Seguidores

Mostrando postagens com marcador ong. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ong. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de fevereiro de 2014

A estranha seletividade das ONGs dos direitos humanos


Fonte: GLOBO
É isso o mais revoltante de tudo. Bandidos matam inocentes ou policiais em serviço, e ninguém das ONGs dos direitos humanos aparece. Um bandido é vítima de alguma coisa, todos saem da toca e causam uma celeuma. Por que tanta seletividade? Por que esta preferência escandalosa pelos marginais?
Vejam esse caso da mãe da policial morta na UPP do morro do Alemão, no Rio. Perguntem se algum sociólogo foi lá consolar a pobre mulher. Perguntem se o senador Eduardo Suplicy fez discursos sobre as atrocidades humanas. Nada. Nem uma só palavra. Como diz a reportagem do jornal:
Aos 27 anos, a soldado da PM Alda Rafael Castilho era o orgulho da família e a realização de um sonho. Era a primeira de um lar humilde da Baixada Fluminense que estava cursando o ensino superior (fazia psicologia) e tinha uma carreira promissora pela frente. No último domingo, ela morreu com um tiro, durante um ataque de bandidos à sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Parque Proletário, no Complexo do Alemão. Se a dor da perda é devastadora, a falta de indignação da sociedade tem abalado ainda mais a família. Principalmente a mãe da PM, a empregada doméstica Maria Rosalina Rafael Castilho, de 59 anos. Ela se queixa de não ter sido procurada por nenhuma ONG ligada aos direitos humanos. 
— Se eu fosse mãe de bandido, as ONGs teriam me procurado imediatamente. Parece que eles (os bandidos) têm mais valor. Mas a minha filha era uma cidadã honesta, que saía todo dia às 4h30m para trabalhar, estudava e sonhava em ser psicóloga da PM — reclama Maria Rosalina.
O coordenador do grupo AfroReggae, José Júnior, que sempre denunciou abusos cometidos por policiais, também reclamou da falta de indignação.
— Por ela ser uma policial, ninguém se indignou. Mas, se ela não fosse policial e estivesse num bar em frente, a repercussão do caso teria sido outra — diz José Júnior. — Não vi as pessoas das ONGs falarem da morte da policial. Ninguém da área dos direitos humanos se manifestou.
Num post de grande repercussão na internet, ele escreveu: “Só vi a polícia e o secretário de Segurança se manifestando. Todos nós nos calamos. Eu acho que ninguém merece morrer. A nossa passividade em aceitar essas baixas é vergonhosa”.
É esse o cerne da questão! Ninguém aguenta mais este duplo padrão, esse foco prioritário nos bandidos. Ninguém suporta mais a esquerda defendendo bandidos e justificando o crime com base na pobreza. Ninguém tolera mais a visão de “coitadismo” quando meliantes vão em cana, enquanto o indivíduo trabalhador e, sim, também pobre rala feito condenado para ter de viver com medo de marginais e vagabundos.
Até quando? Até quando esses irresponsáveis defensores de bandidos vão levar adiante essa visão distorcida de mundo, que apenas alimenta o sentimento de impunidade? Até quando esse pessoal vai fomentar a revolta na população ordeira, a ponto de fazê-la aplaudir “justiceiros” e “vingadores”? Até quando? Até o circo pegar fogo de vez? Até a anomia tomar conta geral da sociedade e esgarçar todas as nossas instituições?
Que a mãe de Alda saiba que não está só. Se as ONGs dos “direitos humanos” não se manifestaram em solidariedade à sua dor, milhões de brasileiros decentes compartilham dela, indignam-se e se revoltam com essa situação absurda. Não colocamos máscaras de criminosos para posar de esquerda caviar chique, e não condenamos a polícia como instituição.
Ao contrário! Sabemos como a vida dessa brava gente é dura, e como se não bastasse, eles precisam aturar essas ONGs e os artistas e “intelectuais” cuspindo diariamente em seu trabalho, aplaudindo os marginais que colocam em risco suas vidas. Tudo isso, claro, regado muitas vezes à cocaína que financia o traficante, justamente aquele que ameaça a vida desses policiais.
Portanto, Maria Rosalina, registro aqui meus pêsames pela sua perda, e tenho certeza de que falo em nome de milhões de brasileiros honestos, que ainda valorizam o trabalho sério e as pessoas que se dedicam a enfrentar os vagabundos e marginais dentro do Estado Democrático de Direito.
Rodrigo Constantino/blog rodrigo-constantino

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

PM SP responde ONG internacional: "é a sociedade que é violenta"

