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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Gravações mostram relação entre governador do DF e o PM João Dias



Enquanto os telejornais ocupam-se exclusivamente em relatar detalhes sobre o estado de saúde do ex-presidente Lula, outro petista graúdo tenta escapar dos olofotes da TV. Ontem (1), o DF TV, da TV Globo, divulgou gravações que comprometem o atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). Nos diálogos obtidos com autorização judicial, Agnelo promete ajuda ao policial militar João Dias Ferreira, preso no ano passado na operação que investigava desvios de dinheiro no Esporte. Dias foi o principal responsável pela queda do então ministro do Esporte, Orlando Silva. Na época, Silva chamou o policial de “bandido”.
Abaixo as informações de O Globo:
BRASÍLIA – Gravações da Polícia Civil mostram que o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), prometeu ajudar o policial militar João Dias Ferreira, pivô da queda do ex-ministro Orlando Silva (PCdoB), a preparar a defesa no processo em que é acusado de desviar dinheiro do Ministério do Esporte. Os diálogos, divulgados nesta terça-feira pelo “DF TV”, da TV Globo, mostram intimidade entre o governador e João Dias. Numa das conversas, gravadas com autorização judicial, Agnelo chama o policial de “meu mestre!”.
(…)
Numa das conversas, João Dias pede a Agnelo que oriente o professor Roldão Lima a ajudá-lo. Professor de uma escola em Sobradinho, Roldão poderia fornecer fichas de alunos para João Dias preencher o cadastro de crianças matriculadas no Segundo Tempo.
- Vou estar encontrando agora, daqui a uns cinco minutos, o professor Roldão, e aquele assunto que a gente tratou, não sei se o senhor se lembra, ano passado… – diz João Dias.
- Lembro – responde Agnelo.
O policial vai direto ao assunto:
- Eu queria o seguinte: colocar o senhor na linha com ele. Falar só um “bom dia” mesmo.
O governador aceita a sugestão:
- Vou dar um toque nele só para reforçar ele (sic) – diz.
Em outra conversa, já na companhia de Roldão, João Dias liga novamente para Agnelo.
- Meu mestre! – responde Agnelo, referindo-se a João Dias.
Para Agnelo, fita não é prova suficiente
Na investigação, a Polícia Civil documentou um encontro em que Roldão entrega uma pasta a João Dias. Semanas depois, João Dias e mais quatro pessoas, todas acusadas de desviar dinheiro do Segundo Tempo, foram presas na Operação Shaolin, da Polícia Civil. Após a prisão, Ana Paula pediu ajuda a Agnelo:
- A Polícia Civil está fazendo mandado de busca e apreensão aqui em casa e tá levando o João Dias preso. Então ele pediu que eu fizesse um contato com o senhor para que o senhor, se possível, já viabilizasse os advogados para poder ajudar – diz Ana Paula, em mensagem deixada no telefone do governador.
Em outra gravação, após uma troca informal de cumprimentos, João Dias passa o telefone para que Agnelo fale com o professor:
- Tô almoçando com um grande amigo aqui. Deixa eu passar pra ele aqui – diz o policial.
Agnelo fala então com Roldão:
- Vou combinar, falar com o João, para ir tomar um café contigo. Viu?
- Será uma satisfação. E vamos conversar, porque tem muita coisa aí que a gente precisa conversar – responde Roldão.
Agnelo disse nesta terça-feira que a fita não é suficiente para incriminá-lo:
- Mostre alguma coisa de eu pedindo alguma ilegalidade!
A deputada distrital Celina Leão (PSD) disse que o teor dos diálogos reforçará o movimento pela criação da CPI do Segundo Tempo, na Câmara Legislativa. Ela informou que já tem cinco das oito assinaturas necessárias para pedir a CPI. Ao longo da tarde, porém, 19 dos 25 deputados distritais assinaram nota de apoio a Agnelo.   G1/OGlobo 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Policial cita irmão do novo ministro Aldo Rebelo em suposto esquema de corrupção no Esporte




Foram mais de oito horas de depoimento do policial militar João Dias Ferreira, para a Polícia Federal na semana passada. Um dos nomes citados pelo delator de suposto esquema de corrupção na pasta do Esporte é o irmão do novo ministro Aldo Rebelo – o vice-presidente do PCdoB no Distrito Federal, Apolinário Rebelo.


