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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Ex-comandante de UPP do São Carlos é preso acusado de receber propina do tráfico

Um soldado que já foi lotado na Unidade de Polícia Pacificadora também foi preso na Operação Boca Aberta, além de nove suspeitos de tráfico

POR Gabriela Moreira

Rio -  O ex-comandante da UPP do Morro do São Carlos, capitão Adjaldo Luiz Piedade, e um ex-soldado da unidade foram presos nesta quinta-feira na Operação Boca Aberta, desencadeada pela Polícia Federal (PF) e Subsecretaria de Inteligência do Estado. Outras nove pessoas acusadas de envolmento com tráfico de drogas também foram presas. 

Segundo as investigações, os policiais receberiam propina do traficante Sandro Luiz de Paula Amorim, o Peixe, preso pouco antes da ocupação da Favela da Rocinha, para facilitar a venda de entorpecentes na comunidade. Ainda segundo as investigações, os PMs recebiam R$ 15 mil por mês dos criminosos.
Os federais ainda tentam cumprir mais oito mandados de prisão. Na mesma operação, os irmãos Douglas e Alex Moura Matos, de 25 e 26 anos, moradores do São Carlos, no Estácio, foram presos em casa na manhã desta quinta, em Bangu, na Zona Oeste. 

A operação começou nesta quarta com a invasão da PF no Morro dos Dezoito, em Água Santa, na Zona Norte. Foram apreendidos 330 quilos de maconha, 107 frascos de lança-perfume e carregadores e munição para fuzil. Traficantes que atuavam no São Carlos e Rocinha tentavam se esconder na favela. Continue lendo no ODIA:>>>>>>>>>>>

Blog Notícias Policiais

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Policial é acusado de matar comerciante em briga no RJ

O policial militar Allan Coelho Monteiro, que trabalha na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade da Formiga, na zona norte do Rio de Janeiro, é acusado de matar o comerciante Rafael Antonio Cesar Dias Pereira, na madrugada de ontem, durante uma briga de trânsito na Rodovia Washington Luiz.
A Corregedoria da Polícia Militar (PM) informou na manhã de hoje que já obteve junto ao plantão judiciário, às 3h da madrugada, o mandado de prisão preventiva do policial militar.
O corregedor da PM, coronel Waldyr Soares Filho, informou que o policial ainda não foi preso, mas seus familiares já disseram que ele se apresentará na tarde de hoje. "A corregedoria agiu proativamente e obteve o mandado porque o caso é muito grave", disse o corregedor.
Por Solange Spigliatti | Agência Estado 

G1

sábado, 5 de novembro de 2011

Bandidos atacam policiais da UPP da Mangueira

Um grupo de criminosos armados atacou policiais militares lotados na recém-inaugurada Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Mangueira. O incidente ocorreu na madrugada deste sábado. Na ação, um traficante acabou preso.
De acordo com informações da Polícia Militar, os bandidos tentavam fugir do Morro do Tuiti, em São Cristóvão, dentro de um carro roubado. O local faz parte da área da nova UPP e estava ocupado pelo Batalhão de Operações Especiais desde junho.
Ao se depararem com uma viatura da PM, na Rua São Luís Gonzaga, eles dispararam contra os agentes, que revidaram. Houve uma perseguição e um traficante acabou sendo baleado e, posteriormente, preso. Um policial também acabou ferido e foi levado para o Hospital Central da Polícia Militar (HGPM), no Estácio. Era o primeiro plantão do agente na UPP.
JBonline

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Policial de UPP é presa com armas frias e documentos falsos


A mesma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) onde foi descoberto um esquema de pagamento de mesadas do tráfico para policiais militares está, desde domingo, mergulhada em outro escândalo. A policial Dayana Moreira Lemos, 26 anos, que integrava a equipe da UPP do Fallet-Fogueteiro, foi presa com duas armas com numeração raspada e está sendo acusada também de falsificação de documentos.

Dayana foi presa por policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Os policiais tinham deixado a favela da Mangueirinha - um dos locais para onde fugiram traficantes que escaparam do Complexo do Alemão. Por volta das 23h30, os policiais abordaram um carro onde estavam Dayana e o homem identificado como Ricardo Moreira da Costa, 22 anos, companheiro da policial. Ao revistar o carro, um dos policiais do Bope encontrou uma pistola Taurus, calibre 380, registrada em nome da policial, e dois revólveres caliber 38 com numeração raspada. No veículo havia ainda uma série de objetos que levantam suspeitas: um par de algemas, uma touca ninja, carimbos com CRM de médicos e documentos para dispensa médica supostamente falsificados.

No registro do auto de prisão em flagrante consta que os dois acusados tentaram agredir os policiais do Bope. Dayana chegou a se identificar como policial, sem apresentar documentação. “Ela e o marido chegaram à delegacia muito alterados. Estavam visivelmente bêbados, agressivos", afirmou a delegada-adjunta Fernanda Fernandes, da 62ªDP (Imbariê), onde o caso foi registrado.

