viaturas, equipamentos e efetivo, não foram suficientes para devolver a tranquilidade aos seus moradores.

     Desejamos ao futuro comandante regional que ele tenha mais sorte nas suas ações, que tenha um serviço de inteligência mais operacional, (menos virtual) e que a tropa se sinta prestigiada e motivada.
   
       Quem sabe com o apoio do novo prefeito Gilmar Machado (PT), que prometeu trazer o SAMU, criar a Guarda Municipal, o efetivo operacional aumente?! Quem sabe tenhamos enfim a  inauguração do Colégio Tiradentes...

       Abaixo algumas estatísticas aleatórias de Uberlândia:

Taxas de homicídios em Uberlândia
Taxas de homicídio 2012, clique e leia no Correio de Uberlândia
Mortes em Uberlandia

https://www.seds.mg.gov.br/images/seds_docs/estatistnovo/maio_revisto.pdf
http://uipi.com.br/destaques/destaque-2/2012/11/30/indice-de-mortes-violentas-cresce-a-cada-ano-em-uberlandia/
https://www.deepask.com/goes?page=uberlandia/MG-Confira-a-taxa-de-homicidios-no-seu-municipio

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Uberlândia registra 4 homicídios nos 8 primeiros dias de 2014



UIPI

 Comento: Fora os homicídios tem as explosões de caixas eletrônicos...

Nota dos Agentes Federais do Maranhão:Homicídios cresceram 460% em três anos

Foto de Agente Federal Flavio Moreno.
É ANTIGA, PREOCUPANTE E CAÓTICA A SEGURANÇA PÚBLICA NO Maranhão e país! O colapso no sistema de segurança pública no MA: entre 2000 e 2013, o número de homicídios na capital e região metropolitana cresceu 460%.


Em meio à crise que é antiga, a Governadora Roseana Sarney compra 80 kg de lagosta.

Agentes Federais do Maranhão me enviaram por WhatsApp e compartilho com vocês. 

NOTA DOS AGENTES FEDERAIS:

"É com grande tristeza que nós, Agentes de Polícia Federal do Maranhão, lamentamos a escalada de violência em São Luís. A insegurança que tranca a sociedade em casa e coloca diariamente o Maranhão nos telejornais nacionais nos deixa indignados e convictos de que não há solução mágica para resolvê-la.O atual sistema de segurança é maléfico à justiça. Estudos especializados demonstram com clareza que os atuais modelos de investigação e de repressão ao crime no Brasil são inoperantes e não conseguem dar uma resposta rápida e eficiente à sociedade. Como os juízes podem deixar de conceder liberdade a criminosos, quando a investigação foi lenta, burocrática e não conseguiu obter provas consistentes?As quadrilhas modernizam-se, estruturam-se e movem-se de maneira eficiente. Já passa da hora do Estado aperfeiçoar-se para combater o crime, valorizando seus recursos humanos e materiais, para colocarmos os criminosos no seu devido lugar e devolver a paz às famílias brasileiras. Isso aconteceu nos países desenvolvidos, que conseguiram reduzir drasticamente os indicadores de violência e impunidade. Porém, não se chega nesse grau de melhoria sem mudanças. As revisões nas leis penais, processuais e de execução penal serão insuficientes se continuarmos a fazer polícia como se faz hoje. A Federação dos Policiais Federais apresentou, ainda no ano passado, propostas de melhoria na forma de se combater o crime no Brasil, através de parlamentares comprometidos com a população brasileira. As PECs 51, 73 e 361/13, dente outras medidas legislativas, visam mudar a Constituição para aperfeiçoar os modelos de polícia, substituindo o atual modelo cartorário baseado no lento e desatualizado inquérito policial por um modelo de investigação rápida, eficiente e transparente, com participação ativa do Ministério Público e do Poder Judiciário.

