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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Negociaçõe$ política$ tentam impedir que CPI convoque governadores e quebre sigilos da Delta no RJ

Edição do Alerta Total – http://www.alertatotal.net 
Leia mais artigos no site Fique Alerta – www.fiquealerta.net 
Por Jorge Serrão

Apesar de a pizzarice petralha estar operando a pleno vapor no Congresso, tudo indica que pode se reafirmar a velha tese de que “CPI todo mundo sabe como começa, mas nunca como acaba (mal)”. Revelações sobre o uso de uma rede de “laranjas” para abastecer o esquema de Carlinhos Cachoeira com muita grana desviada da Delta Construções servem de motivo objetivo para a quebra dos sigilos bancários e fiscal da empreiteira, a partir de sua sede no Rio de Janeiro. A turma chapa-branca da CPI começa a ver a coisa muito preta... 

Era tudo que não queriam o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e demais parceiros dos governadores Sérgio Cabral Filho (RJ), Marconi Perillo (GO) e Agnelo Queiroz (DF). Disse ontem, já começaram as negociaçõe$ para impedir que sejam aprovados, na terça-feira que vem, os requerimentos de convocação dos três políticos. PT, PSDB e PMDB também trabalham para impedir que a sessão de terça da CPI escancare as contas nacionais da Delta. Por enquanto, quem está jogando uma cachoeira de água no forno da pizza da CPI é o senador Pedro Taques (PDT-MT).

O escândalo Cachoeira já começa a transformar em torneirinha o esquema do Mensalão – que será julgado pelo foro privilegiado do Supremo Tribunal Federal. Uma investigação mais séria pode revelar os verdadeiros esquemas de corrupção por trás de muitos políticos que posam de sérios. O grande temor da petralhada e seus companheiros peemedebistas é que a desgraça de Cachoeira deságüe em quem recebia, de verdade e de forma indireta, a grana desviada de grandes obras públicas. A Delta era a principal empresa do PAC, cuja mãe é a Presidenta Dilma e o padrasto, lógico, era Luiz Inácio Lula da Silva. Engraçado é como só Cachoeira apareça como o “filho da mãe” de uma grande famiglia mafiosa...

Até agora, a informação mais comprometedora é um laudo de Perícia Criminal Federal Contábil Financeiro número 1833/2011, assinado pelos Peritos Guilherme Puech Bahia Diniz e Marden Jorge Fernandes Rosa, revela que ocorreram pelo menos cinco transferências realizadas por Geovani Pereira da Silva, o contador ainda sumido de Cachoeira, para o escritório do ex-procurador geral da República, Geraldo Brindeiro. Foi confirmado um repasse de R$ 161.279,85 ao escritório Morais, Castilho e Brindeiro Sociedade de Advogados. Continue lendo no ALERTA TOTAL

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Polícia divulga vídeo em que PM finge aceitar ‘mensalão' do tráfico no RJ

A polícia liberou, na tarde desta sexta-feira (13), o vídeo em que um policial militar simula receber o dinheiro de um traficante.
De acordo com a polícia, quatro policiais militares motivaram a operação Conexão Mandela, da Polícia Militar e do Ministério Público do Rio de Janeiro, ao denunciarem uma tentativa de suborno de traficantes de Teresópolis, na Região Serrana. Eles receberam um “mensalão” do tráfico durante cerca de quatro meses, sob orientação da Justiça, para poder chegar aos acusados.

As imagens foram liberadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Coordenadoria de Inteligência (CI) da Polícia Militar .
Segundo a polícia, a imagem mostra o traficante Leo, que está foragido, e que foi mandado do Rio de Janeiro para Teresópolis, saindo do carro e indo até o policial militar entregar o dinheiro combinado. Todos os valores foram depositados em uma conta judicial, ainda de acordo com a polícia.

De acordo com os promotores, a ação controlada – quando uma prisão em flagrante é adiada estrategicamente – foi fundamental para a realização das 13 prisões efetuadas na quarta-feira (11) e ainda a apreensão de dois menores. Duas pessoas morreram em troca de tiros com a polícia. Inicialmente, os quatro PMs receberam, juntos, R$ 4 mil por mês. Depois esse valor diminuiu para R$ 2 mil. Leia mais e veja o vídeo no G1, clique aqui:>>>>>

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A sofisticada organização criminosa quer a CPMI "Abafa Mensalão".

