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terça-feira, 22 de maio de 2012

UnB quebrou sigilo de urna eletrônica

São várias as especulações que se fazem sobre a segurança das urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras, sendo que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - em atitude corajosa - abriu a possibilidade de se verificar o nível de segurança do sigilo das urnas e a Universidade de Brasília (UnB) sonseguiu quebrar o sigilo, demonstrando que o sistema é vulnerável.

Conversei certa vez com o Desembargador de Justiça João Mariosi sobre o sigilo das urnas eletrônicas, sendo que ele me disse que propôs a um ex-Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para fazer testes públicos para avaliação da segurança da urna eletrônica utilizada nas eleições brasileiras (como este que foi realizado com a participação da UnB). Na ocasião, o então Presidente do TSE ficou indignado com a proposta.

O resultado dos textes realizados em Mar/2012 demonstram o quão vulnerável a utilização de urnas eletrônicas, mas o TSE continua insistindo na tese de que o sistema é seguro, preferindo se cegar aos resultados. Aliás, em http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=6602, consta a informação de que aquele tribunal sequer admitiu a palestra ofertada pelo docente que coordenou os testes.

Vejo que a pior cegueira é a daquele que não quer ver. Em países como o nosso, sem tradição de valorizar o conhecimento, é comum tentar se manipular informações por meio de discursos vazios. Ora, como o sistema eletrônico atual ainda apresenta vulnerabilidades, deve-se buscar algo melhor, ao contrário de ficar reafirmando uma segurança que se sabe não existir.

Dizem que em certos momentos as perguntas dizem mais do que as respostas, daí eu me questionar: desde 2002, utilizamos urnas eletrônicos e os Presidentes da República do período foram reeleitos. Será que eles, sem deixar marcas, não manipularam o sisitema de computação do TSE?

domingo, 16 de outubro de 2011

Bolivianos vão às urnas para escolher representantes do Judiciário. (Acorda Brasil!!!)


Milhares de bolivianos iniciam nas próximas horas uma inédita jornada eleitoral para nomear por voto popular 56 autoridades de várias instâncias do Poder Judiciário, em um ambiente de calma, informou neste domingo o porta-voz eleitoral.

"Está tudo pronto para as eleições judiciais, a votação deve começar, em geral às 08h00 locais (10h00 de Brasília)", informou o porta-voz eleitoral Benjamín Noya, entrevistado mais cedo pelo canal privado da televisão PAT, e completou que "tudo está tranquilo".

Cerca de 5,2 milhões de pessoas, dos 10 milhões de habitantes da Bolívia, devem votar para eleger titulares e suplentes de 56 ministros do Tribunal Supremo de Justiça, do Tribunal Constitucional, do Tribunal Agroambiental e do Conselho da Magistratura (disciplinar).

Um total de 122 candidatos serão eleitos por maioria simples.

Os cidadãos emitirão seu voto, durante oito horas em colégios e escolas de todo o país, depois do qual os canais privados de televisão emitirão os primeiros resultados: primeiro em pesquisas de boca de urna e depois em contagens rápidas.

O Movimento Sem Medo (MSM, centro-esquerda) reiterou nas últimas horas suas críticas ao processo eleitoral, dizendo que desde o início ocorreram falhas, como a pré-seleção de candidatos no Congresso, controlado pelo governismo, que minimizou a meritocracia na qualificação dos aspirantes.

O líder do MSM, Juan del Granado, ex-aliado do presidente Evo Morales, reiterou também que o presidente do Tribunal Eleitoral, Wilfredo Obando, é aliado do governismo, e portanto sua independência está em dúvida.

"Temos um juiz absolutamente parcial, vinculado ao MAS (partido governista), que não nos oferece transparência nem independência", afirmou Del Granado, depois de seu partido mostrar fotos de Obando participando de campanhas proselitistas a favor de Morales nas eleições passadas.

Toda a oposição, desde a centro-esquerda até a direita, desatou uma campanha pelo voto nulo, em uma eleição que é obrigatória.

"Este é um processo eleitoral importante, onde os bolivianos vão escolher pela primeira vez com seu voto os juízes", afirmou neste domingo ao canal TV-PAT o chanceler David Choquehuanca, que reflete uma posição comum do governismo, que defende a validade do processo eleitoral, o qual qualifica de histórico.

AFP - Agence France-Presse