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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

RJ - Sociedade civil tentará plebiscito contra privatização do Maracanã


Ideia é que o estádio não seja entregue para a administração privada após o fim das reformas para a Copa 2014. 

Rio de Janeiro - O Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas do Rio de Janeiro, a Frente Nacional de Torcedores, o movimento O Maraca é Nosso, entre outras entidades da sociedade civil, e parlamentares do Rio estudam a possibilidade de convocação de um plebiscito popular sobre o destino da administração do Maracanã. A alternativa foi debatida na quinta-feira (8), em meio à questionada audiência pública convocada pelo governo para apresentar o projeto de concessão do complexo esportivo, como forma de minorar os males já feitos ao local. Arquibaldos e geraldinos argumentam que se o estádio foi desfigurado, que ao menos não seja entregue para a administração privada após o fim das reformas para a Copa 2014 e a Olimpíada 2016. 

Atuando no Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas, o vereador eleito Renato Cinco (Psol) aponta a alternativa do plebiscito como uma das prioridades de seu mandato a partir de 1º de janeiro. "Hoje o nosso objetivo é conseguir o debate sobre a privatização. O governo quer discutir o modelo de privatização, mas não quer discutir se deve ou não privatizar, que deve ser o primeiro debate. Vamos brigar por isso, essa consulta à população para a Copa das Confederações acontecer com o Maracanã nas mãos do estado", afirmou ele, que classificou a tentativa de audiência pública no Galpão da Cidadania, na zona portuária, como um "arremedo de democracia" ao tentar se legitimar uma decisão que o governo tomou sem consultar a população. CONTINUE LENDO NO MÍDIA INDEPENDENTE

quinta-feira, 15 de março de 2012

Brasil privatizado e desnacionalizado

Por Adriano Benayon 
Cada vez mais, o nosso País vai sendo enredado na trama da oligarquia financeira e belicista imperial, cujo programa, no tocante ao Brasil, é evitar seu desenvolvimento, mantendo-o fraco, alienado e desarmado para sofrer, sem reação, o saqueio de seus recursos. Apontei, em artigo recente, algumas das razões pelas quais é muitíssimo enganosa a comemoração de o Brasil ter, agora, o sexto maior PIB do mundo.
2. Afora o que escondem as estatísticas, mormente consideradas isoladamente, o PIB quantifica somente a produção realizada em um país, sem oferecer ideia alguma a respeito de quem ganha com essa produção, nem quanto às necessidades de quem esta serve.
Primário
3. Por exemplo, os minérios extraídos de nosso subsolo são, em sua esmagadora maioria, destinados ao exterior, onde entram na produção de bens cujo valor agregado, em termos monetários, é maior que o dessas matérias-primas, dezenas e até centenas de vezes.
4. Na agropecuária e na agroindústria, a fabulosa dotação de terras aproveitáveis, de água e de sol pouco serve à qualidade de vida da grande maioria dos brasileiros, pois, no mínimo, três quartos das terras são usadas na pecuária extensiva para proporcionar carne barata aos importadores, e em mais de 70% dos 25% das terras restantes estendem-se culturas orientadas para a exportação de alimentos e de matérias-primas. Só a soja ocupa 40% da área cultivada, para fornecer farelo destinado, quase todo, à alimentação de animais no estrangeiro.

sábado, 3 de março de 2012

Reino Unido planeja privatização da polícia, diz jornal (se fosse no Brasil...seria superfaturada, que nem as viatuaras...)

