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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Pesquisa sobre Formação das Forças Públicas


Estou concluindo o Mestrado em Gestão Pública e a minha dissertação trata da formação das forças públicas.

Publiquei uma pesquisa na Internet sobre a PM de São Paulo e peço que a divulguem no blog.

Ela tem apenas 9 questões e os dados são sigilosos.

O endereço para acessar a pesquisa é:CLIQUE AQUI>>>

Apenas PMs de São Paulo devem respondê-la.

Muito obrigado pelo apoio.

Paulo Jábali

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Entrega de Título de Pesquisador projeta imagem da PMMG no mundo

COPM – Entrega de Título de Pesquisador projeta imagem da PMMG no mundo
COPM – Entrega de Título de Pesquisador projeta imagem da PMMG no mundo
Fotos: Jonílson Ferreira

Personalidades e autoridades receberam ontem à noite, 11, o Título Honorífico de Pesquisador Benemérito da Polícia Militar de Minas Gerais e o Prêmio Internacional Excelência em Defesa Social 20123. A solenidade, realizada no Clube dos Oficiais da Corporação, Bairro Prado – Belo Horizonte -, ressalta a grandeza, o civismo e a soberania nacionais, além da relação harmônica do Brasil com outros países, representados por seus consulados.  
 
“O Título Honorífico foi instituído há 20 anos – Resolução 2998, 1993 -, e demonstra o vanguardismo da Polícia Militar, contrapondo uma crítica recorrente que alguns acadêmicos insistem a dirigir à nossa corporação”, destacou o comandante-geral da Instituição, Coronel Márcio Martins Sant´Ana.
 
Em seguida, acrescentou: “A PM percebeu a necessidade de investir na produção do conhecimento, quando o Cel Renato Vieira de Souza (ex-comandante-geral) determinou que vários predicativos fossem incluídos na seara de conhecimentos da Corporação, entre eles a de pesquisador. “Assim, nos projetamos internacionalmente.”
 
O Cel Sant´Ana, acompanhado do presidente da Academia de Letras João Guimarães Rosa, da PMMG, entregou o Título ao comandante da Academia de Polícia Militar – APM, Coronel Sérgio Augusto Veloso Brasil; assessor do Gabinete do comandante-geral, Cel Joaquim Adélson Cabral de Souza; diretor de Meio Ambiente e Trânsito, Cel Armando Leonardo Linhares da Silva; ex-comandante-geral da PM, Cel Renato Vieira de Souza; professora Carla Maria Junho Anastasia e professor Flávio Saliba Cunha.
 
QUEREMOS SOMAR
O chefe do Estado-Maior da PM, Cel Divino Pereira de Brito, disse que “nós não queremos apenas somar, queremos mostrar que em nosso meio há pessoas com profundo conhecimento sobre causa e efeito da segurança pública”.
 
E acrescentou: “Somos uma força de intelectualidade que está sempre chamando outros segmentos para discutir, em alto nível, questões inerentes à segurança pública e à defesa social. Queremos trazer para o nosso meio representantes de todos os segmentos sociais, incluindo dos meios acadêmico e de pesquisas, para continuar trabalhando e transformar Minas Gerais no melhor lugar para se viver do País”.   
 
É UM EXEMPLO
Um dos homenageados, o professor Flávio Sapori, não mediu palavras para elogiar a iniciativa da PM em estabelecer o Título de Pesquisador. “Isso faz da Polícia Militar de Minas Gerais uma referência para todo o País. Ela foi a primeira organização policial, juntamente com instituições como a Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, PUC e Fundação João Pinheiro a desenvolver pesquisas e estudos para melhor se compreender as questões inerentes à segurança pública. É um exemplo a ser seguido”, ressaltou.
 
Também agraciado, o delegado Ronaldo Cardoso enfatizou que as “polícias sempre primaram pela boa formação e boas práticas do agente público”. Para ele, “hoje, há um espaço para o terceiro setor interagir com o Estado, sugerindo algumas demandas que não eram percebidas antes. Exemplo é o Centro de Estudos da Gestão da Defesa Social – Cegeds, que é do terceiro setor, e vem apresentando uma alteração multidisciplinar que faz grande diferença  para a formação do agente público, a custo altamente econômico e com excelentes resultados”. 
 
