notícias

Loading...

Contatos

Impostômetro. Acorda Brasil!!!

...

Seguidores

Frase de Ruy Barbosa

Mostrando postagens com marcador cidadania. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cidadania. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 13 de março de 2012

Senhor Governador os Policiais e Bombeiro exigem Dignidade e Cidadania.

Quando tratamos de um movimento, normalmente as pessoas encaram tal atitude como ato de revoltosos ou insatisfeitos. No entanto, na medida em que conhecemos nossos problemas, dificuldades e anseios, de forma organizada, ordeira e produtiva, compete-nos analisar nosso quadro funcional e apresentar sugestões concretas e factíveis no sentido de que sejam empreendidas mudanças, com o conseqüente progresso.


Prima a nossa Constituição que todos são iguais perante a legislação e, em nossa condição de Policiais Militares, também a nós faz-se necessário o exercício pleno de nossa cidadania.

Para que esta exista em seu conceito básico, é preciso que sua matriz esteja presente: Dignidade.

Este atributo exige moradia digna, condições adequadas, de trabalho e remurenação, ato de existir pleno e expectativas de crescimento para nós mesmos e para nossos familiares.

sexta-feira, 9 de março de 2012

CRIAÇÃO DO PSPC DE UBERLÃNDIA, TRIÂNGULO E ALTO PARANAÍBA. CONSTRUINDO A NOSSA CIDADANIA

Numa reunião simples, mas muito objetiva, foi criado neste 22/10/2011, o diretório do PSPC – Partido da Segurança Pública e Cidadania, que abrangerá o Triângulo e Alto Paranaíba. Com lideranças de vários segmentos, o encontro selou a união de membros da diretoria do Sindicato dos Vigilantes – Cosmo e Ronaldo, o advogado Fabiano, Cabo PM Araújo, Cabo Anastácio e a esposa Rúbia, Renato Goulart, Cabo BM Cleomar (presidente estadual do partido), veio de BH e o Tenente Faria do DF (presidente nacional da comissão provisória).
Na ocasião os membros se apresentaram, demonstrando as expectativas perante ao partido, bem como os desafios que advém, diante da necessidade de coletar as assinaturas, visando deixar o PSPC em condições de lançar candidatos nos mais diversos cargos para 2014.
O Presidente
Tenente Farias da PM DF contou como surgiu a ideia de criar o PSPC, divulgou a agenda com as datas de inauguração dos novos diretórios e afirmou que o partido já está presente em 16 estados, e que está   dialogando com mais 6 outros, visando levar o projeto para todo o país.
Os presentes deliberaram que a pessoa em condições de assumir a regional provisória do PSPC de Uberlândia, Triângulo e Alto Paranaíba é o senhor Renato Goulart, civil ligado aos assuntos da segurança pública com longa experiência e trabalho comprovado pelo breve currículo:
Pequeno empresário no ramo de seguros;

Formado em Direito com duas pós em Marketing e Administração;
Presidiu o Conselho Municipal de Segurança Pública, atualmente é vice;
Membro do Conselho Estadual Anti-Drogas;
Presidente da Associação das Tradições Gaúchas em Uberlândia.

O evento foi um momento cívico muito importante, onde se discutiu vários temas relevantes da política nacional, desde intermináveis escândalos, passando pela sobrecarga vivida pelos profissionais da segurança, consequência do meio social não ter o apoio necessário, até a questão do assédio moral e total desrespeito de alguns militares a Constituição Federal, seja ignorando procedimentos, leis e tentando administrar a segurança em cima de resoluções em total confronto à Carta Magna. Por isso, precisamos de um partido forte, composto por aqueles que vivem os problemas, e que terão vez e voz para lutar por uma sociedade mais justa e cidadã.
Parabéns a todos que compareceram e que a partir de agora vivem sob o lema do PSPC: construindo a nossa cidadania.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA DOS PMs


