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domingo, 11 de maio de 2014

Forças Armadas iniciam operação com 30 mil militares para patrulhar fronteiras

As Forças Armadas brasileiras iniciaram hoje (10) a Operação Ágata 8, com o objetivo de combater crimes e irregularidades na fronteira brasileira. Este ano, em função da Copa do Mundo, a ação vai abranger toda a extensão da fronteira, que tem 16,8 mil quilômetros. O mesmo aconteceu em 2013, em função da visita do papa Francisco e da realização da Copa das Confederações. Nas seis primeiras edições, nos anos de 2011 e 2012, a operação patrulhou somente pontos estratégicos.
Para dar conta do patrulhamento, cerca de 30 mil militares do Exército, Marinha e Aeronáutica foram destacados. Além desse contingente, participarão agentes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar dos estados envolvidos. Também vão colaborar profissionais da Receita Federal e de agências governamentais como a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Eles estarão atentos aos principais crimes fronteiriços, como tráfico de drogas e armas, contrabando, crimes ambientais e imigração, além de garimpo ilegais, por exemplo.
De acordo com a assessoria de comunicação do Ministério da Defesa, o posicionamento das tropas para início da Ágata 8 começou na última semana e a ação foi oficialmente deflagrada às 8h de hoje. Ainda segundo a assessoria, não há prazo para o fim da movimentação, já que isso dependerá dos desdobramentos da fiscalização. No entanto, ao fim será divulgado um balanço.
A Operação Ágata 8 é parte do Plano Estratégico de Fronteiras, criado pela presidenta Dilma Roussseff em 2011. Antes da deflagração, o governo brasileiro manteve contato com os dez países vizinhos para repasse de informações sobre o emprego do aparato militar. A operação está sob comando do ministro da Defesa, Celso Amorim, e do general José Carlos De Nardi, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

FORÇAS ARMADAS PODEM ENTRAR EM GREVE!

CLIQUE AQUI E ASSISTA PARTE DA REUNIÃO
Reunião tensa no Ministério da Defesa. Representantes dos militares da Forças Armadas já falam em paralisação.
Se prender meu esposo o Ministério vai ter que mandar prender ele e eu”...
"Nos vamos fazer como todo mundo faz, prender um é fácil, prender dois é fácil. Eu quero ver prender TRÊS MIL, QUATRO MIL..."
Dia 24 de abril ocorreu nova reunião no Ministério da Defesa, com a presença de Ari Matos Cardoso, Secretário Geral do ministério. No evento compareceram varios políticos e representantes de associações. O deputado Izalci, do PSDB, que se apresentou como “defensor das Forças Armadas”, logo de início disse que defende a criação de uma espécie de comissão no Ministério da Defesa voltada exclusivamente para a questão de remuneração dos militares. Segundo o deputado, todas as categorias que fazem paralisação conseguem ter suas reivindicações atendidas, mas os militares, que não podem se sindicalizar nem fazer greves, permanecem com enorme defasagem salarial.
Recentemente os policiais da Bahia realizaram uma greve, considerada ilegal, e os militares federais foram deslocados para reforçar a segurança do estado. Os policiais conseguiram seu reajuste.
Ari Matos Cardoso disse que o Ministério da defesa já construiu uma política de remuneração dos militares, que teve a aprovação dos três comandos, que deve ser apresentada ainda esse mês. Segundo o mesmo, o documento será um instrumento orientador para a valorização da carreira militar.
O senador Paulo Paim, quando assumiu a palavra logo mencionou a questão do inacreditável valor do salário família dos militares, que é de 16 centavos, valor ridículo, que só ganhou evidência nacional após um já conhecido militar carioca, sargento Vinícius Feliciano (Veja Aqui) - em ação ousada - escalar a estátua do Marechal Deodoro usando uma camisa com a frase “Não é só por R$ 0,16”
As falas da maioria das pessoas foram dentro da tão conhecida, e já angustiante, ética parlamentar. Que acaba, pelo excesso de gentilezas e atenuantes linguísticos, fazendo parecer que os temas tratados não são tão urgentes e importantes quanto na verdade são. Fugindo dessa regra surge a Senhora Kelma, presidente da Unifax. Kelma Costa não poupou palavras de indignação. Ela parece saber realmente o que são as privações passadas pela família militar, e cremos que deixou o Ministério da Defesa bastante preocupado depois de ouvir suas palavras.
Kelma começou sua fala perguntando: “ _Ha quanto tempo que se sabe disso? Quando você sabe de um problema e não busca uma solução demonstra-se com isso algumas coisas. Ou é falta de vontade de resolver. Porque se for falar que é questão de dinheiro eu vou ter que desmentir, porque no Brasil, aonde se tem dinheiro pra tudo é complicado acreditar e passar isso pra tropa hoje. Isso não pode ser mais justificativa. A questão dos 28.86% é uma questão agora de execução...
Ela continuouAo seu lado Ari Matos mantinha o semblante fechado. "O que eu preciso saber é o seguinte: se tudo isso que se disse aqui já se sabe desde 2005, então, sair daqui ou nos deixar novamente no vácuo, sem uma resposta, uma data, um preto no branco, seria simplesmente a defesa se colocar numa posição omissa. Ou de que não quer resolver ou de que joga a bola pra Presidente. E os militares vão saber o seguinte, nós então estamos sem representação, nós não temos mais a quem recorrer a não ser o comandante supremo..."
O senhor lembra que eu estive aqui em manifestação no ano passado... estivemos em reunião com o senhor... no dia seguinte voltamos em manifestação... buscando de alguma forma chamar a atenção do Ministério da Defesa pra essa situação que eu to apresentando pro senhor um ano depois, e nada foi feito. Eu disse, então nós vamos pro Congresso, do Congresso partimos pro Senado, e as coisas cresceram e a tendencia agora é crescer muito mais. Porque eu vou dizer uma coisa pro senhor doutor Ari, eu estou com quatro ônibus de militares da reserva preparadinhos, porque se não for tomada uma decisão nós vamos vir pra cá.
Nós vamos fazer como todo mundo faz, prender um é fácil, prender dois é fácil. Eu quero ver prender TRÊS MIL, QUATRO MIL, aí vai complicar a situação. Eu vou dizer pro senhor que o meu marido é um desses que está cansado, sobrecarregado, endividado, e esperando, esperando... Vai ter que acontecer igual acontece aí, uma hora vamos parar, vamos parar com tudo e quem tiver que prender prenda e quem tiver que arcar com as consequências que arque... Se prender meu esposo o Ministério vai ter que mandar prender ele e eu. Porque o senhor vai levar e eu vou ficar sentada do lado de fora esperando ele sair, ou dentro da cela com ele. Vai ser um trabalho dobrado.
A senhora Ivone Luzardo descreveu uma mensagem que recebeu de um militar: “Eu quero entrar no Congresso armado... se eu tiver uma chance não sobra um.” "A que ponto deixaram chegar os militares. Se isso não é revanchismo é o que?" Disse Luzardo
Pelo conteúdo dos discursos conclui-se facilmente que a situação está no limite. As falas dos representantes nos levam a crer que em um momento como esse qualquer coisa pode acontecer.
Essa semana mesmo o grupo TERNUMA (Terrorismo Nunca Mais) criou uma grande lista, exemplarmente democrática, em repúdio ao governo atual. Em poucos dias o documento já conta com mais de 2 mil signatários. Imaginem um grande grupo de militares da reserva, generais que ocuparam altos cargos, coronéis, capitães, sargentos... Caminhando silenciosamente e simplesmente se posicionando em frente ao Palácio do Planalto. Imaginem que eles permaneçam ali por vários dias seguidos... Que cena! Que repercussão incrível causaria!
Qual será o tamanho do prejuízo político se a sociedade perceber que as Forças Armadas estão insatisfeitas com o governo, a ponto de atitudes extremas, como mencionou a senhora Kelma Costa?

