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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Uberlândia: a cada 48 horas um homicídio

Família identifica a vítima do homicídio 16

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UBERLÂNDIA, TRIÂNGULO MINEIRO – Familiares identificaram nesta terça-feira (31), no Instituto Médico Legal (IML), a vítima do homicídio 16, cujo corpo foi encontrado às margens da BR-365, próximo à região de Olhos D’Água. Trata-se de Wilker dos Santos Peres, funcionário da medicina da Universidade Federal de Uberlândia.
Wilker morreu no domingo (29) vítima de um tiro no pescoço e apresentava sinais de violência no peito.
Redação Uipi! Carolina Vilela
Imagem: TV Vitoriosa

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Maioria dos brasileiros está insatisfeita com a segurança pública do País



Pesquisa CNI-Ibope aponta que 51% da população considera a segurança "ruim" ou "péssima". Congresso Nacional é visto como a instituição mais ineficiente

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo CNI-Ibope sobre a segurança pública do Brasil revelou que 51% da população a considera "ruim" ou "péssima". Além disso, apenas 15% dos entrevistados percebem melhora na segurança no País nos últimos três anos. O estudo foi realizado com 2.002 entrevistados a partir de 16 anos em 141 cidades. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Dentre os entrevistados, 36% consideram a segurança pública “regular” e apenas 12% avaliaram como “ótima” ou “boa”. O percentual de entrevistados que avaliaram a situação da segurança pública como “ruim” ou “péssima”, como já citado, chega a 58% entre o Nordeste e 57% entre periferias das capitais brasileiras.

Durante a execução da pesquisa, foi apresentada uma lista de 23 problemas que o País estaria enfrentando. Com os resultados finais, foi montado o ranking problemático e a "saúde" foi apontada por 52% da população como o maior desafio do Brasil. Em segundo lugar, a "segurança pública" seguida pelas "drogas" com, respectivamente, 33% e 29% de escolha.

Sendo o estudo focado na percepção dos brasileiros sobre a segurança pública, nos desdobramentos da pesquisa, pode-se descobrir que as Forças Armadas e a Polícia Federal são reconhecidas pela população como as instituições mais eficientes em assuntos de segurança; o Congresso Nacional e o Poder Judiciário são considerados os mais ineficientes.

Violência e a criminalidade

O estudo revelou ainda que 30% dos entrevistados já sofreram diretamente com a violência no último ano. Entre os participantes, 9% foram furtados, assaltados ou agredidos, 19% possuem um parente que sofreu algum desse tipo de violência e em 2% os dois sofreram diretamente com o tema. A causa principal da violência no País é o uso de drogas, segundo os entrevistados. Outro ponto interessante é a afirmação de que 80% dos brasileiros já mudaram seus hábitos devido à violência. A mudança mais frequente relatada pelos entrevistados é o ato de evitar andar com dinheiro nas ruas.

Para mudar a realidade do País, a população acredita que o caminho seria o combate direto ao tráfico de drogas. A sociedade também defende punições mais duras contra o crime, sobretudo mais violentos. Porém, os participantes da pesquisa se mostraram incertos sobre a execução da pena de morte no País. Entre as conclusões do estudo, pode-se dizer que os brasileiros não acreditam que a legalização da maconha não irá reduzir a criminalidade.

Penas mais rigorosas

A população brasileira defende penas mais rigorosas para os crimes violentos. Dentre os entrevistados, 79% concordam total ou parcialmente que penas mais rigorosas reduzem a criminalidade. Por maior rigor nas penas, 69% da população é favorável à prisão perpétua. No entanto, 15% são totalmente contra essa medida. No caso de crimes leves, 82% dos entrevistados são a favor total ou parcialmente da aplicação de penas alternativas à prisão como, por exemplo, trabalho comunitário.

De acordo com a pesquisa CNI-Ibope, a população está rigorosamente dividida sobre a aplicação da pena de morte no Brasil: 46% são favoráveis (31% totalmente e 15% parcialmente) e 46% são contrários (34% totalmente e 12% parcialmente). O gerente-executivo da Unidade de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, que divulgou o estudo, enfatizou que tais dados demonstram haver grande vontade da sociedade no combate à violência.

Do Ig/blog arma branca

sábado, 8 de outubro de 2011

Professora "surta" em sala e mostra faca para alunos

Uma professora de filosofia de 25 anos teve uma crise nervosa e precisou ser retirada da sala de aula após pegar uma faca em reação ao comportamento dos alunos da Escola Estadual Maria Elias de Carvalho, no bairro Jardim Riacho, em Contagem, na região metropolitana.

O fato ocorreu na manhã de anteontem, quando a educadora pediu para que alunos do primeiro ano do ensino médio fizessem uma redação descrevendo como eles se imaginavam daqui a cinco anos. Segundo a diretora da escola, Juliana Alves de Araújo, os estudantes teriam dito que "gostariam de ser bandidos para matar pessoas e beber o sangue delas".

A diretora afirma que, diante da situação, a professora ficou transtornada, foi até a cantina e pediu uma faca para uma colega. A professora teria voltado à sala de aula e, segurando a faca, questionado os estudantes se realmente eles queriam ser criminosos no futuro. "Rapidamente, eu fui acionada, tomei a faca da mão dela e a levei para a diretoria. Ela estava transtornada e teve uma crise de risos quando foi perguntada sobre a situação", explicou.

A diretora chamou a polícia para registrar um boletim de ocorrência e levou a professora para o Hospital Espírita André Luiz, em Belo Horizonte, para receber atendimento psiquiátrico.