Este pequeno texto objetiva trazer à baila o problema da negação de direitos aos policiais militares. A análise é confinada aos conceitos de direitos humanos e de cidadania, os quais, embora intimamente relacionados, não possuem o mesmo significado, como se sabe. Inobstante este fato, cumpre aclarar a distinção entre ambos, a fim de mostrar a forma diferenciada como afetam o dia a dia desses profissionais.
Os direitos humanos são inerentes a todos os seres enquanto tais, independentemente do lugar do mundo em que tenham nascido e de noções como condição social, fenótipo, origem etc. Assim, por exemplo, são iguais, como humanos, a mulher e o homem, o milionário e o mendigo, o juiz e o ladrão, o general e o soldado. Nenhum deles pode ser submetido a tortura, física ou mental, nem exposto ao escárnio público. São direitos universais indisponíveis, pois pairam acima das idéias de soberania nacional, pátria etc., mesmo em regimes ditatoriais.
Já a cidadania refere-se à condição em que os grupos humanos são inseridos numa sociedade nacional específica, à luz do ordenamento jurídico, resumido no brocardo “Igualdade perante a lei”. Tem a ver com direitos e deveres e com a cultura local. Exemplificando. Não faz tanto tempo que a Constituição da República vedava às praças de pré, às mulheres e aos analfabetos o direito de votar e ser votado. Ao brasileiro de 16 anos é garantido hoje o direito ao voto, porém só os maiores de 18 são considerados adultos pela lei penal. Ainda: em certos países, a cidadania do homem inclui o direito de possuir duas ou mais esposas, o que, em outros, como o Brasil, é crime.
Vê-se, portanto, que, num caso, estamos falando do ideal da igualdade absoluta, tendo como referência a própria condição humana; no outro, de igualdade “regulada” pelo Estado, referida ao aparato legislativo, do qual, não raro, promanam disposições que afrontam os direitos humanos.
No caso dos PMs, a distinção praticamente se neutraliza, de vez que é notória a indiferença da sociedade tanto para com a crescente quantidade de mortos, incapacitados e expostos a riscos desnecessários (direitos humanos) quanto para com os seus aviltantes salários, condições de trabalho e parcos direitos sociais (cidadania).
No que tange aos seus direitos humanos, tendo em vista que o Estado, em qualquer sociedade, é o seu principal violador; e que os policiais (em especial os PMs) são os agentes públicos mais visíveis, resulta difícil chamar a atenção da população para o fato de que, na luta contra o crime, esses profissionais são muito mais vítimas do que vitimizadores. Vítimas não só dos bandidos, mas, sobretudo, dos orquestradores públicos e privados da violência estatal. Estes, depois de atiçarem os PMs de modo a que se lancem na “guerra” como camicases urbanos, voltam-lhes as costas quando, aos olhos da mídia, algo sai errado. Aí, para salvar a própria pele, esgueiram-se ardilosamente pelos desvãos da irresponsabilidade, sem se inibirem de engrossar o coro dos que execram publicamente os policiais azarados. Pior: não se pejam de pegar carona nos enterros de PMs para, fingindo solidariedade à família e ao falecido – feito “herói-morto” –, aproveitar a ocasião para reforçar o seu proselitismo.
Em se tratando especificamente da sua cidadania, bastará um ligeiro exame da Constituição e da legislação específica para situar a condição em que os PMs são inseridos na estrutura da sociedade brasileira. Ver-se-á que, sem sombra de dúvida, trata-se dos trabalhadores com a maior carga de obrigações e a menor parcela de direitos. Dos brasileiros com a maior carga horária de trabalho, comparados aos de qualquer outra atividade ou instituição. Senão vejamos.
A todo trabalhador brasileiro em geral são impostos deveres e reconhecidos direitos, tais como, dentre outros: jornada máxima de 44 horas semanais, hora extra, repouso semanal remunerado, férias anuais, direito de greve etc.; ao servidor público em geral são também garantidos os mesmos direitos, mas seus deveres vão além, como, por exemplo, a proibição de intermediar interesses, de participar de firmas que contratem com o governo, de manifestar-se publicamente sobre assuntos do serviço sem autorização etc.; ao servidor público policial civil, são impostas restrições maiores, expressas em estatuto e em regulamento disciplinar próprios, tornando-o passível até mesmo de prisão administrativa. No caso do PM, ademais de se somarem todos esses deveres e vedações, paira sobre a sua cabeça, na condição “especial” de militar, atribuída a ele pela Constituição, a espada de Dâmocles do regulamento disciplinar e do Código Penal Militar, que o obrigam a estar à disposição da Corporação, sem direito de reclamar, durante as 24 horas do dia, os 365 dias do ano, proibido inclusive de executar, mesmo nas horas de folga, alguma atividade para complementar a renda familiar. Hora extra? Repouso semanal? Direito de greve, de sindicato? Nem pensar… Em suma, o PM é submetido a uma espécie de capitis deminutio maxima (perda total da cidadania): não desfruta os direitos do trabalhador comum, nem os do servidor público em geral, nem os do policial civil.
Curiosamente, nada disso sensibiliza os detratores da PM, que só se interessam pelos erros e desvios de conduta. Em vez de o risco de morte e as limitações de cidadania assegurarem aos PMs compensação pecuniária ou alguma prerrogativa – como era de se esperar –, acarretam-lhe, ao contrário, menosprezo e as conhecidas desqualificações. De nada adianta falar nas centenas de milhares de ações corretas e meritórias. Ora, que tipo de segurança pode oferecer à população alguém que sai para trabalhar inseguro, e revoltado com a forma preconceituosa como é tratado, sem saber se vai voltar para casa ao fim do dia? Alguém cuja retribuição salarial é insuficiente sequer para habitar com a família em condições condignas, e sem ver atendidas as necessidades básicas dos filhos? Alguém sob permanente tensão que, em relação à população como um todo, é muito mais vulnerável a doenças ocupacionais como o estresse, a hipertensão, distúrbios neurológicos, depressão etc., que podem levá-lo ao alcoolismo e, no limite, ao suicídio, como frequentemente ocorre?
O que causa espanto é como os PMs, inobstante tanta desvalorização, não esmorecem, parecendo não se darem conta de que foram erigidos pelo próprio “sistema” a bodes expiatórios da sociedade! E que assumam como unicamente sua uma “guerra” que não foi inventada por eles! Guerra inútil, insana (ou de propósitos inconfessáveis…). Como podem seguir iludidos, sem refletir sobre o fato de serem usados como peças descartáveis de uma engrenagem que mal conhecem?
Em benefício de todos, é indeclinável a necessidade de que os policiais militares tenham o seu status social elevado, o que dependerá tanto da determinação dos mesmos em repensar a Instituição (e de fugir ao papel subalterno a que se têm submetido de forma passiva) quanto da compreensão da sociedade de que isto é do seu próprio interesse. Numa democracia de fato, os policiais são a primeira linha de defesa dos direitos humanos (sic). De todos, incluídos dos seus.  
……………..
PS. O que esperar de alguém a quem se outorga parcela do poder de polícia, uma carteira de autoridade e autorização para usar a força, inclusive a força letal da arma de fogo, mas que sai para trabalhar sem ter as necessidades básicas de sua família atendidas? Não pode dar certo. Não dá para resolver o problema apenas com o tacão CPM e do RDPM. Esse modelo faz lembrar a lógica do absurdo.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