blog do adeilton9599

terça-feira, 11 de março de 2014

Exército poderá ser auxiliar das forças auxiliares e auxiliar dele mesmo...

 Com a falência do programa de contenção da violência no Rio de Janeiro, conhecido como Unidade de Polícia Pacificadora - UPP, onde nos últimos dias vários policiais cariocas vem sendo executados, provando que não existe pacificação nessas favelas, e que portanto o programa é meramente fisiológico, o governo do estado resolveu reagir, e já cogita o retorno das Forças Armadas no apoio a Polícia Militar, dentro da estratégia de ocupação dessas áreas.

 O detalhe é que constitucionalmente as polícias militares sempre foram forças auxiliares das Forças Armadas, mas, num total equívoco jurídico, executivo e operacional, o Exército mais uma vez será convocado para ser auxiliar dele mesmo, força auxiliar das forças auxiliares. Ainda mais em ano eleitoral, tamanho desgaste com as mortes dos policiais, devem ser evitadas para garantir a eleição do candidato da situação.

 Enquanto isso as mazelas sociais continuam nos morros, a falta de efetivo é evidente e o Código Penal é de 1940; sem falar nos baixos salários, na falta de estrutura, com dois policiais "patrulhando" comunidades com cem, duzentos mil moradores, trabalhando em gaiolas de ferro e o governador fazendo campanha em cima do bolo todo decorado...porém, os problemas começas a desabrochar...

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Mais de 250 oficias pediram demissão das forças armadas em 2013

Se em 2012 foram 249 os oficiais das Forças Armadas que pediram demissão, abandonaram a carreira e passaram a trabalhar na área civil, o número quase se repetiu em 2013: 250 oficiais pediram demissão, sendo 121 do Exército, 70 da Marinha, e 59 na Força Aérea.

O que impressiona desfavoravelmente é o grande desfalque representado pela saída de nada menos do que 94 engenheiros — formados em centros de excelência como o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), ou o Instituto Militar de Engenharia (IME), no Rio de Janeiro.

O Exército foi especialmente prejudicado, perdendo nada menos do que 46 engenheiros militares, que preferiram fazer carreira na vida civil. Na FAB, saíram 34 engenheiros aeronáuticos, e, na Marinha, 14 oficiais engenheiros.

O Exército também foi a única força que perdeu oficiais superiores — de tenente-coronel a general, sendo cinco, no caso, além de 46 capitães e 70 tenentes.

Deixaram a Marinha 32 Capitães-tenentes e 38 Tenentes, e cessaram de vestir a farda da Força Aérea 5 capitães-aviadores e 54 tenentes-aviadores.

A questão salarial não é a única a preocupar os militares de qualquer especialidade.

Coluna do Ricardo Setti - Portal Veja/blog Plantão Policial MG

quarta-feira, 12 de junho de 2013

MILITARES das FORÇAS ARMADAS PROTESTAM EM BRASÍLIA

Apesar da grande participação e apoio demonstrado nas mídias sociais, o comparecimento não foi o esperado. Segundo o Correio Brasiliense cerca de 60 pessoas participaram da manifestação em Brasília. Portando faixas com slogans contra a corrupção e baixos salários, algumas mulheres e  membros aposentados das forças armadas protestavam e pediam a intervenção dos militares da ativa."Chega de corrupção, intervenção militar já". dizia uma das faixas".
   Mesmo com um número menor do que era esperado o corajoso grupo conseguiu ser recebido no Ministério da Defesa e assim manifestou a insatisfação em nome dos militares das Forças Armadas.