Diversos serviços prestados pela polícia poderão passar às mãos do setor privado em duas unidades estaduais do Reino Unido. Os governos dos condados de Surrey e West Midlands, respectivamente no Sudeste e no Centro-Oeste da Inglaterra, estudam contratar companhias privadas de segurança, que ficariam encarregadas de atividades como investigação de crimes, patrulha de bairros e detenção de suspeitos. A informação é do jornal britânico The Guardian, que qualifica o projeto como um "plano radical de privatização".
Entre as empresas interessadas no negócio está a G4S, uma das líderes mundiais do setor da segurança privada. O contrato teria uma duração prévia de sete anos e custaria 1,5 bilhões de libras (algo como R$ 4,1 bi), mas poderia ter os custos triplicados, dependendo do contingente privado disponibilizado. Os valores em muito ultrapassam um contrato de cooperação entre a mesma G4S e a polícia de Linconshire, no valor de 200 milhões de libras (R$ 548 mi).
Com isso, Surrey e West Midlands estariam concretizando as últimas diretrizes apontadas pela Secretária do Interior, Theresa May, que defende a transformação da segurança pública por meio de uma maior parceira público-privada. O projeto dos condados, segundo o Guardian "redesenharia completamente as fronteiras aceitáveis entre o público e o privado" e poderia se tornar o "principal veículo" para o remanejo da polícia na Inglaterra e no País de Gales.
"A combinação com o setor de negócios tem por objetivo transformar por completo o modo pelo qual a força (da polícia) atualmente faz negócios: melhorar o serviço provido ao público", defendeu um porta-voz da polícia de West Midlands. "Trazer o setor privado ao policiamento é um experimento perigoso com a segurança e o dinheiro dos pagadores de impostos", disse, em contrapartida, um porta-voz da Unison, a União dos Serviços Públicos do Reino Unido.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Dilma privatizou aeroportos com dinheiro do BNDES (tem dinheiro pra tudo...só não tem pra PEC 300...)

Atenção para o que ela diz a partir de 1 minuto e 58 segundos...


Na campanha eleitoral de 2010, Dilma acusou os tucanos de entregarem patrimônio brasileiro para estrangeiros, com dinheiro do BNDES, nas privatizações. Pois bem. O BNDES vai financiar até 80% das privatizações dos aeroportos feitas ontem, pelo governo petista. Em Brasília, o vencedor foi o consórcio Inframérica, formado por Engevix (50%) e Casa (50%), operadora argentina com 49 aeroportos no mundo, entre eles o de São Gonçalo do Amarante (RN), o primeiro brasileiro privatizado.Em Campinas, a vencedora da licitação foi o consórcio Aeroportos do Brasil, formado pelas construtoras TPI e UTC (90%) e a operadora francesa Egis Airport (10%).Em Guarulhos, O vencedor da licitação, o consórcio Invepar-Acsa, é formado pela brasileira Invepar (com 90%) e com a operadora sul-africana Acsa (10%).Como se vê, o BNDES está financiando multinacionais francesas, sul-africanas e argentinas nas suas "privatarias". E aí, Dilma Rousseff? Em homenagem à mentira de 2010, desmascarada três vezes no dia de ontem, estamos publicando três vezes o mesmo vídeo com a "presidenta". 


Fonte: blog Coturno Noturno


Comentário do blog: Essa é a marca do PT...na oposição tem um discurso, no poder é igualzinho aos outros partidos...com atos de corrupção, desvios...privatizações...vergonhoso!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Privataria petista comandada por José Dirceu entregou o Pré-Sal para Eike Batista.

O professor Ildo Luís Sauer, diretor do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEEUSP), se diz um “fruto do programa nuclear brasileiro”, pois, quando estudante, o regime militar — interessado em formar quadros para tocar as dezenas de usinas que pretendia construir no país após o acordo com a Alemanha — lhe concedeu bolsa de iniciação científica, “bolsa para fazer o mestrado e o doutorado em engenharia nuclear e outras coisas mais”. Ao longo de sua trajetória acadêmica, porém, Sauer convenceu-se de que a energia nuclear não convém ao Brasil, e passou a dedicar-se mais à energia elétrica e ao petróleo.