O presidente do PT, Rui Falcão, associou a CPI do Cachoeira, defendida pelo partido para investigar conexões criminosas do bicheiro Carlinhos Cachoeira, a uma operação para desviar o foco do mensalão – que será julgado este ano Supremo Tribunal Federal. Num vídeo postado no site do PT, Falcão convocou centrais sindicais e partidos a se mobilizarem contra o que chamou de "operação abafa" que tentaria impedir investigações sobre Cachoeira e parlamentares de várias siglas, como DEM, PPS e do próprio PT. "A bancada do PT na Câmara e no Senado defende uma CPI para apurar esse escândalo dos autores da farsa do mensalão", afirmou. No Congresso, governistas trabalham para assegurar o comando da CPI e impedir que a comissão fuja do controle, atingindo aliados. A oposição, com PSDB à frente, fala em investigação sem limites.

A estratégia antes negada publicamente pela maioria dos petistas, - de usar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) de Carlinhos Cachoeira para desviar o foco e neutralizar o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) - foi admitida ontem pelo presidente nacional do PT, Rui Falcão. Em vídeo de quase dois minutos postado ontem à tarde no site oficial do partido, Falcão conclama centrais sindicais e partidos políticos que defendem o combate a corrupção, além de movimentos populares, a fazerem uma mobilização contra o que chamou de "operação abafa" que visaria a impedir a realização da investigação da CPMI, que já envolve parlamentares de seis partidos, inclusive do PT. Continue lendo no Blog COTURNO NOTURNO

terça-feira, 10 de abril de 2012

CACHOEIRINHA, A VERSÃO MODERNA DE MARCOS VALÉRIO? QUANTOS EXISTEM?

     
      É incrível o nosso potencial para produzir mafiosos, assim como jogador de futebol, ou seja, isso está enraizado na cultura brasileira. Há cinco anos o Brasil era apresentado ao Marcos Valério, o escudo de um mega esquema de corrupção, que evolvida bancos, deputados e muita, muita propina, que deram o codinome de mensalão. Agora surge o Cachoeirinha, igualmente grande empresário e com profundo relacionamento com políticos renomados. Se Marcos Valério injetou dinheiro na campanha do ex-governador mineiro Eduardo Azeredo, Cachoeirinha demonstra o mesmo talento para com o senador Demóstenes Torres. Inclusive há um movimento no Congresso, para que tais denúncias fiquem apenas no senador, e porque se for investigado suas relações com os deputados federais...vai virar bola de neve ou efeito dominó. Até a PM de Goiás tinha um acordo velado com Cachoeirinha, e quem fizesse vista grossa era promovido mais rápido. A pergunta que não quer calar: quantos Marcos Valérios e Cachoeirinhas ainda existem na república brasileira? 

terça-feira, 6 de março de 2012

Entenda as acusações do procurador contra cada réu do mensalão


Entre os crimes pelos quais são acusados estão corrupção ativa, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e gestão fraudulenta

José Genoino foi acusado de formação de quadrilha e corrupção ativa


Veja abaixo a lista dos 40 réus na ação penal do mensalão - dos quais 36 foram acusados - e os crimes em que o Ministério Público quer condenar cada um dos envolvidos, com base nas alegações da Procuradoria-Geral da República. 

As penas, contudo, podem ser maiores do que as apresentadas abaixo, uma vez que o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, alegou que alguns dos réus incorreram mais de uma vez no mesmo delito:

Anderson Adauto (ex-ministro dos Transportes) – Corrupção ativa (dois a 12 anos de reclusão e multa) e lavagem de dinheiro (três a dez anos de reclusão e multa).

Anita Leocádia (ex-assessora do deputado Paulo Rocha) – Lavagem de dinheiro (três a dez anos de reclusão e multa).

Antônio Lamas (irmão de Jacinto Lamas) – A PGR pede sua absolvição por falta de provas.

Ayanna Tenório (ex-vice presidente do Banco Rural) – Responde pelo crime de gestão fraudulenta de instituição financeira (pena varia de três a 12 anos de reclusão e multa), lavagem de dinheiro (três a dez anos de reclusão e multa) e formação de quadrilha (um a três anos).

Breno Fischberg (ex-sócio da corretora Bônus-Banval) – A PGR quer sua condenação pelos crimes de formação de quadrilha (pena de um a três anos), lavagem de dinheiro (três a dez anos de reclusão e multa).

