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segunda-feira, 25 de maio de 2015

SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA



A CONGM - Conferência Nacional das Guardas Municipais do Brasil informa que no dia 26/05/2015 na Câmara dos Deputados em Brasília, vai acontecer o Seminário Internacional sobre Segurança Pública. Apesar desse evento tão importante não pautar as Guardas Municipais, que é expressão da falta de reconhecimentos pelos organizadores, será importante participar e marcar posição e destacar que qualquer mudança no sistema de segurança pública passa necessariamente pelo reconhecimento, fortalecimento e inserção das Guardas Municipais como atores fundamentais, que pela sua vocação e notório reconhecimento público, com uma atuação em mais de 1000 Municípios brasileiro, sobretudo, na prevenção social das violências, se credenciou para assumir esse posto e a lei 130.22/2014 consolidou todo esse processo.


O evento está divido em dois grandes momentos. Das 9 às 13 horas terá a exposição dos Palestrantes do Chile, Portugal, e Fórum Brasileiro de segurança Pública. E a tarde será de consolidação e encaminhamento protagonizado pelo CRISP/UFMG, NESP/FJP; Instituto SouDaPaz; NEV/USP; FENAPF, ADPF, ADEPOL, ANASPRA, FENARPF, Viva Rio, MovPAz, CNCG, CONCPC, ANPR, FENEME, ANERMB, CONSESP, MNDH, CONSESP, DPF.
Mais informações: (61) 3215-5750 / 3215-2750 Programação 26/05/2015 08:00 às 18:00 - Auditório Nereu Ramos. Seminário Internacional sobre Segurança Pública 08:00 - Credenciamento 08:40 - Mesa de abertura - Dep. Federal Subtenente Gonzaga – PDT/MG - Dep. Federal Eduardo Cunha – PMDB/RJ, Presidente da Câmara dos Deputados - Ministro Manoel Dias – Ministro do Trabalho e Emprego - PDT
Primeira Mesa de Palestras e Debates
- Senador José Medeiros – PPS / MT - Carlos Lupi – Presidente Nacional do PDT - Dep. Federal José Priante – PMDB/PA - Presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado - Dep. Federal Alberto Fraga – DEM/DF – Presidente da Frente Parlamentar de Segurança 09:30 - 1º Painel: A Polícia de Ciclo Completo no Chile, Portugal e sua eficácia na elucidação de crimes - Mesa 1 1º Moderador
11:00 – 03 - Palestra Representante o Fórum Brasileiro de Segurança Pública
Deputado Federal Subtenente Gonzaga 09:40 – 01 – Palestra Representante do Chile Senhor Luis Vial, Jefe de la División de Estudios y Programas de la Subsecretaría de Prevención del Delito, del Ministerio del Interior y Seguridad Pública de Chile. 10:20 – 02 - Palestra Representante Portugal Senhora Secretária-Geral do Sistema de Segurança Interna de Portugal - Procuradora Geral Adjunta Dra. Helena Fazenda
11:50 - ADPF – Bel. Dr. Marcos Leôncio Ribeiro – Presidente da Associação de
Dr. Renato Sérgio de Lima – Fórum Brasileiro de Segurança Pública 11:30 - 1º Painel: A Polícia de Ciclo Completo no Chile, Portugal e sua eficácia na elucidação de crimes - Mesa 2 Segunda Mesa de Palestrantes e Debate 2º Moderador Márcia Rabelo - Policial Rodoviário Federal, Chefe do Núcleo de Apoio Técnico Jurídico da Superintendência Regional da PRF/GO 11:40 – DPF – Dr. Leandro Daiello Coimbra – Diretor Geral da Polícia Federal Delegados da Polícia Federal
(Explanação de posicionamentos de entidades de trabalhadores e organizações da
12:00 - ANPR – José Robalinho Cavalcanti – Presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República 12:10 - ANASPRA – Elisandro Lotin de Souza – Presidente da Associação Nacional das Entidades Representativas de Praças Policiais e Bombeiros Militares 12:20 – Interação e debates com participantes 14:00 - 2º Painel - Convergências e Divergências na adoção da Polícia de Ciclo Completo no Brasil - Mesa 1 sociedade civil) 1ª Mesa MODERADOR Dep. Estadual Sgt Rodrigues - MG
14:50 - 2º Painel - Convergências e Divergências na adoção da Polícia de Ciclo Completo no Brasil - Mesa 2
14:00 - CRISP/UFMG – Dra. Ludmila Ribeiro – Professora Doutora Adjunta do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública - UFMG 14:10 - MOV PAZ – Dr. Almir Laureano – Doutor Honóris Causa pela UFPB, Coordenador do MOV PAZ e da Rede Desarma Brasil 14:20 - VIVA RIO – Tião Santos – Coordenador do VIVA RIO 14:30 - ADEPOL – Bel. Dr. Carlos Eduardo Benito Jorge – Presidente da Associação de Delegados do Brasil 14:40 – Secretário Nacional de Organização do PDT - Inspetor da Polícia Civil do Rio de Janeiro - Everton Gomes 2ª Mesa Moderador
16:00 - 3º Painel - Por que o Brasil não adota a Polícia de Ciclo Completo? Desconhecimento, inércia política ou interesses corporativos?
Dep. Federal Cabo Sabino 14:50 - SOU DA PAZ – Carolina Ricardo – Assessora Sênior de Justiça e Segurança Pública do Instituto Sou da Paz 15:00 - MNDH – Rildo Marques - Coordenador Geral Movimento Nacional de Direitos Humanos 15:10 - FENAPEF – Luis Antônio Boudens – Vice Presidente da Federação Nacional dos Policias Federais 15:20 - CONSESP – Bernardo Santana de Vasconcellos – Presidente do Colégio Nacional de Secretários de Segurança Pública
15:30 – Presidente do Movimento Ação da Mulher Trabalhista PDT - Miguelina Vecchio