Foi diretor de Gás e Energia da Petrobras entre 2003 e 2007, período que cobriu o primeiro mandato do presidente Lula e o início do segundo, e no qual tinha a expectativa de amplas mudanças na área de energia e petróleo. Orgulha-se de haver participado das decisões que levaram à descoberta das jazidas do Pré-Sal. Mas frustrou-se ao constatar que, ao invés da reforma que ele e o físico Pinguelli Rosa propuseram a pedido do próprio Lula, o governo tomou medidas que fortaleciam os agentes privados, em detrimento das empresas públicas e da sociedade em geral.Continue lendo no blog Coturno Noturno:>>>>>>>>>>>>

sábado, 17 de setembro de 2011

Diga Não, a privatização dos Correios




ALUGA-SE
música de Raul Seixas

A solução pro nosso povo


Eu vou dá


Negócio bom assim


Ninguém nunca viu


Tá tudo pronto aqui


É só vim pegar


A solução é alugar o Brasil!...


Nós não vamo paga nada


Nós não vamo paga nada


É tudo free!


Tá na hora agora é free


Vamo embora


Dá lugar pros gringo entrar


Esse imóvel tá prá alugar


Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!...


Os estrangeiros


Eu sei que eles vão gostar


Tem o Atlântico


Tem vista pro mar


A Amazônia


É o jardim do quintal


E o dólar dele


Paga o nosso mingau...


Nós não vamo paga nada


Nós não vamo paga nada


É tudo free!


Tá na hora agora é free


Vamo embora


Dá lugar pros gringo entrar


Pois esse imóvel está prá alugar


Alugar! Ei!


-Grande Solução!...


Nós não vamo paga nada


Nós não vamo paga nada


Agora é free!


Tá na hora é tudo free


Vamo embora


Dá lugar pros outro entrar


Pois esse imóvel tá prá alugar


Ah! Ah! Ah! Ah!


Nós não vamo paga nada


Nós não vamo paga nada


Agora é free!


Tá na hora é tudo free


Vamo embora


Dá lugar pros gringos entrar


Pois esse imóvel


Está prá alugar...


Está Prá Alugar Meu Deus!


Nós não vamo paga nada!


Nós não vamo paga nada!


É tudo free!


Vamo embora!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A Corrupção e a Privatização da Coisa Pública

Por Flavio Lyra

“O caráter materialista e egoísta da vida contemporânea não é inerente à condição humana. Muito do que parece ‘natural’ hoje em dia data dos anos 1980: a obsessão pelo acúmulo de riqueza o culto da privatização e do setor privado, a crescente desigualdade entre ricos e pobres”. Tony Judt, in O “Mal que Ronda a Terra”, Ed. Objetiva Ltda.(2010).

A corrupção de políticos, funcionários públicos, cientistas, pesquisadores, intelectuais e jornalistas é um fenômeno em crescimento acentuado, já há algum tempo, nas democracias ocidentais.

Os ocupantes dessas profissões estão cada vez mais atuando como representantes ou porta-vozes do poder econômico, utilizando seus dotes profissionais mais para o enriquecimento pessoal e o atendimento dos interesses privados das organizações a que pertencem do que para defenderem os interesses básicos da população.

Não sem fortes razões, as pessoas comuns mostram-se cada vez mais indignadas diante dos casos verdadeiramente chocantes de corrupção de que tomam conhecimento. Infelizmente, não como resultado da ação dos órgãos de controle e da Justiça, como seria de esperar-se.

Já não se respeitam nem os recursos públicos para atender aos atingidos por catástrofes, nem para a doação de medicamentos e alimentos aos mais desassistidos como é o caso da merenda escolar para crianças de escolas públicas.

Essas notícias vêm à tona, freqüentemente, através de vazamentos que se derivam de disputas internas entre as pessoas e grupos envolvidos nos atos de corrupção, ou através do esforço de pesquisa de intelectuais independentes que enfrentam grandes riscos ao denunciarem tais condutas.

No filme documentário, “Inside Job”, produzido recentemente pelo cineasta norteamericano, Charles Fergusson, tomou-se conhecimento da conduta iníqua de altos funcionários do governo dos Estados Unidos, de congressistas e de professores de universidades de renome.

