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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Jovem negro mata médico branco na Lagoa...ouviram isso?

Felipe Moura BrasilVocê viu a imprensa escrever "Jovem negro mata médico branco na Lagoa"? Felizmente, não. Mas se fosse policial branco matando jovem negro... Felipe Moura Brasil

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Flagrante: Quando a imprensa é criminosa...



Levianamente o jornalista da Globo News afirmou estar perto, quando a bomba de efeito moral jogada pelos policiais, estourou perto do cinegrafista da BAND. O nome do infeliz jornalista é Bernardo Menezes que deveria ser denunciado pelas associações militares, processado e receber uma punição exemplar!!! A mesma que eles exigem quando o erro é cometido por policiais. Quem sabe até ter o seu registro cassado?! Qual a diferença do policial armado com pistola errar e um infeliz desse "armado" com microfone errar? A mesma...o primeiro tira vidas, o jornalista assassina reputações, como diria o Romeu Tuma Júnior, e manipula as massas contra aqueles que defendem a democracia.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

IMPRENSA DESOCUPADA, FALEM DO MENSALÃO MINEIRO, PERICULOSIDADE E MORTES MILITARES


    É sempre assim, quando a imprensa não tem o que fazer, começa então a se preocupar com o lanche dos policiais. Com tanta lama na política, com o MENSALÃO MINEIRO esquecido, eles vão se preocupar logo com o lanche do PM. Amigos, vão entrevistar o ex-governador EDUARDO AZEREDO, que responde por improbidade, que saiu do senado, se candidatando a deputado federal, antes que fosse cassado como foi Demóstenes Torres. Vocês tem muita coisa importante para noticiar, basta querer. Levante e divulgue, por exemplo, quem está financiando as campanhas dos principais candidatos à prefeito nas maiores cidades mineiras. Ou visite as clínicas dependentes químicos, veja o que o governo está ou não fazendo para combater o problema. Faça uma visita aos hospitais psiquiátricos de Belo Horizonte e verão a quantidade de policiais se tratando, mesmo que muita das vezes não tenham uma terapia ocupacional.

        O jornalista que divulga e o editor que endossa matérias como essa do lanche dos militares, realmente não sabe a importância, nem a dimensão que a sua profissão tem. É muita falta de criatividade na criação da pauta. Visite os quartéis, hospitais, escolas, Ministério Público, Defensoria Pública, o que vocês vão achar de matérias legais e cidadãs para explorar e divulgar. Mas, ao contrário, sempre procuram o que é mais fácil, o sangue da violência, um veículo caracterizado. Por quê não sobem as favelas, conversem com traficantes, medo de tomar um tiro na testa?

       Colegas da imprensa, honrem suas profissões, seus diplomas, (para os que têm), sejam instrumentos da mudança social, e não da antipatia de quem trabalha e muito nesse país. Falem por exemplo dos policiais e bombeiros, e questione os políticos porque eles não pagam o adicional de periculosidade ou insalubridade, e porque se mata tanto policial neste país, as vésperas da Copa e das Olimpiadas?

        Aqueles que não precisam ler isso, meu perdão, mas, como em toda caixa, sempre tem alguma laranja podre...

         Por Marcelo Anastácio - Blog No Q.A.P

 Foto: Blog GilsonSampaio

domingo, 15 de abril de 2012

Abaixo a ditadura do gancho

Há quem diga que a imprensa vive sob a ditadura dos prazos, dos dead-lines (os horários de fechamento), principalmente com a aceleração alucinada das notícias em tempo real. Costuma-se debitar os erros, as omissões, as trapalhadas e os equívocos que custam dilacerações brutais à dignidade e à honra alheias na conta da falta de tempo que impede apuração mais criteriosa.

Tudo isso é verdade. Mas existe uma outra ditadura que pode ser mais perigosa do que a ditadura do dead-line: é a ditadura do gancho. Em jornalismo, “gancho” é o fato que justifica a realização e publicação de matéria ou reportagem. Só pra exemplificar: só se justifica a publicação de matéria sobre o preço do bacalhau perto da Semana Santa, quando o produto é mais consumido. Senão ninguém presta atenção.

No momento em que se noticia a tragédia do Rio de Janeiro convém publicar matéria sobre as providências que não foram tomadas para evitar a catástrofe. É da natureza da imprensa trabalhar sobre os fatos que estão na ordem do dia. Se não existem fatos, a gente busca as efemérides – os fatos programados, datas comemorativas, que salvam pauteiros.

Até hoje fomos incapazes de fazer a nossa parte no que diz respeito à antecipação dos problemas, no apontamento dos riscos, na previsão das tragédias. Noutras palavras: não temos tido a coragem de enfrentar a ditadura do gancho. De todos, talvez o jornalismo antecipatório seja o mais importante, mas ainda é o mais negligenciado.

Raramente jornalistas publicam matérias sobre os riscos disso ou daquilo. Não cabe a desculpa de que os espaços os jornais e das emissoras de rádio e TV estavam ocupados com matérias sobre o que estava na pauta da ordem do dia. Conversa. Toda redação tem crise de pauta. E é nelas que as abobrinhas (que os calhaus, como dizemos em nosso jargão) entopem as páginas.