Carlos Alberto Quaglia (operador de câmbio) – A PGR quer sua condenação por formação de quadrilha (pena de um a três anos de reclusão). Ele também responde por incorrer sete vezes em crimes de lavagem de dinheiro (três a dez anos de reclusão e multa).

Carlos Alberto Rodrigues Pinto (bispo Rodrigues, ex-deputado) – Responde pelo crime de corrupção passiva (pena de dois a 12 anos e multa) e por lavagem de dinheiro (três a dez anos de reclusão e multa).

Cristiano Paz (ex-sócio de Marcos Valério) – A PGR quer sua condenação por dois crimes de corrupção ativa (dois a 12 anos de reclusão e multa), formação de quadrilha (um a três anos), evasão de divisa (dois a seis anos de reclusão), peculato (dois a 12 anos e multa) e lavagem de dinheiro (três a 10 anos e multa). Continue lendo no Blog THE TRUE HUNTERS BRAZIL:>>>

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Recordar é viver. Lembram que Palocci, antes de virar violador de sigilo bancário e consultor sem clientes, renunciou à prefeitura de Ribeirão por ordem de Lula?

A notícia é de 21 de novembro de 2002...

O coordenador da equipe de transição do novo governo, Antônio Palocci Filho, apresentou nesta quarta-feira sua renúncia como prefeito de Ribeirão Preto. "Estou entregando à presidência da Câmara a minha renúncia para atender ao chamado do presidente Lula", disse Palocci aos vereadores reunidos no Palácio Rio Branco. "Vou assumir integralmente as funções que o presidente Lula me designar", acrescentou, sem informar qual cargo irá ocupar. Palocci comandará a equipe de transição do governo petista até o fim do ano e deve assumir um ministério no governo do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. Emocionado, Palocci chegou a chorar durante a cerimônia. O vice-prefeito Gilberto Maggioni (PMN) assumirá a prefeitura. Palocci havia se licenciado da prefeitura para coordenar o programa de governo do então candidato Lula e depois para coordenar a equipe de transição. A última licença venceu na sexta-feira passada.  Na última segunda-feira, o próprio Lula foi a Ribeirão Preto, em um gesto para pedir o apoio da população local à renúncia de Palocci. Na ocasião, o presidente eleito confirmou, na prática, o nome do agora ex-prefeito como primeiro integrante de seu futuro ministério. E declarou, em discurso, " não posso ficar sem o melhor para o país".

Esta notícia é de 29 de novembro de 2011, nove anos depois, quando Palocci já tinha sido demitido, novamente por "ser o melhor para o país", na visão do Lula

O Tribunal de Justiça do Estado aceitou a denúncia do Grupo de atuação especial de combate ao crime organizado (Gaeco), contra o ex-prefeito de Ribeirão Preto, Gilberto Maggioni, e outras oito pessoas por corrupção. O petista, que ocupou o lugar do ex-prefeito e ex-ministro Antônio Palloci nos anos de 2003 e 2004, está sendo processado por formação de quadrilha, peculato e falsificação de documentos. Segundo o Ministério Público, a empresa responsável pelo serviço de varrição de rua e coleta de lixo na cidade, repassava dinheiro ao ex-prefeito e também a funcionários da prefeitura. O esquema foi apelidado de “mensalinho” pelos promotores. A denúncia formulada contra o ex-prefeito e integrantes do governo chegou a ser rejeitada pela Justiça de Ribeirão Preto. Porém, o Ministério Público recorreu e a 15ª Câmara de Direito Criminnal do TJ modificou a decisão de primeira instância e determinou o prosseguimento da ação.

A República de Roubeirão Preto frequentou as manchetes de jornais durante longos e longos anos. O seu chefe teve um final lamentável, sendo demitido por malfeitos pela segunda vez. Esta gente merecia estar na cadeia e lá estaria se o Brasil fosse um país sério. 

José Serra renunciou à Prefeitura de São Paulo para ser governador do Estado. Sobre ele não pesa nenhuma acusação de corrupção, a não ser livros e dossiês escritos por gente a soldo deste bando de corruptos da Turma do Lula e do PT.  No seu lugar, assumiu Gilberto Kassab, um político limpo, sério, honesto, decente, sobre o qual não pesa nenhuma acusação.

Portanto, petistas, não meçam homens de bem pela régua de vocês. Do lado de cá não tem bandido. Do lado de vocês todo dia aparece um. E vem aí o julgamento do Mensalão...

Fonte: Blog Coturno Noturno

domingo, 5 de fevereiro de 2012

"Polícia Federal, uma das mais corruptas do mundo"(!?!?)...será?