A cônsul Merry Milller classificou o Título de Pesquisador como um “exuberante” incentivo não só para o Brasil mas, também, que os países troquem experiências, principalmente sobre o que diz respeito ao tráfico de drogas, que provoca um impacto nas famílias e destrói pessoas de todas as idades. “É necessário que todos os países preocupados com o crescimento da criminalidade e, em especial, como crime organizado, trabalhe com métodos científicos”.
 
ESPECIAIS
Durante a solenidade, houve a entrega da Medalha Alferes Tiradentes – maior comenda da PMMG – ao presidente da Academia de Letras João Guimarães Rosa, Tenente-Coronel João Bosco de Castro. Como parte das comemorações dos 238 anos da Corporação, no último dia 6, várias autoridades, empresas, órgãos públicos e instituições foram agraciados com a mesma medalha. Continue lendo no Portal Militar da PMMG

 Por Alexandre França

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Onde foram feitas as pesquisas de popularidade da presidente Dilma?


Que popularidade é essa se apenas se divulgam os percentuais, sem divulgar os locais onde foram feitas as pesquisas? Foi no nordeste, reduto natural do PT, o Partido dos Trabalhadores que deveria se chamar PBF- Partido do Bolsa Família. Quem foram essas pessoas entrevistadas? Qual o nível cultural, econômico? Qual a escolaridade? Qual a filiação partidária? Infelizmente grande parte da imprensa não questiona esses quesitos.  O que há de verdade ou de exagero nessas pesquisas, e o que de fato elas condizem com a realidade brasileira? Os funcionários públicos foram consultados? Enfim, são perguntas que a grande imprensa cega, por interesses dos mais diversos, infelizmente não tem peito pra questionar.

Abaixo a notícia veiculada no R7:

CNI/Ibope: Dilma fica acima das crises

DilmaRousseff1 CNI/Ibope: Dilma fica acima das crises

A nova pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta-feira mostra que a maneira de governar da presidente Dilma Rousseff bateu novo recorde, chegando a 78% de aprovação, o maior desde o início do seu mandato, em meio ao bombardeio da mídia contra o PT e seus principais dirigentes.

Além e acima das crises que se multiplicam no noticiário, a avaliação positiva do governo Dilma se manteve estável com 62% de "ótimo" ou "bom". Para apenas 7% dos brasileiros, o governo é considerado "ruim" ou "péssimo".
Embora a pesquisa tenha registrado um aumento de 14% para 18% das notícias mais desfavoráveis entre setembro e outubro, e uma queda de 29% para 24% das favoráveis, nada disso atingiu a popularidade da presidente.
Entre os assuntos mais lembrados pelos entrevistados nestes três meses estão o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal, a redução do custo da tarifa de energia, a operação Porto Seguro e a CPI do Cachoeira.
Nada disso foi capaz de abalar a popularidade da presidente, que é superior mesmo à do ex-presidente Lula que no mesmo período do seu primeiro governo tinha 41% de "ótimo" e "bom".
Para 59% dos pesquisados, o governo Dilma é avaliado como sendo igual ao de seu antecessor após os primeiros dois anos.
Diante desses números, pode-se esperar mais pancadaria contra o governo Dilma, o ex-presidente Lula e o PT. Como mostram os números, a opinião pública já não está obedecendo aos antigos formadores da opinião pública.
Foto: Roberto Stuckert Filho

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

PARTICIPE DA PESQUISA: QUAL A SITUAÇÃO ATUAL DA FAMÍLIA MILITAR?

Qual a situação atual da família militar? Quais os principais problemas enfrentados? Educação, lazer, alimentação e vestuário são fatores que ajudam a medir a qualidade de vida de determinado grupo. Como o militar brasileiro tem feito para se adequar ao arrocho salarial dos últimos anos? Se conseguisse um emprego no serviço público qual a quantidade de militares que sairia? Ajude-nos a entender isso e depois divulgar amplamente, mostrando para a sociedade a situação atual da família militar brasileira. Clique aqui e participe da PESQUISA. 