DIREITOS HUMANOS e CIDADANIA dos PMs






       












Jorge da Silva (*)

      Este pequeno texto objetiva trazer à baila o problema da negação de direitos aos policiais-militares. A análise é confinada aos conceitos de direitos humanos e de cidadania, os quais, embora intimamente relacionados, não possuem o mesmo significado, como se sabe. Inobstante este fato, cumpre aclarar a distinção entre ambos, a fim de mostrar a forma diferenciada como afetam o dia-a-dia desses profissionais.

    Os direitos humanos são inerentes a todos os seres enquanto tais, independentemente do lugar do mundo em que tenham nascido e de noções como condição social, fenótipo, origem etc. Assim, por exemplo, são iguais, como humanos, a mulher e o homem, o milionário e o mendigo, o juiz e o ladrão, o general e o soldado. Nenhum deles pode ser submetido a tortura, física ou mental, nem exposto ao escárnio público. São direitos universais indisponíveis, pois pairam acima das idéias de soberania nacional, pátria etc., mesmo em regimes ditatoriais.

       Já a cidadania refere-se à condição em que os grupos humanos são inseridos numa sociedade nacional específica, à luz do ordenamento jurídico, resumido no brocardo “Igualdade perante a lei”. Tem a ver com direitos e deveres e com a cultura local. Exemplificando. Não faz tanto tempo que a Constituição da República vedava às praças de pré, às mulheres e aos analfabetos o direito de votar e ser votado. Ao brasileiro de 16 anos é garantido hoje o direito ao voto, porém só os maiores de 18 são considerados adultos pela lei penal. Ainda: em certos países, acidadania do homem inclui o direito de possuir duas ou mais esposas, o que, em outros, como o Brasil, é crime.
       Vê-se, portanto, que, num caso, estamos falando do ideal da igualdade absoluta, tendo como referência a própria condição humana; no outro, de igualdade “regulada” pelo Estado, referida ao aparato legislativo, do qual, não raro, promanam disposições que afrontam os direitos humanos.