Polícia federal Brasileira, uma das mais corruptas do mundo. 

Polícia federal Brasileira recebe mensalão do governo dos estados Unidos
Polícia federal Brasileira, uma das mais corruptas do mundo. 

Polícia federal Brasileira recebe mensalão do governo dos estados Unidos. 

Carlos Costa, que chefiou o FBI no Brasil por quatro anos, fala sobre como os Estados Unidos compraram a Polícia Federal e como a ABIN se prostitui. 
Uma das contas bancárias secretas utilizadas para receber o mensalão é a de número 284002-2, na agência 3476-2 do Banco do Brasil, em Brasília. 

O valor do mensalão depende do cargo que o policial ocupa (delegado, etc.), mas em média gira em torno de 800 dólares mês por cabeça.
 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ministro do Supremo afirma que penas do "mensalão" irão prescrever

A informação abaixo é um balde de água fria nas esperanças de quem aguardava a depuração do  maior escândalo de corrupção da história brasileira, o mensalão. Leiam um trecho da entrevista concedida pelo ministro do Supremo Ricardo Lewandowski ao jornalista Fernando Rodrigues da Folha:

domingo, 30 de outubro de 2011

Político flagrado e preso "com dólares na cueca" vai virar líder do PT na Câmara



                     
BRASÍLIA - Mais um escândalo do PT, o primeiro "dinheiro na cueca" protagonizado pelo deputado José Nobre Guimarães (PT-CE) e seu ex-assessor parlamentar petista José Adalberto Vieira da Silva, aos poucos, também vai virando piada de salão. Como o mensaleiro João Paulo Cunha (PT-SP), que foi reabilitado e dirige hoje a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a principal comissão da Câmara, o suposto dono dos US$ 100 mil transportados na cueca de Adalberto, no auge do escândalo do mensalão, em junho de 2005, é uma estrela em ascensão e galga, a passos largos, postos de comando na Casa.
Guimarães é vice-líder do governo e despacha em reuniões no gabinete do líder Cândido Vaccarezza (PT-SP). O próximo passo é assumir a liderança do PT na Câmara em substituição a Paulo Teixeira (PT-SP), em fevereiro.
Em seu segundo mandato de deputado federal, o irmão do ex-deputado José Genoino - como ainda é apontado por muitos no Congresso apesar de já ter estrela própria - não esconde o prestígio que adquiriu no comando de articulações para votação de matérias estratégicas para o governo.

Ele foi o relator da MP que instituiu o polêmico Regime de Contratação Diferenciada (RDC) para obras da Copa de 2014. E colaborou, entre outras matérias, com o projeto que definiu regras mais rígidas para crimes de lavagem de dinheiro, em parceria com o líder Vaccarezza, e que foi aprovado semana passada no plenário.

Quando o ex-presidente Lula e o PT viviam o auge das revelações diárias do mensalão, em 2005, o flagra do que ficou conhecido como o caso dos "dólares na cueca" foi mais um baque no governo. Foram denunciados pelo Ministério Público o então deputado estadual José Nobre Guimarães e o ex-auxiliar flagrado no aeroporto em São Paulo, no dia 8 de julho, com US$ 100 mil na cueca e mais R$ 209 mil numa mala.


Blog Ricardo Gama

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Deputado afirma que 30% dos colegas da Assembleia de SP vendem emendas

Denúncia do deputado Roque Barbiere (PTB) sobre maracutaia na Assembleia Legislativa de São Paulo é alvo de investigação do Ministério Público Estadual. Segundo Barbiere, "tem bastante" parlamentar ganhando dinheiro por meio da venda de emendas e fazendo lobby de empreiteiras junto a administrações municipais. "Não é a maioria, mas tem um belo de um grupo que vive e sobrevive e enriquece fazendo isso", afirma.

Ele estima que entre 25% e 30% dos deputados adotam essa rotina. A Assembleia paulista abriga 94 parlamentares. É o maior Legislativo estadual do País. Pelas contas de Barbiere, cerca de 30 pares seus se enquadram no esquema de tráfico de emendas.

O petebista, pelos amigos e eleitores chamado Roquinho, não cita nomes. Sua explicação. "Poderia (citar), mas não vou ser dedo-duro e não vou citar." Dá uma pista. "Mas existe, existe do meu lado, existe vizinho, vejo acontecer. Falo para eles inclusive para parar."

