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terça-feira, 6 de maio de 2014

Pacificação? A violência recrudesce na cidade maravilhosa (welcome...)

As comunidades do Rio de Janeiro estão vivendo uma verdadeira guerra. Enquanto a cidade está voltada para a Copa do Mundo, estamos perdendo a cada dia muitas vidas inocentes dos moradores de favelas. A cada dia perdemos um trabalhador que perde sua vida graças à violência que recrudesce nas favelas ditas “pacificadas”. 
Estamos vivendo com o terror e a insegurança, já não podemos andar pela nossa comunidade sem o medo de a qualquer momento vivenciar um tiroteio, ou até mesmo ser vítima de uma bala perdida. Nossas crianças precisam ficar em casa e sofrem com medo e falta de lazer.
Com toda essa guerra, ainda continuamos vivendo com os mesmos problemas da Rocinha de quarenta anos atrás. Vivemos em um subdesenvolvimento, as margens dos direitos básicos de qualquer cidadão. Enquanto isso, a cidade está sendo vendida como palco para os grandes eventos internacionais.
Antigamente, nenhum morador queria sair da Rocinha. Hoje a situação é diferente. Tiroteios diários, especulação imobiliária, falta de lazer e segurança fazem com que a maioria das pessoas sonhe em morar em outro lugar. A pacificação nunca será verdadeira enquanto for permitido que as pessoas convivam em um lugar com tanta pobreza e descaso, e enquanto o Governo não fizer ao papel dele com seriedade nas comunidades. Nunca haverá paz enquanto pessoas viverem com tanta desigualdade.
A maquiagem não dura para sempre, e no caso da pacificação, ela já acabou. O problema está sendo revelado e intensificado a cada dia. Um verdadeiro absurdo o que se tem feito com tantas vidas, inclusive com as dos policiais que são jogados sem nenhum preparo dentro dos labirintos das favelas. E como resultado tiram a vida de muitos inocentes. 
Quantas vidas se perdendo, quantos sonhos deixando de acontecer, quantos filhos perdendo seus pais e quantos pais enterrando seus filhos. 
Isso é pacificação?
Jornal do BrasilDavison Coutinho *
*Davison Coutinho, 24 anos, morador da Rocinha desde o nascimento. Bacharel em desenho industrial pela PUC-Rio, Mestrando em Design pela PUC-Rio, membro da comissão de moradores da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, professor, escritor, designer e liderança comunitária na Comunidade, funcionário da PUC-Rio

quinta-feira, 17 de abril de 2014

"Maria UPP" teria feito sexo com policiais em serviço


Em entrevista à Rede Record, a mulher de um policial afirmou que sabe que a Maria UPP costuma frequentar as bases da polícia na Cidade de Deus e no Complexo do Alemão. A morena não recebe para ter as relações sexuais nas UPPs, mas ganha dinheiro para pagar o táxi de volta para casa. A Coordenadoria de Polícia Pacificadora apura quem são os envolvidos nas orgias.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Soldados estão em condições precárias na "pacificação" do Rio


Uma gravação de um morador da Maré registra imagens de soldados hospedados em péssimas condições na comunidade. Os principais problemas são a higiene e a alimentação.

sábado, 15 de março de 2014

NO RIO "PACIFICADO" 19 POLICIAIS MILITARES FORAM ASSASSINADOS EM 2014

PM morre em tentativa de assalto em Duque de Caxias, RJ


Um policial militar morreu em uma tentativa de assalto na Rodovia Washington Luís, na Altura de Santa Cruz da Serra, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na madrugada deste sábado (15). Segundo informações do 15º Batalhão da Polícia Militar (Duque de Caxias), cerca de oito homens tentavam arrombar um caixa eletrônico com um maçarico quando foram abordados pela PM em torno de 01h30.
Ainda de acordo com o batalhão, os suspeitos atiraram contra o cabo Alexandre da Costa Pereira, de 35 anos, que chegou a ser levado para o Hospital de Clínicas Saracuruna, também em Duque de Caxias. O batalhão não informou se houve troca de tiros e se algum suspeito ficou ferido.
Policiais do 15º BPM informaram também que o policial estava havia cerca de oito anos na corporação. O caso foi registrado na 62º DP (Imbariê) e encaminhado para a Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).
Agora o número de Policiais Militares assassinados no RJ em 2014 chega a 19, lembrando que estamos na 11ª semana do ano.