Fonte: sociedademilitar

terça-feira, 26 de março de 2013

Audiência no Senado sobre questões militares das Forças Armadas


 Com vídeo do discurso proferido por representantes das FA.
“a questão dos militares não é apenas dos militares” disse o Senador Rollemberg.
     Sabe-se que todas as iniciativas legais para reajustes salariais e alterações nas regras de promoções tem que partir da presidência da república, mesmo assim os militares tentam sensibilizar parlamentares a intervir na questão salarial. Depois de vários meses de marcações e remarcações vários representantes dos militares conseguiram ser ouvidos no Senado. Desde os anos 60, ainda antes do regime militar, que não se percebe tão ampla politização e mobilização de militares graduados, a ponto de conseguirem o comparecimento de dois senadores a discussão.
    O senador Paulo Paim (PT-RS), ao final da audiência onde se manifestaram representantes de várias associações de militares se comprometeu a dar prosseguimento na questão para efetiva recuperação dos salários dos militares. questões como o salário família de valor insignificante (R$ 0,16) foram amplamente discutidas. A defasagem da remuneração em relação a outras carreiras de estado foi o principal ponto tocado no debate.
   Segundo relatos dos participantes da audiência, desde a edição da Medida Provisória 2215/2001, a situação dos militares começou a se deteriorar progressivamente. A MP acabou com gratificações como adicional de inatividade e o chamado “posto acima” - promoção que o militar recebia ao passar para a reserva. Outros auxílios também foram retirados pela medida, como o auxílio moradia e a licença-prêmio.
   O presidente da Associação dos Militares da Reserva, Reformados e Pensionistas das Forças Armadas, Genivaldo da Silva, demonstrando muita lucidez e senso político, citou como um dos principais motivos da defasagem de remuneração a Medida Provisõria 2215. Genivaldo fez questão de dizer que a maior parte da defasagem salarial dos militares não foi causada pelo governo atual ou pelo anterior, mas pelo governo de Fernando Henrique Cardoso.
“Por isso que nós estamos hoje com um salário superdefasado. E além dessas questões aqui citadas, nós ficamos dez anos sem um real de aumento – disse”.
   Genivaldo informou que um segundo-sargento das Forças Armadas ganha R$ 2,7 mil com 30 anos de serviço. Um capitão das Forças Armadas recebe R$ 5,3 mil – salário considerado baixo se comparado a outras categorias.
   “Ganha menos do que um soldado da Polícia Militar do DF e dos Bombeiros, que são excelentes profissionais. Nós tiramos o chapéu para eles, mas não podemos ganhar menos do que eles”.
   Outra reclamação recorrente durante a audiência foi o salário-família que os militares recebem para ajudar no custeio da educação de seus dependentes, no valor de apenas R$ 0,16 por filho. A presidente da Federação da Família Militar, Rita Deinstmann, comparou o benefício ao que recebe a família de um presidiário.
   “Por que o dependente de um presidiário recebe R$ 915 e nós recebemos R$ 0,16? É uma vergonha! – reclamou”.
   O senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) esteve na audiência e deu apoio aos militares. Para ele, a valorização da categoria deve ser uma questão de interesse nacional, devido à importância do trabalho no país. Segundo o senador, a defesa de riquezas como a Amazônia e o pré-sal é um imenso desafio para o Brasil, que conta com as Forças Armadas.
   - Hoje vivemos num ambiente de paz, e todos nós torcemos para permanecer assim. Mas a gente sabe que não pode se descuidar para uma eventualidade de o Brasil ter que defender o seu território ou suas riquezas. Portanto, a questão dos militares não é uma questão apenas dos militares – afirmou Rollemberg.
   Paim sugeriu a realização de uma reunião com a categoria em seu gabinete para formular um documento com o pleito dos militares e prometeu todo o apoio para sensibilizar as autoridades competentes. O Senica.ador Paulo Paim sugeriu mais uma reunião, desta vez em seu próprio gabinete para elaboração de um documento mais fundamentado a ser enviado para a presidência da República.
Fonte: Agência Senado. // Fotografia de Agência Senado, Portal Sociedade Militar

sábado, 9 de fevereiro de 2013

PADRE MILITAR que desviava dinheiro da IGREJA foi condenado.


padre cheregato condenado
   Segundo denúncia do Ministério Público Militar, além de ignorar procedimentos de registro dos valores, o capelão creditava em sua conta pessoal o dinheiro que recebia dos fiéis. A perícia contábil constatou, no período de 1997 a 2005, que o padre movimentou, em sua conta corrente, cerca de R$ 300 mil provenientes de dízimos e celebração de eventos como casamentos, batizados e doações da comunidade. O padre confirmou em juízo que deixou de registrar em livro, centenas de casamentos entre outras cerimônias religiosas.
 
Segundo artigo da Associação cearense do Ministério Público, o padre declarou que sentia a necessidade de um tratamento psiquiátrico, após serem apreendidas em sua resideência fotografias de jovens em poses eróticas ou se masturbando, alguns usavam fardamento da aeronáutica.
Segundo o STM José Severino Cheregato será penalizado em 3 anos de reclusão.
A defesa do acusado afirmou que o padre não cometeu o crime de peculato, pois os valores não eram bens da Aeronáutica e portanto não pertenciam à União, mas à Igreja Católica e que o capelão poderia dar o destino que quisesse às doações recebidas, inclusive arcar com seus custos pessoais.
capela militar aeronautica fortaleza   O advogado declarou que os valores apontados como sendo de origem ilícita, R$ 106 mil foram destinados a reformas e os outros R$ 200 mil eram provenientes do recebimento de doações e trabalhos externos realizados pelo religioso durante oito anos, o que daria uma renda média de R$ 2.400 reais por mês.  Em sede de preliminar, a defesa suscitou a incompetência da Justiça Militar para julgar o feito, sob o argumento de que os valores não eram bens públicos.  E no mérito pediu a reforma do acórdão.
Ao analisar a preliminar, o ministro relator Olympio Pereira da Silva Junior negou o pedido, assim como negou outra preliminar suscitada pelo Ministério Público Militar, com o argumento que o recurso tinha sido interposto fora do prazo.
No mérito dos embargos infringentes, o ministro negou provimento, afirmando que, mesmo sendo as doações dinheiro privado, o capelão estava na condição de militar e tinha o dever de zelar e dar boa destinação aos valores e não se apropriar, como fez. “Trata-se de desvio de bens que estavam sob a guarda da Aeronáutica e, portanto, da Administração Militar”, argumentou. Por maioria, os demais ministros da Corte acompanharam o voto do relator e mantiveram a condenação.