Enviado pelo ST Valdelei

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Segurança Pública do Rio em crise financeira, política, moral

   Depois da onda de roubos sucessivos no Rio de Janeiro, estado que vai sediar as Olimpíadas 2016, o governador "Pezão" resolveu dividir a culpa para os altos índices de crimes com a justiça. Segundo ele a polícia está fazendo o seu trabalho apesar das dificuldades. Inclusive irá contratar mais centenas de pms e policiais civis, mas, se a justiça manda soltá-los...Analisando a fala do governador até poderíamos dizer que ela está correta, que seria uma "verdade". Seria! Assim como não é verdade que o desarmamento da população soluciona os crimes.

   O PMDB, partido do governador, está no poder desde 2002, sempre apoiando a política fracassada de segurança do partido dos trabalhadores. Aliás, eles têm a maioria tanto no Senado como na Câmara de Federal. E aí, de que adianta essa maioria governador? Os juízes trabalham com leis. É redundante, mas, todos sabem que a justiça não cria leis. No máximo vota pautas polêmicas e por vezes impopulares, quando a hipocrisia política não quer encarar determinada polêmica. 

   Outra falácia que parte da mídia, muitas financiadas pelos governos não querem admitir, é que o desarmamento dos civis não tem relação nenhuma com os altos índices. Se assim fosse não veríamos ou viveríamos na idade da pedra com criminosos atacando suas vítimas com facas. De que valeu o referendo de 2003 que disse Não ao desarmamento? (Clique e leia mais sobre o referendo). Não é uma democracia? A vontade popular não deveria, em tese, ser respeitada? A voz do povo nesse caso, decididamente não foi a "voz de deus".

   Então governador do Estado do Rio de Janeiro, o senhor deveria era pressionar a bancada do PMDB no Congresso Nacional, especialmente o presidente da Câmara Federal, deputado carioca Eduardo Cunha, do mesmo partido do senhor, para que se mexa e vote as reformas de que tanto o país clama. Fazer teatro, jogo de cena para as emissoras e o povão desinformado já não faz efeito. O povo está sentindo literalmente na pele as consequências da inércia sua e de seu partido. Enquanto isso as verbas de gabinete dos deputados foram aprovadas. Enquanto isso os helicópteros das polícias estão parados por falta de recursos (lei mais...) para pagar as empresas que fazem as respectivas manutenções. Enquanto isso o senhor Secretário de Segurança Pública do mesmo Rio José Mariano Beltrame, está denunciado pelo Ministério Público pela compra de várias viaturas, em tese, com preço superfaturado. 

   Que se faça justiça governador...