Comentário extraído da página FACEBOOK.COM/SOSPMERJ

terça-feira, 11 de março de 2014

Quando a segurança é escada eleitoreira: PM denuncia ordem de evitar confrontos em UPPs no Rio de Janeiro

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Exército poderá ser auxiliar das forças auxiliares e auxiliar dele mesmo...

 Com a falência do programa de contenção da violência no Rio de Janeiro, conhecido como Unidade de Polícia Pacificadora - UPP, onde nos últimos dias vários policiais cariocas vem sendo executados, provando que não existe pacificação nessas favelas, e que portanto o programa é meramente fisiológico, o governo do estado resolveu reagir, e já cogita o retorno das Forças Armadas no apoio a Polícia Militar, dentro da estratégia de ocupação dessas áreas.

 O detalhe é que constitucionalmente as polícias militares sempre foram forças auxiliares das Forças Armadas, mas, num total equívoco jurídico, executivo e operacional, o Exército mais uma vez será convocado para ser auxiliar dele mesmo, força auxiliar das forças auxiliares. Ainda mais em ano eleitoral, tamanho desgaste com as mortes dos policiais, devem ser evitadas para garantir a eleição do candidato da situação.

 Enquanto isso as mazelas sociais continuam nos morros, a falta de efetivo é evidente e o Código Penal é de 1940; sem falar nos baixos salários, na falta de estrutura, com dois policiais "patrulhando" comunidades com cem, duzentos mil moradores, trabalhando em gaiolas de ferro e o governador fazendo campanha em cima do bolo todo decorado...porém, os problemas começas a desabrochar...

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

RIO: POLICIAIS DENUNCIAM FALTA DE CONDIÇÕES DE TRABALHO EM UPPS E RECEBEM AMEAÇAS DE NOVOS ATAQUES

PMs DENUNCIAM FALTA DE CONDIÇÕES DE TRABALHO EM UPPS E RECEBEM AMEAÇAS DE NOVOS ATAQUES

Aos 27 anos, estudando Psicologia e na Polícia Militar desde 2010, a soldado Alda Rafael Castilho morreu após ser baleada durante ataque de traficantes da facção Comando Vermelho (CV) contra o contêiner que serve como base para a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Parque Proletário, no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, na tarde dest domingo, dia 2 de fevereiro.

Na ação criminosa, o soldado Marcelo Gilliard da Silva Miranda, 32, também ficou ferido. 

Atingido na perna, ele foi submetido a uma cirurgia e permanece internado no Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio, na região central do Rio.

Menos de doze horas antes, a sede da UPP do Parque Proletário já havia sido alvo de outro ataque. 

Um veículo preto passou, por volta das 23h30 de sábado. 

Uma PFem foi baleada de raspão no joelho e uma viatura – que estava parada em frente ao contêiner – também foi atingida.

“Eles passaram em um carro preto e efetuaram disparos de fuzil e pistola. É um absurdo que nos tratem como bonecos. Estamos proibidos de revidar qualquer agressão, para não haver troca de tiros, e não temos autorização para trabalhar: somos obrigados a ficar parados para não batermos de frente com traficantes. Ou seja: podemos ser atacados à vontade e não podemos fazer nada. Acontece uma perda, mandam o Bope, reforço, enchem o morro de PM e depois volta tudo a como estava antes”, desabafou um soldado que pediu para não ter a identidade revelada por temer represálias.

Os tiros atravessaram o contêiner – que não é blindado – e além das marcas de perfurações na parede, o sangue da PFem no chão da base da UPP agravaram o clima já tenso.

“Era uma tragédia anunciada. Os ataques não somente lá como em outras UPPs têm sido constantes. Somamos a isso o fato de termos sido jogados em UPPs onde não temos condições de nos abrigar com segurança. Não bastasse isso, somos nós contra bandidos fortemente armados, que conhecem bem a região e que não têm nada a perder. É uma guerra desigual e injusta”, lamentou o PM.

Na última sexta-feira, dia 31 de janeiro, o alvo de ataque criminoso foi a UPP do Andaraí. 