domingo, 1 de julho de 2012

Drogas invadem realidade de militares brasileiros

José: não bebe ou usa cocaína desde março. Há 23 anos na corporação, seu sonho é chegar a major  (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Brasília – Com fardas imponentes e armas na cintura, eles são treinados para combater o crime, lutar na guerra, salvar pessoas em perigo. A missão nobre, o regime rigoroso de disciplina e uma legislação penal própria extremamente dura, porém, não têm livrado os militares do flagelo das drogas. É crescente o uso de bebida, maconha, pó e pedra nos quartéis. No ano passado, 161 denúncias contra integrantes das Forças Armadas chegaram à Justiça Militar — uma média de 14 por mês. De janeiro à primeira quinzena de junho, foram 56 (veja quadro).

O serviço de saúde do Exército encaminhou, de 2010 para cá, 42 usuários graves de crack para internação prolongada. Na Marinha, seis receberam tratamento. A Aeronáutica se recusou a passar informações sobre o assunto. Na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, o tema também é tratado com sigilo. Mas Paulo*, que é PM, e José*, bombeiro, aceitaram conversar com o Estado de Minas. Eles relataram o drama das drogas no mundo militar, as dificuldades e facilidades que a carteira diferenciada traz para um usuário e como estão tentando abandonar o vício.

Prestes a completar 20 anos de Justiça Militar, o ministro Olympio Pereira da Silva Junior, vice-presidente do Superior Tribunal Militar, é taxativo: “Os casos estão aumentando, principalmente com o crack. O que aparece no meio civil, aparece aqui dentro também, não tem jeito”. Ele lembra que, embora praticamente todos os processos sejam de militares com pequenas quantidades de drogas, no Código Penal Militar não existe a figura do usuário. “0,01 grama ou 30 quilos é tudo crime, com reclusão de até cinco anos, podendo haver desligamento da instituição”, explica.

A rigidez da legislação é criticada por Caroline Piloni, defensora pública da União, que advoga em favor dos réus nos processos. “Enquanto o civil pego pela primeira vez com pequena quantidade de drogas recebe uma advertência, em virtude da nossa lei, que traz uma dimensão de saúde pública, a legislação penal militar, de 1969, portanto da época da ditadura, não entende isso”, lamenta. “Esses meninos, que estão cumprindo o serviço militar, carentes, com famílias desestruturadas, são tratados como criminosos, punidos e ainda expulsos em muitas situações.”


quarta-feira, 27 de junho de 2012

A insatisfação dos MILITARES. A “Campanha salarial” em 2012”

     Desde o final do ano de 2011 que os militares têm expectativa de receber um reajuste salarial, afinal, são anos de defasagem, e pior do que receber baixos salários é ter os salários reduzidos mensalmente. Somente em 2011, quando a inflação foi pouco maior do que 6%, os militares graduados perderam em média 200 reais mensais em seu pagamento, o equivalente a dez quilos de carne de segunda. Ou seja, tiveram que cortar de seus orçamentos, além de outras coisas, itens necessários a alimentação de sua família.
   Em 2010 as perdas foram similares. A situação é difícil e desesperançosa, militares não podem ter outras profissões, são profissionais de dedicação exclusiva e integral ao seu país. Podem ser convocados a qualquer momento e tem de se submeter às ordens mais diversas. Nos últimos meses temos visto militares atuar como lixeiros no Rio, agentes de saúde, policiais, médicos comunitários, construtores de pistas de aeroportos, operários em manutenção de estradas, mata-mosquitos etc.
   Militares confiam em seus superiores, aprendem isso desde o seu ingresso, ainda muito jovens, nas academias militares. No mês de maio o General Enzo, comandante do Exército, general com dezenas de condecorações e altamente capacitado para guiar seus comandados, disse em discurso oficial o seguinte:Confiem que as manifestações de entendimento das nossas urgências serão traduzidas em atos concretos... Confiem na valorização da carreira que escolheram por vocação...
   O Discurso reacendeu as esperanças da família militar, soldados, esposas e filhos passaram a vislumbrar alguma coisa melhor no horizonte. Talvez pudessem ainda em 2012 quitar as prestações atrasadas da escola, ou voltar a comprar iogurte, ou quem sabe, ter condições para pagar um cursinho pré-vestibular. Porém, os meses se passaram e nada aconteceu, os funcionários civis receberam seus reajustes salariais, policiais que fizeram greve também receberam seus reajustes, policiais do Rio tiveram permissão de executar serviços extra-quartel. Contudo, para os militares e familiares, as palavras do General Enzo cada vez mais se invertiam, de palavras de esperança e alento passaram a soar como um tipo de ironia.
. Por tudo isso, o chefe militar precisa liderar esse soldado de vida espartana, atento às suas necessidades, preservando-lhe o entusiasmo...
Por trás desse homem há uma família...  Atento às suas necessidades...  
   Os militares estão cada vez mais tomando a iniciativa de se manifestar publicamente, tem ocorrido fatos antes inusitados e cada vez mais significativos. Essa semana vimos na TV um sargento da aeronáutica se manifestar publicamente sobre salários quando cobrado acerca da fluência em idioma estrangeiro, soubemos ainda pelo jornal O Dia que militares reclamaram da função de maleiros que lhes foi dada na Rio +20, soubemos que os telhados das casas da vila militar no Rio foram lavadas, depois de muitos anos sujas, somente para “melhorar a paisagem” para os visitantes estrangeiros. Mais de 300.000 militares e familiares assinaram um abaixo assinado virtual no Senado, reclamando sobre os salários baixos.
   Os militares, principalmente os subalternos, cada vez mais tem manifestado publicamente sua insatisfação, mas isso não pode ser entendido como manifestações isoladas. A mente militar normalmente funciona de forma corporativa. Para que ocorram tantos fatos isolados é necessário que haja uma “atmosfera” de insatisfação. Até um animal, quando encurralado, reage. Pesquisas mostram (Pesquisas de SociedadeMilitar.com) que mais de 45% dos militares da ATIVA devem no cheque especial e/ou empréstimo consignado mais de 50% de seus pagamentos e que cerca de 73% dos militares da reserva tem como principal dívida um empréstimo para quitar dívidas anteriores acumuladas por conta da defasagem salarial. Isso é grave.

