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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Massacre nos presídios brasileiros é uma tragédia anunciada

    
           O massacre do presídio de Manaus foi uma tragédia anunciada. Há tempos a superpopulação carcerária é ignorada pela maioria das autoridades brasileiras, seja pela falta de uma reforma nas leis de execuções penais, seja pela falta de um programa de que fato ressocialize aqueles detentos, seja pela falta de uma triagem séria, capaz de separar o ladrão de galinha do assaltante de banco. E quando o Estado não administra, surgem administrações paralelas, que nem sempre têm os interesses de encontro com as necessidades do contribuinte.
           Esses tais estados paralelos, (vulgo crime organizado), tem mostrado a "excelência" arrebanhando simpatizantes dentro dos presídios, pagando advogados para seus "sócios" (cujo defensor público é um direito para qualquer cidadão, estando ele preso ou não). Essas organizações ainda se capitalizam com dízimos, aluguel de armas, e pasmem, até com a rejeição de determinada droga, que se pode ser rentável por um lado, pode levar a óbito seus consumidores. E nesse aspecto o cliente dará lucro se estiver vivo. Por isso o crack foi rejeitado por muito tempo nas bocas de fumo de São Paulo. Ou seja, não foi a "eficiência" do estado que retardou o avanço do crack naquele estado. Ao contrário, foi a esperteza dos traficantes que anteviu tal prejuízo. 
            E no capitalismo a concorrência faz parte. Porém a diferença entre os traficantes não é a qualidade das drogas oferecidas, mas sim, a força e rapidez para eliminar seus opositores, que fará dessa ou daquela facção a mais temida. Mas, será que o Estado nunca previu essa tragédia, quando fingiu que nunca soube dos inúmeros celulares nos presídios? Até o STF desautorizou a obrigação das operadores de instalarem bloqueadores de celular em alguns estados.
             Infelizmente a tragédia e o massacre nos presídios brasileiros tende a ficar cada vez mais e mais recorrente, assim como os assassinatos de agentes penitenciários. No passado eram apenas ameaças; hoje esses profissionais são reféns da letargia estatal. E um governo que não consegue dar segurança para seus trabalhadores, o que resta para o cidadão comum? E se não se incomodam com os comuns, imagina com os presos?
               Alguém se lembra dos ataques que a polícia de São Paulo sofreu em 2006, bem como delegacias, viaturas, prédios públicos? No balanço do ataque ficou demonstrado já naquela época, há 10 anos atrás, que as facções estão muito organizadas. O balanço feito em 17 de maio de 206, confirmou 132 mortos, sendo 23 policiais militares, oito carcereiros, seis policiais civis, quatro civis e três guardas civis metropolitanos. Entre os mortos estavam 71 suspeitos e 17 detentos em rebelião. (Fonte ig.com.br)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Vendas de mochilas à prova de balas aumentam nos EUA após massacre


Material é capaz de deter as balas das pistolas, mas não as de um fuzil (Foto: Reprodução)
As vendas de mochilas à prova de balas para crianças e de outros produtos como calças blindadas aumentaram nos últimos dias nos Estados Unidos por causa do massacre na escola de Newtown, onde o jovem Adam Lanza matou 20 crianças e seis adultos. LEIA MAIS NO G1

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Escola de Minas, além de não dar segurança, cobra que pais comprem câmeras


    Comento: Já passou da hora de ser criado a Guarda Municipal em Uberlândia. Até quando ficaremos refém das empresas de vigilância, além dos criminosos? Como se não bastasse a carga tributária altíssima, a péssima qualidade na educação, professores lutando para receber o piso, e agora ainda tem que pagar pela segurança na escola? Será que vamos assistir a tragédia de Realengo - Rio, se repetirá em Uberlândia?

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Universitários indígenas narram em carta, o massacre no Mato Grosso do Sul

Carta dos alunos indígenas sobre o massacre: 
"Por volta das seis horas chegaram os pistoleiros. Os homens entraram em fila já chamando pelo Nísio. Eles falavam segura o Nísio, segura o Nísio. Quando Nísio é visto, recebe o primeiro tiro na garganta e com isso seu corpo começou tremer. Em seguida levou mais um tiro no peito e na perna. O neto pequeno de Nísio viu o avô no chão e correu para agarrar o avô. Com isso um pistoleiro veio e começou a bater no rosto de Nísio com a arma. Mais duas pessoas foram assassinadas. Alguns outros receberam tiros mas sobreviveram.
Atiraram com balas de borracha também. As pessoas gritavam e corriam de um lado para o outro tentando fugir e se esconder no mato. As pessoas se jogavam de um barranco que tem no acampamento. Um rapaz que foi atingido por um tiro de borracha se jogou no barranco e quebrou a perna. Ele não conseguiu fugir junto com os outros então tiveram que esconder ele embaixo de galhos de árvore para que ele não fosse morto.
Outro rapaz se escondeu em cima de uma árvore e foi ele que me ligou para me contar o que tinha acontecido. Ele contou logo em seguida. Ele ligou chorando muito. Ele contou que chutaram o corpo de Nísio para ver se ele estava morto e ainda deram mais um tiro para garantir que a liderança estava morta. Ergueram o corpo dele e jogaram na caçamba da caminhonete levando o corpo dele embora.
Nós estamos aqui reunidos para pedir união e justiça neste momento. Afinal, o que é o índio para a sociedade brasileira? Vemos hoje os direitos humanos, a defesa do meio ambiente, dos animais. Mas e as populações indígenas, como vem sendo tratadas?
As pessoas que fizeram isso conhecem as leis, sabem de direitos, sabem como deve ser feita a demarcação da terra indígena, sabem que isso é feito na justiça. Então porque eles fazem isso? Eles estão acima da lei?
O estado do Mato Grosso do Sul é um dos últimos estados do Brasil mas é o primeiro em violência contra os povos indígenas. É o estado que mais mata a população indígena. Parece que o nazismo está presente aqui. Parece que o Mato Grosso do Sul se tornou um campo de fuzilamento dos povos indígenas. Prova disso é a execução do Nísio. Quando não matam assim matam por atropelamento. Nós podemos dizer que o estado, os políticos e a sociedade são cúmplices dessa violência quando eles não falam nada, quando não fazem nada para isso mudar. Os índios se tornaram os novos judeus.
E onde estão nossos direitos, os direitos humanos, a própria Constituição? E nós estamos aí sujeito a essa violência. Os índios vivem com medo, medo de morrer. Mas isso não aquieta a luta pela demarcação das terras indígenas. Porque Ñandejara está do lado do bom e com certeza quem faz a justiça final é ele. Se a justiça da terra não funcionar a justiça de Deus vai funcionar.
Estudantes Guarani e Kaiowá dos cursos de ciências sociais e história e moradores da aldeia de Amambaí.