“Escola não é lugar para ter arma” disse Dep.Estadual Marcelo Freixo, do Rio de Janeiro.
“O policial de folga será contratado para trabalhar dentro de uma escola pública, podendo revistar os alunos - trabalhar armado numa escola pública. Com muita tranquilidade, quero dizer que isso é um absurdo, é a evidente tragédia anunciada. Já tem policial fazendo bico nas escolas públicas e o Secretário hoje disse: 'Não, mas vamos fazer o treinamento'. Eles já começaram a trabalhar; o treinamento vem daqui a pouco.
Escola não é lugar para ter arma.
Não é possível imaginar que a escola pública seja um lugar para bico de policial armado. (…) Quero chamar atenção do policial porque, na hora em que acontecer uma tragédia, a responsabilidade não será do Secretário; a responsabilidade não será do comando da PM; a responsabilidade será daquele policial que estava ali e que vai ouvir: 'Está vendo: é desequilibrado, é débil mental', como o governador gosta de falar”, disse Marcelo Freixo, nesta quinta-feira (3/5), ao criticar a proposta do governo para acabar com o bico do policial e sugerir uma audiência pública em caráter de urgência para tratar o tema na Comissão de Educação da Alerj. Fonte: Blog Saiba das Coisas
O interessante sobre essa polêmica toda é a possibilidade de se criar uma jurisprudência principalmente para os agentes sócio-educativos de reivindicarem o sonhado porte de arma. A contradição está exposta, se não vejamos: porque o menor apreendido e recolhido num centro de recuperação não pode ficar constrangido com o agente eventualmente armado com arma letal, de fogo; se os alunos da rede pública do Rio que ainda não cometeram qualquer tipo de delito, tem que conviver com o PM armado? O menor infrator é mais inocente que o estudante da escola pública? O agente sócio-educativo não corre risco de morte no convívio com homicidas, traficantes, estupradores? O PM corre esse risco? Me explica essa contradição em inventou o Estatuto da Criança e do Adolescente...apesar da celeuma criada, a discussão é salutar e só demonstra que inconscientemente o Estado quer a redução da maioridade penal, e não subestima o potencial agressivo dos menores. As posições é que estão trocadas, pois deveríamos ter mais policiais ou guardas nas escolas, sem armas, e nos centros de recuperação ou socialização os agentes sócio-educativos deveriam ter direito ao porte obrigatório de arma letal. São essas contradições que precisam ser corrigidas, e mais uma vez quem é honesto é escoltado, vigiado, e quem tem a ficha suja, fica imune ao "constrangimento" com as armas de fogo. O ECA tem que ser revisto urgente, "quem poupa o lobo, sacrifica as ovelhas"...
