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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Copa do mundo dos alienados, no país das hienas...

             Por Marcelo Anastácio

           Demorou para a CBF e a FIFA demonstrarem aos brasileiros, especialmente aos cariocas, que o que menos preocupa é o povo, pois o importante é o lucro. Alguém tem noção do quanto está sendo gasto na reforma, para não dizer reconstrução do Maracanã? Segundo alguns analistas, daria para reformar 330 vezes um estádio igual ao do Vasco. Eles retiraram a cobertura, e depois que tudo estiver lindo, maravilhoso, o governo do Rio já prometeu repassar para a iniciativa privada, que vai lucrar mais uma vez as custas do dinheiro público, pegando um estádio de primeiro mundo, sem gastar um centavo.
            
           Mas, o povo continua alienado, acreditando no futebol mecânico, e, só levou um susto ao saber que a seleção brasileira só jogará no maraca, caso o Brasil vá para a final. Esta é a prova cabal de que o que menos importa é a cultura de um povo. Eles pensam em dinheiro, negócios. Quantos brasileiros terão condições de pagar quase um salário mínimo por ingresso, para ver o Brasil?

          Tem muitos outros campeonatos e copas em que precisamos melhorar, pois sequer somos campeões, quem dirá penta, como na educação, saúde, transporte. Vivemos o complexo de querer demonstrar ao mundo uma coisa que realmente não somos: 1° mundo. Temos riqueza natural, mas, isso é que nem beleza, não se escolhe. Mesmo assim ainda maltratamos muito, quando somos pirata de nós mesmos, vendendo madeira ilegal, etc, etc, etc. 
    
          A copa não é o que o povo precisa, mas, o pretexto que os empresários têm para ganhar muito dinheiro em cima de um povo alienado, nisso nós somos campeões. 

            Marcelo Anastácio/Blog No Q.A.P

domingo, 16 de outubro de 2011

Copa da Roubalheira: custo de R$ 112 bilhões, 4 vezes mais o valor oficial



A Copa do Mundo no Brasil vai tomar forma na quinta-feira, quando a Fifa divulgará o calendário com datas, locais e horários dos jogos. No dia 30, completam-se quatro anos que o País foi anunciado como sede da competição. Desde então, algumas coisas foram feitas, mas há muito por fazer. Os estádios ficarão prontos a tempo. O mesmo não se pode garantir em relação aos aeroportos e às 49 obras de mobilidade urbana ligadas à Copa. "Certeza'' absoluta, só uma: ninguém sabe quanto ficará a conta da empreitada.

No último balanço divulgado pelo governo federal, em setembro, o custo da Copa, considerando-se o dinheiro a ser investido em estádios, portos e aeroportos e em mobilidade urbana, foi estimado em R$ 27,1 bilhões. Aumento de cerca de 14% em relação aos R$ 23,1 bilhões do balanço de janeiro e de 26% sobre os R$ 21,5 bilhões de previsão feita em 13 de janeiro de 2010, quando o ex-presidente Lula assinou a Matriz de Responsabilidade.

Esses R$ 27,1 bilhões estão a anos-luz de uma estimativa feita pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), que calculou em R$ 112 bilhões o custo com a Copa. O estudo da associação, que tem parceria técnica com a CBF e o Ministério do Esporte, inclui também gastos com hotelaria, segurança, tecnologia e saúde, entre outros. Mesmo assim, a diferença é grande, pois o balanço do governo acrescenta apenas R$ 10,3 bilhões para esses itens.
 Leia mais aqui.

blog Coturno Noturno

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

(No país da Copa) Polícia prende homem duas vezes e desiste de nova prisão

Uma ocorrência absoltamente inusitada registrada pela Policia Militar de Jales na noite da última quarta-feira, 28, mostra que o sistema de segurança pública tem muito mais falhas do que se imagina e nem sempre basta prender os criminosos para evitar novos crimes.

Depois de prender um homem duas vezes e vê-lo solto em ambas, os policiais militares optaram por resolver a situação por conta própria em vez de enfrentar a frustração de vê-lo liberado pela terceira vez.