Fonte: SOCIEDADE MILITAR.COM

sábado, 11 de agosto de 2012

Pesquisa: O cidadão policial militar e sua visão da relação polícia-sociedade

A polícia é o setor da administração pública oficialmente responsável pelo exercício do controle social e pela garantia da segurança pública. Por trás desses objetivos amplos e vagos esconde-se um conjunto de práticas cotidianas que deveriam implicar inúmeras contradições, pelo menos para o observador externo ao setor. 

Tem sido mostrado que o policial, no exercício de suas funções, age a partir de uma lógica própria que pode implicar até mesmo em inversão dos formalismos legais (Menandro, 1979, 1982; Paixão, 1982; Benevides, 1983; Pinheiro, 1983; Anistia Internacional, 1990; Pinheiro, 1991; Pinheiro, Izumino & Fernandes, 1991).

Qualquer estudo sobre a atividade policial no Brasil não pode deixar de considerar o fato de que, há mais de 20 anos, as polícias militares estaduais estão submetidas à centralizada coordenação e subordinação do Exército, vigorando inclusive uma justiça intra-corporação para os policiais militares. Conseqüência inevitável é que a Polícia Civil e a Polícia Militar isolaram-se política e administrativamente, com a relação entre as duas organizações caracterizando-se no mínimo pelo desprezo, chegando até à hostilidade aberta (ver a respeito, Pinheiro, 1983; Fischer, 1985; Pinheiro & Sader, 1985; Pinheiro, 1991).
Fischer (1985) aponta um tema básico a respeito das relações entre as duas organizações policiais:
Nunca ficou suficientemente precisa a linha que delimita a atuação de ambas as organizações. E, como se o controle social fosse constituído de despojos a serem disputados, cada uma procurou apropriar-se de um território onde exercer as atividades que, por premissa, definem sua existência. (p.31).
Há evidências de que expressivos setores da população têm uma percepção negativa do policial, ainda que curiosamente sejam favoráveis ao aumento da repressão (Miranda Rosa, Miralles & Cerqueira Filho, 1979; Benevides, 1983; Menandro & Souza, 1991; Menandro, 1992). Coloca-se a questão de saber se o cidadão policial está ciente dessa percepção negativa e se é sensível à hostilidade da opinião pública. As relações da polícia com os vários tipos de imprensa são conflitantes, variando da denúncia à conivência. Impossível deixar de reconhecer, adicionalmente, uma realidade de vida do policial comum plena de dificuldades em termos de remuneração e de condições de trabalho.

Este trabalho, fugindo um pouco da preocupação de identificar e denunciar o inaceitável nos procedimentos policiais - preocupação norteadora de inúmeros trabalhos sobre o tema, inclusive de nossa autoria - pretendeu levantar informações sobre o cidadão policial. Interessamo-nos fundamentalmente em conhecer como o policial (no caso, policial militar) percebe determinadas características de sua atividade profissional e como compreende a relação entre esta atividade e certos aspectos da sociedade em que vive.

MÉTODO
PARTICIPANTES
Cem policiais militares do sexo masculino, com idade predominando na faixa entre 26 e 35 anos (47%; 28% mais novos e 24% mais velhos), casados (64%), com 1º ou 2º graus de escolarização (46% e 47%, respectivamente). Quanto à graduação e à ocupação, todos eram sub-oficiais (51% soldados; 16% cabos e 27% sargentos) e 47% atuavam no policiamento ostensivo. Estavam na PM há menos de 5 anos 29% deles, entre 5 e 10 anos 22% e os restantes há mais de 10 anos. É importante assinalar que 83% dos participantes possuíam cinco ou mais dependentes.

TÉCNICA
Depois de vetada a realização de entrevistas optou-se pelo uso de um questionário, previamente analisado e aprovado pelo Comando da Polícia Militar do Espírito Santo. O questionário incluiu questões que variaram desde informações pessoais, passando pela avaliação das condições existentes para o exercício profissional, até julgamentos sobre a legalização da pena de morte e a avaliação que a sociedade faz a respeito do trabalho do policial.