domingo, 24 de junho de 2012

Ministério Público Militar denuncia excesso taifeiros como empregados domésticos de oficiais-generais

As Forças Armadas mantêm uma centena de militares engajados em missões de copa e cozinha nas casas de oficiais-generais. Levantamento feito pelo Estado, a partir de dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação, mostra que existe uma tropa de 109 taifeiros servindo como garçons e cozinheiros. Em alguns casos, um mesmo general tem mais de um "serviçal".

A informação revela, pela primeira vez, o tamanho desse contingente. Exército e Marinha não enviaram as informações, sem nenhuma justificativa legal para o sigilo, e nenhum dos três comandos informou quais generais têm direito ao benefício.

A Aeronáutica informou que 88 taifeiros trabalham como apoio nas residências funcionais, principalmente em Brasília. Essas atividades, segundo a Aeronáutica, têm cunho militar. Já o Ministério da Defesa usa 19 militares subalternos nas casas oficiais, seja em atividades de conservação do imóvel ou como arrumadores, cozinheiros e despenseiros.

O contingente refere-se à administração central do órgão. A pasta também não detalhou, apesar do questionamento, quem são os oficiais que se beneficiam do serviço. A Escola Superior de Guerra informou que dois taifeiros são encarregados da manutenção das residências de dois oficiais generais.

Não há regra clara sobre quantos taifeiros cada oficial pode requisitar, mas a média é de dois por residência. Em 2003, houve denúncias sobre excesso de uso desses militares como empregados domésticos na residência oficial do então ministro da Defesa, embaixador José Viegas Filho. Não foi a única vez que irregularidades nesta função se tornaram públicas.
Ação proposta pelo Ministério Público Militar e pelo Ministério Público Federal pedindo o fim da atividade traz uma série de relatos de taifeiros que foram obrigados a cumprir tarefas domésticas. Para o MP, o trabalho foge à finalidade constitucional das Forças Armadas, que é a defesa da pátria e garantia da lei e da ordem.

Improbidade

 A situação afronta também a Lei de Improbidade Administrativa,por tratar-se de dinheiro público investido no cumprimento de tarefas particulares, diz o MPM.

O Serviço de Informação ao Cidadão (SIC) do Comando do Exército não informou a quantidade de militares que prestam serviço na casa dos oficiais-generais. Na resposta enviada ao Estado, sustenta que a função de taifeiro está prevista em portaria ministerial. Continue lendo no ESTADÃO

sábado, 23 de junho de 2012

MILITARES Professores são INVESTIGADOS e ameaçados de perder a renda EXTRA

    As Forças Armadas estão passando um pente fino em seus quadros para descobrir militares que lecionam para aumentar a renda. A ordem é do Tribunal de Contas da União e se se baseia em regra Constitucional que só libera acúmulo de dois cargos públicos para professores e médicos e prevê, ainda, dedicação exclusiva para militares, inclusive os com formação docente e de saúde.  (http://sociedademilitar.com)
O pente fino expõe num só ato os baixos soldos e uma incoerência para um País onde faltam professores, sobretudo de Química e Geografia, disciplinas amplamente estudadas nos meios militares.
“A Constituição permite o acúmulo de cargos (professores e médicos) a funcionários públicos civis, mas por que não aos militares?”, criticou uma fonte da Força Aérea, que está respondendo a uma sindicância interna pelo acúmulo de matrículas.
“São 5 mil militares da FAB nessa situação, sendo 2,4 mil só no Rio, somados aos que já estão na reserva, que também respondem à mesma sindicância”, completa o militar, destacando que “o estresse é muito grande”.
Outro militar decidiu apelar ao Congresso para a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 008/2009, que permite a acumulação de cargo militar com outro cargo público de magistério. 

Muitos militares da ativa atualmente pagam, com muita dificuldade cursos em faculdades particulares, esperando uma oportunidade de complementar a renda depois de irem para a reserva, essa atitude do governo parece arbitrária e absurda contra uma categoria que só tem lutado por manter a dignidade das suas famílias. A norma tem de ser revista e adaptada. Somos cidadãos na plenitude da palavra ou não somos? 

Dados de: Força Militar (O Dia Online)/montedo.com

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Desmotivação na Defesa é risco de Segurança Nacional

Segundo recente estimativa baseada em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), com a desvalorização do real frente ao, o  pode perder a posição de   mundial em 2012. Um  inferior a 3% no Produto Interno Bruto (PIB) este ano prejudicaria o planejamento dos investimentos públicos.
Isto retardaria o início de diversos programas de obtenção e modernização de meios da Marinha, do Exército e da Força Aérea. Para garantir recursos para tais programas, será necessário aumentar os orçamentos anuais das Forças Armadas, interrompendo a tendência de path-dependency (dependência da trajetória) que vem caracterizando os gastos e investimentos do setor.

Por não contarem com percentual constitucional mínimo, tais gastos constituem alvo preferencial para cortes orçamentários. Como a maior parte do orçamento do Ministério da Defesa destina-se a  obrigatórias (inclusive as de pessoal), o pequeno aumento das dotações nos últimos anos não tem assegurado o fluxo dos recursos para renovação dos meios das três forças singulares.

Na Lei Orçamentária Anual para este ano (Lei 12.595, de 19 de janeiro de 2012), a dotação inicial da pasta da Defesa foi de R$ 64,795 bilhões, dos quais R$ 45,298 bilhões destinados a pessoal e encargos sociais, R$ 8,004 bilhões a outras despesas correntes, R$ 9,128 bilhões a investimentos e R$ 2,365 bilhões a encargos financeiros e reserva de contingência.

