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quarta-feira, 13 de julho de 2011

PM's x Política: Herói ou subversivo? Contradição em termos...

           Por quê polícia e política não se combinam? Depende do lado em que se vê. Não existe instituição mais política do que as polícias, especialmente a militar. O entrosamento começa nas indicações para o posto maior da PM/BM, que são indicados pelo governador, passando por repasse de verbas das prefeituras para ajudar a custear a manutenção das cidades do interior, que as vezes culmina com a compra de viatura, inclusive por alguns prefeitos. A isso dão o nome de polícia comunitária, pelo bom relacionamento com a sociedade, os órgãos e entidades voltadas à cidadania, inclusive com os Conselhos de Segurança Pública, popularmente conhecidos como CONSEP. Até aí nenhuma novidade, pois é a política institucional, ou seja polícia e política com "P" maiúscula. Portanto esse é um lado da moeda.
           O outro lado é composto por aqueles que fazem política, de maneira independente, não instituicionalizada. Aí é que mora o problema, pois é algo sobre o qual a instituição além de não ter o controle, esta ainda teme que a tropa seja influenciada negativamente, (palavra tão relativa para o exemplo...que é negativo, positivo em se tratando de cidadania, direitos individuais, coletivos?...). Vemos alguns exemplos na história, de militares que pagaram com a vida pelo seu enganjamento, visão crítica e envolvimento político e liderança como Capitão do Exército Carlos Lamarca, Cabo Valério da PMMG. Outros não morreram, mas, padeceram como João Cândido, líder da "Revolta da Chibata" e ultimamente vimos o caso dos Bombeiros do Rio, que foram presos e anistiados pela repercussão negativa que trouxe para o governador do Sérgio Cabral. 
            O que dá hojeriza para muitos é imaginar que alguém que trabalha no estado, (policiais, bombeiros), e tem conhecimento de como funcionam os bastidores possam querer questionar aquilo que, para qualquer leigo seria inquestionável. Para os militares é fato, pela vivência e conhecimento ainda que superficial dos problemas do estado. Por isso eles são tão "caçados" pela administração, que teme que essas chamadas "lideranças negativas possam propagar esses problemas.
            Cabo Daciolo, um dos líderes dos bombeiros cariocas prometeu greve de fome até que a PEC 300 seja aprovada. Sinceramente não sei se terá forças para suportar, mas, com certeza é mais um exemplo clássico de militar que pagaria com a própria vida por acreditar na sua ideologia e defender suas crenças. Todos sabemos que o governo federal tem dinheiro para bancar a diferença salarial. Ora, senão como explicar o projeto "trem bala", o aumento para os 39 ministros e a própria presidenta Dilma, sem falar nos dinheirinhos na cueca, o mensalão, as obras superfaturadas, o enriquecimento ilícito de muitos políticos. Os militares tem certeza da verdade sobre tudo isso, disso eu tenho certeza. Por isso política e PMs são antagônicos...pois, se servimos ao sistema somos "heróis", se lutamos contra ele, nos tornamos subersivos...
          
            Anastácio/blog No Q.A.P