O Estado procurou Barbieri e seus assessores nos últimos dias. Foram deixados recados no gabinete, no escritório político e no celular do deputado. Ninguém respondeu.

Revela-se um conselheiro daqueles que trilham o caminho do desvio. "Aviso que se um dia vier a cassação do mandato deles para não vir me pedir o voto que eu vou votar para cassá-los. Mas não vou dedurar."
 
Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

PF apreende R$280 mil em dólares e euros na casa de Promotora de Justiça, acusada de envolvimento com suposto Mensalão


Deborah Guerner (Foto: Ed Ferreira/Agência Estado)
Deborah Guerner ao passar mal durante julgamento
de abertura de ação penal no TRF-1 (Foto: Ed
Ferreira/Agência Estado)
A promotora Deborah Guerner, que responde por envolvimento no suposto esquema chamado de mensalão do DEM de Brasília, pediu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) restituição de R$ 280 mil apreendidos na casa dela pela Polícia Federal durante as investigações da Operação Caixa de Pandora, segundo informações do advogado Paulo Sérgio Leite Fernandes.


Segundo Fernandes, os valores foram apreendidos em reais, dólares e euros e têm origem lícita, comprovada por meio de extratos bancários e da declaração de imposto de renda. O pedido foi protocolado no TRF-1 no fim da semana passada.
A promotora e o ex-procurador de Justiça Leonardo Bandarra são acusados de envolvimento no suposto esquema de pagamento de propina, descoberto pela PF e que resultou na saída do ex-governador José Roberto Arruda do cargo.
Segundo denúncias do delator do suposto esquema, Durval Barbosa, os dois acusados teriam cobrado R$ 2 milhões do ex-governador para não divulgarem o vídeo em que Arruda aparece recebendo dinheiro de Barbosa. O ex-procurador-geral do Ministério Público e a promotora negam as acusações.
O criminalista Paulo Sérgio Leite Fernandes informou que o dinheiro apreendido pela PF é necessário para o tratamento da promotora. Segundo a família e os advogados, Deborah Guerner passa por tratamento psiquiátrico em razão de um transtorno bipolar que teria piorado após as denúncias de envolvimento no suposto esquema do mensalão do DEM.
"O dinheiro era destinado ao tratamento da doutora Deborah que é caríssimo e não é amparado pelo plano de saúde. O dinheiro tem suporte nas declarações de imposto de renda. Não é crime manter dinheiro vivo em casa", afirmou Paulo Sérgio Leite Fernandes.
Ele ressaltou que apreensões desse tipo "são muito delicadas porque às vezes o dinheiro apreendido pertence legitimamente ao investigado".
No começo de agosto, a promotora deixou de receber salário pelo Ministério Público do DF. No dia 17 de maio, o CNMP pediu a demissão da promotora Deborah Guerner e de Leonardo Bandarra. Além dos processos judiciais, eles também são administrativamentepor crime de violação de sigilo funcional, concussão (exigir dinheiro ou vantagem em razão da função que ocupa) e formação de quadrilha.

G1/DF

domingo, 21 de agosto de 2011

Ministro das Cidades teria oferecido mensalinho

O ministro Mário Negromonte (Cidades) teria ofertado um "mensalinho" de R$ 30 mil para deputados do seu partido, o PP, em troca de apoio interno, segundo reportagem da revista "Veja" desta semana.

O PP está rachado na Câmara entre os grupos do ministro e a ala que assumiu a liderança da bancada, emplacando o nome de Aguinaldo Ribeiro (PB).

De acordo com a "Veja", um grupo de parlamentares do PP levou a informação da oferta à ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais). A assessoria de Ideli negou no sábado (20) ter recebido qualquer acusação.

A indicação de Negromonte para o governo Dilma desagradou uma parcela do partido, que apoiava a manutenção de seu antecessor, Márcio Fortes, no cargo.

À publicação Negromonte negou ter ofertado dinheiro e disse que a informação parte de Fortes --que, por sua vez, se negou a comentar o caso.

DNIT

Ideli também aparece em reportagem da "IstoÉ". Em conversas gravadas pela Polícia Civil de Santa Catarina, ela, ainda como ministra da Pesca, articula com um ex-deputado para manter no cargo o superintendente do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) no Estado, João José dos Santos.

Segundo a revista, há suspeitas de irregularidades contra ele. À revista, Ideli afirmou que o superintendente nunca foi condenado por nenhum órgão de controle.

Fonte: Folha.com