Policiais realizavam patrulhamento de rotina quando foram surpreendidos por um grupo de homens armados, na localidade conhecida como Cruzeiro. 

O soldado Leira foi atingido no abdômen. Socorrido pelos próprios colegas de farda, foi levado para o Hospital Federal do Andaraí e não corre risco de morte.

Dois dias antes, a vítima foi um PM lotado na UPP da Rocinha. 

O soldado Guilherme Gomes de Souza, 27, foi salvo pelo colete ao ser baleado durante confronto com criminosos na localidade conhecida como Lajão.

A Polícia agora investiga denúncias de que novos ataques já estão sendo planejados: um seria na UPP de Manguinhos e outro na Pedra do Sapo, onde inclusive dois PMs – uma loira e um conhecido como Liers – seriam os alvos.

FONTE - http://robertatrindade.com.br/?p=16757

Aos 27 anos, estudando Psicologia e na Polícia Militar desde 2010, a soldado Alda Rafael Castilho morreu após ser baleada durante ataque de traficantes da facção Comando Vermelho (CV) contra o contêiner que serve como base para a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Parque Proletário, no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, na tarde dest domingo, dia 2 de fevereiro.

Na ação criminosa, o soldado Marcelo Gilliard da Silva Miranda, 32, também ficou ferido.
Atingido na perna, ele foi submetido a uma cirurgia e permanece internado no Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio, na região central do Rio.
Menos de doze horas antes, a sede da UPP do Parque Proletário já havia sido alvo de outro ataque.
Um veículo preto passou, por volta das 23h30 de sábado.
Uma PFem foi baleada de raspão no joelho e uma viatura – que estava parada em frente ao contêiner – também foi atingida.
“Eles passaram em um carro preto e efetuaram disparos de fuzil e pistola. É um absurdo que nos tratem como bonecos. Estamos proibidos de revidar qualquer agressão, para não haver troca de tiros, e não temos autorização para trabalhar: somos obrigados a ficar parados para não batermos de frente com traficantes. Ou seja: podemos ser atacados à vontade e não podemos fazer nada. Acontece uma perda, mandam o Bope, reforço, enchem o morro de PM e depois volta tudo a como estava antes”, desabafou um soldado que pediu para não ter a identidade revelada por temer represálias.
Os tiros atravessaram o contêiner – que não é blindado – e além das marcas de perfurações na parede, o sangue da PFem no chão da base da UPP agravaram o clima já tenso.
“Era uma tragédia anunciada. Os ataques não somente lá como em outras UPPs têm sido constantes. Somamos a isso o fato de termos sido jogados em UPPs onde não temos condições de nos abrigar com segurança. Não bastasse isso, somos nós contra bandidos fortemente armados, que conhecem bem a região e que não têm nada a perder. É uma guerra desigual e injusta”, lamentou o PM.
Na última sexta-feira, dia 31 de janeiro, o alvo de ataque criminoso foi a UPP do Andaraí.
Policiais realizavam patrulhamento de rotina quando foram surpreendidos por um grupo de homens armados, na localidade conhecida como Cruzeiro.
O soldado Leira foi atingido no abdômen. Socorrido pelos próprios colegas de farda, foi levado para o Hospital Federal do Andaraí e não corre risco de morte.
Dois dias antes, a vítima foi um PM lotado na UPP da Rocinha.
O soldado Guilherme Gomes de Souza, 27, foi salvo pelo colete ao ser baleado durante confronto com criminosos na localidade conhecida como Lajão.
A Polícia agora investiga denúncias de que novos ataques já estão sendo planejados: um seria na UPP de Manguinhos e outro na Pedra do Sapo, onde inclusive dois PMs – uma loira e um conhecido como Liers – seriam os alvos.