Todos estes mantiveram relações espúrias com Wall Street, o centro do mundo financeiro, com atuação importante na promoção e defesa da desregulamentação das atividades inerentes e extinção de instrumentos de supervisão pública dos mercados financeiros, que possibilitaram as falcatruas e excessos que levaram à crise iniciada em 2008 e que, ainda, ameaça todo o mundo.

Sabe-se que o presidente do FED, o Banco Central dos Estados Unidos, teve conduta complacente durante vários anos com a expansão descontrolada dos mercados financeiros, o que ele eufemisticamente denominou de “exuberância dos mercados”. Contribuiu ele, assim, para o maior desastre econômico de que se tem notícia no mundo, depois da crise de 1929, em nome da crença cega de que o mercado financeiro é auto-regulável e eficiente, conforme propalado em textos ortodoxos da sombria ciência econômica.

O povo dos Estados Unidos, já está pagando muito caro o preço da catástrofe em andamento, com os salários dos trabalhadores em declínio, taxas de desemprego em torno de 10% da força de trabalho, redução dos gastos com as políticas sociais e perda de moradias por trabalhadores em face da incapacidade de amortizar as prestações dos empréstimos hipotecários utilizados para adquirir imóveis sobreavaliados em função da especulação nos “santificados mercados”.

O descompromisso do capitalismo das grandes corporações privadas com a maioria da população fica evidenciada com o que está ocorrendo com a classe média dos Estados Unidos, em processo de encolhimento.

Na época que em o crescimento do consumo supérfluo e o desperdício favoreciam a acumulação de riqueza nas mãos dos capitalistas a classe média cresceu, tornando-se a mais afluente do mundo. Agora, que as fortunas dos capitalistas estão ameaçadas, a classe média deixa de ser importante e o governo destina recursos extraordinários para salvar os bancos.

Ninguém desconhece o enorme custo de salvação da falência de grande número de bancos privados, alguns dos quais tão grandes que não podem falir, pois levariam todo o sistema à bancarrota. Todos eles realizaram operações de alto risco e irregulares, por isto, requereram ajuda pública estimada na impressionante cifra de 800 bilhões de dólares. Daí, redundando necessidade de conter o déficit fiscal resultante, cortando benefícios da classe trabalhadora, em vez de aumentar a tributação sobre os ricos.

Por outro lado, a tentativa de reativar a economia norteamericana com a desvalorização do dólar, com base em vultosa expansão da emissão dessa moeda, que funciona como padrão de valor internacional, espalhou seus efeitos deletérios por todo o mundo, valorizando as moedas dos demais países e produzindo desequilíbrios crescentes na conta corrente do balanço de pagamentos dos países de economias mais frágeis.

Alguns agentes do mercado financeiro dos Estados Unidos, como Bernardo MadofF, um dos operadores mais antigos e famosos do mercado financeiro de Wall Street, que fraudou operações de seus clientes, produzindo-lhes vultosos prejuízos, estimados em 50 bilhões de dólares, acabou na prisão, dando a impressão de que a Justiça resolveu o problema. É apenas jogo de cena, as instituições que levaram à crise permanecem intocadas e agindo segundo os mesmos moldes anteriores.

O Globo de hoje menciona que o grande investidor norteamericano William Buffet, ganhou em um dia 1,3 bilhão de dólares com a valorização das ações do Bank of America por ele adquiridas, enquanto milhões de trabalhadores estão desempregados. Cabe muito bem a pergunta: Que capitalismo é esse?

Aqui no Brasil, nos últimos dois meses, três importantes ministros renunciaram ao cargo, após terem sido denunciados pela realização de negócios suspeitos, envolvendo tráfico de influência e fraude no uso de recursos públicos. Num quarto ministério foram descobertas operações de uso indevido de dinheiro público.

É sabido que esses casos que vêm à tona são apenas uma amostra do que ocorre no funcionamento normal de nossas democracias liberais, em que juízes, políticos e dirigentes da administração pública se deixam corromper em troca de benefícios financeiros, para favorecerem interesses de empresas privadas.