Essa é a segunda crise emocional da servidora somente neste ano. Segundo a vice-diretora, Fernanda Figueiredo, há cerca de cinco meses, a servidora foi afastada do trabalho para tratar de problemas psiquiátricos. A professora estaria novamente passando por um tratamento médico, mas teria omitido a situação dos colegas de trabalho. "Aparentemente, ela estava normal. Deve ter escondido que estava doente porque é designada, e, quando esse tipo de profissional tira licença médica, cai no INSS e recebe salário mínimo", explica a vice-diretora.

A funcionária está há cinco anos na escola e, segundo a direção, é uma professora dedicada e que tem um ótimo relacionamento com os alunos e colegas de trabalho.

Investigação. Conforme a secretária de Educação, Ana Lúcia Gazzola, o Estado está apurando os fatos e vai aguardar o laudo médico. A secretária ratificou que a servidora é uma ótima profissional, mas, caso ela não tenha condições clínicas para trabalhar, pode ser retirada da função. "Vamos proteger a profissional e os alunos", argumentou Ana Lúcia Gazzola.
 
CLÁUDIA GIÚZA

Especial para O TemPO

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A violência na mídia

Ivan SantosJornalista


“A informação sobre violência ‘jogada’, descontextualizada e hiperdimensionalizada, pode influenciar e motivar um comportamento agressivo.” Essa é a opinião da psicóloga Maria da Graça Gonçalves, do Departamento de Psicologia Sócio-Histórica da PUC-SP, e foi revelada pelo site Comunique-se.
Este assunto é polêmico e temo que, ao abordá-lo neste espaço, eu seja considerado como crítico de programas policiais veiculados por emissoras de rádio e de televisão nos grandes centros urbanos e em Uberlândia, em particular.
A quem interessar possa, deixo bem claro que não faço crítica a programa nenhum nem a nenhum comunicador, mas este assunto está em estudo e debate há algum tempo com a participação de observadores da violência urbana no Brasil, principalmente sociólogos, psicólogos e historiadores.
É um tema para debate no contexto da sociedade em que vivemos. A conclusão da maioria dos estudiosos é simples: todo noticiário sobre violência, quando espetacularizado e veiculado fora de um contexto explicativo, pode influenciar comportamentos agressivos na sociedade. Esta é conclusão preliminar decorrente de observações sistemáticas feitas por estudiosos de comportamento humano.
Na sociedade brasileira, a tradição popular ensina que toda violência gera mais violência no tempo e no espaço. A verdade cristalina é que a criminalidade hoje rende audiência aos programas espetaculares no rádio e na televisão.
Sem discussão
Para a psicóloga Marta da Graça, “o noticiário que não discute a violência e não apresenta as causas banaliza as atitudes agressivas e, com certeza, tem influência, não podemos dizer que seja direta, mas a mídia fortalece o imaginário da brutalidade”. E ela conclui assim: “parece que as formas rudes de enfrentar situações são legítimas”.
Dever na mídia
O estudo da psicóloga da Graça recomenda: “a mídia deve mostrar a realidade, mas saber como apresentar os fatos, de forma a gerar debate”. E ela indaga e critica: “qual é o espaço de contraponto? A audiência não diz tudo o que as pessoas pensam”. Esse é um assunto em debate nacional e não pode passar em branco na mídia uberlandense.
Contágio
Ainda segundo o site Comunique-se, “o sociólogo Leonardo Sá, pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência (LEV), da Universidade Federal do Ceará (UFC), diz que não se deve acreditar que o noticiário sobre violência possa gerar comportamento agressivo”. Ele acredita que a abordagem da notícia influencia a visão de mundo.
Correio de Uberlândia

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Manifestação em Uberlândia "Todos pela vida": protesta contra os 142 homicídios até agora

Manifestação “Todos pela vida” é realizada em Uberlândia

A primeira manifestação “Todos pela vida”, da Igreja Sal da Terra, aconteceu na noite deste sábado (1), na Praça da Bicota, região central de Uberlândia.

Durante a ação, houve distribuição de panfletos e coscientização das pessoas sobre a quantidade de crimes violentos registrados na cidade.

Na manifestação, cerca de 130 pessoas que carregavam cruzes e velas deitaram no chão e foram cobertas por um tecido preto simbolizando o luto pelas vidas perdidas. Só neste ano, mais de 130 homicídios já foram registrados em Uberlândia, até o momento.
 
Correio de Uberlândia

domingo, 21 de agosto de 2011

Segurança no país da Copa: Entorno do DF concentra quase 40% dos assassinatos de Goiás

Com 1,15 milhão de habitantes, região tem 20% da população do estado.

Média de homicídios é o triplo da taxa nacional, diz Ministério Público.

As 19 cidades de Goiás no Entorno do Distrito Federal são responsáveis por quase 40% dos casos de homicídio registrados no estado em 2010, embora concentrem apenas 20% da população. Apesar de ter o triplo da média nacional de assassinatos – 75 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes, de acordo com o Ministério Público de Goiás (MP-GO) – a região não tem delegacia de homicídios. Outras três cidades mineiras integram a região.

Segundo o MP, as cidades goianas do Entorno têm 6 mil mandados de prisão não cumpridos, 10 mil inquéritos parados e, no máximo, quatro juízes por cidade, de acordo com o MP. Na região administrativa do Gama, no Distrito Federal, há 12 juízes. Uma rua separa a região do DF da cidade goiana do Novo Gama, onde há apenas quatro juízes.

"É impunidade. É uma região sem aplicabilidade da Justiça. As pessoas começam a pensar que o crime no Entorno compensa. A quantidade de inquéritos me assusta", afirma o coronel Edson Costa Araújo, coordenador do Gabinete de Gestão de Segurança do Entorno, órgão ligado à Secretaria de Segurança Pública de Goiás. O gabinete foi criado em fevereiro passado para tentar reverter os altos índices de criminalidade da região. “O sistema de segurança pública é quase inexistente."

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Naiara Leão/Do G1 DF