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Balanço da Segurança Pública no Brasil

Foi lançado hoje o 7º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma das principais publicações nacionais com dados qualificados sobre o contexto da Segurança Pública e das polícias brasileiras. No infográfico abaixo, você confere algumas das principais informações constantes no Anuário, que trata desde a questão salarial nas polícias até os índices de homicídio nas várias unidades da federação:
como emagrecer

Fonte: Abordagem Policial

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Transmissões de rádio; problema crônico na segurança pública do Brasil

     Que as transmissões de rádio da segurança pública brasileira está vazada, é fato! Mas, porque não mudam as transmissões do modelo analógico para o digital? Ao contrário das viaturas, que todos vêem, as transmissões são virtuais, invisíveis e até inaudíveis em alguns casos...Em muitos municípios sequer as frequências estão autorizadas pelo órgão regulador. 

      Esse desleixo é fatal não só para o cidadão ingênuo, que acredita na eficiência do Direito Fundamental que é a segurança pública, mas, também para o seu operador, ou seja, quem trabalha para fazer com que esse milagre aconteça. Muitos profissionais ficam expostos à sorte de serem flagrados ao invés de flagrarem os criminosos. 

       Quanto vale uma vida? Quanto vale uma rede de rádio digital? Qual o valor que alguns (indi)gestores dão a esse tema? De que adianta viatura se não tem rádio? Pensem nisso...

segunda-feira, 25 de março de 2013

Uberlândia terá novas viaturas, mais policiais e Lei Seca reforçada


A cúpula da segurança pública de Minas Gerais esteve nesta sexta-feira (22), em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, para discutir estratégias de enfrentamento à criminalidade em todas as 18 cidades que compõe a 9ª Região Integrada de Segurança Pública (9ª Risp).
O município é o segundo do interior do Estado a receber, este ano, o secretário de Defesa Social Rômulo Ferraz, o comandante geral da Polícia Militar, coronel Márcio Martins Sant´Ana, e o chefe da Polícia Civil, Cylton Brandão da Matta para discussões in loco da violência regional.
No encontro, foram anunciados investimentos para Uberlândia e região e definidas ações conjuntas e integradas com foco na redução da criminalidade e também das mortes no trânsito.
A partir de agosto, a cidade reforçará ações conjuntas entre as Polícias Civil e Militar para combater a combinação perigosa álcool e volante. As blitze da campanha “Sou pela Vida. Dirijo sem Bebida”, que hoje são restritas a Belo Horizonte e já conseguiram uma redução dos acidentes com vítimas de mais de 11%, chegarão a Uberlândia para incrementar as ações já existentes da Lei Seca. A cidade receberá uma Base Móvel para realização específica destas ações, motocicletas, além de novos bafômetros.
As polícias Militar e Civil também terão incremento de pessoal, viaturas e outros equipamentos de trabalho a partir de junho. De acordo com o chefe da Polícia Civil, a instituição terá seu poder de investigação aumentado nos próximos meses. Cylton Brandão adiantou que, além da chegada dos 17 novos delegados na última semana, parte dos novos 130 escrivães em treinamento na Academia de Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Acadepol) deverão ser empossados na cidade em maio deste ano.
A Polícia Civil da 9ª Região Integrada também receberá kits de investigação, com equipamentos de inteligência, escuta, entre outras funções. Viaturas também chegarão à região, ainda neste semestre, em número ainda não definido.
Já a Polícia Militar receberá 12 novos carros para Patrulha Rural e reforço no número de policiais. “Serão destinados 30 policiais para a Região Integrada e 80 servidores civis que poderão fazer a liberação de policiais, hoje em funções administrativas, para o patrulhamento preventivo”, adiantou o comandante geral da corporação, coronel Santana.
Grandes obras em andamento
O secretário Rômulo Ferraz adiantou que a construção da nova Delegacia Regional de Uberlândia, já prometida em viagem anterior à cidade, está com recursos garantidos e estará pronta em 2014. O Posto de Perícia Integrada (PPI), com um novo Instituto Médico Legal e uma nova perícia, também será inaugurado no ano que vem.
As 32 novas câmeras de videomonitoramento do programa Olho Vivo previstas para a cidade estão com recursos em caixa. A assinatura do Termo de Cooperação entre a Prefeitura Municipal e o Estado deve ser assinado ainda em abril. “É um projeto exitoso que traz resultados importantes na redução, principalmente, no crime violento contra o patrimônio. Nas áreas onde este projeto foi implantado, a queda dos crimes violentos contra o patrimônio caíram de 30% a 40%”, afirmou o secretário Rômulo Ferraz.
Reuniões no interior
A rodada de reuniões nas cidades do interior com a cúpula da Defesa Social vai ocorrer ao longo do ano com representantes das 15 Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps) que não estão na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A intenção é que, além do recebimento das demandas das regiões ao longo do ano, o secretário, chefe da Polícia Civil e comandante da Polícia Militar possam conferir in loco as opiniões das lideranças policiais e demais instituições relacionados ao Sistema de Defesa Social como Ministério Público, Justiça, Defensoria Pública e Poder Executivo.
Agência Minas/Portal uipi/Por Raul Neto