Segundo a rádio Antena 102, com base em relatório da PM., J.L.S., foi abordado em atitude suspeita por volta de 16h30 de quarta-feira. A pesquisa de sua ficha criminal no sistema informatizado da Secretaria de Segurança Pública (Infoseg) comprovou que ele possuía condenação na Justiça e os policiais concluíram que ele deveria ser apresentado à Polícia Civil. Foi o que fizeram. Apesar disso, o homem foi apenas ouvido pelo delegado e liberado.

Horas depois, por volta de 22h30, o mesmo homem foi preso novamente pela PM, depois de se envolver em uma briga com a sua amásia. Levado ao Plantão Policial, J., que poderia ser enquadrado na chamada Lei Maria da Penha e preso em flagrante, foi liberado pela segunda vez no mesmo dia.

Provavelmente achando-se imune à ação da lei, o homem voltou a agredir a mulher por volta de 1 hora da madrugada de quinta-feira e foi novamente abordado pela Polícia Militar, que, entretanto, desistiu de levá-lo à Polícia Civil pela terceira vez e apenas o repreendeu no local.

JUSTIFICATIVA

Procurado pela reportagem de A Tribuna, o delegado seccional, Charles Winstom de Oliveira, disse que o homem não ficou preso da primeira vez porque possuía condenação judicial com pena em regime aberto, que não requer prisão. “Ele foi apresentado pela PM pára cumprimento do mandado de prisão, mas como era para o regime aberto, ele compareceu na cadeia e apenas assinou o conhecimento do mandado, com compromisso de comparecer ao Fórum para audiência com o juiz”.

A segunda prisão, segundo o seccional, não foi em decorrência de agressão à namorada, mas um engano dos policiais que o prenderam novamente por conta do mandado de prisão. “Quando ele chegou à carceragem, disse que já tinha estado lá poucas horas antes e que tinha sido liberado. Então o escrivão conferiu, comprovou a veracidade do fato e o soltou novamente. Entretanto, não houve confusão nenhuma com a namorada. É que ele foi localizado e detido pela mesma razão anterior”.

Com relação à terceira prisão, Charles esclarece que a detenção de um acusado de agressão que possa ser incluído na chamada Lei Maria da Penha depende da vítima e não do delegado. “Se ela se manifestar em sentido contrário, o delegado não pode prendê-lo. A lei confere a ela o direito de pedir providências contra ele. Não é facultado ao delegado de polícia a prisão, fica condicionado à representação da ofendida”.

A Tribuna
DELEGADOS.com.br
Revista da Defesa Social
Portal Nacional dos Delegados

Blog da Renata

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

No país da Copa, ruas viram campo de batalha

FIFA pode tirar Copa 2014 do Brasil por causa da incompetência petista (ah...como eu queria...)


RIO - Há mais de uma década acompanhando os bastidores da Fifa, a coluna desconfiou que o silêncio de Zurique em relação à Lei Geral da Copa-2014 não era um bom sinal. Se tivesse gostado, logo elogiaria, como sempre faz a Fifa nesses casos. Fomos apurar e descobrimos que a situação é mais grave. Existe, sim, a ameaça de rompimento, amparada pela cláusula 7.7 do Host Agreement (Contrato para Sediar).
Hoje, não seria surpresa se a Fifa anunciasse, até o próximo dia 5, o cancelamento do evento de 20 de outubro - quando o Comitê Executivo da entidade planeja divulgar o calendário de jogos nas cidades-sedes tanto da Copa das Confederações-2013 quanto do Mundial-2014.
A cláusula 7.7, do contrato, assinado pelo governo brasileiro, estabelece o dia 1 de junho de 2012 - exatamente 2 anos e 11 dias antes da partida de abertura do Mundial-2014 - como prazo final para a Fifa rescindir o contrato e tirar a Copa-2014 do Brasil, sem pagamento de multa.
Diz o texto da 7.7 que a rescisão será aplicada caso as leis e regulamentos necessários para a organização da Copa do Mundo-2014 não tenham sido aprovados, ou caso as autoridades competentes não estejam cumprindo as garantias governamentais exigidas.
As garantias e responsabilidades exigidas pela Fifa também fazem parte do Acordo de Candidatura, entregues em 31 de julho de 2007, pelo presidente Lula, três meses antes de o país ter sido confirmado como sede do Mundial.
A Lei Geral da Copa, enviada ao Congresso no último dia 19 pela presidente Dilma Rousseff, é o ponto de discórdia. A coluna pôde apurar em Zurique que itens como ingressos, credenciamento, proteção ao marketing de emboscada, gratuidades e até transmissão de TV foram editados em desacordo com o que foi discutido e acertado em fevereiro deste ano, em Brasília, durante reunião do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, com o ministro do Esporte, Orlando Silva, e técnicos do governo. Além disso, a infraestrutura dos aeroportos e os projetos de mobilidade urbana são considerados incipientes pela entidade.
Pudemos apurar que a Fifa argumenta não ter como garantir aos patrocinadores a proteção às suas marcas. E a entidade teme inviabilizar o modelo da Copa do Mundo, que responde por 89% de sua arrecadação de quatro anos, se aceitar a Lei Geral da Copa-2014 como foi mandada pela presidente brasileira para o Congresso.
As duas partes podem até negar, mas apuramos também que Valcke e o Comitê Organizador Local (COL-2014) perderam a confiança em Orlando Silva e não querem mais negociar com o ministro. E que uma nação plano B já é pensada, para o caso de a Lei Geral da Copa não ser modificada.
Os próximos dias serão decisivos.