Em que medida trata-se apenas de um problema de pessoas, cuja execração pública seria suficiente para desestimular outros a cometerem os mesmos deslizes? É evidente que é preciso punir os infratores da lei, mas se estamos preocupados em atacar à raiz do problema é preciso ir mais fundo e entender as questões estruturais que moldam nossa sociedade.

Em um artigo recente, “A Verdadeira Utopia”, ed. Nº 31, o notável filosofo esloveno, Slavov Zizek, ao tratar da luta emancipatória associada à constituição de um novo tipo de sociedade, traduzindo em linguagem atual um texto do divulgador do cristianismo, Paulo de Tarso, no Novo Testamento, diz textualmente:

“nossa luta não é contra indivíduos corruptos concretos, mas contra todos aqueles no poder em geral, contra sua autoridade, contra a ordem global e a mistificação ideológica que a sustenta”.

Quanta energia, pessoas bem intencionadas aqui no Brasil gastaram na INTERNET nas últimas semanas, discutindo se os membros de uma quadrilha que estava desviando recursos do Ministério do Turismo deviam ter sido ou não algemados ao serem detidos. Todos estavam, de certo modo, fazendo repercutir o tema que ocupou as manchetes de jornais e da televisão.

Por certo, a maioria dessas pessoas não se dá conta de que o assunto discutido não vai mudar em nada a realidade do país, pois para cada quadrilha presa surgirão outras, pois o terreno institucional atual é muito fértil para a germinação do crime organizado que ataca os cofres públicos.

A ideologia neoliberal e a ordem econômica privada, da qual é produto e resultado, com o individualismo e o hedonismo exacerbados e a busca do lucro e da riqueza a qualquer custo, num mercado indiferente às reais necessidades da população, são as causas reais do problema. Vivemos uma época de profunda crise na organização econômica e política de nossas sociedades.

Nossa situação atual é semelhante à de peixes num aquário contaminado por vírus, sendo pouco provável que escapemos de ser em alguma medida contaminados. É preciso trocar a água e esterilizar o recipiente para que os peixes voltem a ser saudáveis.

Por outro lado, não faz o menor sentido nos deixarmos manipular por interesses vinculados às elites tradicionais do país, que mobilizam os meios de comunicação aos quais são ligados para criarem um clima favorável ao retorno ao poder das oligarquias econômicas que submetem o grosso da população à exploração em favor da acumulação de riqueza.

Não é uma tarefa fácil, mas é indispensável nesta hora, em que o mundo e nosso país encontram-se numa encruzilhada, saber identificar e separar quais são as forças políticas e lideranças que estão do lado dos interesses da população daquelas que pretendem retornar ao poder para reforçarem os mecanismos de dominação e de submissão do povo a seus objetivos ligados à ordem econômica que privilegia os interesses das grandes corporações privadas nacionais e estrangeiras.

É preciso dar um basta à crescente privatização e mercadorização de todos os elementos que conformam as condições de vida da população e deixar espaço para o que é público (comum a todos) ocupe o espaço necessário. Somente assim, as condições de vida dos que não possuem riqueza acumulada poderão melhorar, mediante o acesso à alimentação, à educação, à saúde, à habitação e à cultura.

A corrupção é apenas uma das faces da sanha privatizante que ameaça penetrar todos os poros da sociedade. Neste caso, com a privatização dos recursos públicos em favor do enriquecimento de corruptos e corruptores.

A construção de uma sociedade mais justa, mais segura, mas pacífica e menos destruidora da natureza não pode ficar na dependência exclusiva de atividades baseadas na geração de lucro e acumulação de riqueza por minorias privilegiadas.

Mudar essa forma de organização econômica e social é que é o real desafio, para o qual os homens de boa vontade estão convocados.


Flavio Lyra é Economista. Cursou doutorado de economia na UNICAMP. Ex-técnico do IPEA.
 
fonte: Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Em 30/08/2011