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quinta-feira, 3 de maio de 2012

LÍDER DA ASPOL NÃO APOIA MARCO PRISCO

O líder regional da Associação dos Policiais da Bahia (Aspol), Fabrício Ribeiro Ninja enviou uma carta ao Radar Notícias onde fala sobre Marco Prisco, presidente Associação de Policiais e Bombeiros do Estado da Bahia (Aspra). Prisco esteve em Itabuna na última segunda-feira (30) onde se reuniu com soldados e falou sobre a Caravana da Cidadania Militar, que visa auxiliar os PMs prejudicados com a greve, bem como organizar as bases políticas do movimento.

Leia na íntegra a carta de Fabrício Ninja:
 “Não posso compactuar de maneira alguma com a mentira nem com o engano. Prisco não esteve na cidade para a implantação da suposta caravana que ele falou; ele veio para barganhar candidaturas, por preço para apoiar. No intuito de tentar queimar todo e qualquer candidato do PT (Irresponsávelmente), ele se vende para qualquer partido de oposição ao tal, estava aqui na cidade escondido, note que na suposta reunião que ele fez, não havia nem 12 policiais, nada divulgou antecipadamente, nada falou pois havia uma tentativa de fazer um plebiscito secretamente como foi feito em Ilhéus e algumas outras cidades.

 Em Ilhéus, já houve um plebiscito da categoria que escolheu o candidato "Escuta", como Escuta é contra a proposta de Prisco, este que chama o governo de ditador, quando foi abordado ontem por mim, disse que o candidato em Ilhéus era Augusto Jr e a tropa tinha que acatar.

Verdadeiramente quando o abordei ontem, cheguei à conclusão de escrever um livro sobre a forma pacífica de se fazer revolução, além de falar da criação da ASPRA, sendo que dois ex-tesoureiros já pediram demissão e me escreveram dizendo o motivo, falarei também de Prisco, que é corrupto; foi expulso da ALBA por furtar o deputado Sgt. Izidório, foi expulso do PSOL e sobre isso, o presidente do partido me escreveu; já foi do PT, PCdoB, PTC e hoje se encontra no PSDB. Foi expulso da ASPOL pois o Sgt  Dias venceu o plebiscito e ele não acatou em Salvador e quando preso, da greve de 2001 em Brasília, todos viram quando ele passou na cela e pediu o número de Fernandinho Beira-Mar. Continue lendo no Blog BIZU DE PRAÇA

sexta-feira, 30 de março de 2012

Enquanto Daciolo foi excluído, Prisco da PM BA é reintegrado a polícia


O ex-PM Marco Prisco, líder da greve de parte da corporação baiana este ano, ganhou nesta quinta-feira (29), em primeira instância na Vara de Auditoria Militar, o processo que lhe concede a reintegração à Polícia Militar como sargento. Demitido da corporação depois do movimento de 2001, Prisco havia entrado com um pedido de reintegração no Tribunal de Justiça depois da edição da lei 12.191, de janeiro de 2010, que anistiou demitidos em greves da PM. Ele ganhou a ação em junho de 2006, mas o governo baiano não cumpriu a decisão judicial.


Em entrevista ao jornal A Tarde, Prisco comemorou o episódio desta quinta. “A determinação anula todo o processo de 2001. Esta é a prova de que, em 2001, eu fui demitido arbitrariamente. Boa parte dos estados cumpriu a Lei da Anistia. Só não a Bahia e outros dois estados”, afirmou. O governo recorrerá da decisão por meio de recurso de apelação, informou a procuradora do Estado. Ana Beatriz Lemos Passos. 

 Com informações do Bahia Notícias
Colaboração Cláudio Medeiros

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

"Conheci o Sd Marco Prisco, um líder convicto!"

* José Luiz Barbosa 

Conheci o Sd PM Marco Prisco nos idos de 2002, ou o então ex-soldado, pois já fora demitido dos quadros da Polícia Militar da Bahia, pela sua destacada, corajosa e ousada participação no movimento dos praças da Polícia Militar em 2001, e cuja história deveria ser contada para todos os praças ( soldado, cabo, sargentos, e subtenentes) brasileiros, para que saibam que lutar é a única resposta possível para erradicar os abusos, injustiças, ilegalidades, arbitrariedades,  e humilhações a que são submetidos por não terem minimamente respeitado seus direitos de cidadania e sua dignidade, como profissionais e cidadãos.