domingo, 18 de setembro de 2011

Erradicação do analfabetismo some do plano plurianual de metas de Dilma


Educação. Onze meses após a então candidata Dilma Rousseff assumir compromisso durante debate na TV, objetivo não aparece na proposta detalhada de metas do governo até 2015, o Brasil Maior, que se compromete apenas a 'reduzir taxa de analfabetismo'


Com quase 14 milhões de brasileiros sem saber ler nem escrever um bilhete simples, a presidente Dilma Rousseff deixou de lado o compromisso de campanha de erradicar o analfabetismo no País. O objetivo não aparece no Brasil Maior, o plano plurianual com as metas detalhadas do governo até 2015, recentemente enviado pelo governo ao Congresso.

Marta Salomon / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
Déficit. Aula de alfabetização para adultos na Fundação Gol de Letra: no governo Lula, taxa caiu apenas 0,9 ponto porcentual - Alex Silva/AE–1/8/2011
Alex Silva/AE–1/8/2011
Déficit. Aula de alfabetização para adultos na Fundação Gol de Letra: no governo Lula, taxa caiu apenas 0,9 ponto porcentual
Onze meses após a presidente ter assumido o compromisso em um debate na televisão, a erradicação do analfabetismo saiu de cena. Em seu lugar, o governo se compromete agora a "reduzir a taxa de analfabetismo, especialmente entre as mulheres, a população do campo e afrodescendentes".
O problema não é com a palavra erradicação, que se repete com frequência nos documentos do Brasil Maior. O plano plurianual fala em erradicar a extrema pobreza, prioridade do governo, e também se compromete com a erradicação do trabalho infantil, do trabalho escravo, do sub-registro de nascimento, de pragas vegetais, doenças animais, da mosca da carambola e até de casos de escalpelamento.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, diz que o compromisso do governo, fixado no Plano Nacional de Educação (PNE), é erradicar o analfabetismo até 2020. "É uma tarefa árdua", calcula o ministro, com base nos resultados obtidos até aqui de lenta redução do analfabetismo. Ao Estado, ele alegou que não se lembrava de ter ouvido Dilma assumir compromisso com o fim do problema, que ainda atinge quase 10% da população de jovens e adultos no País.
Medidas. A declaração da presidente pode ser revista na internet. Data de 26 de setembro de 2010. Em debate com os demais candidatos ao Planalto, dias antes do primeiro turno das eleições, na TV Record, Dilma afirmou: "Eu quero acabar com o analfabetismo e quero medidas práticas e concretas e não pura e simplesmente que a gente discurse contra ele. Quero de fato, tenho compromisso de fato de acabar com ele".
A principal ação do governo federal para combater o analfabetismo é o programa Brasil Alfabetizado, criado no início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, com gastos de meio bilhão de reais só no ano passado, com mais de um milhão de alunos por ano, cita Haddad. O programa deixa de fora a maioria dos analfabetos absolutos do País porque não consegue atingi-los e porque faltam turmas de educação de jovens e adultos adequadas a quem já aprendeu a ler e escrever.
"Não é tarefa simples, primeiro a pessoa deve querer se alfabetizar", diz Haddad. O governo trabalha com a meta de reduzir o analfabetismo a 6,7% da população com 15 anos ou mais até 2015.
Haddad prevê ajustes no Brasil Alfabetizado, como uma ênfase maior à educação na zona rural. Outra questão a ser resolvida é a necessidade de alfabetizar quem trabalha e não disporia de tempo para frequentar os cursos, de seis meses de duração.
O Brasil Maior diz que a meta é atingir, até 2015, o ponto intermediário da meta definida pelo Plano Nacional de Educação até 2020, de erradicar o analfabetismo, assim como reduzir pela metade o analfabetismo funcional, problema que atinge outros 20,4% da população jovem e adulta.
O plano diz que os objetivos devem ser perseguidos mediante parcerias entre União, Estados e municípios.