A prisão de Dayana é um mais um baque em uma unidade ainda abalada pela prisão de seus comandantes, afastados e presos ao longo de uma investigação sobre facilitação para traficantes, recebimento de mesada e "vista grossa" para as ações do tráfico. É também um banho de água fria em um dos pilares das UPPs, formadas por policiais recém-saídos da academia. Dayana integrava uma das novas turmas, de quem se espera menos vulnerabilidade à corrupção e aos ganhos fáceis oferecidos pelas quadrilhas.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Entrevista: Comandante do Bope fala sobre UPPs, corrupção, COE, Copa de 2014 e terrorismo



Em entrevista, o Comandante do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Coronel Rene Alonso, fala sobre a condução de incursões em favelas não-pacificadas e para instalação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPP); corrupção; a mudança da Unidade para o Complexo de Favelas da Maré, para compor o Centro de Operações Especiais (COE); Copa de 2014, terrosrismo e novas tecnologias que serão usadas pela tropa.

‎Fala ainda do investimento de R$ 250 milhões no COE e aumento da tropa de 400 homens, para algo em torno de 700 a 800 soldados, a partir desta mudança.

O vídeo é uma produção do pesquisador Andrew Fishman, doRio Radar, em parceria com Cecília Olliveira, jornalista e editora deste Blog.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Soldado da UPP do Turano é preso furtando roda de carro

Um morador da comunidade do Turano, na Tijuca, Zona Norte do Rio, chamou policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) ao flagrar um homem furtando as rodas do seu veículo. A surpresa veio ao constatar que o acusado, preso em flagrante, era um soldado da própria UPP. O incidente ocorreu na última terça-feira.
De acordo com a assessoria da PM, além do inquérito criminal, o policial também responderá administrativamente e poderá ser excluído da corporação.

Na 6ª DP (Cidade Nova), o policial disse que havia pago R$ 100 pelas rodas a um homem que se apresentou como dono do carro, mas não soube dizer seu nome. Ele foi liberado após pagar uma fiança de um salário mínimo (R$ 545).
 
Extra.globo.com
foto: André Teixeira

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

UPPs: só este ano, 254 policiais já deixaram batalhões e foram para as favelas

Só em 2011, a Polícia Militar já transferiu para as UPPs 254 policiais — a maioria cabos e sargentos —, que deixaram os tradicionais batalhões de área para atuar no projeto que é a vitrine da segurança pública do estado. O levantamento, feito pelo EXTRA a partir dos boletins internos da corporação deste ano, mostra que os policiais que trabalham nas favelas pacificadas já não são apenas praças recém-formados.

Um dos policiais transferidos para a UPP do Fallet-Fogueteiro e Coroa no mesmo período foi o sargento Rinaldo do Desterro dos Santos, suspeito de ser o operador do esquema que recolhia R$ 53 mil mensais de bandidos para autorizar o tráfico nas favelas. Antes, o sargento estava lotado no Batalhão de Choque.

A ideia de colocar recrutas nas UPPs é um dos pilares do processo de pacificação. Em março deste ano, num seminário em São Paulo, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, já havia ressaltado a importância de empregar policiais recém-formados, que estariam “sem vícios”.

Nos primeiros meses do ano, quando foram criadas as UPPs dos bairros de Santa Teresa, Rio Comprido e Catumbi, a transferência teve seu auge. Só em 22 de fevereiro, uma leva de 21 policiais deixou os batalhões de Choque e de Polícia Rodoviária, além de unidades da Zona Norte e da Baixada, e foi para a UPP do Escondidinho e Prazeres, onde estão lotados 179 PMs.

Procurado, o Comando de Polícia Pacificadora (CPP) afirmou, em nota, que o uso de policiais mais experientes é necessário para supervisionar os recrutas. Em outras tarefas, os mais antigos também seriam importantes, como o caso do sargento da Cidade de Deus que dá aulas de futebol para crianças da comunidade.

Segundo Silvia Ramos, coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), é fundamental que os policiais empregados nas UPPs continuem sendo prioritariamente recrutas. Silvia concorda que os mais antigos são importantes para auxiliar e orientar os novatos, mas ressalta a necessidade de a seleção ser rigorosa:

— O exemplo do caso de corrupção da Coroa mostra que houve uma mistura entre um policial da antiga, que levou com muita rapidez um conjunto muito grande de jovens policiais a entrar no esquema de corrupção.

Na terça-feira, o EXTRA mostrou que 159 policiais de UPPs estão oferecendo em um site na internet seus postos de trabalho, pedindo para deixar as unidades, o que significa deixar para trás uma gratificação de R$ 500.
 
Guilherme Amado
Jornal Extra.globo.com 

sábado, 6 de agosto de 2011

Rio compra 1.000 armas com defeito para policiais de UPPs

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro comprou cerca de mil carabinas para serem distribuídas aos policiais que trabalham nas novas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). Entretanto, as armas apresentaram defeito.

Enquanto esse armamento não vai para a tropa, os policiais trabalham com pistolas e armas não letais. Policiais reclamam que as armas fornecidas a eles são velhas e dizem se sentir inseguros, porque os criminosos usam fuzis e granadas.

Por Evelyn Moraes e Carolina Farias

Fonte: R7