Nesse novo modelo, toda instituição policial no país realizará atividades de investigação e prevenção, com polícias municipais, estaduais e federais aptas a combater crimes simples e complexos, como o tráfico de drogas, assalto a banco, lavagem de dinheiro, desvio de recursos, etc. O ganho de eficiência é indiscutível, pois haverá comunicação entre todas as polícias em escala nacional, além da desburocratização dos processos.

Não se combate crime organizado com papel. A situação exige medidas urgentes, de enfrentamento e de coragem. Mais policiais nas ruas, mais policiais desenvolvendo atividades de inteligência, monitoramento e levantamento de informações, para se prender e, principalmente, manter preso. Mas, por enquanto, ainda que dentro de um modelo de segurança ultrapassado e contraproducente, os agentes federais no Maranhão se colocam a disposição dos órgãos estatais para, com sua experiência e treinamento, ajudar na luta contra o crime organizado. Somos a sociedade e jamais deixaremos de lutar incansavelmente por ela."


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

sábado, 16 de novembro de 2013

"PM de Goiás pode parar" - Deputado Major Araújo



Major Araújo rasga o verbo e avisa aos comandantes de batalhões que a qualquer momento a paralisação da Polícia Militar vai acontecer.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Minas contabiliza média de 11 assassinatos por dia


assassinato em santa luziaMinas Gerais registrou até setembro deste ano 3.005 vítimas de assassinatos, sendo que 310 foram contabilizadas somente nos últimos 30 dias de setembro. Esse número representa média de 11 homicídios por dia no Estado. Em 2013, Belo Horizonte somou 505 óbitos referentes a assassinatos, sendo que 55 ocorreram em setembro. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (3) pela Secretaria de Estado da Defesa Social (Seds).

O balanço aponta que em 2013 foram registrados 63.595 ocorrências relativas a homicídios, tentativas de assassinato, roubos, sequestros, extorsão, estupros e tentativas de estupros, classificados como crimes violentos pela Seds. Desses, 7.017 ocorreram em setembro. O índice é superior se comparado com o mesmo mês de 2012, quanto tiveram 5.622 ocorrências. Na capital mineira, conforme o órgão, foram contabilizados 2.461 crimes violentos em setembro, ante 1.885 registrados no mesmo período do ano passado.
A Seds revelou também as ocorrências relativas aos crimes cometidos contra o patrimônio, que incluem as ocorrências de roubo e extorsão mediante sequestro. No Estado foram registrados 6.127 ocorrências em setembro deste ano, contra 4.635 contabilizados no mesmo período do ano passado. A capital teve 2.323 ocorrências em setembro de 2013, contra 1.721 no mesmo mês de 2012.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Nós valemos pelo imposto que pagamos?


     Podemos medir o grau de atraso de uma sociedade não só pela qualidade dos serviços essenciais prestados, bem como a distinção que ela faz ao valorar seus cidadãos. Especialmente nos crimes de homicídio temos uma dimensão mais exata da separação entre as castas. Se morre um negro, a conduta é uma. Se este negro foi pobre ou rico como foi Michael Jackson, a repercussão é como se ele fosse um branco. E se é branco, as estatísticas mesmo que lhes sejam favoráveis, quando acontece alguma fatalidade é normal que a conduta se sobreponha sobre os demais casos que envolvam outras etnias, classes econômicas ou sociais.

    Lembrando o próprio cantor Michael Jackson, que se viu denunciado pelo Ministério Público americano, respondeu processo e quase foi parar na prisão, mesmo sendo negro. No Brasil talvez, sequer seria julgado. Se em muitos aspectos a sociedade americana falha, nesse quesito temos que reconhecer a virtude. Apesar que falar da justiça é o mesmo falar do universo, já que cada juiz ou promotor tem a liberdade de pensar, interpretar o que quer sobre determinado caso.

