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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Dois PMs são presos acusados de furtar 30 armas da Rota

Josmar Jozino do Agora

Ao menos 30 pistolas .40 foram furtadas da reserva de armas da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), no 1º Batalhão de Choque da Polícia Militar, no bairro da Luz (região central de São Paulo).
Dois soldados suspeitos do crime foram presos administrativamente pela Corregedoria da PM. Eles tinham a função de armeiros.
A PM confirmou o sumiço das armas, mas não informou a data do extravio nem quando foi constatado o desaparecimento.
De acordo com a corporação, as armas não eram usadas nas ruas.
A reportagem do Agora apurou com PMs que pediram anonimato que as armas foram furtadas em diversos dias ou seja, no chamado "furto continuado".
"Um dia o ladrão levava uma arma. Em outro dia, furtava mais uma. Só agora o extravio foi percebido. Na linguagem policial, isso se chama furto continuado", disse um sargento.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

'Quem não reagiu está vivo', diz Alckmin sobre ação da ROTA

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) defendeu na manhã desta quarta-feira (12) a ação da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar) que terminou com nove suspeitos mortos na terça-feira (11). "Quem não reagiu está vivo", afirmou Alckmin.


A operação ocorreu em um sítio em Várzea Paulista, cidade que fica a 54 km da capital paulista. Segundo a PM, uma denúncia anônima apontou que traficantes fariam no local o "julgamento" de um estuprador. CONTINUE LENDO NO G1

Comentário do blog: O "TRIBUNAL DO CRIME" serve para demonstrar o quanto nosso sistema judiciário é falido, lento, com leis arcaicas e anacrônicas. Quando é criada uma comunidade para fazer justiça é porque o Estado oficial já não existe há tempos. Esse estado fica vivinho da silva, na voracidade com que cobra os impostos e no desespero de se perpetuar no poder através do voto obrigatório. Passado a turbulência das eleições, tudo volta como era antes, caos, pânico e terror. A imprensa bem que podia visitar a família da garota que foi estuprada, mas, o sensacionalismo distorce as posições e "coitado" do estuprador...sequer foi identificado, para que outras eventuais vítimas fossem reconhecidas. Que ética é essa, onde quem vive a margem da lei, é que está zelando pelo nosso direito de ir e vir? Não vai demorar muito, irão fazer sindicatos...pois as milícias já existem...era dos bárbaros...ou olho po olho dente por dente...

segunda-feira, 4 de junho de 2012

CASO ROTA SP SUSCITA QUAL O NOSSO MODELO DE SEGURANÇA?

            Por Marcelo Anastácio - Blog "No Q.A.P"

        Foi destaque neste domingo a reportagem do "Fantástico", que mostrou as filmagens do circuito interno do supermercado no momento do roubo, incluindo a chegada da ROTA, tropa de elite da Polícia Militar de São  Paulo. (CLIQUE AQUI E ASSISTA A MATÉRIA). Como sempre, a imprensa na sua maioria composta por profissionais mal preparados, viciados no sensacionalismo, sempre supervalorizam a tragédia (a suposição desta), em detrimento de um debate mais aprofundado e coerente. 

           Coincidentemente vemos a ONU-Organização das Nações Unidas, (a mesma que autorizou a invasão do Iraque, a mesma que se calou diante da morte covarde de Osama Bin Laden, etc). A ONU então resolve dar pitaco mais uma vez, sobre como o Brasil deve agir, sugerindo que as polícias militares sejam extintas. Porque a ONU não disse que George Bush massacrou os iraquianos? Por quê a ONU não fala do analfabetismo brasileiro? Por quê a ONU não falou dos treinamentos que os terroristas receberam da CIA? Esta entidade não tem nenhuma capacidade política ou histórico de exemplos que possam servir para qualquer país? Ela deveria "olhar primeiro para o próprio rabo"...

             Voltando a imprensa, mais uma vez vemos o foco da notícia ser esquecido, quando na realidade o modelo de segurança brasileiro é que deveria ser questionado, desde o treinamento unificado até a questão salarial. Aliado a isso, outras reformas seriam bem vindas como: a reforma na estrutura do judiciário, educação,  reforma tributária, política...mas, isso conscientiza, polemiza e poderia despertar o povo adormecido, Por isso é mais fácil crucificar a tropa de elite da PM de São Paulo. E quanto aos ladrões, coitados...só faltou isso...mas, disseram em outras palavras...mesmo fortemente armados, os ladrões foram "vítimas"...