Policiais precisam de escolta para trabalhar no Alemão

45DP
Em 36 dias, 100 registros – cerca de apenas três por dia. Essa é a média de ocorrências registradas na 45ª DP – inaugurada no último dia 27 de dezembro na estação do teleférico que funciona no Itararé, no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio. De acordo com os policiais da unidade, moradores dizem que não podem procurar a distrital para registrar queixas relativas ao tráfico de drogas e nem mesmo crimes de grande potencial ofensivo. A maior parte dos casos denunciados são referentes à Lei Maria da Penha.
Após a sequência de ataques ocorridos no conjunto de favelas nos últimos dias, inclusive alvejando a delegacia, agentes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) foram designados para fazer a segurança no local. Equipes da unidade de elite da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro estão permanecendo durante 24 horas em frente ao prédio.
carro alemao
“E não podemos sair e nem patrulhar, pois não querem que haja confronto e se nos depararmos com criminosos teremos que reagir”, revelou um dos policiais.
Em um dos ataques, antes da escolta da Core ser direcionada para a delegacia, uma bomba foi lançada dentro do prédio. Uma das janelas teve que ser trocada após ter o vidro estilhaçado por tiros. No último incidente, ocorrido na sexta-feira, dia 31 de janeiro, carros de policiais foram atingidos por coquetéis molotov.
carro alemao2“Para quê serve uma delegacia que não oferece condições de segurança para os policiais lotados nela e que não é procurada pela população? Somos policiais recém-formados que não tivemos orientação para usar fuzis e que dispomos apenas de pistolas para revidar ataques de fuzis e granadas”, desabafou um inspetor lotado na 45ª DP.
“Se policiais precisam de escolta policial para trabalhar, imagine então a nossa situação como anda. E ainda chamam isso de pacificação”, lamentou um aposentado de 52 anos que mora na região.

domingo, 26 de maio de 2013

Corrida da Paz" de Beltrame adiada por tiroteio (no país da copa)

ALEMÃO PACIFICADO, AFROGANSO E BELTRAME

Poucos minutos antes do início do Desafio da Paz, terceira edição da corrida que acontece no Complexo do Alemão, foram ouvidos tiros, que teriam sido disparados do alto da Vila Cruzeiro, na Penha. O evento, marcado para as 8h, começou com uma hora de atraso.

Após o tiroteio, um helicóptero da Polícia Militar sobrevoou a área com fuzis para analisar se ainda havia perigo para o início da corrida. O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, era aguardado no Complexo do Alemão para liberar a largada do Desafio da Paz. Apesar de seu atraso, Beltrame conseguiu participar da corrida e é acompanhado por um segurança durante o trajeto.
http://extra.globo.com/casos-de-policia/tiroteio-assusta-publico-atrasa-largada-do-desafio-da-paz-no-complexo-do-alemao-8502480.html
 
Tiroteio assusta público e atrasa largada do Desafio da Paz, no Complexo do Alemão
 
Poucos minutos antes do início do Desafio da Paz, terceira edição da corrida que acontece no Complexo do Alemão, foram ouvidos tiros, que teriam sido disparados do alto da Vila Cruzeiro, na Penha. O evento, marcado para as 8h, começou com uma hora de atraso.

Após o tiroteio, um helicóptero da Polícia Militar sobrevoou a área com fuzis para analisar se ainda havia perigo para o início da corrida. O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, era aguardado no Complexo do Alemão para liberar a largada do Desafio da Paz. Apesar de seu atraso, Beltrame conseguiu participar da corrida e é acompanhado por um segurança durante o trajeto.

O incidente não assustou a todos os participantes do desafio que estavam no Complexo do Alemão aguardando o início do evento.

- Vi muita gente indo embora depois do tiroteio, mas provavelmente é gente que não mora aqui e não está acostumado com isso. Eu estou acostumando e não me assustei. Sinto que aqui as coisas estão mais seguras depois da UPP - disse o aposentado Jorge, de 55 anos, que participa da corrida pela terceira vez.

Tiroteio na corrida da paz

Logo que chegou ao Complexo do Alemão, Beltrame foi conversar com José Júnior, coordenador do AfroReggae, e com policiais do Bope para entender a situação.

Beltrame conversa com José Júnior, do AfroReggae: secretário de Segurança do Rio vai participar do Desafio da Paz

Segundo testemunhas, as rajadas duraram cerca de cinco minutos e assustaram o público. Houve correria, e um dos organizadores do evento pediu para as pessoas se abaixarem e ficarem próximas das paredes. Cerca de 2 mil pessoas estão no local.

Tráfico ordenou fechamento do comércio

O clima de insegurança que tomou conta do Complexo do Alemão e da Penha durante essa semana, devido à morte do traficante Anderson Simplício de Mendonça na quarta-feira e ao fechamento do comércio e escolas da comunidade.