       No caso dos PMs, a distinção praticamente se neutraliza, de vez que é notória a indiferença da sociedade tanto para com a crescente quantidade de mortos, incapacitados e expostos a riscos desnecessários (direitos humanos) quanto para com os seus aviltantes salários, condições de trabalho e parcos direitos sociais (cidadania).

       No que tange aos seus direitos humanos, tendo em vista que o Estado, em qualquer sociedade, é o seu principal violador; e que os policiais (em especial os PMs) são os agentes públicos mais visíveis, resulta difícil chamar a atenção da população para o fato de que, na luta contra o crime, esses profissionais são muito mais vítimas do que vitimizadores. Vítimas não só dos bandidos, mas, sobretudo, dos orquestradores públicos e privados da violência estatal. Estes, depois de atiçarem os PMs de modo a que se lancem na “guerra” como camicases urbanos, voltam-lhes as costas quando, aos olhos da mídia, algo sai errado. Aí, para salvar a própria pele, esgueiram-se ardilosamente pelos desvãos da irresponsabilidade, sem se inibirem de engrossar o coro dos que execram publicamente os policiais azarados. Pior: não se pejam de pegar carona nos enterros de PMs para, fingindo solidariedade à família e ao falecido – feito “herói-morto” –, aproveitar a ocasião para reforçar o seu proselitismo.

       Em se tratando especificamente da sua cidadania, bastará um ligeiro exame da Constituição e da legislação específica para situar a condição em que os PMs são inseridos na estrutura da sociedade brasileira. Ver-se-á que, sem sombra de dúvida, trata-se dos trabalhadores com a maior carga de obrigações e a menor parcela de direitos. Dos brasileiros com a maior carga horária de trabalho, comparados aos de qualquer outra atividade ou instituição. Senão vejamos.

       A todo trabalhador brasileiro em geral são impostos deveres e reconhecidos direitos, tais como, dentre outros: jornada máxima de 44 horas semanais, hora extra, repouso semanal remunerado, férias anuais, direito de greve etc.; ao servidor público em geral são também garantidos os mesmos direitos, mas seus deveres vão além, como, por exemplo, a proibição de intermediar interesses, de participar de firmas que contratem com o governo, de manifestar-se publicamente sobre assuntos do serviço sem autorização etc.; ao servidor público policial civil, são impostas restrições maiores, expressas em estatuto e em regulamento disciplinar próprios, tornando-o passível até mesmo de prisão administrativa. No caso do PM, ademais de se somarem todos esses deveres e vedações, paira sobre a sua cabeça, na condição “especial” de militar, atribuída a ele pela Constituição, a espada de Dâmocles do regulamento disciplinar e do Código Penal Militar, que o obrigam a estar à disposição da Corporação, sem direito de reclamar, durante as 24 horas do dia, os 365 dias do ano, proibido inclusive de executar, mesmo nas horas de folga, alguma atividade para complementar a renda familiar. Hora extra? Repouso semanal? Direito de greve, de sindicato? Nem pensar... Em suma, o PM é submetido a uma espécie de capitis deminutio maxima (perda total da cidadania): não desfruta os direitos do trabalhador comum, nem os do servidor público em geral, nem os do policial civil.

       Curiosamente, nada disso sensibiliza os detratores da PM, que só se interessam pelos erros e desvios de conduta. Em vez de o risco de morte e as limitações de cidadania assegurarem aos PMs compensação pecuniária ou alguma prerrogativa – como era de se esperar –, acarretam-lhe, ao contrário, menosprezo e as conhecidas desqualificações. De nada adianta falar nas centenas de milhares de ações corretas e meritórias. Ora, que tipo de segurança pode oferecer à população alguém que sai para trabalhar inseguro, e revoltado com a forma preconceituosa como é tratado, sem saber se vai voltar para casa ao fim do dia? Alguém cuja retribuição salarial é insuficiente sequer para habitar com a família em condições condignas, e sem ver atendidas as necessidades básicas dos filhos? Alguém sob permanente tensão que, em relação à população como um todo, é muito mais vulnerável a doenças ocupacionais como o estresse, a hipertensão, distúrbios neurológicos, depressão etc., que podem levá-lo ao alcoolismo e, no limite, ao suicídio, como frequentemente ocorre?