Me chamou atenção, tamanho os absurdos sofridos pelo Sd Prisco, após o movimento dos praças bahianos, mas ainda sim não havia se demitido da luta, porque estava estampado em sua face, o sentimento mais profundo de indignação e revolta por haver sentido na pele, na família, e em sua dignidade humana, todo tipo de tortura psicológica,  tratamento desumano, degradante e vexatório, que o poder estatal e político podem inflingir a um cidadão, policial militar e chefe de família, por lutar pelo direito básico e fundamental à dignidade profissional e salarial, e por expressar pelos meios de que dispõe sua insatisfação e descontentamento com sua valorização, já que não há e nem nunca houve nenhum canal de discussão e negociação com o governo nem com o comando da instituição, que vive de joelhos para o governador.

Mas o que quero ressaltar e relembrar, é que testemunhei, que nem passando fome, se valendo da caridade alheia, dormindo de favor, e andando de carona muitas vezes, jamais abandonou ou desanimou de perseguir lutando, e esteve presente em momentos importantes da luta de muitos outros companheiros de outros estados, até os mais longiquos, em que se travavam batalhas pelo mesmo direito, o de exercer a cidadania política e reivindicar melhores salários e condições de trabalho.  

Mas ao que parece, os metódos e estratégias políticas, antes condenadas pelo petista Jacques Wagner, governador da Bahia, e diria até pelo PT, são ressucitadas dos porões do terror com armas que vão desde a criminalização de movimentos e lideranças, até a difusão inverídica de propaganda ideológica e política com o único objetivo de linchar moralmente e aniquilar com a dignidade dos que ousam levantar sua voz para lutar e defender direitos, que são  negados por sucessivos governos com a covarde e muda anuência de parlamentares estaduais e federais, que foram eleitos para representar o cidadão, e entre estes os policiais e bombeiros militares.

Preferem como sempre o uso da força e do poder de repressão para amordarçar e enquadrar os "recalcitrantes", diga-se policiais e bombeiros militares, cidadãos cujos direitos políticos e civis, são limitados e restringidos, com repercussão e efeitos no exercício do direito de expressar sua opinião e pensamentos, que é reconhecimendamente um princípio consagrado para e pelo estado democrático de direito, com fundamento no livre exercício da cidadania, que deveria ser garantido pelo estado.

Devemos neste momento dedicar especial atenção e mobilizar toda rede da blogosfera para dar ampla publicidade e divulgação ao movimento dos policiais e bombeiros militares bahianos, prestando-lhe apoio e solidariedade e encaminhando pedidos aos parlamentares da Baia para que exerçam seu papel de representar os interesses da segurança pública e pressionem o governador para que abra o canal de negociação e dialógo, como o caminho natural e pacifíco de ser resolver controvérsias, ainda mais se a outra parte está apresentando uma justa e legitíma reivindicação.

E para concluir, conheço bem o Sd MARCO PRISCO, e posso afirmar com absoluta certeza, jamais se acovardará ou se intimidará, e se ganhou status de liderança do movimento, o melhor que o governo e o comando devem fazer é dialogar e negociar, porque a legitimidade para exercer a liderança do movimento lhe foi outorgada pelos próprios policiais e bombeiros militares, que com o resultado de negociações de movimentos passados, se viram vendidos, traídos e aviltados por lideranças, e o pior também praças, que diziam representar seus interesses.   

A convicção e a firmeza de propósito, são características inerentes ao Sd Marco Prisco, daí a crença no que defende, e sua fé inabalável na luta pela cidadania que contagia e move os que assim como ele, sabem que não há conquista sem luta . 

Presidente da Associação Mineira de Defesa e Promoção da Cidadania e Dignidade, bacharel em direito, ativista de direitos humanos e garantias fundamentais, Sgt PM / MG.