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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A mexicanização da violência no Estado Brasileiro

   
    Há tempos temos percebido a escalada da violência nos quatro cantos do Brasil; por vários motivos que vão da cultura, condições logísticas (ou sua falta), tráfico de armas e drogas pelas fronteiras continentais brasileiras, leis quase nada producentes, corrupção endêmica que alimenta o caos social. Temos o costume de culpar os políticos, mas, se há o traficante é porque há usuários; se há roubo é porque existe o mercado da receptação, o jeitinho brasileiro, de sempre achar que podemos levar vantagem nessa ou aquela situação. 
        
   Aliás, a ética brasileira é a ética da conveniência. Para os outros a lei, para nós a condescendência. Um bom exemplo é a questão carcerária, onde todos sabem há anos que celulares entram nos presídios e penitenciárias e praticamente nada foi feito até hoje. No caso de São Paulo, assim que o Ministério Público descobriu através das escutas que o Geraldo Alckimin poderia sofrer um atentado; imediatamente o governador determinou que se instale, a partir de 2014 bloqueadores de celular.

   No próprio Congresso e Senado, quantos políticos foram absolvidos, mesmo com provas contundentes? Muitos com envolvimento no crime organizado. Mesmo assim, paradoxalmente o governo federal aprovou a lei 12.850/13 que tipifica o crime organizado, uma faísca no fim dos tempos.
    
   O  crime organizado a cada dia se cristaliza inversamente ante ao Estado diluído pelo populismo, falta de políticas sociais eficazes que garantam os direitos fundamentais em consonância constitucional. Pagamos por serviços que efetivamente não temos. E daí, nos resta ou contratar serviços particulares, na educação, segurança e saúde, (ainda sim, não é garantia de qualidade), ou vermos a distopia prevalecer, e as máfias que sonegam, traficam, e fazem toda sorte de crimes; furtar ou roubarem a sociedade, das várias formas possíveis, geralmente com o apoio de alguém do governo, nos casos dos grandes escândalos ou na omissão do Estado. Será que alguém já tentou calcular o prejuízo causado pela violência? 

   O México, (leia mais) que praticamente perdeu o controle social sobre os narcotraficantes, sente as consequências desse estado desorganizado, e no Brasil caminhamos a passos largos para atingirmos esse nível de inversão de valores e total fragilidade dos órgãos estatais. Aqui já temos juízes, promotores, policiais, sendo assassinados constantemente, fora as mortes banalizadas das vítimas ou usuários de drogas, aceitas pelo estado leniente, que de maneira hipócrita, ainda diz "defender os Direitos Humanos".