       O que causa espanto é como os PMs, inobstante tanta desvalorização, não esmorecem, parecendo não se darem conta de que foram erigidos pelo próprio “sistema” a bodes expiatórios da sociedade! E que assumam como unicamente sua uma “guerra” que não foi inventada por eles! Guerra inútil, insana (ou de propósitos inconfessáveis...). Como podem seguir iludidos, sem refletir sobre o fato de serem usados como peças descartáveis de uma engrenagem que mal conhecem?
       Em benefício de todos, é indeclinável a necessidade de que os policiais-militares tenham o seu status social elevado, o que dependerá tanto da determinação dos mesmos em repensar a Instituição (e de fugir ao papel subalterno a que se têm submetido de forma passiva) quanto da compreensão da sociedade de que isto é do seu próprio interesse. Numa democracia de fato, os policiais são a primeira linha de defesa dos direitos humanos (sic). De todos, incluídos os seus.


(*) Nascido e criado no hoje chamado Complexo do Alemão, Zona da Leopoldina do Rio, entrou para a PM aos 17 anos, tendo atingido o último posto, o de coronel. É doutor  em Ciências  Sociais (Uerj), com pós-doutorado na Universidade de Buenos Aires (Equipo de Antropologia da Faculdade de Filosofia e Letras (2006)). Professor-adjunto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, é atualmente coordenador de estudos e pesquisas em Ordem Pública, Polícia e Direitos Humanos, e pesquisador convidado do Núcleo Fluminense  de  Estudos e Pesquisas  (Nufep) da Universidade Federal Fluminense. Graduado em Direito e em Letras, com Mestrado em Ciência Política e em Língua Inglesa (Letras).

Além de altos cargos na PMERJ, comoos de subsecretário de Estado e chefe do Estado Maior Geral, foi coordenador setorial de Segurança, Justiça, Defesa Civil e Cidadania do Governo do Estado (2000 - 2002), presidente do Instituto  de  Segurança  Pública - ISP (2003), corregedor interino da Corregedoria Geral Unificada das Polícias Civil, Militar e do Corpo de Bombeiros, e secretário  de  Estado  de  Direitos  Humanos (2003 - 2006).

Seis livros publicados; dezenas de artigos em publicações coletivas nacionais e estrangeiras.

Áreas de interesse: segurança pública, polícia, direitos humanos, relações sócio-étnicas, semiótica.

Colaborador: CABO BM CLEOMAR

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Associações militares x cidadania

               
  Por Marcelo Anastácio
         Vejo muitos colegas de farda se queixarem da postura de algumas associações, na maioria das vezes com toda razão, seja pela inércia de alguns advogados, seja pela má fé de alguns dirigentes que sequer prestam contas para os sócios. Há associações que inclusive ameaçam processar ou abandonar a causa dos sócios que ousarem a fazer qualquer tipo de denúncia.

             Hoje é um dia especial, 20 de outubro de 2011, e a história é construída pela massa, que derruba mais um ditador Muamar Kadafi, que se arvorou no poder da Líbia por mais de quarenta anos. Mas, o que tem a ver  um assunto com o outro, ainda mais em se tratando de notícia internacional. O povo quando participa será sempre, sempre o soberano, e nas associações não é diferente. Quantos de nós quando vemos os atos de convocação para assembléia, (nas raras vezes em que são divulgados), quantas vezes nós fomos? Quantas vezes deixamos o churrasquinho, o futebol, a pesca para participar de algum evento na associação? Qual o sócio que um dia teve coragem de denunciar um advogado na OAB, além de processá-lo por mal atendimento ou abandono da causa? Não temos essa cultura, por isso não se presta contas, por isso não somos respeitados.
        