Calhau é parte de nosso comodismo. E ela é produto dessa ditadura a que nos sujeitamos, de raramente olharmos para o problema antes que ele cause o estrago. Como escreveu o professor e jornalista Luiz Martins num artigo brilhante publicado no portal da UnB, “Meteorologistas e jornalistas têm algo em comum, ler o mundo e interpretá-lo: de preferência, antes que o terremoto aconteça e os tsunamis devastem tudo.

Pois dizer para quem já está arrasado que houve uma tragédia é zombar da inteligência das vítimas”. Lamento, coleguinhas, mas tenho de escrever com todas as letras: não temos feito outra coisa. E mais: ou temos criatividade e coragem para romper com a ditadura do gancho ou essa situação não vai mudar nunca.


Paulo José Cunha
Jornalista e professor de comunicação

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Imprensa mundial aborda segurança no carnaval e Olimpíada com greve no Rio

Cristiane Salgado - Estadão.com.br
'Guardian' aponta temor pelo cancelamento ou segurança durante o carnaval do Rio - ReproduçãoSÃO PAULO - A greve dos policias e bombeiros do Rio de Janeiro iniciada na madrugada desta sexta-feira, 10, repercutiu na imprensa internacional, que destacou a proximidade do início do carnaval. 

Reprodução
'Guardian' aponta temor pelo cancelamento ou segurança durante o carnaval do Rio.
 
Para o 'New York Times', a greve ameaça "a festa mais importante do país: o carnaval". O jornal norte-americano lembra a polêmica em torno dos altos salários do Judiciário e fala na "grande discrepância de pagamentos no setor público".

O jornal britânico 'The Guardian' afirma que "as preparações carnavalescas foram ofuscadas pela greve policial", acrescentando que as "autoridades temem uma onda de violência". Para o veículo, o carnaval é uma melhores festas de ruas no mundo, com quatro dias de celebrações que atraem milhões de pessoas.

O 'The Washington Post' relatou que o salário dos oficiais do Rio estão entre os mais baixos no País. O jornal ainda ressaltou que "a polícia no Brasil, particularmente no Rio, tem sérios problemas de corrupção".

De acordo com a rede norte-americana CNN, a greve policial "levanta preocupações sobre a habilidade do Brasil em prover segurança" em cidades - Rio de Janeiro e Salvador - que sediarão os jogos olímpicos e a Copa.

O espanhol 'El País', assim como a CNN, destacou a preocupação com a segurança no Rio de Janeiro, que abrigará as Olimpíadas em 2014. Segundo o jornal espanhol, apesar da política de pacificação nas favelas ser um avanço, "a cidade está rodeada de subúrbios onde a violência segue com muita força".

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Abaixo a ditadura do gancho


Há quem diga que a imprensa vive sob a ditadura dos prazos, dos dead-lines (os horários de fechamento), principalmente com a aceleração alucinada das notícias em tempo real. Costuma-se debitar os erros, as omissões, as trapalhadas e os equívocos que custam dilacerações brutais à dignidade e à honra alheias na conta da falta de tempo que impede apuração mais criteriosa.
Tudo isso é verdade. Mas existe uma outra ditadura que pode ser mais perigosa do que a ditadura do dead-line: é a ditadura do gancho. Em jornalismo, “gancho” é o fato que justifica a realização e publicação de matéria ou reportagem. Só pra exemplificar: só se justifica a publicação de matéria sobre o preço do bacalhau perto da Semana Santa, quando o produto é mais consumido. Senão ninguém presta atenção.
No momento em que se noticia a tragédia do Rio de Janeiro convém publicar matéria sobre as providências que não foram tomadas para evitar a catástrofe. É da natureza da imprensa trabalhar sobre os fatos que estão na ordem do dia. Se não existem fatos, a gente busca as efemérides – os fatos programados, datas comemorativas, que salvam pauteiros.
Até hoje fomos incapazes de fazer a nossa parte no que diz respeito à antecipação dos problemas, no apontamento dos riscos, na previsão das tragédias. Noutras palavras: não temos tido a coragem de enfrentar a ditadura do gancho. De todos, talvez o jornalismo antecipatório seja o mais importante, mas ainda é o mais negligenciado.
Raramente jornalistas publicam matérias sobre os riscos disso ou daquilo. Não cabe a desculpa de que os espaços os jornais e das emissoras de rádio e TV estavam ocupados com matérias sobre o que estava na pauta da ordem do dia. Conversa. Toda redação tem crise de pauta. E é nelas que as abobrinhas (que os calhaus, como dizemos em nosso jargão) entopem as páginas.
Calhau é parte de nosso comodismo. E ela é produto dessa ditadura a que nos sujeitamos, de raramente olharmos para o problema antes que ele cause o estrago. Como escreveu o professor e jornalista Luiz Martins num artigo brilhante publicado no portal da UnB, “Meteorologistas e jornalistas têm algo em comum, ler o mundo e interpretá-lo: de preferência, antes que o terremoto aconteça e os tsunamis devastem tudo.
Pois dizer para quem já está arrasado que houve uma tragédia é zombar da inteligência das vítimas”. Lamento, coleguinhas, mas tenho de escrever com todas as letras: não temos feito outra coisa. E mais: ou temos criatividade e coragem para romper com a ditadura do gancho ou essa situação não vai mudar nunca.
Paulo José CunhaJornalista e professor de comunicação


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