            Diante dos fatos é inevitável a pergunta: Qual o modelo de segurança pública que nós queremos? Qual o modelo de Estado que nós temos? Qual o nosso fundo nacional da Segurança Pública? Qual é o nosso modelo, qual o nosso padrão de "qualidade"? Espero que a COPA 2014 e as Olimpíadas 2016, não sirvam para demonstrar o quanto somos atrasados...e muita coisa, inclusive na segurança pública.     

          Por Marcelo Anastácio - Blog "No Q.A.P"

A SSP-SP considera absurda a sugestão de extinguir as polícias militares dos Estados brasileiros


PM mata seis vezes mais que Polícia Civil em São Paulo
Luis Kawaguti

Da BBC Brasil em São Paulo
Polícia Militar de São Paulo vigia manifestantes. Foto: France Presse
Policiais militares de São Paulo vigia manifestantes; PM mata seis vezes mais que Polícia Civil

A PM (Polícia Militar) matou seis vezes mais pessoas durante ações de combate ao crime do que seus pares da Polícia Civil em São Paulo no ano de 2011, segundo levantamento feito pela BBC Brasil.

O grau de letalidade da polícia no Estado mais populoso do país se insere no debate sobre a recomendação da abolição do sistema separado de Polícia Militar – feita ao Brasil no Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU no último dia 25.

A questão também deve entrar em debate em junho na Câmara, a pedido do deputado federal Chico Lopes (PC do B-CE).

Clique e leia mais: Militarismo da polícia vem do século 19Clique Leia mais: Militarismo da polícia vem do século 19

O levantamento da BBC Brasil foi feito com base em estatísticas fornecidas pela SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo).

Ele levou em conta os efetivos da PM (100 mil) e da Polícia Civil (30 mil) e os homicídios cometidos em serviço por membros de cada entidade em 2011 – 437 pela PM e 23 pela Polícia Civil.

Proporcionalmente, para cada grupo de 10 mil policiais, a PM se envolveu em 43 mortes e a Polícia Civil em sete.

Militarismo
Esses homicídios são classificados pelo governo como “resistência seguida de morte”. Isso significa que ocorreram durante o combate ao crime, em tese, quando os policiais se defendiam de supostas agressões dos suspeitos.

“A PM mata porque tem o mesmo treinamento do militar (das Forças Armadas), que combate inimigos externos. Isso é uma coisa que se deve discutir com a sociedade”, disse o deputado Lopes, que defende a unificação das polícias no Brasil em uma entidade civil.

“Minha preocupação não é com o nome, mas com o conceito da polícia. Precisamos tirar o militarismo e depois discutir currículo de formação para que todos (os policiais) comecem (a carreira) em pé de igualdade”, disse.

Funções distintas

Segundo a SSP-SP, a diferença nos níveis de letalidade das polícias se explica nas funções que cada uma exerce. À PM cabe o policiamento preventivo e ostensivo e à Polícia Civil a investigação.

“É natural, portanto, que a PM enfrente situações de confronto muito superiores aos da Polícia Civil. Em consequência, registram-se mais mortes na ação do policiamento ostensivo”, afirmou a pasta em nota.

Segundo a SSP-SP, se as polícias militares fossem substituídas ou se seus nomes fossem mudados, a probabilidade de confrontos não seria reduzida.

“Matar não é direito nem de uma nem da outra, mas a questão principal é que as polícias não se entendem bem”, disse Chico Lopes.

Segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil, em muitos Estados (inclusive São Paulo) existe uma disputa entre as polícias militares e civis.

Isso faz com que ambas possuam tanto órgãos destinados à inteligência e à investigação como equipes táticas usadas em patrulhamento ostensivo e confrontos de natureza tática com criminosos.

“O antagonismo (entre as polícias) surgiu das culturas diferentes. Há uma divisão por preconceito de longa data. Principalmente a PM tem procurado ocupar espaços de sua co-irmã. Isso é uma realidade em todo o país”, afirmou o sociólogo Luís Flávio Sapori, ex-secretário da Defesa Social de Minas Gerais e hoje professor da PUC-MG.