Na sexta-feira, parte do comércio amanheceu fechado, pelo segundo dia seguido. O Colégio Estadual Tim Lopes abriu pela manhã, mas, segundo a direção, fechou à tarde por conta da baixa frequência. À noite, alguns estabelecimentos continuavam fechados. O clima de insegurança se refletia no comportamento dos comerciantes, com medo de se identificarem ao falar com a imprensa.

- Ontem (sexta-feira), não dava para abrir por causa da morte do traficante. Outros comerciantes vieram falar comigo e fiquei em casa. Hoje, ninguém sabia o que fazer. Por isso, preferi abrir só à tarde - contou um dono de bar que não quis se identificar.

sindelpolrj

segunda-feira, 18 de março de 2013

Ex-Capitão, comandante da UPP, envolvido com tráfico, é condenado a seis anos de prisão


Carolina Heringer/Jornal Extra

O ex-comandante da Unidade de Polícia Pacificadora do Morro do São Carlos, Adjaldo Luiz Piedade Júnior, preso por receber propina do tráfico de drogas da comunidade, foi condenado a seis anos de prisão, em regime fechado, por associação para o tráfico de drogas.

De acordo com as investigações, entre novembro de 2011 e janeiro de 2012, Adjaldo recebia R$ 15 mil por semana do traficante Sandro Luís de Paula, o Peixe, para não coibir a venda de drogas no São Carlos, época em que era comandante da UPP. Ele foi preso pela Polícia Federal e pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança, em fevereiro de 2012.

Na sentença, do último dia 13, o juiz Alcides da Fonseca Neto, da 11ª Vara Criminal da Capital, decretou ainda a perda do cargo do PM. Segundo o magistrado, Adjaldo Luiz funcionava como um verdadeiro "escudo protetor" que possibilitava que o negócio pudesse ser realizado de modo discreto, porém de maneira extremamente eficiente. Ele impedia ou dificultava a atuação de seus subordinados na repressão ao tráfico de drogas na região. "Em troca, recebia o pagamento da quantia de R$ 15 mil por semana, isto é, ele percebia, por sua atuação no grupo, a quantia de R$ 60 mil por mês", afirmou o juiz.

Outros réus

O ex-PM foi denunciado junto com outros 10 réus e, além dele, foram condenados Alex Moura de Matos, gerente das "bocas de fumo" da Cidade Nova, a quatro anos de reclusão, em regime semiaberto, com a substituição da pena privativa de liberdade à prestação de serviços à comunidade e ao pagamento de multa; Douglas Moura de Matos, braço direito de Alex Moura, a três anos e três meses de reclusão, em regime semiaberto, tendo a pena também substituída pelo pagamento de multa e serviços à instituição pública; Anni Fabiana de Souza Barata, Shirlei da Silva Nascimento e Jeovânio Beserra Santos a três anos de prisão, em regime aberto, pena substituía pelo serviço à comunidade e o pagamento de multa.

Foram absolvidos Vera Lúcia da Silva Rodrigues, Ronaldo Cruz dos Santos e o PM Alexandre Duarte, por falta de prova. Os outros dois réus, Anderson Rosa Mendonça, o Coelho; e Sandro Luiz de Paula Amorim, o Peixe, que controlavam o tráfico de drogas no Complexo de Favelas de São Carlos, tiveram o processo julgado extinto, uma vez que foram denunciados pelo mesmo crime em outro processo na 17ª Vara Criminal da Capital.


quinta-feira, 14 de março de 2013

Policiais de UPP na Penha dizem viver com medo dos bandidos, que circulariam armados (no país da copa...)

PMs em patrulhamento num dos becos da favela: medo de ataques do tráfico

O princípio fundamental das 30 Unidades de Polícia Pacificadora instaladas até agora é o controle dos territórios — antes dominados pelo tráfico de drogas ou pela milícia. Seis meses depois da chegada de uma UPP no Parque Proletário, no Complexo da Penha, porém, bandidos continuam desafiando o estado. Segundo PMs da unidade, eles circulam armados, inclusive com fuzis, e inibem o trabalho da polícia.