Ferreira, responsável por colocar o ex-chefe do ministério Orlando Silva na berlinda, afirmou que foi Apolinário quem indicou Fredo Ebling como “responsável pela arrecadação” do dinheiro furtado da suposta organização.


Apolinário nega as acusações do policial militar e disse que não tem poder para fazer indicações na Esplanada. Ele ainda afirmou que pretende entrar na Justiça contra Ferreira.


Aldo Rebelo foi confirmado nessa quinta (27) como o substituto no Esporte depois de Orlando Silva ter pedido demissão. O ex-ministro apareceu em denúncias de desvio de verba envolvendo ONGs conveniadas com o governo publicadas na revista Veja.

Folha de S. Paulo 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Orlando Silva decide deixar o Ministério do Esporte e vai entregar carta de demissão a Dilma


BRASÍLIA - O ministro do Esporte, Orlando Silva, vai entregar sua carta de demissão nesta quarta-feira em encontro com a presidente Dilma Rousseff, marcado para as 15h. Orlando Silva vai reafirmar sua inocência a presidente e dizer que a sua saída do comando da pasta será melhor para o Brasil. O nome de consenso do PCdoB para substituí-lo é o de Aldo Rebelo, ex-ministro de Relações Institucionais do governo Lula.

A decisão foi tomada durante reunião no Palácio do Planalto, pela manhã, para discutir o agravamento de sua situação, com a abertura do inquérito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar as denúncias de desvio de verbas do Programa Segundo Tempo . Participaram da reunião o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, além dos líderes do partido na Câmara, Osmar Júnior, e no Senado, Inácio Arruda.

Antes da reunião, o presidente do PCdoB teve uma longa conversa com Orlando, já para avaliar o cenário contra o ministro. Na segunda-feira, a avaliação do Planalto era de que o partido deveria conduzir saída do ministro .

Em reunião da cúpula do PCdoB na terça-feira à noite, na casa do deputado Aldo Rebelo (SP), os integrantes do partido jogaram a toalha e decidiram que não havia mais como sustentar a permanência de Orlando Silva. Depois de muita discussão com o presidente do partido e outros líderes, o nome de consenso para substituir Orlando era o do ex-ministro Aldo Rebelo.

- A unanimidade da bancada concluiu que a situação era insustentável e estava atingindo o partido como um todo. Num primeiro momento, a decisão era se unir em torno do nome de Orlando porque todo mundo achava que era tudo mentira, e ainda acha. Mas ele perdeu todas as condições políticas de continuar no cargo. Na reunião a coisa se afunilou para o nome do Aldo - contou um dos parlamentares presentes à reunião.

blog tovendotudo

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Nos jornais: cheques revelam R$ 1,3 mi para empresas fantasmas no Esporte


Cheques revelam R$ 1,3 mi para empresas fantasmas no Esporte
Dezenas de cheques de um convênio do Ministério do Esporte mostram que o descontrole no uso do dinheiro público não atinge só o programa Segundo Tempo. Pelo menos R$ 1,3 milhão do ministério foi parar no ano passado na conta de empresas fantasmas ou sem relação com o produto vendido para o programa Pintando a Cidadania.
Há cheques, por exemplo, de R$ 364 mil, R$ 311 mil, R$ 213 mil, R$ 178 mil, R$ 166 mil e R$ 58 mil. O dono de uma empresa destinatária dos cheques disse ao Estado que desconhece o que foi vendido, alegando ter “arranjado” a nota fiscal para um amigo receber dinheiro do ministério.
No dia 31 de dezembro de 2009, o secretário de Esporte Educacional, Wadson Ribeiro, assinou convênio de R$ 2 milhões com o Instituto Pró-Ação, com sede em Brasília. Ex-presidente da UNE e filiado ao PC do B, Wadson é homem de confiança do ministro Orlando Silva e assinou, nos últimos anos, boa parte dos convênios sob suspeita. Segundo o Portal da Transparência, o convênio com a Pró-Ação foi encerrado em abril deste ano e está em fase de prestação de contas.
O Pintando a Cidadania atua em parceria com outros projetos do ministério. para “fomentar a prática do esporte por meio de distribuição gratuita de material esportivo e promover a inclusão social de pessoas de comunidades reconhecidamente carentes”.
O Estado de S. Paulo