
Em ano eleitoral tudo acontece; e o governo promete mais verbas para tentar contar os altíssimos índices da insegurança no estado. As taxas de homicídios são incontroláveis, ao ponto de, em dado momento, ser cogitado que estes índices não fossem divulgados.
O detalhe horrendo é que apesar de tanta violência, alguns políticos transformam, ou tentam transformar a tragédia em mote de campanha, doando rios de dinheiro, como se, só e apenas o dinheiro pudesse melhorar os índices criminais altíssimos. O Estado mais uma vez é loteado e o capital político vira "estratégia de mercado". Ou seja, temos que investir nos currais eleitorais com maior potencial de votos, canalizar os recursos para que não se perca esse capital político, votos...
Coincidentemente as verbas para a segurança pública, surgem no ano eleitoral, onde alguns pré-candidatos à prefeito estão em baixa nas primeiras pesquisas de intenção de votos, e daí, começam as propagandas maquiadas e distorcidas para esconder o que não foi feito; (como na saúde em que os médicos estão em greve), ou os anúncios de criação de secretarias para abrigar mais cabos eleitorais. No meio do caos está a população atônica e uma tropa desmotivada, cansada e sem perspectivas de mudanças. A cada chamada, um lamento, a cada cobrança uma frustração, como se nós humanos pudéssemos resolver problemas crônicos de gerência e incapacidade para reverter o problema, que não está na tropa, mas, como o emprego dela está sendo feito.
Quem sabe os índices do candidato do governo não melhora, com mais verbas, na compra de mais viaturas superfaturadas, na contratação de empresas de publicidade?...Um segmento é certo, que cresce com a insegurança: as empresas particulares de vigilância e monitoramento...talvez por isso, a guarda municipal ainda não tenha sido criada. Ou seja, o político ganha, a empresa terceirizada também; o criminoso idem, a segurança particular fatura...
Enquanto isso a insegurança pública vira plataforma política, de novo, outra vez...até quando?