            Não haverá milagres seja na associação militar ou de bairros, seja no partido ou nação, se não mudarmos a nossa concepção diante da política. Enquanto alimentarmos o discurso plantado por aqueles que  deturpam a coisa pública, de que a política é suja, sempre veremos aquela mesma meia dúzia, que perdura no     
senado, no congresso, nas câmaras de vereadores e nas associações militares. Ou participamos para construirmos juntos o nosso futuro, ou viveremos alheios, sendo comandados, subjugados e oprimidos pelos tiranos, oportunistas e derrotados principalmente pelo nosso comodismo. Temos que participar, e literalmente  vestir a camisa, não apenas no dia do jogo, mas, todos os dias. Ser brasileiro quando o hino toca é passageiro demais, temos que cantá-lo no dia-a-dia.
          
           Por isso, temos que participar das chapas, ou pelo menos nos mantermos bem informados para saber em quem não votaremos, e a partir daí tudo fica mais fácil. Não existem salvadores da pátria, muito menos em associações. Eles os eleitos, têm que se sentir vigiados, para que tenham zelo e probidade. Ir votar é muito pouco para a construção da nossa cidadania...portanto se as associações são o que são, será sempre reflexo da inércia ou da nossa efetiva participação e cobrança.


             Marcelo Anastácio/blog No Q.A.P

domingo, 25 de setembro de 2011

Construindo a cidadania: PSPC lançará candidato próprio à Presidência do Brasil

               
                Editorial do blog No Q.A.P
                Por Marcelo Anastácio
              
            Desde de 1988, com a criação da nossa última Carta Magna, que os militares ficaram preteritos, (para não dizer discriminados) em vários aspectos, como na questão política, sem direito a filiação partidária, seja no comportamento, onde a categoria ainda não reconhece o assédio moral como crime (mesmo sendo "seguidora" dos Direitos Humanos), seja na liberadade de expressão, pois indicia os militares que se expressam.             

           Especialmente as forças armadas, muito mais até do que alguns militares estaduais, sofreram grande corte no orçamento, sendo determinante para a diminuição do contingente, diminiução do horário de funcionamento dos quartéis, e, sucateamento dos equipamentos.

            Desde o fim da ditadura não tivemos candidato militar concorrendo, por exemplo, a presidência, o  que seria quase um afronta. Associar a imagem a essa categoria, seria suicídio eleitoral. Contudo, devido as constantes manifestações de policiais e militares, desde de 88, algumas culminando em greves e até morte. Porém a força eleitoral que o segmento chamado segurança pública agrega, com quase 10% do eleitorado, somados aos parentes é um fato. Aliado ao descaso dos sucessivos governos junto a categoria, somado ao despertar da cidadania em geral, e especialmente dos militares, surge a ideia de criação de um partido político, capaz de aglutinar militares, civis e interessados em combater a corrupção e ao velho modelo político brasileiro, eis que surge o PSPC - Partido da Segurança Pública e Cidadania.

          Por enquanto estamos na fase de coleta de assinaturas, aumento dos diretórios pelo país. Com certeza, em 2014, estaremos lançando candidatos para os mais diversos cargos, inclusive para Presidência do Brasil. Sem medo ou vergonha de ser feliz. Essa geração de militares e civis que apoiam o projeto, não está associada ao passado, pois, queremos chegar ao poder pelo voto, única arma aceitável numa democracia.

             Para os que duvidam, saibam que a única categoria que transita em todos os níveis sociais, do medingo ao médico, do advogado ao sem-terra, do aluno ao professor somos nós policiais militares estaduais. Por isso conhecemos os dois lados da moeda, dos bastidores do estado falacioso, as demandas de uma sociedade ávida por mudanças sociais. Bem vindo a cidadania, façam parte do PSPC, ajude a contruí-lo, ele é nosso: www.pspcbrasil.com.br ou www.pspcmg.com

                Marcelo Anastácio

domingo, 4 de setembro de 2011

Ajude a construir a cidadania, leve o PSPC para sua cidade

            Ajude a construir um novo partido PSPC - Partido da Segurança Pública e Cidadania, leve o diretório do partido para sua cidade. A ideia é trazer cidadãos de vários segmentos, além dos profissionais da segurança pública. Cidadania é a gente que faz!
            Acesse o portal do PSPC:

          WWW.PSPCBRASIL.COM.BR
           

sábado, 30 de julho de 2011

UPP-Unidade de Polícia Pacificadora: O desabafo do cidadão...