    No Brasil vale quanto influencia na mídia. Para o bem ou para o mal. Pode-se condenar alguém sem o devido processo legal, se a mídia o quiser execrá-lo. Foi assim na escola de São Paulo onde crianças brincaram, imaginaram ter sido vitimas de estupro e a população acabou com a escola, e anos depois ficou provado que tudo foi um mero devaneio infantil, lembram?

     Se valemos o quando influenciamos, nada mais legítimo que queiramos influenciar mais e mais, ou seja, enfrentar uma classe política que ignora o seu povo, aliado a imprensa confusa, que não sabe se acusa ou defende a polícia, no caso dos vandalismo e eventuais repressões nos atos de protestos.

      Não quero necessariamente concluir, quero deixar a dúvida: quando vale uma vida? Qual a diferença do homicídio de um andarilho, um viciado em drogas, ou de um médico fora de seu local de trabalho? Mataram o profissional, o eremita ou a projeção social que a profissão dá ou não ao cadáver? Nós valemos pelo imposto que pagamos?

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Minas poderia evitar mais de 850 homicídios com aumento do efetivo policial


Alessandra Mendes - Hoje em Dia  
A redução da taxa de homicídios não requer apenas grandes mudanças sociais. O número de assassinatos pode cair, em proporções maiores a cada ano, mediante o aumento do efetivo policial. A conclusão, que contraria alguns discursos de gestores e especialistas em segurança pública, é de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O cruzamento de dados colhidos em mais de 5 mil cidades de todo o país mostra que a expansão de 10% no contingente das polícias militar e civil reduz, ano a ano, a taxa de homicídios.

Se esse ganho no efetivo ocorresse em Minas Gerais, em um ano, 133 mortes seriam evitadas. A redução de assassinatos chegaria a 545 casos em cinco anos e a 867 em uma década – ou 22% em relação aos dados de 2012 (veja quadro ao lado). Da mesma forma, a capital mineira também passaria a ter taxas menores de homicídios. A queda seria de 27, 109 e 174 assassinatos em um, cinco e dez anos, respectivamente.

“Não estamos aqui argumentando contra a redução da desigualdade de renda ou contra o aumento do nível de escolaridade da população. Estamos apenas ressaltando que o combate à criminalidade pode ser feito com sucesso sem passarmos por grandes mudanças na estrutura socioeconômica”, explica um dos responsáveis pelo estudo, Adolfo Sachsida, técnico de planejamento e pesquisa da diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Ipea.

Desligamentos
 
Apesar de positiva, a previsão não deve se concretizar a curto prazo em Minas. A expectativa do secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz, é a de que o efetivo da Polícia Militar, hoje com 45 mil servidores, cresça em torno de 10%, mas de forma fracionada até o fim de 2015. Até lá, esse “ganho” seria anulado, ao se considerar as aposentadorias e os desligamentos de policiais por outros motivos. “Um aumento repentino é inviável por causa dos custos”, justifica o secretário.

Além de mais policiais, outra estratégia que garante a redução de homicídios, conforme o estudo do Ipea, é a prisão de criminosos. Aumentar em 10% o número de detenções garante a queda no registro de assassinatos em 2% após cinco anos. Isto é, ao contrário do sustentado por alguns especialistas, prender bandidos é fundamental para a redução da violência. “Não precisamos mudar o mundo para mudar a situação caótica que vivemos. Isso é politizar demais esse tipo de debate. Prender mais assassinos e ter mais policiais nas ruas é uma solução eficiente”, afirma Sachsida.

Se comparada a outros países, a situação brasileira no que diz respeito à punição para homicidas é muito preocupante. Pesquisas internacionais apontam que, na Inglaterra, a probabilidade de uma pessoa cometer um assassinato, ser identificada, julgada e presa é de 80%. Nos EUA, as chances caem para 60% e, no Brasil, chegam a apenas 5%. Ou seja, de cada 20 assassinos, apenas um é condenado.