Os cortes no Orçamento da União, anunciados em 15 de fevereiro, totalizaram cerca de R$ 50 bilhões. Aproximadamente R$ 20 bilhões correspondiam a despesas obrigatórias e R$ 35 bilhões a despesas discricionárias. Para garantir o cumprimento de tais metas, o Governo Federal teria "garfado" temporariamente R$ 2,96 bilhões do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS).

Em valores atualizados até 8 de maio, a dotação inicial do Ministério da Defesa para 2012 era de R$ 64,974 bilhões, dos quais R$ 16,461 bilhões (acrescidos de R$ 1,804 bilhão de restos a pagar) haviam sido pagos. Os órgãos centrais do MD contavam com R$ 1,964 bilhão, sendo que R$ 0,076 bilhão (mais R$ 0,155 bilhão de restos a pagar) tinha sido efetivamente pago.

Na mesma data, a dotação inicial do Comando da Marinha era de R$ 16,913 bilhões, dos quais R$ 4,212 bilhões (mais R$ 293 milhões de restos a pagar) haviam sido pagos. O Comando da Aeronáutica contava com R$ 15,030 bilhões, dos quais R$ 4,189 bilhões (mais R$ 292 milhões de restos a pagar) efetivamente pagos, e o Comando do Exército com R$ 26,722 bilhões, dos quais R$ 7,595 bilhões (mais R$ 486 milhões de restos a pagar) pagos.
A crônica penúria orçamentária não é o único fator de desmotivação dos militares com a carreira, fenômeno que tem contribuído para a evasão de quadros (oficiais e praças graduadas) nas três forças singulares. A baixa prioridade atribuída à Defesa Nacional e o excessivo (e por vezes desnecessário) emprego de contingentes das Forças Armadas em operações de garantia da lei e da ordem (GLO) também são significativos.

Devido aos baixos vencimentos (em comparação com outros setores do serviço público), muitos jovens deixam de ingressar nas Forças Armadas, optando por carreiras de maior remuneração. O êxodo de militares para concursos públicos e para a iniciativa privada tem provocado evasão de profissionais altamente qualificados e com bom desempenho intelectual, com grande prejuízo para as três forças singulares.

domingo, 17 de junho de 2012

Militares protestam contra placa comemorativa

Por Tânia Monteiro

Brasília - Militares da ativa e da reserva estão em nova rota de colisão com a Secretaria de Direitos Humanos, chefiada pela ministra Maria do Rosário, que quer instalar uma placa na Academia Militar da Agulhas Negras (Aman), a escola de formação de oficiais do Exército, em memória de um cadete que teria sido torturado em sessão de treinamento, em 1990.
A causa da morte, encampada pelo Grupo Tortura Nunca Mais, foi apontada pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos como resultante de maus-tratos e tortura baseada em alegações - isto é, sem provas cabais -, apesar de a Justiça Militar brasileira, após a realização de Inquérito Policial Militar, não incriminar ninguém.
Em função de um acordo, a Secretaria de Direitos Humanos reconheceu responsabilidade do Estado pela violação dos direitos à vida e à segurança da pessoa. Tal reconhecimento ocorrerá em cerimônia pública, na Aman, e contará com a presença de autoridades federais e de convidados, ainda neste semestre, como apurou o Grupo Estado.
O general Marco Antônio Felício da Silva, autor do documento com apoio de militares da reserva contrários à criação da Comissão da Verdade, disse que, "para não deixar dúvidas quanto à subserviência e à afronta que representa tal acordo, a placa acintosamente levará o nome da Comissão Interamericana de Direitos Humanos", o que ele considera que "fere a soberania nacional". O general, que lamentou a morte do cadete, diz ainda que o acordo "aponta a Aman como palco de torturas e denigre o seu corpo de instrutores".
A Secretaria de Direitos Humanos contesta as afirmações, diz que não propôs a placa e explica que apenas intermediou a negociação. A pasta ressalta ainda que o acordo para a instalação da placa foi assinado por várias autoridades, inclusive o Comandante do Exército.
A enorme insatisfação com o acordo levou militares da ativa e da reserva a questionarem, internamente, a decisão do comandante do Exército, general Enzo Peri, de aceitar a colocação da placa. Peri não quis comentar a decisão.
Obtido pelo Grupo Estado, um ofício do chefe de gabinete do Comandante do Exército, de 14 de maio, informa que o "acordo", em seu artigo 8.º, estabelece "o reconhecimento da responsabilidade do Estado (em relação à morte do cadete Lapoente) em relação à violação dos direitos humanos", "reconhecimento" que irritou os militares, que lembram que "no exercício da profissão militar, no seu dia a dia, o risco de vida é constante". 
O Estado de S.Paulo

sábado, 16 de junho de 2012

Militares entram na Justiça para não prestar serviço no Rio

POR MARCO AURELIO REIS

Rio -  A defasagem dos soldos das Forças Armadas em relação ao custo de vida do Rio chegou ao extremo de militares de outros estados, sobretudo do Nordeste, recorrem ao Judiciário para reverter transferências para cá. O grupo que evita vir é espantando pela falta de vagas em vilas militares, pelos elevados preços dos aluguéis e pelo bilhete único (que retira do contracheque a verba do auxílio-transporte, atrapalhando manobras financeiras tão comuns em tempos de soldos baixos).

Vem de praças da Marinha a reação mais forte contra as transferências. Quem está com ação na Justiça Federal tem alegado imperativo familiar para não vir. Com isso, evocam dispositivo constitucional de proteção à família contra o ordenamento interno dos quartéis.

Tem pesado ainda provas anexadas pelos praças indicando que oficiais, mesmo com seis anos na mesma localidade, não são transferidos quando não solicitam.