segunda-feira, 11 de março de 2013

A violência e a segurança privada

Violência e segurança privada
É inegável o aumento dos índices que refletem as condições da segurança pública no nosso país. Aumento no número de homicídios, preços dos seguros etc. Mas, afinal, a quem interessa essa elevação?
Evidentemente, neste caso, não haveria apenas um fator. Porém, existe algo ainda nebuloso para as instituições responsáveis por prover a segurança pública, o incremento dos investimentos em segurança privada e a participação efetiva de agentes públicos em serviços desta natureza.
Se por razões legais, éticas e morais é vedado aos agentes exercerem atividades comerciais, sobretudo, aquelas relacionadas as suas funções primárias. Obscuramente, observa-se uma relação íntima entre as empresas de segurança privada e os agentes responsáveis por promoverem a segurança da população em geral, sobretudo, aqueles com maior poder de decisão.
Desta forma, o enfrentamento da questão torna-se urgente quando o aumento dos números da violência está cada vez mais relacionado com o crescimento das empresas de segurança privada e a consequente participação de agentes públicos nestas.
Este enfrentamento, sem dúvida, perpassa pelo legislativo, com a aprovação de leis que tratem mais diretamente sobre o tema. No entanto, o tema nunca será devidamente debatido se as instituições não reconhecerem a sua incompetência em exercer o devido controle sobre seus agentes, por desídia ou interesse.
Por outro lado, a questão do aumento dos gastos com segurança privada e a participação de agentes públicos, merece um amplo debate a ser realizado pelos diversos setores interessados no tema. Principalmente, a parte mais interessada, a sociedade.


Autor:  - oficial da Polícia Militar da Bahia, formado pela Academia de Polícia Militar da Bahia. Bacharelando em Direito pela Universidade Federal da Bahia.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Maus gestores policiais, sociedade punida


Maus gestores, sociedade punida

Um grande traço do grau de atraso de uma sociedade é a ação do Estado contrária aos princípios do Direito Administrativo. O Poder Público, por conta da sua ineficiência na gestão das instituições, sobretudo no tocante aos recursos humanos, pune os cidadãos com a restrição de serviços essenciais, e em se tratando da segurança pública, os custos são vidas perdidas e expansão da criminalidade.
Hipoteticamente, suponha-se que determinada categoria policial em nível federal se manifeste através do seu sindicato com paralisações até que se declare uma greve prolongada, que desgasta a imagem do governante da respectiva esfera. Sabe o que ele pode ser capaz de fazer, inconsequentemente? Suspender por longo período a alocação de recursos destinados ao pagamento de diárias e despesas relacionadas a operações voltadas para o combate ao tráfico de drogas em regiões de produção em larga escala. Resultado: sob pretexto de punir o servidor com o corte de recursos, o Governo acaba por beneficiar o criminoso, que se livra da fiscalização, e castiga a coletividade, que vê o crime se propagar.
Outro exemplo imaginário, mas não impossível, seria um município cuja guarda civil recebe uma frota nova de viaturas, distribuídas aos encarregados de cada bairro para aplicação em ações ostensivas de caráter preventivo e repressivo. Se o gestor age de má fé, desvirtuando a finalidade para a qual o veículo foi adquirido e fornecido, qual seria o caminho lógico e natural? Puni-lo e substituí-lo por outro que exerça suas funções com lisura. Mas na prática, o que pode acabar ocorrendo? A viatura ser retirada daquele setor e aplicada em outro, deixando órfã uma comunidade já carente, que não elegeu o supervisor da área e preferiria a sua troca em vez da perda daquela conquista tão necessária.
São de maneiras como as ilustradas nas ficções acima que maus gestores acabam se beneficiando e a sociedade paga um alto preço pela condução equivocada da coisa pública, administrada com propósitos distintos daqueles desejados pelo legislador e pelo povo soberano, de quem (teoricamente) emana o poder em um país democrático.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Segurança (uma modesta proposta)