CONTEXTO DE APLICAÇÃO
O questionário foi aplicado nas dependências da própria Polícia Militar, estando presente nas sessões um oficial PM. Foi ressaltado o caráter anônimo do questionário e o sigilo das informações prestadas, e foram esclarecidas perguntas a respeito do assunto. O Comando não teve acesso aos questionários depois de preenchidos pelos policiais.

RESULTADOS E DISCUSSÃO
Como é impossível tratar de modo global todas as informações colhidas, dados os limites aqui impostos, selecionamos as que julgamos mais expressivas em relação à avaliação do trabalho do policial. Uma análise mais detalhada de outros aspectos poderá ser encontrada em Menandro e Souza (1990).

1) SOBRE O INGRESSO NA POLÍCIA MILITAR
Vocação e/ou gosto pelo militarismo foram apontadas por 48% dos PMs como motivos de seu ingresso na corporação, enquanto 26% citaram o desemprego. Tinham parentes na PM 43%, e 77% afirmaram ter tido outra atividade profissional antes do ingresso na corporação. Se o contato com parentes PMs pode explicar em parte a"vocação" manifestada, o pequeno número de sujeitos que iniciaram sua vida profissional na PM depõe contra a veracidade da indicação de ingresso por"vocação" (mera racionalização?). Como atenuante deve-se reconhecer que as condições de origem social do PM forçariam ingresso precoce no mercado de trabalho para menores e só mais tarde seria possível o ingresso na PM.

2) SOBRE A IMPORTÂNCIA SOCIAL DO TRABALHO
Quase a totalidade dos participantes (99%) indicaram que o trabalho do policial é importante para a sociedade, mas apenas 24% deles responderam que a sociedade reconhece esta importância (vale lembrar aqui que só 3% mencionaram a importância social da PM como um dos motivos de seu ingresso na carreira). Apesar do termo genérico contido nas questões (sociedade), as respostas obtidas evidenciaram a inequívoca percepção do fato de serem vistos de forma negativa como profissionais.

É curioso que haja, entre os próprios PMs, um conceito negativo sobre seus companheiros policiais. Solicitados a relacionarem"características de caráter de personalidade que todo PM deveria ter", listaram educação/cultura, honestidade/idoneidade, equilíbrio emocional, amizade/respeito e conhecimento do serviço. À pergunta"os PMs que você conhece têm tais características?", 42% responderam nenhum ou poucos.

3) SOBRE A AVALIAÇÃO DO TRABALHO POLICIAL PELA POPULAÇÃO
Apenas 25% dos participantes revelaram achar que a população vê o trabalho do policial como sendo bem feito. Grande parte dos policiais da amostra, portanto, além de perceber a visão negativa da sociedade a respeito de sua atividade, ainda percebe adicionalmente que seu trabalho é visto como mal feito, ineficiente.

Esta sensação de inutilidade, de ineficiência no trabalho é creditada à Justiça que atrapalha, liberando os detidos com rapidez (79%), e à inexistência de penalidades severas, como a pena de morte (68%).

4) SOBRE O TRATAMENTO DIFERENCIADO
Grande parte dos participantes (71%) revelou ser tratada de maneira especialmente respeitosa por parte de pessoas da comunidade em geral, apenas pelo fato de serem policiais. A visão negativa a respeito do profissional policial convive com um relacionamento respeitoso no trato direto de muitos cidadãos com o policial. Portanto, à experiência de pertencer a uma instituição sobre a qual se reconhece que é vista de forma negativa, contrapõe-se uma experiência pessoal satisfatória de merecer respeito, de atuar como autoridade.

Quando perguntados se têm algum plano ou desejo de vir a executar outra atividade profissional, 52% disseram que sim, mas apenas 9% afirmaram que, para isso, deixariam a PM, o que corrobora a afirmação feita acima.