“Tem praça sendo transferido faltando poucos dias para entrar no prazo legal de permanência (dois anos antes de completar o tempo de serviço para ir para reserva”, conta à Coluna militar que está na Justiça contra transferência para o Rio em 2013.

RESPOSTA OFICIAL

Procurada, a Marinha informou “não proceder a alegada diferenciação entre movimentações de oficiais e praças”. Explicou que as transferências se dão por “interesse do serviço”.

Fonte: ODIA

sexta-feira, 15 de junho de 2012

SENADOR RESPONDE MILITARES SOBRE O REAJUSTE


Registro sobre situação salarial dos integrantes das Forças Armadas.

Senhor Presidente,

Senhoras e Senhores Senadores.

Recebi uma correspondência, que gostaria de compartilhar com todos e que aborda a situação salarial dos integrantes das Forças Armadas. Na correspondência consta:

“Estamos passando por uma situação extremamente constrangedora no que diz respeito a salários, e por isso venho pedir seu apoio para trazer os responsáveis (Ministério da Defesa, Comandantes Militares), Planejamento, Relações Exteriores a discutir o assunto em uma comissão no Senado específica para este fim.

Informo que recentemente foi feita uma proposta de debate sobre o aumento salarial das Forças Armadas no Portal e-Cidadania do Senado Federal, e a mesma atingiu o inédito número de mais de 365.000 apoios.

A proposta foi encaminhada à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, pelo que solicito a atenção de V. Exa. para essa questão. Muito obrigado, Senhoras e Senhores Senadores, a carta segue dizendo:

É ENGRAÇADO PENSAR QUE NEM DURANTE O REGIME MILITAR ESTES QUE MUITOS GOSTAM DE CHAMAR "MILICOS" ESTIVERAM TÃO PRESENTES NO DIA-A-DIA DA POPULAÇÃO.

RECEBI DE UM AMIGO UM TEXTO INTERESSANTE - NÃO ESTOU CERTO SE É DESSES QUE CIRCULAM NA INTERNET SEM AUTORIA.

O FATO É QUE ESTÁ CHEIO DE VERDADES. COMO HÁ UM TRECHO NA PRIMEIRA PESSOA DO PLURAL, DEVE TER SIDO REDIGIDO POR UM MILITAR. LEIAM!.

- A PM NÃO QUER SUBIR O MORRO PORQUE É PERIGOSO? CHAMEM O EXÉRCITO BRASILEIRO. - AS PM's ESTÃO DE GREVE POR MELHORES SALÁRIOS? CHAMEM O EXÉRCITO BRASILEIRO. - A ANVISA NÃO QUER INSPECIONAR GADO NO CAMPO? CHAMEM O EXÉRCITO BRASILEIRO. - O IBAMA NÃO DÁ CONTA DE FISCALIZAR OS DESMATAMENTOS? CHAMEM O EXÉRCITO BRASILEIRO. - OS CORRUPTOS GANHAM MILHÕES E NÃO CONSTROEM AS ESTRADAS? CHAMEM O EXÉRCITO BRASILEIRO. - AS CHUVAS DESTROEM CIDADES? CHAMEM O EXÉRCITO BRASILEIRO.

- CAIU AVIÃO NO MAR OU NA SELVA? CHAMEM O EXÉRCITO BRASILEIRO. - EM CASO DE CALAMIDADES PÚBLICAS, A DEFESA CIVIL NÃO RESOLVE? CHAMEM O EXÉRCITO BRASILEIRO. - DESABRIGADOS? CHAMEM O EXÉRCITO BRASILEIRO. - A DENGUE ATACA? CHAMEM O EXÉRCITO BRASILEIRO.

- O CARNAVAL, O ANO NOVO OU QUALQUER FESTA TEM POUCA SEGURANÇA? CHAMEM O EXÉRCITO BRASILEIRO. - CERTEZA SE AS ELEIÇÕES SERÃO REALMENTE "LIVRES"? CHAMEM O EXÉRCITO BRASILEIRO. - PRESIDENTES, 1° MINISTROS E VISITANTES IMPORTANTES DE OUTROS PAÍSES (VEREMOS NO RIO+20). CHAMEM O EXÉRCITO BRASILEIRO.

- COPA DO MUNDO DE 2014 E OLIMPIADAS DE 2016? COM CERTEZA, MAIS DO QUE NUNCA. CHAMEM O EXÉRCITO BRASILEIRO!!!!!!!!!!!!

- AUMENTO SALARIAL CONDIZENTE COM A REALIDADE DA FAMILIA MILITAR? NÃO TEMOS A 11 ANOS, CONTRARIANDO INCLUSIVE A CONSTITUIÇÃO NACIONAL. - ADICIONAL NOTURNO? NÃO TEMOS. - PERICULOSIDADE? NÃO TEMOS.

- ESCALAS DE 24h POR 72h HORAS? NÃO TEMOS. - HORA EXTRA, PIS, PASEP, ADICIONAL TEMPO DE SERVIÇO? NÃO TEMOS. - RESIDÊNCIA FIXA? NÃO TEMOS. - CERTEZA DE DESCANSO NO FIM DE SEMANA? NÃO TEMOS.

- ACATAR TODAS AS ORDENS PARA FAZER TUDO ISSO E MUITO MAIS, FICANDO LONGE DE NOSSAS FAMÍLIAS, CHAMA-SE "RESPEITO À HIERARQUIA". - ACEITAR TUDO ISSO PORQUE AMAMOS O QUE FAZEMOS. CHAMA-SE "DISCIPLINA".

- QUER CONHECER ALGUÉM QUE AMA O BRASIL ACIMA DE TUDO? CHAME UM MILITAR DO EXÉRCITO BRASILEIRO.!

Senador Paulo Paim – PT/RS.

terça-feira, 12 de junho de 2012

A insatisfação dos MILITARES. A “Campanha salarial” em 2012”

Desde o final do ano de 2011 que os militares têm expectativa de receber um reajuste salarial, afinal, são anos de defasagem, e pior do que receber baixos salários é ter os salários reduzidos mensalmente. Somente em 2011, quando a inflação foi pouco maior do que 6%, os militares graduados perderam em média 200 reais mensais em seu pagamento, o equivalente a dez quilos de carne de segunda. Ou seja, tiveram que cortar de seus orçamentos, além de outras coisas, itens necessários a alimentação de sua família.