A cidade de São Paulo está insegura como não estava há tempos. Claro, estão acontecendo ataques mortíferos contra policiais e prováveis execuções dos supostos responsáveis por essas mortes. Mas não é só isso.

A nova insegurança de nossas ruas é óbvia para qualquer paulistano, no aumento dos crimes contra ele mesmo ou contra seus próximos. No dia 21 último, a morte de Caroline Silva Lee, de 15 anos, confirmou o que já sabíamos: a cidade, absurdamente perigosa, parece voltar aos piores momentos do fim dos 1980 e começo dos 1990.

Naquela época, as grandes acusadas eram a exclusão social e a desigualdade excessiva de nossa sociedade. Hoje, parece mais provável que alguns jovens da novíssima classe C estejam adotando, como símbolo de status, uma necessidade imperiosa de consumo --e isso sem incorporar hábitos menos tentadores e menos conspícuos da classe média (ética do trabalho, meritocracia etc. Nota: melhorias socioeconômicas não implicam necessariamente melhorias do tecido social da comunidade).

Hoje, como naquela época, é pífia, se não nula, a confiança dos cidadãos no socorro da força pública.

A prova disso está nas estatísticas apresentadas pela Folha na sexta, 26, (http://migre.me/bsb4k). Em 2012, os latrocínios (roubo seguido de morte) aumentaram 27% em relação ao mesmo período de 2011 e os roubos de veículos aumentaram 13%, enquanto os roubos simples aumentaram apenas 4%. Nenhum mistério nessa disparidade: o crime é denunciado quando há morte ou roubo de veículo (o seguro pede o boletim de ocorrência). No mais, chamar a polícia e registrar a ocorrência é fora de questão: já pegaram meu relógio, vão querer meu tempo também?

Silogismo. 1) A certeza de que o socorro será precário, lento ou ausente alimenta a sensação de insegurança; 2) a sensação de insegurança entrega a rua aos criminosos; 3) diminuir a sensação de insegurança seria uma maneira de combater a insegurança efetiva da cidade.

Um carro de bandidos em fuga capotou na sua frente atropelando duas pessoas, que agora gemem debaixo do carro revirado. Você, escondida, tem como dar um telefonema.

Qual é o número mesmo? Dos bombeiros, para que levantem o carro acidentado e salvem os atropelados? Seria 193, se não me engano. Da Polícia Militar? Esse, a maioria das pessoas conhecem: 190. Ou da Polícia Civil? Seria 147, é isso? O pronto-socorro médico é 192, mas será que são eles que despacham as ambulâncias?

O 190 responde, em tese, no primeiro ou segundo toque. Já, se você for atrás de uma ambulância, pode acontecer a situação descrita num tweet de @toledoana (em "Mdrama", SP Escola de Teatro, Gov. do Estado): "Você ligou para Godot. Por favor, aguarde na linha. Sua ligação é muito importante para nós".
A segurança pública deveria ter um número único, que respondesse obrigatoriamente com a rapidez que constatei no 190. Quem atende deveria 1) decidir qual é o socorro certo e despachá-lo (ambulância, guindaste, polícia) com a urgência adequada, 2) permanecer na linha, assistindo quem ligou até a chegada do socorro, 3) preparar, enquanto isso, o encaminhamento do socorro (encontrar e prevenir o melhor hospital de destino, por exemplo).

No atendimento, a prioridade deveria ser saber o local e a natureza da urgência (o CPF e o RG de quem chamou não são condições para escutar e assistir).

A rapidez e a competência desse atendimento unificado seriam uma piada de mau gosto se não houvesse um tempo de resposta decente entre a chamada e a chegada do socorro.
As unidades móveis de socorro (carros das polícias e dos bombeiros, ambulâncias públicas ou privadas) já dispõem (ou deveriam dispor) de GPS, de maneira que pode ser monitorada constantemente a cobertura do território do município, garantindo que nenhuma área esteja fora de um alcance rápido.