TRÊS MOMENTOS
"Eu quero acabar com o analfabetismo e quero medidas práticas e concretas e não pura e simplesmente que a gente discurse contra ele. Quero de fato, tenho compromisso de acabar com ele."
Dilma Rousseff, CANDIDATA, EM 2010

"Reduzir a taxa de analfabetismo, especialmente entre as mulheres, a população do campo e afrodescendentes."
Plano Brasil Maior, DO GOVERNO DILMA, COM METAS ATÉ 2015

"Não me lembro dessa declaração... Não é tarefa simples, primeiro a pessoa deve querer se alfabetizar."
Fernando Haddad, MINISTRO DA EDUCAÇÃO, SOBRE O COMPROMISSO DE CAMPANHA DE DILMA 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

No país da Copa: mais um estádio está com as obras paradas


Trabalhadores do estádio Mineirão, em Belo Horizonte, fazem protesto. Segundo sindicato, operários pedem melhores condições de trabalho.

Secopa afirma que obra continua, apesar da tentativa de paralisação.

 Os operários que trabalham na reforma do Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, ameaçam paralisação nesta quinta-feira (15) em Belo Horizonte. De acordo com a Polícia Militar, pela manhã, cerca de 900 trabalhadores fizeram manifestação dentro do canteiro de obras pedindo melhores condições de trabalho. O movimento acontece às vésperas do evento que marcará os mil dias para a Copa do Mundo de 2014.
Operários se reuniram na entrada do Mineirão nesta quinta-feira (15). (Foto: Pedro Triginelli/G1)Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de BH e Região (STIC BH), a categoria pede aumento salarial e melhorias das condições de trabalho. O presidente do sindicato, Osmir Venuto, diz que todos os 1.100 operários aderiram ao protesto e estão sem trabalhar. Em junho deste ano, os operários já haviam entrado em greve.

Alguns funcionários descansam do lado de fora do estádio (Foto: Pedro Triginelli/G1)O sindicato alega que falta condições básicas de saneamento, como banheiros adequados. "A condição aqui é péssima. Imagine você trabalhar em um lugar que não tem banheiro ou água para você usar", disse Venuto. Segundo ele, o movimento de paralisação não está relacionado com o evento que marcará a contagem para o mundial. " Não tem nada disso. Os funcionários nem sabiam que a Dilma estaria aqui, mas é bom que a presidenta estará aqui para ver a situação", disse.

Procurada pelo G1, a Secretaria de Estado Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) informou que existe uma tentativa de paralisação, mas que há operários trabalhando na reforma do Minerão nesta quinta-feira (15). "Têm funcionários trabalhando. O que há, no momento, é apenas um movimento localizado. Ainda tentamos entender o que acontece, visto que, amanhã, temos um evento aqui na capital com a presença da presidente Dilma Rousseff", disse uma representante da assessoria de imprensa.

Reivindicações

Após a greve que ocorreu em junho, os operários conseguiram aumento de 4% sobre os pisos de R$ 605 e R$ 926 para servente e pedreiro, respectivamente. Hoje, os valores aplicados são R$ 634 e R$ 973. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de BH e Região (STIC BH), os salários ainda são baixos e um novo percentual de acréscimo será pedido. Para o valor da cesta básica, hoje em R$ 60, a reivindicação é de aumento para R$ 160. A categoria pede também ampliação do plano de saúde para a família do trabalhador.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada de Minas Gerais (Siticop MG) também foi procurado pelo G1, mas, até às 11h, não comentou sobre a mobilização dos operários.
 