São Paulo, 23 jan (EFE).- O comandante geral da Polícia Militar de São Paulo (PM-SP), Benedito Meira, assegurou nesta quinta-feira, em resposta ao relatório apresentado pela ONG Human Rights Watch (HRW), que o corpo de segurança que ele dirige não é violento mas "é a sociedade que é violenta".
"Não dá para comparar a realidade do Brasil com a da Suíça ou das Filipinas. Em nossa realidade, nós estamos caindo com os dados de mortalidade nas operações. Não posso dizer que sejamos violentos. Violenta é a sociedade porque nossa legislação é frágil e dá respaldo para isso", assegurou à Agência Efe.
Durante a apresentação na terça-feira em São Paulo de seu relatório anual sobre Direitos Humanos, a ONG internacional denunciou a "impunidade" das forças de segurança no Brasil, e deu como exemplo a atuação da PM nas manifestações do junho do ano passado contra o aumento das passagens do transporte público.
Além disso, a diretora da HRW no Brasil, Maria Laura Canineu, informou que a ONG também tinha registrado casos de tortura para obtenção de informação e confissões dos detidos.
Diante disso, o coronel Meira aceitou que "pode haver casos pontuais de abusos", mas garantiu que "não se pode dizer que a instituição comete abusos" e que "quando se dão os casos, se apressam responsabilidades".
"Uma coisa é apontar individualmente um abuso de uma pessoa e outra acusar à polícia. Temos pessoas que podem ser violentas e abusar de sua autoridade e temos outras que não", justificou Meira, que ressaltou que "a maioria delas não o faz. Se o fizesse seria um caos".
Além disso, o coronel acusou à ONG de não conhecer a realidade brasileira e que, portanto, "não pode comparar" com a de outros países: "a Human Rights fica ali nos Estados Unidos para saber se (o presidente Barack) Obama está cuidando de seu país ou não?"
Por fim, ele defendeu à corporação das acusações de abuso da força, e disse que o sistema judiciário e a legislação brasileira são os que promovem o crime e permitem a impunidade.
"A Polícia Militar tem que manter a ordem pública. Se alguém conhece uma alternativa que evite o conflito que me dê", disse ele, que criticou que a HRW defenda "veementemente às pessoas que comentem crimes".
Assim, convidou aos que, segundo ele, justificam estes comportamentos: "se são tão bons como eles dizem, que adotem um cada um deles, porque eu como policial militar durante 33 anos sei que o grande problema do país é a impunidade. Se não fosse assim muitas pessoas não cometeriam crimes".
"As penas no Brasil são insignificantes. Deveria haver castigo justo, exemplar, algo que aqui não acontece", finalizou. EFE

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Documentos mostram que mulher de Orlando recebeu dinheiro do governo por meio de ONG do PC do B


Documentos obtidos pelo Estado mostram que Anna Cristina Lemos Petta, mulher do ministro do Esporte, Orlando Silva, recebeu dinheiro da União por meio de uma ONG comandada por filiados ao PC do B, partido do marido e ministro. A informação sobre negócios da União com a empresa de familiar de Orlando Silva teria preocupado a presidente Dilma Rousseff, que está reunido com o ministro. Ele poderá deixar o Palácio do Planalto na condição de ex-ministro do Esporte.
É a própria Anna Petta quem assina o contrato entre a Hermana e a ONG Via BR, que recebeu R$ 278,9 mil em novembro do ano passado. A Hermana é uma empresa de produção cultural criada pela mulher do ministro e sua irmã, Helena. Prestou serviços de assistente de pesquisa para documentário sobre a Comissão da Anistia.
A empresa foi criada menos de 7 meses antes da assinatura do contrato com a entidade. Pelo trabalho, recebeu R$ 43,5 mil.
A ONG Via Brasil tem em seus quadros Adecir Mendes Fonseca e Delman Barreto da Silva, ambos filiados ao PC do B. A entidade também foi contratada em maio do ano passado pelo Ministério do Esporte, para promover a participação social na 3ª Conferência Nacional do Esporte. No negócio, recebeu mais R$ 272 mil.
Documentos obtidos pelo Estado mostram o curto espaço de tempo transcorrido entre a criação da empresa de Anna Peta e a celebração de convênio da ONG Via BR com o Ministério da Justiça. A Hermana foi criada apenas três meses antes da assinatura do convênio para a produção de documentário sobre a Comissão da Anistia e no mesmo mês em que a Via BR foi contratada pelo Ministério do Esporte.
Estadão.com.br