— A gente tem medo de andar pela favela, de fazer patrulhamento a pé e dar de cara com a bandidagem — revela um soldado da UPP, que pediu para não ser identificado.

De acordo com policiais, a ronda deveria ser feita por duplas de PMs, mas só é realizada com pelo menos seis homens. Tudo para evitar confrontos com os traficantes. A situação piora à noite e durante a madrugada.

— Tem ataque a tiro contra a gente pelo menos uma vez por semana. Tá "brabo" — desabafa outro soldado.
— Eles (os bandidos) ainda têm medo. Então, quando vêm a gente, eles abrem fogo para poder fugir — rebate um outro PM. Continue lendo do jornal EXTRA>>>>

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Número de mortes de PMs em UPPs é maior que em outras áreas do Rio

Especialistas defendem ajustes no projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), como mostrou reportagem exibida no RJTV nesta segunda-feira (10). Este ano, cinco policiais militares que atuavam no projeto de pacificação morreram em áreas de ocupação. O número é maior do que o de PMs assassinados em todo o restante da cidade. Continue lendo no G1

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Charge: UPP X Estado Social e Democrático de Direito


Fonte: Blog PAPO DE PM

Comentário: Ainda me vem alguns "intelectualóides"  substituíram o termo favela por comunidade, com o pretexto de que a derivação de favela, favelado, seria pejorativo. Todos sabemos que favela é um grupo social desprovido os direitos mínimos como escola, asfalto, luz, água encanada, energia. Ou seja, se é comunidade fica politicamente correto. De que adianta ser comunidade e viver pior do que na era das cavernas?

Sobre as UPPs Unidades de Polícia Pacificadoras, como sempre a segurança pública é mote de campanha, porém, apesar de ser trazida como algo "salvador", de nada ou pouco adiantará se não vier agregada a outros direitos como escola, hospitais, transportes, saneamento básico, etc.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Ou elegemos políticos de nossa classe, ou ficaremos eternamente sob um regime escravo

Policiais atuam na comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio

Na Rocinha, policiais reclamam de condição "desumana" de trabalho.



O governo do Rio de Janeiro está improvisando na área da Segurança Pública para instalar Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) em comunidades aonde não houve preparo antecipado, como acontece na Rocinha. Curiosamente, isto ocorre em um ano eleitoral.
Na Rocinha, o policiamento é feito,  segundo admitiu a própria Polícia Militar, por “estagiários” e não soldados. Por serem tratados ainda como em “fase de treinamento”, os recém-formados recebem como recrutas, menos do que é pago aos soldados. Mas, no fundo, todos exercem as mesmas funções de policiar.
Eles se formaram em maio, no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), na turma conhecida como 5ª Companhia Bravo, composta por 600 recrutas. Destes, cerca de 200 foram para a Rocinha. Lá ainda não há previsão de instalação das UPPs. Os demais formandos foram para o Complexo do Alemão, aonde a falta de estrutura também foi denunciada ao Jornal do Brasil na segunda-feira (30), por outro policial militar insatisfeito com o pouco caso do governo para as condições de trabalho nas UPP.
Alguns destes “recrutas” que estão na Rocinha, como um deles - o policial “Y” - confessou ao JB, têm dificuldades até para chegar ao 23º BPM, no Leblon, corporação à qual estão lotados. “A gente precisa de dinheiro para trabalhar. Para eles (oficiais), não importa se eu tenho aluguel, se eu preciso pagar a fralda dos meus filhos”, queixa-se. O curioso, pelo que diz, é que "até a Companhia que se formou depois de nós recebe vencimentos de soldados”, narra. 
O improviso, porém, é maior. Além da falta de pagamento, o policial "Y" enumera outras situações pelas quais passam cotidianamente que, segundo entende, afetam a “dignidade” da tropa.
Com ou sem instalações, os policiais dão jornada de 12h em pé. A medida, segundo a PM, visa protegê-los contra possíveis ataques. Se estiverem em viaturas, ficam ao lado delas. Mas muitos chegam à Rocinha em ônibus da corporação e tiram o serviço a pé. “Se sentarmos, por dez minutos que sejam, e algum superior nos ver, podemos ser presos”, revela o policial “Y”, cuja identidade foi preservada para evitar represálias. Segundo ele, durante as 12 horas de jornada, uma única refeição é distribuída.  Ao contrário do que ocorre no Alemão, onde os PMs ainda têm o banheiro das estações do teleférico que acabam usando, na Rocinha não há algo parecido. 
Segundo o policial “Y”, é preciso avisar antes de sair da viatura para ir a um banheiro, do contrário é possível sofrer autuação por abandono de posto. “Não temos banheiro. Ficamos a mercê da boa vontade dos comerciantes para utilizar os sanitários deles. Pedimos pelo rádio para ser liberados, e se um colega tiver um problema intestinal e não tiver tempo de avisar, como faz?” 
Ele insiste: "Não temos a quem recorrer, ficamos a mercê da sorte”, diz a fonte do JB CONTINUE LENDO NO JORNAL DO BRASIL
Jornal do BrasilLuciano Pádua