5) SOBRE AS CONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA MELHORAR O POLICIAMENTO
Parte pouco expressiva dos participantes, 16%, julgou que as condições existentes são suficientes, na medida em que não apresentou qualquer sugestão. As principais sugestões apresentadas pelos participantes restantes foram, em ordem de importância: aumentar o efetivo (39%); aumentar e melhorar os recursos materiais (26%) e melhorar o treinamento dos policiais (7%). Outras sugestões consistiram em"redução da carga horária de trabalho" e"melhor relacionamento superior-subordinado". Ressalta o fato de que todas as sugestões ignoram as questões ligadas às contradições que comporta o relacionamento polícia-sociedade e omitem qualquer referência à existência simultânea de dois efetivos policiais (civil e militar) cujas funções se superpõem.

CONCLUSÕES POSSÍVEIS
É evidente que as respostas obtidas da limitada amostra não permitem conclusões indiscutíveis ou plenamente generalizáveis. Ressaltamos, ainda assim, alguns pontos que entendemos terem sua discussão forçada pelos resultados obtidos.

Houve percepção, pelos policiais militares da amostra, da visão negativa que a população tem de sua atividade profissional. Existem alguns fatores que colaboram para reduzir, junto ao policial militar, possíveis efeitos dessa percepção negativa. É plausível pensar que cada indivíduo policial está social e culturalmente envolvido com grupos de familiares e de amigos que conferem especial prestígio à atividade policial.

Outro refere-se ao fato de que algumas informações coletadas no trabalho revelaram o predomínio, entre os policiais da amostra, de uma visão não-questionadora da sociedade e, por extensão, de uma concepção ingênua da relação sociedade-polícia. Embora predomine tal visão, alguns participantes percebem determinadas situações que parecem, para quem observa de fora, implicar em contradições e paradoxos dificilmente acomodáveis em uma visão não-questionadora da sociedade.

A percepção das dificuldades e incongruências decorrentes do tipo de inserção da atividade policial na sociedade brasileira não garante sua compreensão, nem a compreensão de suas múltiplas determinações. As sugestões de melhoria, por exemplo, concentraram-se exclusivamente no âmbito da própria atividade policial (aumento dos quadros policiais, melhores equipamentos, melhor treinamento e seleção). Mais uma vez subjaz uma noção não-questionadora da sociedade: o problema está apenas no tamanho reduzido da organização policial e em características dos indivíduos policiais.

É evidente que esta visão não-questionadora não é exclusiva dos policiais (Benevides, 1983; Velho, 1991; Menandro, 1992), mas está disseminada entre a população que cada vez mais vê a violência em seu sentido criminal. É visível que a discrepância entre as concepções sobre violência e repressão das camadas populares e dos estudiosos guarda analogia com a discrepância dos caminhos apontados por uns (mais autonomia para agir, julgar e punir) e por outros (garantia dos direitos individuais como único antídoto contra injustiças maiores que, de outro modo, sobreviriam).

O presente trabalho aponta um caminho inevitável: conhecer mais e mais as concepções e representações de representantes de vários segmentos sociais, profissionais, etários etc. sobre justiça e temas correlatos (como quer Souza, 1992) dentro de um procedimento que permita a contínua revisão de nossas noções de in e out-groups (como sugere Velho, 1991).

Este parece ser o caminho para a esperança de que venhamos a entender porque há um consenso vulgarizado de que a violência é mecanismo legítimo de intermediação das relações sociais e de que a política repressiva deve ser reforçada em nome da ordem social; porque a luz dos direitos humanos chega tênue e difusa, sendo percebida de forma distorcida, quando não com pilhéria; porque justiceiros são temidos e aplaudidos e os linchamentos se sucedem entre horror e entusiasmo; porque a questão do menor desassistido só aparece sob a ótica da delinqüência; porque as práticas policiais arbitrárias e violentas têm tanta longevidade; porque as prisões estão abarrotadas de pequenos infratores e"office-boys" da criminalidade, que muitas vezes decidem ali uma carreira criminosa em tempo integral; porque algumas estrelas da contravenção, assim como alguns políticos delinqüentes, despertam simpatia em seu dúbio papel de protetores e corruptores, de assassinos e empregadores, de mestres da usurpação dissimulada mesclada com o mecenato popular.

