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terça-feira, 26 de novembro de 2013

Mais da metade das câmeras da PM no centro de BH não funcionam ("Minas avança" kkk)

Dos 78 equipamentos, 45 estão desligados há pelo menos dois meses

um denunciante que não quis mostrar o rosto por medo, ascâmeras estão com defeito há pelo menos dois meses. O homem disse ainda que 14 equipamentos captam imagensà noite apenas em preto e branco, o que dificulta a identificação de suspeitos.
— Características de indivíduos como cor de roupa em preto em branco não tem como identificar.
O denunciante informa que próximo ao Terminal Rodoviário, região com alto índice de roubos e agressões físicas, todos os equipamentos estão com defeito.
— Não tem monitoramento nenhum. A criminalidade está à vontade.
A Polícia Militar alega que a quantidade de câmeras que não estão funcionando é bem menor. Segundo o coronel Alberto Luis Alves dos 178 equipamentos na capital, 39 estariam com problema ou desligados.
— Especificamente no centrão de Belo Horizonte nós temos 87 câmeras. Destas, 20 precisam ser reparadas.
De acordo com o policial, os reparos, que vão custar R$ 700 mil, devem ser feitos nos próximos dias por meio de licitação.
— Os maquinários são importados. Se não for em 15 dias, esperamos que a prioridade seja dada para que tenhamos todas as câmeras reparadas.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Sem manutenção, câmeras do olho vivo não filmam nada em BH


O projeto Olho Vivo, que já recebeu R$ 6,7 milhões de investimento do governo do Estado desde 2004, está com sua principal função comprometida. Das 78 câmeras de vigilância instaladas no centro, na Savassi e no Barro Preto, 35 estão desativadas. Belo Horizonte conta atualmente com 156 equipamentos. O problema, que se arrasta há pelo menos três meses, é fruto da falta de manutenção. No entorno da rodoviária, um dos locais mais movimentados do hipercentro, apenas um aparelho estaria em atividade.

A denúncia é de um funcionário terceirizado que trabalha na sala de operações do programa. Um ex-funcionário, que deixou o emprego em maio, após dois anos e oito meses, confirmou as falhas na manutenção. Segundo ele, pelo menos 10% das câmeras costumam ficar desativadas por ausência de reparos.
Responsável pela supervisão das imagens nas quatro regiões cobertas pelo projeto, a Polícia Militar desmente as informações e afirma que todas as câmeras passam por revisão constante. A corporação, no entanto, não permitiu que a reportagem de O TEMPO tivesse acesso às duas centrais de monitoramento onde é feito o acompanhamento das imagens. O pedido também foi negado pela Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds).

Mesmo com o serviço funcionando de forma precária em locais de grande movimento, um empregado de cada turno foi escalado exclusivamente para monitorar a câmera que vigia o relógio de contagem regressiva para a Copa do Mundo, instalado na praça da Liberdade. A PM também nega a denúncia. "Hoje, a gente trabalha com o que tem", diz o funcionário, que pediu para não ter o nome divulgado.

O assessor de comunicação da polícia, capitão Gedir Rocha, reconheceu que há falhas no sistema, mas que elas são esporádicas e não se estenderiam por tanto tempo. Segundo ele, os problemas mais recentes aconteceram nos cabos ópticos subterrâneos e foram provocados por desgastes naturais. O capitão destacou o caráter preventivo do monitoramento. "Além disso, a corporação pode abordar pessoas que estejam em atitude suspeita".

A prefeitura, que integra o convênio de administração do sistema, é a responsável pela conservação da rede. A Empresa de Informática e Informação do Município (Prodabel) confirmou que o serviço é de sua responsabilidade, mas não explicou quando e onde foram feitas as manutenções mais recentes, "por questões estratégicas".

Flagrante. Sem as câmeras, a fuga de dois homens que assassinaram um rapaz de 25 anos na madrugada do último dia 27 não foi registrada. O crime ocorreu na esquina da rua Caetés com a avenida Afonso Pena, no centro, onde, conta o funcionário, existe uma câmera que não filma nada. Na fuga, a dupla de suspeitos passou por locais onde estão outras seis câmeras. Nenhuma delas registrou uma imagem sequer.

O titular da Delegacia de Homicídios do Centro, delegado Fausto Eustáquio, solicitou à PM imagens da região onde aconteceu o assassinato, mas o material é inconclusivo. Por meio da assessoria de imprensa da Polícia Civil, a informação dada é que nenhum dos registros conseguiu flagrar o crime. A PM afirmou que as câmeras poderiam estar focalizando outro lugar na hora do fato.
STF
Convênio tem suspeita de superfaturamento
O suposto superfaturamento de 300% na compra das câmeras do projeto Olho Vivo, adquiridas no convênio firmado em 2004 entre a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A ação, que tramitava no Fórum Lafayette, migrou em maio deste ano para o STF porque um dos réus é o atual ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. Ele era prefeito da capital na época em que as irregularidades teriam sido cometidas. O STF aguarda parecer da Procuradoria Geral da República para julgar o caso.


As ilegalidades foram denunciadas em dezembro do ano passado pelo Ministério Público Estadual (MPE). O Estado passou a ser o responsável pela aquisição e instalação das câmeras de segurança na capital em dezembro de 2006. (JT)

JOELMIR TAVARES/OTempo 10/10/11
Foto: extraída da web ASCOBOM