terça-feira, 31 de julho de 2012

UPP: o outro lado da moeda, que só os policiais que estão nelas conhecem

Sede da UPP da Nova Brasília atacada por bandidos
Fuzil travado                                    
A questão da falta de estrutura começa no próprio armamento com que estes policiais podem contar. Por conta da ordem de “não ostentar armamento”, cada guarnição só dispõe de um fuzil. Todo resto do efetivo conta apenas com pistolas, cada uma com dois carregadores. No dia dos ataques à UPP do Alemão, como já se sabe, os fuzis dos policiais travaram e não funcionaram.
“Não tem (armas) para todo mundo. É um fuzil para cada guarnição, e os que têm, travam, dão pane. No dia em que atacaram as duas UPPs, os policiais trocaram tiro, e depois de cinco ou seis disparos, as armas travaram”, revelou o que soube entre os colegas.   
Segundo o policial "X", a relação de problemas é extensa no cotidiano das UPPs. Um que salta aos olhos - e é difícil acreditar em tempos de comunicação multimídia - é a de que poucos rádios funcionam. Segundo ele, a grande maioria dos aparelhos só recebe chamadas, sem conseguir entrar em contato com outras estações, inclusive as que estão nas "viaturas policiais". 
A falta de sinal não é o único problema: “Não tem rádio para todo mundo. Às vezes, não tem a bateria reserva, e de noite o aparelho está descarregado. Já trabalhei sem rádio, por exemplo.”, afirma.
A assessoria de Imprensa do Comando de Polícia Pacificadora (CPP) nega que sejam insuficientes os rádios e as baterias. Também informou que "a quantidade de armamento é definida de acordo com as necessidades. Não há falta de fuzis". Admitiu que as armas falharam, a causa, porém, é "desconhecida e está sendo investigada". 
Spray controlado
Outra questão levantada pela fonte do JB está no excessivo controle do uso do spray de pimenta, tido como uma possibilidade de dissolver multidões e distúrbios civis de forma menos violenta. Os policiais precisam justificar, em documento, a quantidade utilizada e o motivo. E só há um para cada guarnição. No caso de uma grande agitação, eles não dispõem de bombas de gás lacrimogênio, necessárias para dispersar aglomerações. "Muitas vezes, apartamos as confusões na mão mesmo.", diz. 
Ao rebater a denúncia, a assessoria do CPP destacou que "os policiais da UPP não são policiais de confronto e guerra, e sim de mediação e de relação com as comunidades. A opção pelo uso do spray de pimenta e do "taser" (pistola de choque) no lugar da bomba de gás lacrimogênio é exatamente para minimizar atos de violência. É necessário o controle dos equipamentos para não haver uso abusivo", diz a nota.  
Benefícios não pagos
Além do equipamento precário, o policial conta que muitos colegas que têm direito a R$ 200 por mês para a alimentação, há seis meses não recebem. O mais crítico é que não há um lugar onde os policiais de algumas UPPs possam comer. No caso do Complexo do Alemão, além de faltar opção à alimentação, ele conta ser comum que policiais militares utilizem o banheiro do teleférico, pois não há sanitários disponíveis nos postos (contêineres) de policiamento.
“Na hora do almoço, há casos de policiais que comem no chão porque não têm onde comer ou ficam dentro dos contêineres, cujos ar-condicionados funcionam mal. É um absurdo”, diz. Continue lendo no JORNAL DO BRASIL

domingo, 17 de junho de 2012

Promotor cobra explicações de publicidade governamental nos uniformes do Exército