Em 2010 as perdas foram similares. A situação é difícil e desesperançosa, militares não podem ter outras profissões, são profissionais de dedicação exclusiva e integral ao seu país. Podem ser convocados a qualquer momento e tem de se submeter às ordens mais diversas. Nos últimos meses temos visto militares atuar como lixeiros no Rio, agentes de saúde, policiais, médicos comunitários, construtores de pistas de aeroportos, operários em manutenção de estradas, mata-mosquitos etc.

Militares confiam (confiavam?) em seus chefes, aprendem isso desde o seu ingresso, ainda muito jovens, nas academias militares. No mês de maio o General Enzo, comandante do Exército, general com dezenas de condecorações e altamente capacitado para guiar seus comandados, disse em discurso oficial o seguinte:Confiem que as manifestações de entendimento das nossas urgências serão traduzidas em atos concretos... Confiem na valorização da carreira que escolheram por vocação...

O Discurso reacendeu as esperanças da família militar, soldados, esposas e filhos passaram a vislumbrar alguma coisa melhor no horizonte. Talvez pudessem ainda em 2012 quitar as prestações atrasadas da escola, ou voltar a comprar iogurte, ou quem sabe, ter condições para pagar um cursinho pré-vestibular. Porém, os meses se passaram e nada aconteceu, os funcionários civis receberam seus reajustes salariais, policiais que fizeram greve também receberam seus reajustes, policiais do Rio tiveram permissão de executar serviços extra-quartel. Contudo, para os militares e familiares, as palavras do General Enzo cada vez mais se invertiam, de palavras de esperança e alento passaram a soar como um tipo de ironia.

. Por tudo isso, o chefe militar precisa liderar esse soldado de vida espartana, atento às suas necessidades, preservando-lhe o entusiasmo...

Por trás desse homem há uma família...  Atento às suas necessidades...

Os militares estão cada vez mais tomando a iniciativa de se manifestar publicamente, tem ocorrido fatos antes inusitados e cada vez mais significativos. Essa semana vimos na TV um sargento da aeronáutica se manifestar publicamente sobre salários quando cobrado acerca da fluência em idioma estrangeiro, soubemos ainda pelo jornal O Dia que militares reclamaram da função de maleiros que lhes foi dada na Rio +20, soubemos que os telhados das casas da vila militar no Rio foram lavadas, depois de muitos anos sujas, somente para “melhorar a paisagem” para os visitantes estrangeiros. Mais de 300.000 militares e familiares assinaram um abaixo assinado virtual no Senado, reclamando sobre os salários baixos.


Os militares, principalmente os subalternos, cada vez mais tem manifestado publicamente sua insatisfação, mas isso não pode ser entendido como manifestações isoladas. A mente militar normalmente funciona de forma corporativa. Para que ocorram tantos fatos isolados é necessário que haja uma “atmosfera” de insatisfação. Até um animal, quando encurralado, reage. Pesquisas mostram (Pesquisas de SociedadeMilitar.com) que mais de 45% dos militares da ATIVA devem no cheque especial e/ou empréstimo consignado mais de 50% de seus pagamentos e que cerca de 73% dos militares da reserva tem como principal dívida um empréstimo para quitar dívidas anteriores acumuladas por conta da defasagem salarial. Isso é grave.

Fonte: http://sociedademilitar.com

sábado, 9 de junho de 2012

Militares adestrados para carregamento de MALAS na Rio +20!

 Os visitantes que chegarão ao rio na semana que vem para a Rio +20 contarão com o auxílio de militares das forças armadas para carregar suas malas. Os militares, acostumados a manusear armas, pilotar navios e realizar operações de alta complexidade terão que, desta vez, se submeter a uma tarefa "diferente" e não tão perigosa.  
As comitivas internacionais que chegarão para a Conferência Rio+20 pelas bases militares da Ilha e da Zona Oeste e seguirão em carros oficiais por dentro da Base Aérea de Santa Cruz passarão por casas das vilas de oficiais com pintura nova. Os telhados, limpos por nada ecológicos jatos de água, terão as telhas com aparência de novas. “É vila militar para ecologista e chefe de estado ver”, ironiza oficial ouvido pela Coluna, queixando-se que o retoque na aparência se limitou a unidades que ficarão sob observação dos visitantes internacionais que virão para conferência sobre o meio ambiente.
Hangar da mesma base de Santa Cruz também está estalando de novo para receber os visitantes. “Foi uma reforma em tempo recorde. Coisa de 15 dias”, conta militar, também queixoso de reformas em outras áreas da base.
   Praças-maleiros - Praça abordado pela Coluna reclamou ainda de um treinamento pelo qual passou: carregamento de malas. “Somos adestrados para qualquer atividade, mas carregar malas de toda a comitiva internacional, e não só das autoridades, é tarefa que desperdiça nosso treinamento”, reclama o praça.
O treinamento dos praças-maleiros foi coordenado por servidores da Anvisa, Receita Federal e Polícia Federal. Um deles chegou a ficar irritado com a gentil funcionária da cantina que funciona na base porque ela não tinha explicação para a lata de lixo próxima ao local onde fazem os lanches.
“Deve estar acostumado com cantinas bem melhores e bem mais caras”, disparou um dos praças da base.

CONVOCAÇÃO NACIONAL: PANELAÇO NA RIO +20 PELO REAJUSTE SALARIAL


Agora é a hora de todos se unir em prol da segurança pública brasileira. Especialmente Bombeiros e PMs do Rio, que sediará a RIO +20, junto com os militares das Forças Armadas, familiares, amigos, cobrando salário, dignidade, anistia criminal e demonstrando ao mundo o quão difícil é ser militar no Brasil.