Do G1 MG e Globoesporte.com

domingo, 11 de setembro de 2011

"Custo da Copa 2014 corre o risco de explodir"

Reprodução da Folha de São Paulo


O custo da Copa-14 pode repetir os problemas do Pan-Americano do Rio em 2007, quando o valor final do evento superou em 10 vezes o orçamento original. A menos de três anos para o Mundial, o país ainda não tem as contas fechadas para o torneio.

O Portal da Transparência do governo, montado pela Controladoria-Geral da União, diz que a Copa custará R$ 23,4 bilhões.

A Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), que tem acordo de cooperação técnica com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e o Ministério do Esporte, trabalha com outros números.

Estima em R$ 112 bilhões o custo total do Mundial e em R$ 84,9 bilhões, se considerado o recorte feito pelo Portal da Transparência, com o cálculo incluindo só aeroportos, portos, segurança, arenas e mobilidade urbana.

O MPF (Ministério Público Federal) acha que essa situação conduz o país ao risco de uma explosão de custos.

O alerta é do procurador-chefe do Ministério Público Federal do Amazonas, Athayde Ribeiro Costa, atual coordenador do Grupo de Trabalho Copa do Mundo 2014.

O GT Copa, como é chamado, reúne procuradores das cidades-sede destacados para fiscalizar obras e serviços demandados pelo Mundial.

A Procuradoria se preocupa com a falta de transparência nos investimentos, a precariedade dos projetos, os atrasos nas obras e a qualidade das garantias que serão os arrimos de financiamentos e o uso do RDC (Regime Diferenciado de Contratações), sistema que deve ser usado para acelerar licitações.

SEM DETALHAMENTO


"Há grande risco em financiar obras com projetos falhos e sem detalhamentos. Isso porque o valor da obra será feito em estimativas aleatórias e futuramente serão demandados aditivos acima dos limites legais", diz Costa.

Segundo ele, o temor de que a desorganização conduza a uma situação de descontrole está se confirmando. Com esse quadro, "aumentam riscos de sobrepreço, de paralisação de obras, de obras inacabadas e de corrupção", afirma Costa.

Por isso, o GT Copa ajuizou no Supremo Trigunal Federal ação direta de inconstitucionalidade contra o Regime Diferenciado. "O RDC é uma porta para a falta de controle dos gastos e para problemas que podem levar à elevação de custos", afirma José Roberto Oliveira, representante do GT em São Paulo.

No Estado, oito ações de fiscalização estão em andamento, mas o foco agora é o financiamento do Itaquerão, estádio que pode abrir a Copa-14 em São Paulo.

O Ministério Público quer detalhes sobre as garantias do Corinthians e da Odebrecht ao BNDES, o financiador.

O banco estatal será chamado nos próximos dias a explicar ao MPF como será realizada essa operação.

No Amazonas, o MPF determinou à Caixa e ao BNDES a suspensão do repasses de recursos por falta de projetos para a construção do monotrilho e da arena Amazônia, em Manaus.

Os dois projetos devem consumir quase R$ 900 milhões e, segundo o MPF, não têm projetos executivos, o que eleva o risco de sobrepreço. Ainda de acordo com o MPF, são obras com custos atuais que não podem ser considerados definitivos.

Fonte: Folha de São Paulo/blog Ricardo Gama
http://ricardo-gama.blogspot.com/2011/09/roubalheira-vista-custo-da-copa-2014.html

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

COPA DO MUNDO: DOS ALIENADOS? Funcionários da obra do Maracanã farão manifestação dia 13, PMs e BMs, chamadão lá!!!

Em greve, operários do Maracanã planejam passeata na terça-feira

Obras para Copa de 2014 estão paradas há oito dias por insatisfação dos funcionários. UGT assume negociação com Consórcio para evitar litígio

Por André Casado
Rio de Janeiro

A greve dos operários envolvidos nas obras do Maracanã deve ganhar as ruas próximas ao estádio na próxima terça-feira. Ainda sem acordo com o Consórcio Maracanã Rio 2014 quanto a uma série de reivindicações financeiras e de condições de trabalho, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada Intermunicipal do Rio (Sitraicp) incentivou a ideia de haver uma passeata do grupo, munida de cartazes e ferramentas, para protestar contra o impasse.