Em Nova York, o tempo médio é de quatro minutos para os bombeiros e oito minutos para a polícia (esse tempo desce drasticamente se a urgência for uma ação criminosa armada em curso).

Que tal propor uma meta --um tempo médio de resposta-- até o fim do ano? Muitas vezes, de qualquer forma, os socorros chegarão tarde demais, mas 1) será possível medir, em cada caso, onde e por que se originou o atraso e, sobretudo, 2) será bom os cidadãos sentirem que, na hora em que eles pedem socorro, alguém se apressa.
Como disse, a segurança é, antes de mais nada, uma sensação.

Contardo Calligaris/Folha de São Paulo

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Barbárie na Bahia do PT: 35 mortes em 3 dias. E o governador abraçando um assassino em Cuba.

Enquanto o petista Jacques Wagner, governador da Bahia, levava um abraço para o tirano assassino Raul Castro, o ditador de Cuba, ao lado de Dilma que chamou o Pinheirinho de "barbárie", a violência tomava conta da Bahia.

Subiu para 35, segundo o governo da Bahia, o número de mortos na onda de violência que atinge o Estado desde o início de uma greve de policiais militares, no dia 31 de janeiro. Exército, Marinha e Força Nacional continuam trabalhando. Segundo o governo baiano, quase 3 mil homens fazem o patrulhamento em áreas de grande circulação de pessoas, como estações de transbordo, pontos turísticos e terminais de passageiros de Salvador.
Do Estadão/Blog Coturno Noturno

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Polícia Civil mira PMs por explosões a caixas

Um suspeito de paticipação em ataques de caixas eletrônicos foi preso em Campinas por equipes de Jundiaí
ALINE PAGNAN
aline.pagnan@bomdiajundiai.com.br

A 3ª Vara Criminal de Jundiaí expediu nesta terça-feira ao menos cinco mandados de prisão temporária e busca e apreensão contra policiais militares. Um PM, que mora em Campinas, foi preso por equipes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Jundiaí nesta terã-feira à tarde e, até o fechamento desta edição, outros quatro mandados ainda estavam em andamento.

A investigação da Polícia Civil aponta que quatro PMs e um agente penitenciário - que atua em Bauru - estariam envolvidos em ataques a caixas eletrônicos ocorridos no ano passado na região de Jundiaí.

Prisão / O PM preso nesta terça, J. O., de 39 anos, estava em sua casa, no Jardim Eulina, em Campinas, quando a equipe da DIG o surpreendeu.

Os investigadores fizeram uma revista no imóvel e encontraram uma arma com numeração raspada. O revólver calibre 38 era usado, segundo o PM, para sua proteção. Ele alegou falta de dinheiro para comprar uma arma legalizada.

De acordo com os investigadores da Polícia Civil, o PM estava sem a arma da corporação, apreendida anteriormente durante uma investigação administrativa. Além do revólver, foram apreendidas 31 munições de calibre 38 e 54 para pistola 380. 

J. foi levado para uma delegacia de Campinas, onde foi elaborada ocorrência. Ainda na tarde desta terça ele foi escoltado até o presídio Romão Gomes, em São Paulo. O local abriga policiais militares.

Investigação /As ações desencadeadas ontem deveriam seguir até a madrugada. A investigação da Polícia Civil dura mais de seis meses e, segundo informações de investigadores, deve ter outros desdobramentos nos próximos dias.

Os detalhes da ocorrência e as ligações entre os PMs e o agente penitenciário não foram revelados para evitar atrapalhar os próximos passos. Os nomes dos envolvidos também não foram confirmados.


 Itatiba sofreu um  novo ataque 
Bandidos armados e encapuzados explodiram um caixa eletrônico nesta terça-feira em Itatiba. O equipamento fica em uma galeria, ao lado de um posto de combustíveis no bairro Nossa Senhora das Graças.