terça-feira, 29 de maio de 2012

PESQUISA RELEVA ENDIVIDAMENTO DOS MILITARES DO BRASIL

PESQUISA - MILITARES MUITO ENDIVIDADOS

MILITARES MUITO ENDIVIDADOS - PESQUISA REALIZADA PELO SITE SociedadeMilitar.com - ATIVA E RESERVA - PRINCIPAIS DADOS OBTIDOSPopulação considerada – Aprox. 288.000 Ativa e 290.000 Reserva e reformados.

Amostras:  

Ativa – 0,125% da população./ Reserva/reformados – 0,04% da população (0,0395%)

Obs. 1) As amostras, além de conter participantes de todas as forças em praticamente todos os estados da federação, representam, no caso dos militares da ativa, aproximadamente 0,12% da população total (de Aprox.288.000), um número bem expressivo. Para comparação, em São Paulo, onde a população de eleitores beira os 28.000.000, normalmente o IBOPE entrevista de 1000 a 1500 pessoas, somente cerca de 0,005% da população estudada. Para uma amostra similar a da revista elet. Sociedade Militar o IBOPE teria que entrevistar mais de 30.000 pessoas.

2) Dado o bom nível da amostra podemos acreditar que as conclusões refletem bem e com pouca margem de erro a situação da população em foco.


QUESITO APRESENTADO DADOS OBTIDOS

Escolaridade

30% dos entrevistados da reserva/ref. possuem nível superior.
39,6% dos entrevistados da ativa possuem nível superior.
30% das praças possuem nível superior.

Militares da ATIVA e a Casa própria

57,14% não possuem casa própria.
Militares da RES./REFORMADOS e a casa própria
69% Declararam que não possuem casa própria.
Militares próximos da aposentadoria e a casa própria
50,5% dos militares entrevistados que tem mais de 20 anos de serviço ainda não possuem casa própria.

Principal dívida militares da ATIVA

60% têm como principal dívida empréstimo(s) para quitar dívidas anteriores.

Principal dívida militares da RESERVA E REFORMADOS
73% dos militares da RESERVA OU REFORMADOS têm como principal dívida empréstimo(s) para quitar dívidas anteriores.

Condição de saldar suas dívidas mensais. (Militares da ATIVA)
20,44% dos entrevistados têm condição de quitar normalmente suas dívidas mensais.

73% declararam que mensalmente deixam de quitar alguma conta.

Condição de saldar suas dívidas mensais. (Militares. RES e REF.)

16% declararam que sempre têm condição de quitar normalmente suas dívidas mensais.
Mais de 80% normalmente não tem condições de quitar suas dívidas mensais.

Comprometimento da atividade militar por conta de problemas sociais, econom. e psicológicos decorrentes da condição financeira

81,2% dos entrevistados acham que acontece sempre ou eventualmente.

66,8% declararam que acontece sempre.
2,5% acham pouco provável ou que nunca acontece.

Comprometimento de renda mensal do pessoal da ativa

45,6% dos militares da ATIVA têm dívidas com emp. consignado e/ou cheque especial que ultrapassam 50% da renda mensal.

Comprometimento de renda mensal do pessoal da reserva e reformados.

58,2% dos militares da RESERVA OU REFORMADOS têm dívidas com emp. consignado e/ou cheque especial que ultrapassam 50% da renda mensal.

Tempo de serviço

2,2% dos entrevistados têm menos de 5 anos de serviço ativo.
46% dos entrevistados têm até 15 anos de serviço ativo.
46,6% dos entrevistados têm de 20 a 30 anos de serviço ativo.