       
          "Hoje mais uma vez tive que ligar para a unidade de polícia pacificadora d turano da qual o senhor é o comandante para reclamar de música alta que provinha da Rua Joaquim Pizarro após as 22h. Falei com a policial ... que atenciosamente me atendeu explicando que duas festas tinham autorização, uma para o som ser desligado às 22h e outra à 00h. Entendi! Mas não posso aceitar que a polícia venha criar leis. Lei é Lei, e deve ser respeitada, e uma das atribuições das UPPs é fazer com que sejam respeitadas. Como assim o som pode ficar ligado a qualquer altura até à meia-noite???? Por mim, os moradores do turano ficam em festa 24h, 72h...porém o som não deve incomodar seus vizinhos e nem tampouco aqueles que nem moram na comunidade. Isso mesmo o som era escutado na Rua Hadock Lobo. mas nada poderia ser feito pois tinham autorização para ficar até as 00h...estou estarrecida!!!! Que eu saiba existe uma lei no municipio que restringe o horários da poluição sonora e portando a mesma deve ser respeitada por qualquer cidadão, inclusive os que moram em favela. A comunidade do turano não tem quadra com tratamento acústico para que possa fazer festas, bailes, quermesses...ou qualquer evento que ultrapasse as 22h. E o pior, cada vez mais frequente são essas festas. Não satisfeitos em ter a música alta, ainda somos surpreendidos com fogos que explodem cada vez constantente, são rojões, bombas...a qualquer hora do dia e da noite. Antes da upp, era para a avisar a chegada da droga e da polícia, e agora pós upp???? e o seu uso não é proibido na via pública??? Comandante, estou muito preocupada com o futuro desta upp. Com sinceridade, para os moradores dos arredores está pior. Os assaltos continuam acontecendo, na Rua Engenheiro Adel foram roubados 2 carros e um terceiro teve seu vidro quebrado, isto em uma semana. Soube que na Rua Barão de Itapagipe 2 pessoas foram assaltadas, uma ficou sem celular e outra sem a bolsa (fatos ocorridos em junho). Na mesma rua esquina com Rua Aguiar ou Rua Delgado de Carvalho (sempre me confundo) continua funcionando uma boca de fumo, inclusive durante o dia é possível ver as pessoas usando drogas na calçada, em frente a uma mecânica. Digo que está pior, pois a sensação de insegurança é maior. Todos acreditamos que com a upp os principais problemas seriam resolvidos. Utopia! Realmente em um primeiro momento, os bailes acabaram, os fogos não existiam, os assaltos quase zeraram...porém aos poucos vejo que o "funcionamento" da comunidade volta ao normal. Conversando com alguns moradores da favela, me disseram que inclusive eles estão receosos, que traficantes que fugiram estão voltando e que a polícia já está virando piada. Já estão perdendo o respeito, um deles citou o fato ocorrido há alguns sábados que as 2h da manhã os policiais foram em uma festa que ocorria na Rua Joaquim Pizarro, e tiverem que desligar o som na marra, que teve briga, e que os policiais inclusive tiveram que apontar armas para as pessoas presentes. Antes não tinhamos a quem reclamar. Agora que temos, de nada adianta pois os abusos são cada vez maiores. Sei dos problemas de infraestrutura que ocorrem nas upps, imagino que o mesmo continue ocorrendo no turano. Mas peço que não meça esforços para acabar com esses abusos. Lamentável!! Adoraria estar escrevendo o contrário. Sem mais"

Comentário anônimo recebido neste blog

terça-feira, 5 de julho de 2011

Militares pela Cidadania

Robson Augusto da Silva, sociólogo e militar da Marinha, nos solicitou divulgação de seu livro, Militares pela Cidadania, que aborda o tema "Forças Armadas" por um prisma diferente do comum, revelando detalhes dos métodos de reconstrução usados nas escolas militares, bem como os conflitos causados pela "intelectualização" dos militares subalternos, que gera dificuldade no acatamento de alguns dogmas que subsistem nas Forças armadas. Se por um lado os militares são cidadãos normais, consumidores, eleitores e pais de família, por outro têm sido uma espécie de semi-cidadãos, desprovidos de prerrogativas alcançadas pelo restante dos brasileiros, como jornada de trabalho especificada em lei, direito à sindicalização, filiação partidária, princípio da presunção de inocência e Habeas corpus em sua plenitude.

O livro parece ser muito interessante e está sendo vendido pelo site:
Click aqui:  http://socmilitar.hojenaweb.com

pelo valor de R$ 26,00 (frete grátis).

fonte: blog universopolicial.com