Blog do Cabo Fernando

terça-feira, 26 de março de 2013

STF irá julgar caso em que 24 mil presos poderão ser soltos, por falta de vagas


Clique aqui e assista no jornal do SBT

O Supremo Tribunal Federal vai julgar uma decisão do Rio Grande do Sul que deu a um preso o direito de cumprir o resto da pena em casa por falta de vagas nas cadeias de regime semiaberto. Se o STF mantiver a decisão da Justiça gaúcha, o efeito será imediato e 24 mil presos de todo o país serão colocados na rua.

quinta-feira, 7 de março de 2013

NO PLACAR NA MORTE, BRASIL ESTÁ EM 8° NO MUNDO



BRASÍLIA - O Mapa da Violência 2013 - Mortes Matadas por Armas de Fogo, divulgado nesta quarta-feira, informa que 36.792 pessoas foram assassinadas a tiros em 2010. O número é superior aos 36.624 assassinatos anotados em 2009 e mantém o país com uma taxa de 20,4 homicídios por 100 mil habitantes, a oitava pior marca entre 100 nações com estatísticas consideradas relativamente confiáveis sobre o assunto.

Entre os estados que apresentaram as mais altas taxas de homicídios estão Alagoas com 55,3, Espírito Santo com 39,4, Pará com 34,6, Bahia com 34,4 e Paraíba com 32,8. Pará, Alagoas, Bahia e a Paraíba estão entre os cinco estados também que mais sofreram com o aumento da violência na década. No Pará, o número de assassinatos aumentou 307,2%, Alagoas 215%, Bahia 195% e Paraíba 184,2%. Neste grupo está ainda o Maranhão com a disparada da matança em 282,2% entre o ano 2000 e 2010.


JAILTON CARVALHO/G1

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Uberlândia tem segundo maior número de mortes violentas do Estado


O número de mortes violentas decorrentes de acidentes no trânsito e assassinatos em Uberlândia, em 2011, foi de 480, 62,7% maior que o registrado em Juiz de Fora e 43,1% maior que o de Ribeirão Preto, cidades de mesmo porte de Minas Gerais e São Paulo, respectivamente. Os dados foram divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e, segundo o levantamento, Uberlândia, foi o segundo município do Estado com maior índice de mortes violentas no ano passado. Belo Horizonte foi o primeiro, com 1.287.


Em Uberlândia, 14,51% dos 3.404 óbitos registrados em 2011 foram provocados por acidentes no trânsito e assassinatos. Em Juiz de Fora, foram 4.047 mortes e, destas, 295 foram de forma violenta, o equivalente a 7,3% do total de óbitos. Em Ribeirão Preto, das 3.736 mortes, 335 foram pelos mesmos motivos, ou seja, 8,96%.

Em 2011, os acidentes em Uberlândia foram responsáveis pela maior parte do número de vítimas por mortes violentas, com 291. Para a professora de Ciências Sociais e coordenadora do Grupo de Estudos sobre Violência e Controle Social (Gevico) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Débora Pastana, a explicação está na imprudência dos motoristas, que tem sido mais frequente em Uberlândia que em Ribeirão e Juiz de Fora, e também no aumento da frota de veículos, que tem ocorrido ano a ano – entre 2000 e 2010 cresceu 84,7%.

Na outra causa das mortes violentas, os homicídios e latrocínios – roubo seguido de morte – somaram 189 registros em 2011 na cidade. O tenente da Polícia Militar (PM) Ronivaldo José Silva afirmou que a maioria dos casos tem envolvimento com drogas.

Segundo Débora Pastana, os estudos feitos pelo Gevico apontam que a maioria das vítimas de assassinatos é de classe econômica baixa, está envolvida com crimes, tem até 30 anos de idade e vive em bairros mais populares. “As políticas públicas preventivas deveriam estar nessas áreas de risco. Assim, os números seriam mais baixos.” Continue lendo no Jornal Correio de Uberlândia

Repórter