O Promotor da Justiça Militar Soel Arpini, de Santa Maria (RS), 'chamou na cincha' o Comandante do Exército, pelo uso indevido de propaganda governamental no gorro azul utilizado pelos militares que participam das UPP no Rio de Janeiro. Em ofício enviado ao General Enzo em 24 de abril, o Promotor salienta que "o gorro com pala azul azul utilizado pela Força de Pacificação não traz as armas da República Federativa do Brasil ou do Estado do Rio de Janeiro, que são símbolos constitucionalmente protegidos, sem vinculação política, mas marcas publicitárias dos governos, que se modificam frequentemente, conforme as democráticas alterações de poder".




Fonte: Blog do MONTEDO

sábado, 5 de maio de 2012

RIO PACIFICADO: DOIS POLICIAIS MILITARES ASSASSINADOS

JORNAL O DIA: PM é morto com tiro na nuca em Duque de Caxias.

Rio - Um policial militar do 15º BPM (Duque de Caxias) foi morto com um tiro na nuca, na madrugada desta sexta-feira, em Duque de Caxias na Baixada Fluminense. Segundo PMs do batalhão, o cabo Alexsander Botelho, 39 anos, fazia patrulhamento de rotina com outro policial durante a madrugada, nas imediações da Favela Santa Lúcia, quando foi surpreendido por traficantes. O policial morreu no local. O companheiro do PM não se feriu. O caso foi registrado na 62ª DP (Imbariê). 

PM morto com 19 tiros na Cidade de Deus.

Nesta quinta à noite, um policial militar foi morto com 19 tiros perto do Conjunto Habitacional da Polícia Militar, na Rua Monte Sião, na Cidade de Deus, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio. O sargento Max Guimarães, 44 anos, parou o carro da sua mulher e foi abordado por três homens, que fizeram os disparos. Segundo a Polícia Civil, a vítima é suspeita de ter envolvimento com a milícia da Vila Sapê, em Jacarepaguá, onde ele seria o responsável pela compra e venda de botijões de gás. O pai do militar, o aposentado Alberto Guimarães, 68, disse na Divisão de Homicídios (DH) suspeita de vingança de traficantes porque, segundo ele, um ponto de venda de drogas funciona dentro do Conjunto Habitacional da PM. Policiais da UPP Cidade de Deus informaram que não conseguiram nenhuma testemunha do crime, apesar de um bar em frente ao local do homicídio estar cheio de clientes. 

De acordo com a Polícia Militar, o policial assassinado estava de folga. Agentes da DH investigam o caso. 
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

"RIO PACIFICADO" comércio é proibido de abrir por traficantes...

Herculano Barreto Filho

Duas das maiores comunidades pacificadas do Rio estão em estado de alerta há dois dias. Ontem, comerciantes da Mangueira e Cidade de Deus, em Jacarepaguá, fecharam as portas pelo segundo dia consecutivo. A ordem foi dada pelo tráfico, de luto por causa da morte de dois integrantes de uma das principais facções criminosas do Rio. O episódio desafiou a autoridade das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), causando tensão.

A Mangueira amanheceu sem samba, silenciosa e com portões fechados por causa da morte de Wagner da Silva Assunção, o WG, baleado em confronto com policiais em Jacarezinho. Pela manhã, um rapaz de boné rondava de bicicleta pela Avenida Visconde de Niterói, principal via da comunidade, encarando os homens que reforçavam o policiamento.

- Agora, acabou o amor. É bala neles! - ameaçou, enquanto passava.
Em seguida, cerca de 30 pessoas caminharam em silêncio até uma van. Algumas delas entraram no veículo. As outras seguiram até o Buraco Quente, área que ficou conhecida como reduto do tráfico. Um homem que aguardava a partida da van foi visto chorando, na janela do veículo. Uma mulher que estava lá apontou para um policial e disse:

- Vai morrer!

O policial foi ao veículo, para tirar satisfações. Mas acabou contido por uma colega.
Nem os comércios em frente à sede da UPP da Mangueira abriram. A quadra de futebol soçaite e a pracinha em frente à unidade, que costumam ficar tomadas por crianças e adolescentes em frente, estavam vazias.