As partes já travam disputa nos tribunais, e uma audiência com o objetivo de registrar as provas da defesa (no caso, o operariado) deverá ser confirmada para segunda. A empresa responsável parou de dialogar, alegando que cumpre o acordo vigente e que já concedeu um aumento nos benefícios (cesta básica de R$ 160 e R$ 180) depois da primeira paralisação, em agosto. E prefere se comunicar com a imprensa apenas por meio de nota oficial.
Pauta de reinvindicações do operários do Maracanã: click na imagem para aumentar

Segundo a diretoria do Sindicato, os trabalhadores têm se mostrado cada vez mais irritados com a suposta "passividade" dos contratantes e não cogitam voltar atrás da decisão. São cerca de 2.200 pessoas, que, inativas, começam a comprometer o cumprimento do prazo para a entrega do Maracanã - uma das sedes de mais infra-estrutura - prevista para dezembro de 2012.

Ainda assim, nos bastidores, a União Geral dos Trabalhadores (UGT) costura um acordo para evitar que as obras fiquem paradas por mais uma semana, o que totalizaria 21 dias de greve no somatório das últimas semanas. O presidente da entidade, Ricardo Patah, assumiu a negociação, avançou no contato com o Consórcio e espera um desfecho positivo.

Por ora, porém, ele não pôde levar a solução esperada para a assembleia da manhã desta sexta-feira, realizada com cerca de 80 operários no portão 13 do estádio. Existe a expectativa de que possa haver acerto nesta tarde. Do contrário, o litígio não tem data para acabar.
 
Blog TO VENDO TUDO

domingo, 28 de agosto de 2011

Reforço de 500 PMs por mês (fábrica? e a qualidade do serviço?)


Corporação formará 12 mil até fim de 2012 para aumentar policiamento em áreas violentas

Rio - A Polícia Militar vai ganhar um reforço e tanto. Até o fim do ano que vem, 12 mil novos soldados vão integrar os quadros da corporação para ampliar o patrulhamento nos pontos críticos do estado.


Os novatos são oriundos do último concurso, que teve o número recorde de mais de 70 mil inscritos. Para alcançar o índice de contratações, a PM vai formar cerca de 500 recrutas por mês, totalizando sete mil policiais a mais até dezembro. O efetivo atual é de quase 40 mil.


Os novos militares serão distribuídos tanto nas Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) quanto nos batalhões de áreas. O planejamento da divisão ainda não foi concluído, mas um estudo preliminar feito pela corporação indica que áreas com grandes índices de criminalidade, como as zonas Norte e Oeste, devem ser contempladas com o reforço em suas tropas. 


Uma verdadeira força-tarefa atua no levantamento de informações e testes dos recrutas: cerca de 250 policiais dão apoio à pesquisa social, exames médicos e psicológicos. O curso de formação tem duração de seis meses e, desde 2010, teve ampliada a grade curricular com sete novas disciplinas, entre elas, direitos humanos.

Um dado curioso levantado entre os recrutas é que, dos sete mil formados até o fim de 2011, mil são mulheres. A grande procura pelas vagas femininas na corporação já havia chamado a atenção da cúpula da PM, que empregou boa parte das ‘fems’, como elas são chamadas no jargão militar, nas UPPs. A unidade do Morro de São Carlos foi a que recebeu o maior contingente da ‘tropa de batom’: 53 mulheres. 


Moradores, com medo, cobram segurança


Moradores das zonas Sul e Norte reclamam da falta de policiamento. Em Botafogo, na Rua Ministro Raul Fernandes, onde no dia 16 o ex-técnico de futebol Mário Jorge Lobo Zagallo foi assaltado, moradores se mobilizam. “Coloquei aviso nos elevadores e estamos fazendo abaixo-assinado para que o comandante do batalhão do bairro nos receba. Queremos reforço”, diz Lourdes Conde, síndica de um condomínio na rua.

No Catete, comerciantes se protegem formando rede de contatos. “Sabemos quem são os moradores, clientes de sempre. Trocar informações é a melhor saída”, conta uma lojista, sem se identificar.


É preciso saber planejar a ação


A professora de planejamento operacional de polícia Jaqueline Muniz alerta que organizar o policiamento requer atenção a itens básicos. “É preciso observar características do território, da população e a dinâmica criminal”.


Ela lembra que os recursos tecnológicos multiplicam a presença da polícia. Segundo Jaqueline, hoje faltam cerca de 10 mil policiais no Rio. A Polícia Militar alega desconhecer o déficit no efetivo.

ODIA