Quando se fala em serviço policial, imagina-se quase sempre o clássico confronto “Polícia x Bandido”. Sem dúvidas, essa é a função que exercemos mais lembrada pela população. A ponto, inclusive, de algumas pessoas acharem que tal empreitada seja o nosso único labor. No entanto, engana-se quem acredita que nossa única missão seja prender criminosos. Polícia deve ser sinônimo de ordem social, por isso boa parte das chamadas de emergência não são necessariamente para prender ladrões. Mas sim para resolver pequenos distúrbios, crises familiares, perturbações de sossego, entre tantas outras situações em que a comunidade – sem saber exatamente a quem recorrer – solicita a presença da polícia.
Claro que em grande parte dessas situações o uso letal da força, ou seja, a utilização de armas de fogo seria – teoricamente – caracterizada como excesso. É justificável balear um homem de posse de uma faca ou qualquer outra arma branca que ameace sua ex-companheira ou terceiros? É igualmente inadmissível que o policial tenha que escolher entre morrer ou matar em possível confronto, nesse último caso talvez sendo execrado como despreparado ou assassino, podendo até ser responsabilizado criminalmente. Não à toa, o bordão amplamente difundido entre policiais “melhor ser julgado por sete do que carregado por seis” é levado a risca. Responder pelo excesso é certamente melhor que pagar com a vida pela hesitação. O vídeo abaixo ilustra bem a complexidade do serviço.
Apesar de portarem até fuzil (AK-47) e bastões, não existiam outros armamentos menos letais. Talvez inibidos pela equipe de tevê eles se furtaram de agir energicamente, sendo obrigados – tardiamente – a disparar contra o agressor. Toda essa tragédia poderia ser evitada com a simples utilização de uma pistola teaser, que dispara descargas elétricas incapacitando temporariamente o alvo. Continue lendo no BLOG CALIBRE RESTRITO