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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Policiais civis rejeitam proposta e decidem parar 100% do efetivo em MT


Investigadores e escrivães decidem manter a greve em Mato Grosso. (Foto: Leandra Ribeiro / G1)

Governador e secretários vão se reunir nesta sexta para tratar da greve.

Os investigadores e escrivães da Polícia Civil de Mato Grosso, que estão em greve há dois meses para reivindicar melhores salários, decidiram paralisar 100% das atividades a partir de sexta-feira (2). A informação é do presidente do Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil e Agentes Prisionais (Siagespoc), Cledison Gonçalves da Silva. “O movimento vai continuar. A categoria rejeitou a proposta do governo do estado de fracionar o reajuste salarial dos profissionais”, declarou nesta quinta-feira (1º), após assembleia geral das duas categorias.

O secretário de Administração de Mato Grosso, Cesar Roberto Zílio, informou por meio da assessoria de imprensa que ainda não tem um posicionamento oficial sobre a decisão da assembleia dos escrivães e investigadores. Está prevista para esta sexta-feira uma reunião entre Zílio, o governador Silval Barbosa e o secretário de estado de Segurança Pública, Diógenes Curado Filho, para tratar da paralisação dos policiais civis.

Os profissionais vinham mantendo cerca de 30% do efetivo de policiais civis nas delegacias e nos Centros Integrados de Segurança e Cidadania (Ciscs) de Mato Grosso. Neste sistema, eram registrados apenas os boletins de ocorrência de flagrantes de crimes ou delitos. A partir de agora, segundo o sindicato, os profissionais não devem atender nem ao menos essas demandas urgentes.

Na terça-feira (30), o governo de Mato Grosso condicionou a apresentação de uma nova proposta aos escrivães e investigadores à suspensão da greve da categoria. Pela proposta, os policiais receberiam R$ 3.900 até o fim de 2014, a partir de um reajuste progressivo anual que começaria em 2011. Investigadores e escrivães buscam aumentar os salários dos atuais R$ 2.365 para cerca de R$ 6 mil iniciais, mesmo valor pago aos peritos criminais do estado.

Após constantes decisões de assembleias em manter o movimento, no dia 21 de agosto a Justiça declarou a greve ilegal, com pena diária de R$ 20 mil. No entanto, a assessoria jurídica dos sindicatos está contestando a decisão judicial. “Quem vai decidir sobre a greve judicialmente serão nossos advogados. Nós decidimos continuar o movimento”, comentou Gonçalves da Silva.

A presidente do Sindicato dos Escrivães de Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (Sindepojuc), Genima Evangelista, disse que as categorias tentaram negociar com o governo por telefone até durante a assembleia, mas os profissionais foram irredutíveis em manter a paralisação. "Eles disseram que só retornariam ao trabalho se a proposta contemplasse o reajuste salarial acompanhando a inflação do ano". Ela lamentou o fato de as delegacias ficarem sem policiais. "Infelizmente não houve consenso. Todas as tentativas de por fim à greve foram frustradas".

Ericksen Vital/Do G1 MT
blog do Lomeu