Segundo ele, a desarticulação e a desintegração entre as duas polícias é hoje um problema mais grave do que a militarização da PM.

Rio de Janeiro
A BBC Brasil solicitou estatísticas sobre a letalidade das polícias militar e civil no Rio de Janeiro ao ISP (Instituto de Segurança Pública), autarquia que divulga as estatísticas policiais no Estado.

O ISP não forneceu os dados. Afirmou que essas estatísticas são divulgadas de forma genérica (sem distinção entre mortes envolvendo policiais civis e militares). Ao todo, foram 523 mortes em 2011 – 63 a mais que as ocorridas em São Paulo no mesmo período. Continue lendo no FLIT PARALISANTE

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Cresce nº de morte em confronto envolvendo homens da Rota em SP

SÃO PAULO - Os casos de resistência seguida de morte envolvendo homens das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) aumentaram no primeiro semestre deste ano na capital e Grande São Paulo. Dados da Ouvidoria da Polícia mostram que foram 40 ocorrências até junho deste ano, contra 36 em igual período de 2010. Em 2009 foram 21. Considerando todas as unidades da Polícia Militar, o número de casos caiu. Com isso, porcentualmente, a participação dos homens da Rota nas mortes em confronto subiu de 16,9% do total de casos em 2010 para 21,1% este ano. Em 2009 era de 10,4%.

Para o ouvidor Luiz Gonzaga Dantas, que considera o número preocupante, a Rota precisa adotar um caráter mais civil e respeitar os direitos humanos. Gonzaga diz que está trabalhando para trazer transparência para as ocorrências de resistência.

Segundo ele, informações que chegam para a Ouvidoria nem sempre indicam confronto. Por essa razão, ele defende que, em vez de "resistência", os boletins de ocorrência registrem as mortes como homicídio. Se for comprovado que não houve excesso, é possível pedir arquivamento do processo.

O ouvidor também defende que o socorro do suspeito seja feito pelo Samu e não pela equipe envolvida. "Isso fará o Estado ter mais transparência e os policiais serão ouvidos no local da ocorrência", explica. Outro fator, segundo ele, é que isso evitaria que os policiais façam as chamadas "voltinhas" com o baleado até a chegada ao hospital, como relatam algumas testemunhas de casos.

Seis mortes. Em apenas uma das ações da tropa de elite da PM, seis suspeitos foram mortos, acusados de terem atirado contra a equipe durante um roubo a caixa eletrônico em Parada de Taipas, zona norte. O crime foi em 5 de agosto. Em um caso mais recente, em 27 de setembro, o autônomo Paulo Oliveira de Jesus, de 26 anos, foi morto pela Rota em Osasco. A família dele nega que ele fosse criminoso. A versão dos PMs é que ele era ladrão de cargas e reagiu a tiros.

"Foi execução. Meu irmão ficou de joelhos, sem camisa, gritando que era inocente", diz uma das irmãs, que pede para não ter o nome divulgado. Jesus não tinha passagem pela polícia e deixou uma filha de 6 anos.

Rildo Marques de Oliveira, da coordenação do Movimento Nacional de Direitos Humanos e membro do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) afirma que, embora o comando da PM tenha feito esforços, na prática se percebe que a questão da letalidade fugiu ao controle da corporação. "Estamos vendo que nos confrontos estão acontecendo execuções", disse. "O que percebemos é que a Rota continua instituindo a pena de morte como Justiça deixando de oprimir de fato o crime."

Desde abril, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga casos de resistência seguida de morte. A medida foi adotada após a morte de um homem, em um cemitério de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. Uma mulher narrou em tempo real para o telefone 190 o crime, atribuído a dois PMs.

A Secretaria da Segurança Pública informou que até ontem, 207 casos envolvendo policiais civis, militares e guardas civis estão sendo averiguados pelo DHPP. Em nota, a PM informou que todos os policiais militares são treinados e condicionados a respeitar integralmente os direitos fundamentais do cidadão, sendo a opção pelo confronto feita pelo infrator.
 
Camilla Haddad - Jornal da Tarde
estadao.com.br