Um vigia contou à polícia que viu um carro preto estacionar próximo ao local. Três homens encapuzados desceram e foram até o caixa e poucos minutos depois houve a explosão. O carro saiu em alta velocidade, parou para que os suspeitos entrassem e partiu sentido a Campinas, pela rodovia Dom Pedro I. Na fuga, os bandidos deixaram 

R$ 16 mil no chão. Não foi revelado o valor que eles roubaram.

Fonte: Blog do Adeilton9599

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A situação das polícias no Brasil

É crescente o número de movimentos  reivindicatórios das diversas carreiras policiais em todo o território nacional. Embora a segurança pública seja um reclame imediato da sociedadebrasileira, entre os dirigentes políticos e gestores públicos o discurso tão comum nas campanhas eleitorais não se traduz em boas práticas.

Questões básicas como piso salarial, valorização profissional e melhores condições de trabalho não passam de promessas que nunca se concretizam. Enquanto os órgãos de segurança pública pedem socorro, os governantes, como se não tivessem nenhuma responsabilidade com o caos hoje vivido no País, buscam proibir os movimentos e penalizar os trabalhadores.

O Ministério do Planejamento há tempos deseja aprovar no Congresso Nacional lei negando o direito de greve aos policiais. O Ministério da Justiça, por sua vez, se omite quanto ao caótico quadro da segurança e apenas envia a Força Nacional para socorrer governadores. Nos Estados, policiais são obrigados a reprimir e até prender outros policiais. Continue lendo no Blog do Lomeu:>>>>>>>>>>

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

PM já opera em viaturas com computadores de bordo

A Secretaria de Estado de Segurança está liberando cerca de 200 viaturas equipadas com computadores de bordo com acesso à internet com chips 3G. Os carros, que serão utilizados pela Polícia Militar, começarão a ser distribuídos pelo 2º Batalhão (Botafogo), 5º Batalhão (Centro), 19º Batalhão (Copacabana), 23º Batalhão (Leblon), 39º Batalhão (Belford Roxo), Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas e Corregedoria Interna.

O governador do Estado, Sérgio Cabral; o secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame; e o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Erir Costa Filho, apresentarão algumas viaturas que já tiveram concluídas as instalações do primeiro lote de computadores comprados pelo governo do Estado, em parceria com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A apresentação acontecerá nesta quinta-feira (6/10), às 8h, no Quartel General da Polícia Militar, na Rua Evaristo da Veiga, 78 - Centro.

A previsão é de que 2 mil computadores sejam instalados em viaturas, que serão distribuídas inicialmente a todos os batalhões da região metropolitana. O custo estimado de implantação do novo equipamento é de R$ 6,9 milhões. Atualmente, os carros da Polícia Militar possuem um terminal de bordo com recursos mais limitados, recebem apenas três linhas de texto com informações repassadas por seus respectivos batalhões.

Os novos terminais multimídia foram estudados pela Subsecretaria de Modernização Tecnológica da Secretaria de Segurança. Esses equipamentos possuem tela tátil, teclado e permitirão aos policiais receberem informações das ocorrências com a localização georeferenciada e o posicionamento de outras viaturas.

Os terminais vão possibilitar ainda a consulta de dados de pessoas e veículos pelo Portal da Segurança. O conteúdo será disponibilizado de acordo com a senha de acesso do policial. Será possível também fazer registros eletrônicos, o que permite agilizar o trabalho, que antes era restrito à caneta e ao papel.

As informações cadastrais das ocorrências em andamento serão encaminhadas pelo sistema de internet de uso interno (intranet). O registro será digital e os dados serão encaminhados às Delegacias Legais. Este novo processo permitirá ao policial militar mais agilidade no registro de ocorrência e o retorno rápido ao patrulhamento nas ruas.

Outro ponto positivo é a maior integração entre os trabalhos das Polícia Militar e Polícia Civil. Atualmente, ao encaminhar as ocorrências às delegacias, os policiais civis precisavam ingressar manualmente com os dados que recebem do Policial Militar, isso acarreta maior tempo de atendimento das ocorrências.

Os computadores de bordo fazem parte de um pacote de novas tecnologias que serão implantadas nas novas viaturas da Polícia Militar. Além dessa novidade, já está em fase de licitação na Secretaria de Segurança a compra do primeiro lote de 4 mil câmeras que serão instaladas em breve nas viaturas para registrar todo o trabalho dos policiais. Cada carro possuirá duas câmeras.
 
Jornal do Brasil