a)  73% dos entrevistados da ATIVA e 77% da reserva/ref. deixam mensalmente de quitar pelo menos uma conta - Em pesquisa recente, divulgada pela Fecomercio-RJ recebemos a informação que a parcela de famílias residentes na Região Metropolitana do Rio de Janeiro com alguma conta fixa em atraso em janeiro ficou em 14,8%. Outra organização, a CNC (Confederação Nacional do Comercio de bens, serviços e turismo), apurou que em fevereiro de 2012 a parcela de consumidores com contas em atraso foi de 20,5%. Diante desses números percebe-se claramente que a percentagem de 75% de entrevistados deixando de quitar pelo menos uma conta é um número que destoa. Certamente fruto da perda contínua de poder aquisitivo da categoria em análise. Vide artigo http://montedo.blogspot.com/2012/03/sobre-remuneracao-dos-militares....

b) 45,6% dos entrevistados da ATIVA devem no cheque especial e/ou empréstimo consignado mais de 50% de seus pagamentos – A CNC divulgou dados em fevereiro de 2012 informando que o percentual médio de comprometimento de salário do brasileiro foi de 29,9%. Levando-se em consideração ainda que a CNC considerou em sua pesquisa o endividamento com Cheque pré-datado, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimos pessoal, prestações de carro e seguros mais uma vez percebe-se que a sociedade aqui estudada se encontra em situação economicamente bem pior já que consideramos somente cheque especial e consignado.

c) 60% dos entrevistados da ATIVA e 73% da res./ref. responderam que sua principal dívida é um empréstimo (s) para quitar dívidas anteriores acumuladas. Esse dado é dos mais preocupantes, diante da perda de poder aquisitivo a família militar tenta se recompor apelando para empréstimos, dívidas atrasadas com escola, casa própria e saúde são quitadas geralmente com empréstimos consignados, na esperança de que em um futuro próximo ocorra um reajuste salarial.
d)Mais da metade dos militares da reserva e reformados (69%)Declararam na pesquisa que não possuem casa própria.

e) Observa-se que a defasagem salarial parece ter alcançado primeiro e com mais força os militares da reserva e reformados.
Mais informações por meio do email socmilitar@gmail.comou rasrio@yahoo.com.br

Agradecimentos aos Blogs: montedo.blogspot.com, militar.com.br, aperoladomamore.net e militaresunidos.blogspot.com 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Eleitor brasileiro: estatizante e conservador

Por Cesar Maia

Pesquisa nacional GPP com 2 mil entrevistas entre 20 e 21 de agosto. A metodologia aplicada acompanhou a da IPSOS-Nouvel Observateur de 2007. Foi testada em junho de 2007 e os resultados aqui no Brasil foram semelhantes. Agora, em agosto 2011, foi repetida. O método objetiva identificar o "partido político" de preferência do eleitor. Para isso, se realiza uma série de perguntas sobre valores (conservadores e liberais) e sobre economia (estado e mercado).

O resultado continua confirmando. O "partido político" do eleitor brasileiro defende valores conservadores e quer um estado intervencionista na economia. Seria uma espécie de partido de direita/esquerda ao mesmo tempo. Resultados a seguir.

Os valores conservadores continuam tendo amplo apoio da população. 90% são a favor da redução da idade penal para 16 anos \ 79,7% querem aula de religião nas escolas \ 77,2% são contra a legalização do aborto \ 81,4% são contra a liberação da maconha \ No caso do casamento entre pessoas do mesmo sexo as respostas favoráveis cresceram de 2007 para cá. A favor 41,6% \ Contra 51,2%.

Eleitor é estatizante. Maior intervenção do Estado na economia: a favor 51,8% e contra 29,8% \ Voltar a estatizar a Vale e as empresas de Telecomunicações: a favor 45,2%, e contra 39,2% \ O governo deve intervir o menos possível na sociedade: a favor 40,1% e contra 45,9% \ Privatizar mais empresas públicas: contra 48,7% e a favor 37,1 \ Diminuir a participação do governo nas empresas: a favor 40,1% e contra 45,9%.

Quanto a Imprensa, o eleitor é contra controle do governo. Governo controlar a Imprensa: a favor 20,2% e contra 70,6% \ Liberdade total de Imprensa: a favor 69,5% e contra 22,4%.

Cesar Maia, Economista, foi Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro. Publicado no Ex-Blog de 15 de setembro de 2011.
 
Fonte: Alertatotal.net em 15/09/11